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elevador da bica

É Vital Moreira

28 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Golpe de teatro. Não estava na bolsa de apostas. Pelo menos entre os primeiros. Sócrates procura estancar o castigo e a fuga de votos à esquerda. Oiço dizer por aqui que é mau candidato. Se for como nos tempos do camarada Vital do PC, não sei não. Agora é vital o PSD pôr as suas cartas na mesa...

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Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Estou no congresso do PS. Sento-me ao lado de um amigo da Lusa. Ele tem o Twitter aberto. Uma das mensagens chama-me a atenção: é o Filipe, a dizer que o Henrique e o Miguel estão a ver o congresso do PS na televisão. Em vez de brincarem. Estamos a criar monstros, diz ele. Gostam de ver o Marcelo. Ele depois explica porquê: o Henrique só tem 4 e o Miguel só tem 3 anos. São filhos de jornalistas. Pois. Um é filho dele. O outro é meu. Soube do meu filho porque olhei para um computador e falavam dele no Twitter...

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Índice do citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe e não um qualquer director de jornal com as suas campanhas. Não é nenhuma televisão com as suas manipulações, nem é nenhum cobarde com as suas cartas anónimas. O povo em democracia é quem mais ordena»

José Sócrates, no congresso do PS, 18v no índice de populismo ou é disto que o meu povo gosta

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O chique tecnológico

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Neste momento, na tenda da JS, em cujos computadores muito "chique tecnológico" escrevo, ouve-se Jaime Gama com música lounge ou pop por fundo. "Ó camarada, já ouviste a última mistura dos discursos do Gama?"

A sério: o Sócrates vai ter um site tipo o do Obama, onde a malta tem de deixar os dados todos. Só não dá para fazer doações, que isto não é a América. Uma pena.

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A rosa sem espinhos

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Até agora o congresso do PS é uma mão cheia do mesmo partido que se ouve nos telejornais. Aqui, pelos vários espaços da nave dos desportos de Espinho, só há dois assuntos: quem será o cabeça-de-lista às europeias e se Manuel Alegre vem ou não vem.

O poder seca, corta a criatividade e o povo partidário gosta de se submeter. Até Edmundo Pedro pediu desculpa a Sócrates por ter falado no medo de falar dentro do partido.

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A Rosa em Espinho

27 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Ao fim da tarde, começará mais um daqueles congressos de louvor a um caudilho, onde o Poder até reza ao Grande Arquitecto para que apareça alguém a fazer o jeito de dizer mal, para depois um da tribo do chefe explicar que no partido todas as vozes contrárias fazem a riqueza da organização.

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Índice do citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Não há nenhum primeiro-ministro, mesmo que esteja com 40 graus de febre, que não tenha obrigação de estar presente [na cimeira europeia]. É inaceitável que José Sócrates ponha uma festa do PS à frente dos interesses do País».
Manuela Ferreira Leite, na TSF. 17valores no índice de populismo contra o qual se candidatou

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O biombo

26 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

De facto, ter de dar explicações sobre negócios com clientes quando se é responsável de uma instituição pública, é uma grande maçada. O melhor seria, talvez, reformular a legislação sobre segredo de Estado e incluir neste saco tudo e mais um par de botas para que as transacções se possam fazer, tranquilamente, por detrás do biombo.

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11 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Parece-me que mentir atingiu proporções tão epidérmicas na nossa cultura e entre as nossas instituições em anos recentes, que nos tornámos imunes. Que raio aconteceu à mais honesta indignação?»
Benjamin Bradlee, "Lying" - um dos textos no livro "Do The Media Govern?" [Ben Bradlee foi director do Washington Post durante o Watergate]

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Índice do citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Não tenho indicações, não tenho ordens e era o que falta que eu tivesse de responder pelos actos de gestão administrativa da Caixa Geral de Depósitos.»
Teixeira dos Santos, no Parlamento. 19v no índice do eu é que mando quando é preciso mas agora deixa-me assobiar para o ar

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Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A revista da Deco fez 600 viagens de táxi e detectou diversas irregularidades. Dá conta de uma melhoria no serviço, mas denuncia, ainda, muita roubalheira. Refere, também, que, "na praça do aeroporto [da Portela], permanecem veículos sem distintivos que aplicam tarifários não previstos".

Eu percebo, embora lamente, que a associação do sector não veja nisto qualquer problema e até coloque em causa a credibilidade do trabalho da Deco, protegendo os motoristas que andam por aí a roubar os clientes, sobretudo estrangeiros. O que já não entendo é por que motivo a polícia não actua com mão dura sobre estes malfeitores que dão péssima fama ao país, logo no seu "hall" de entrada.

Mas, enfim, isto parece que até nem é sinal de subdesenvolvimento. Pelo menos, é a sensação com que fiquei desde o dia em que tive que pôr na ordem um taxista de Estocolmo - sim, de Estocolmo, capital desse modelo de civilidade que é a Suécia - que tentou sacar-me umas valentes coroas adicionais numa viagem do porto marítimo local para o centro da cidade.

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Deveres e direitos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Não, senhor ministro, não tem que responder em primeira instância pelos actos de gestão da Caixa. Tem é que, enquanto representante eleito dos accionistas da Caixa, questionar o negócio, dizer se concorda com ele, ou não, e porquê. Contribuintes e eleitores têm o direito de saber o que pensa sobre matérias relevantes como esta e muitas outras. É só isso.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Os coelhinhos do Louçã", por João Duque, no "Diário Económico", sobre os estragos que o político demagógico é capaz de fazer ao economista.

"Chega de progresso" e "A renovação da classe política", por Alberto Gonçalves, na "Sábado", sobre a falta de paciência para alguns aspectos das novas tecnologias, como as redes sociais, e o "jogo de percepções" de que Pedro Passos Coelho admite depender o êxito na política.

"O país do faz de conta", por Helena Matos, no "Público", sobre directores que não querem que se saiba que o são, taxas moderadoras que não moderam coisa nenhuma, a nacionalização do Carnaval pelos autarcas e padeiros que falam como farmacêuticos.

E, ainda:

"Um 'bailout' em imagens", por João Miranda, no "Blasfémias". Soberbo.

Pois, pois

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

José Sócrates disse, ontem, na Assembleia da República, só ter tido conhecimento do acordo realizado entre a Caixa e Manuel Fino na passada terça-feira. É estranho. A primeira notícia sobre o assunto foi publicada mais de uma semana antes e suscitou reacções públicas.

Ou o primeiro-ministro anda distraído ou os seus prestimosos assessores não estão a fazer o trabalho de casa. Isto para nos ficarmos, apenas, pelas hipóteses mais inocentes.

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Ouvido hoje no Elevador

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

«O mercado está para a formação de preços como a democracia para o sistema político.»

A Origem do Mundo e a Verdade Revelada Pelo Tempo

25 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Isto de a PSP agir em nome do interesse comum, confiscando um livro que incomodava os púdicos bracarenses e que tinha na capa a "Origem do Mundo" de Courbet, mostra não só ignorância. É também prova de uma grande falta de cultura democrática, para além de grande falta de cultura. O Museu D'Orsay, em Paris, devia precaver-se, proibindo a entrada de zelosos agentes da PSP. Será a polícia de Braga tão lesta em casos que sejam mesmo de polícia? É caricato, triste, ridículo e óptima publicidade para a editora. Mas não é dos casos mais graves. Nem dos mais divertidos.

Nem sempre coisas como estas têm como contexto a extrema ignorância dos actores. No último Verão, em Itália, aconteceu um episódio ainda mais insólito, porque neste caso os protagonistas não são ignorantes nem ultramontanos. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi, costuma dar conferências de imprensa tendo por detrás um quadro de Tiepolo, do século XVIII, por si escolhido: A Verdade Revelada pelo Tempo, onde a a Verdade mostra um seio nu. Ora, para escândalo dos amantes de arte italianos e não só, os assessores de imagem de Berlusconi decidiram pedir a uns especialistas para retocarem o mamilo da Verdade, cobrindo-o pudicamente (ou bracaramente), para o primeiro-ministro não passar a vida a falar tendo por detrás, dirá o povo, uma gaja com as mamas à mostra, ainda assim, mais recatada que as gajas de mamas à mostra dos canais de televisão do próprio Silvio.

Ora, há censuras e censuras, e esta censura que não vem da parte de pobres agentes da autoridade que não têm culpa de serem profundamente ignorantes, é mais grave. Esta censura é abusiva, instrusiva, lesiva, mas muito mais divertida. O Guardian escreveu este texto absolutamente genial e irónico sobre Berlusconi, a verdade, o tempo e as mamas (que é obrigatório) ler e que levou a este comentário. Gostava de ler outro texto assim no Guardian sobre o caso da Origem do Mundo em Bracara Augusta.

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A credulidade matou o gato

23 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Fernando Teixeira dos Santos esclareceu hoje que apenas os depósitos "puros" constituídos junto do Banco Privado Português estão sob a protecção do Governo. Fica de fora a gestão de activos, onde se incluem os produtos financeiros que muitos clientes garantem terem-lhes sido vendidos como depósitos.

Eis uma questão na qual o Governo não se quer envolver e que passa a ser responsabilidade do banco, dos reguladores e, em última análise, dos tribunais. O caso promete ser longo. Para já, independentemente daquilo que venha a ser apurado quanto a irregularidades eventualmente praticadas na relação entre o banco e os clientes quanto à natureza daquelas aplicações, ficam duas lições.

Primeiro, as remunerações competitivas associadas a produtos que parecem depósitos devem suscitar mais curiosidade por parte dos clientes. Segundo, os reguladores deviam começar a demonstrar mais interesse pelo cumprimento das suas funções, no que respeita ao escrutínio daquilo que os bancos andam a oferecer no mercado. Num caso e noutro, a credulidade matou o gato.

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10 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Será da própria essência da verdade ser impotente e da própria essência do poder enganar?»
Hannah Arendt, "Verdade e Política"

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O crime compensa

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Um tipo quer subornar outro com 200 mil euros e é apanhado. Depois, a justiça condena-o a uma multa de cinco mil euros. Isto é encorajador.

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Cidadão Augusto invade gabinete de ministro Santos Silva

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Augusto Santos Silva, em entrevista à RTP, criticou a própria RTP (que ele tutela) por promover a dita entrevista usando imagens de si no Parlamento sobrepostas ao som de palavras suas como dirigente do PS a dizer que gostava era de malhar na direita.

Ora os políticos fazem muitas vezes esta confusão de "qualidade", desdobrando-se em homónimos com funções diferentes. Falando na qualidade disto ou daquilo, vestem e despem casacos ao sabor das conveniências. Judite de Sousa, que o entrevistou e ouviu a admoestação, talvez não soubesse que, na semana anterior, Augusto tinha denunciado a "campanha negra" do caso Freeport, falando aos jornalistas na qualidade de "cidadão", dentro do gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva. Portanto, legitima a sobreposição de "qualidades" feita pela RTP. A política tem destas esquizofrenias...

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Índice do citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«A primeira pessoa que falou em crise fui eu. Direi mesmo que no País»
Manuela Ferreira Leite, Correio da Manhã, 17 valores no índice do estamos sempre de tanga

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Audições para um domingo à tarde

22 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Seasick Steve nasceu em 1951 mas só em 2006 lançou o seu pimeiro álbum a solo, "Dog House Music". De acordo com o que se lê aqui, passou a maior parte da vida a tocar onde calhava e a viver onde calhava, também.

Parece que, recentemente, foi vítima de uma crise cardíaca o que o terá feito assentar algures na Noruega, terra de onde é oriunda a sua mulher. Esta estabilidade está a dar frutos. No ano passado, surgiu a sua segunda gravação, com um título que eu arriscaria ser autobiográfico: "I Started Out With Nothin' and Still Got Most Of It Left".

Em relação ao disco antecessor, é uma gravação mais limpa e polida, mas nem por isso menos autêntica. Seasick Steve toca blues, sempre próximo das raízes, e sabe fazê-lo com genuíno talento, quando toca sem acompanhamento ou quando opta por se rodear de algum, muito pouco na verdade, apoio.

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Audições para um domingo à tarde

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Folk, blues, rock, jazz, country. Muitos dos discos mais recentes de Bill Frisell têm um pouco de tudo isto e fazem uma síntese perfeita a partir de vários ingredientes da música popular norte-americana.

É o caso deste "Good Dog, Happy Man", editado há dez anos, mas um dos seus melhores registos quando se observa o lado mais acessível da já extensa carreira do guitarrista. Frisell é um músico de elevados recursos técnicos mas aqui o que conta é a simplicidade com que aborda os vários temas do disco.

Em "Good Dog, Happy Man" não há grandes artifícios, nem corridas para dar prova do viruosismo do líder da banda. Apenas boa música, tocada de forma distendida, como se um grupo de talentos com provas dadas se tivesse reunido para se divertir e, de caminho, divertir quem os escuta. Excelente para um domingo à tarde soalheiro.

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Audições para um domingo à tarde

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Bons pianistas é o que não falta por aí. A começar por Portugal, com Bernardo Sassetti e Mário Laginha (sobretudo o primeiro, de acordo com as minhas preferências). Mas é sempre uma boa experiência conhecer mais um, sobretudo se for como Spike Wilner.

Tropecei neste disco, por acaso, quando procurava informação sobre gravações recentes que valesse a pena explorar. "Three to Go", que um dos guarda-freios aqui do Elevador teve a amabilidade de me trazer da cidade que nunca dorme, revelou-me um pianista cheio de "swing", que interpreta velhos clássicos num estilo vibrante.

Aqui, apresenta-se em quinteto, com Ryan Kisor, no trompete, Joel Frahm, no saxofone tenor, Ugonna Okegwo, no contrabaixo, e Montez Coleman, na bateria. Os dois primeiros competem com Spike Wilner pelos melhores solos do disco, os dois últimos cumprem com competência aquilo que lhes é pedido.

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ALA no Times

21 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

No New York Times escreve-se sobre António Lobo Antunes. Apesar das irritantes gralhas no texto ("Mr. Atunes"), vale a pena ler uma crónica desassombrada sobre a obra do homem - como muitos nativos deste país (os que leram ALA e os que não leram), o Times é favorável às crónicas, mas sobre a ficção tem uma opinião menos uniforme. Há ainda a possibilidade de ler uma passagem, em inglês, do livro de crónicas.

Acabei de ver o Milk agora mesmo

20 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Sim, a questão do casamento entre homossexuais foi lançada para o ar com um admirável 'timing' político por parte do PS. Sim, desvia as atenções da crise e das trapalhadas do Freeport. Sim, motiva os debates mais acéfalos.

Mas, não, a crise financeira/económica/social não pode ser um cacto no debate público - há outros assuntos que interessam às pessoas. O acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo - uma questão do foro civilizacional - é um deles.

Sobre o debate tenho apenas a dizer que, sentado naquela posição confortável de espectador, não penso que a 'instituição casamento' fique ameaçada com a entrada de novos e diferentes membros. Sobretudo porque estamos a falar, afinal, do casamento civil, um contrato (diariamente terminado por casais heterossexuais) que dá jeito para a declaração de impostos e, ainda, direito a uma festança de vestido branco e tudo.

E há ainda outro argumento a ponderar - o distanciamento que se abriria entre o casamento civil e religoso (ver post "Adeus, leitor"). Do ponto de vista da Igreja católica (grupo no qual relutantemente me integro, nem que seja já apenas por uma questão de identificação cultural), esta diferença só traria vantagens...

O Elevador do Baco

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Dois dos guarda-freios do Elevador da Bica nem queriam acreditar - na carta do restaurante da Adraga estava de volta o Colares da Fundação Oriente. O ano 2007 rendeu um branco tão elegante, mineral e inesquecível como o anterior, o primeiro do projecto da fundação, que tenta relançar o vinho da região. Com o Sol da Adraga, caíu luxuosamente sobre as ameijoas e o robalo grelhado.

O de 2006 esgotou em pouco tempo nas garrafeiras e nos (poucos) restaurantes que o tinham e o mesmo deverá acontecer a este Colares - o Elevador nem devia avisar, embarcando numa onda de açambarcamento sem vergonha, mas hoje respira-se um ar de altruísmo para os lados da Bica...
p.s. imagem gentilmente roubada ao blog da Garrafeira de Campo de Ourique, onde está à venda este néctar.

We're All Gonna Die

18 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

"We're All Gonna Die - 100 meters of existence"
Simon Høgsberg
Berlin, Verão de 2007

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9 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Não há qualquer vantagem em mentir aos jornalistas. Isso não significa dizer toda a verdade a toda a hora, ou deixar que todos os factos se metam no caminho de uma boa história. Saber que pedacinho da verdade revelar, quando e a quem, é a principal característica de um spin-doctor.»
Paul Richards, "Be Your Own Spin-Doctor"

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Há coisas fantásticas

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O livro já está traduzido para português e mereceu algumas recensões elogiosas na Imprensa. Inteiramente merecidas, na minha opinião, porque a matéria em causa, os conhecimentos do autor sobre música e neurologia e a escrita fluida e acessível, fazem um trio irresistível.

"Musicophilia", de Oliver Sacks, conta histórias fabulosas acerca do poder da música sobre o cérebro humano. Descreve casos clínicos complexos em que o remédio mais eficaz é a música, incluindo doentes que sofrem de Alzheimer ou de Parkinson.

Fala de fenómenos comuns que podem tornar-se insuportáveis como aquela melodia que não nos larga a cabeça de manhã à noite, sem que saibamos porquê. E de "milagres" como aquele que já foi largamente referenciado de um homem que, depois de ter sido atingido por um relâmpago, "descobre" um prazer compulsivo na música para piano. Ou, ainda, de pessoas com graves deficiências mentais, capazes de reterem na memória e de reproduzirem centenas de cantatas compostas por J. S. Bach.

O mundo descrito por Oliver Sacks é fascinante e deixa-nos perplexos perante o funcionamento do cérebro e a capacidade que um "mero" conjunto de sons tem para, no mínimo, nos colocar bem dispostos, mal dispostos, melancólicos ou alegres. Como costumam dizer os especialistas em recensões literárias, este livro é obrigatório.

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Mistérios da vida moderna

17 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Minha mãe aspira a casa. Meu pai observa a horta no quintal. Pai entra em casa e diz à mãe, parece que um camião foi contra a parede da nossa casa. Mãe desliga o aparelho e estranha porque não ouviu nada. Abrem a porta e camião nenhum bateu na esquina. Minutos depois, a rádio noticia sismo de 3,9 na escala de Richter com epicentro na Serra de Grândola. Foi há umas duas horas. A terra treme e nós pensamos que os utensílios da vida moderna se viram contra nós. Não. É só o Planeta a fazer o que faz desde que é Planeta e nós nunca nos habituámos a lidar com essa inconveniência.

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Casamento homossexual e liberdade

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Desta vez, o artigo de Mário Crespo é absolutamente demagógico. Associar o casamento homossexual à eutanásia, à morte ou à não vida por não haver reprodução é de mau gosto. Pode ser-se contra ou a favor, mas em vez de se andar à procura de argumentos, esses sim, estéreis, é preferível assumir o preconceito de frente e dizer que o casamento é só para homens e mulheres e os gays que coabitem. Numa sociedade livre, ninguém tem nada a ver com o que faz o vizinho do lado, desde que não interfira com a sua própria liberdade. Não me incomoda que os homossexuais casem. Nem isso tem qualquer efeito negativo na instituição matrimonial. Casam os que quiserem. Vivem como quiserem. Não haverá grandes mudanças sociais. A parte mais visível será a dos excêntricos que quiserem casar e fazer show-off. Depois, o assunto morre, a coisa torna-se normal, banal e passamos a viver numa sociedade mais tolerante, cada um segundo a sua vontade.

Quanto à agenda de Sócrates, sim, é oportunista. Mas a verdadeira pergunta é: porque é que esta medida considerada tão importante do ponto de vista das igualdades constitucionais não estava no primeiro programa do PS socrático? Na época não convinha (lembrem-se dos boatos) e agora este ruído ajuda a distrair da crise. Sócrates não dorme, mas não é isso que torna a medida malévola. Adiá-la era só isso, adiá-la.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Requiem por um empresário", por Tiago Caiado Guerreiro, no "Diário Económico", sobre o asfixiante fardo fiscal que se abate sem piedade sobre as empresas portuguesas, para mal de toda a economia.

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Tragédia nos subúrbios

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"'Because everything you said was based on this great premise of ours that we're somehow very special and superior to the whole thing, and I wanted to say 'But we're not! Look at us! We're just like the people you're talking about!'"

Revolutionary Road é um livro muito duro - e muito bom. Expõe sem piedade as ilusões de April e Frank Wheeler, dois exemplares da classe média intelectual e burguesa americana no início dos 60's, presos entre a insatisfação e o tédio mortal impostos pela vida-sem-infelicidade-e-dúvida dos subúrbios e a constante fuga para a frente (o sonho de ir para a "Europa" em busca de 'qualquer coisa'). Revela, no final, o que acontece a April e Frank quando a paixão é, ao mesmo tempo, débil e arrabatadora ("Alas! when passion is both meek and wild!", o verso de Keats em epígrafe).

Por isto - que, muito além do contexto específico, tem tudo a ver com as nossas vidas hoje e sempre - e porque Richard Yates o escreveu magistralmente, merece ser um clássico. E merece, claro, ser lido - antes ou depois de ver o filme realizado por Sam Mendes (o mesmo de "American Beauty", outro sobre a vida nos subúrbios americanos), por aí nas salas de cinema (ainda não vi, mas a expectativa é grande - pegar na Kate Winslet e no Di Caprio para estes papéis - o casalinho Titanic nos 90's - é de uma fina ironia).

Aqui está uma crítica do Pedro Mexia sobre o livro. Aqui o trailer do filme.

Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Nova casa arrendada, nova factura da água. Dos modestos 8,88 euros cobrados por 17 dias de serviço, apenas 0,35 cêntimos dizem respeito ao consumo de água. O resto foi para "contas terceiros", "quota de serviço" e "serviços prestados". Fiquei a saber que existe uma taxa de "saneamento fixo", outra de "saneamento variável" (como nos caças) e, o meu favorito, um "Adicional C.M. Lisboa".

Madoff foi uma brincadeira de amadores?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Cento e vinte e cinco mil milhões de dólares destinados à reconstrução do Iraque desapareceram sem deixar rasto? A soma corresponde a perto de 98 mil milhões de euros, isto é, cerca de 60% do produto interno bruto de Portugal. Ao pé disto, de facto, Bernard Madoff parece um simples amador.

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8 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Para o homem injusto que saiba granjear fama de justiça, a sua vida diz-se que é divinamente boa. Portanto, "uma vez que a aparência", como me demonstram os sábios "subjuga a verdade" e é senhora da felicidade, é para este lado que devemos voltar-nos por completo»
Platão, "A República"

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Os carros também não podem parar

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Salvem a Scalextric!

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Os comboios não podem parar

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Salvem a Marklin!

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Uma desgraça nunca vem só?

16 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A Marklin, que colocou gerações consecutivas literalmente a ver passar os comboios, está em dificuldades. Esta é, seguramente, uma das piores notícias possíveis sobre as consequências da crise.

Pior, ainda, seria se os fabricantes da Scalextric também não se conseguissem aguentar. Para já, as novidades não são más.

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Nem tudo está perdido

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Se há aspecto em que Portugal revela a pobreza, desinteresse e alheamento da chamada "sociedade civil" é no facto de não existirem centros de conhecimento e investigação sobre os problemas do país. Faltam "think tanks", independentes, capazes de produzir análise e de melhorar a qualidade do debate público.

A decisão de Alexandre Soares dos Santos de lançar uma fundação que "visa estudar os grandes temas nacionais" é um passo no sentido de preencher aquela lacuna. A liderança entregue a António Barreto apresenta-se como uma garantia de rigor e seriedade. E, se for assim, nem tudo estará perdido.

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Nem tudo é mau

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Entre as escassas boas notícias na frente económica, a descida do preço do dinheiro é uma delas. As taxas de juro estão a baixar para níveis recorde, o que vai aliviar as prestações mensais dos créditos à compra de habitação.

Este movimento beneficia os créditos vivos. Quanto a quem pretenda contratar agora um empréstimo, as margens cobradas pelos bancos vão anular as vantagens daquela descida.

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A longa saga dos painéis

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A recomendação da Autoridade da Concorrência foi feita há quatro anos. Em 2006, o Governo prometeu que as auto-estradas iriam ter painéis com informação sobre os preços dos combustíveis praticados nas estações de serviço.

O tempo foi passando e nada sucedeu, a não ser umas discussões nos bastidores sobre quem pagava a conta. Em meados do ano passado, em plena época de subida dos preços na sequência da valorização das cotações do petróleo, o Governo decidiu que era tempo de acelerar o processo.

A associação das empresas petrolíferas garantiu, então, que em Novembro os painéis estariam colocados. Depois, definiu nova data: Fevereiro de 2009. Chegados a este mês, a única coisa que os consumidores podem avistar nas auto-estradas é um cartaz com a promessa de que, em breve, "os preços estarão aqui", ou qualquer coisa como isto.

Sobre o ridículo da inoperacionalidade e burocracia que vai reinando no país, nem vale a pena fazer grandes comentários. O Museu de Arte Antiga tem os painéis de São Vicente. As auto-estradas portuguesas têm os painéis de Santa Engrácia.

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A mentira venezuelana sobre Portugal

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


Era interessante saber se a embaixada portuguesa protestou contra isto e isto. Talvez não a embaixada, porque se as relações com o governo de Hugo Chávez são tão próximas, as coisas resolvem-se entre amigos e a um nível mais alto. Ainda nem há 15 dias, o mui socrático secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, foi à Venezuela com 25 empresários para tratar de negócios.
O cartaz dos chavistas, muito dirigido à comunidade portuguesa, diz que "os portugueses desfrutam do direito à candidatura contínua dos seus candidatos". É mentira, há limitação de mandatos em Portugal (ver aqui um discurso de Pedro Silva Pereira sobre o tema). Amizade a mais com certo tipo de regimes populistas dá nisto. E o referendo já foi. E Chávez ganhou para cumprir a promessa de que lá ficará até 2049. Será que os milhões de portugueses e luso-descendentes que há na Venezuela alguma vez se deram conta de que estavam a ser enganados?

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Portugal no seu melhor", por Rui Moreira, no "Público", sobre a cobardia do Estado, ou de quem em seu nome toma decisões: fraco com os fortes, forte com os fracos. Isto, a propósito da retirada dos terminais da rede Multibanco dos tribunais, em mais um caso em que o Estado português mostra não conseguir fazer aquilo que lhe compete.

Um passo atrás na democracia

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Desta vez, Hugo Chávez conseguiu o que queria, ao arranjar condições para se eternizar no poder. A triste tradição dos ditadores latino-americanos, de Fidel Castro a Pinochet, está de regresso.

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Ontem cantei com os Irmãos Gallagher

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso


21 horas. Pontualidade britânica. Ouvem-se os primeiros acordes de "Fuckin' In The Bushes" e começa a aventura. Na audiência que enche 2/3 do Pavilhão Atlântico saltam putos de 14 ao lado de barbas grisalhas de quarenta e muitos. Quando Liam canta "Tonight I am a Rock & Roll star" a malta pula, sonha e… lembra que os Oasis ainda estão vivos. E muito!!!

É certo que passaram mais de 10 anos dos dias loucos da Britpop, do tempo em que Blair pousava de guitarra na mão para a NME, dos dias em que ouvia "(What’s the Story) Morning Glory?" em loop na minha aparelhagem. Mas ontem, eu e milhares de portugueses, brindamos os meninos de Manchester com uma noite memorável e eles pagaram com a mesma moeda.

Para as meninas ouve "Slide Away", para os gajos um brilhante "Morning Glory" que soou um milhão de vezes melhor ao vivo do que aquilo que eu me lembrava em disco. Para Mourinho ouve dedicatória especial quando Noel nos pediu para lhe dizer para voltar para Inglaterra, para treinar o seu Manchester City. “We love him” disse o mais velho dos irmãos Gallagher.

Houve momentos muito bons do novo disco como "The Shock of the Lightning", "Falling Down", a balada à la John Lennon "I'm Outta Time" e, em especial, um brutal "Waiting for the Rapture". E houve momentos para nunca mais esquecer como cantar "Wonderwall" ao lado de Liam e de um coro de milhares de vozes afinadíssimas. O mesmo coro que mais tarde levou às lágrimas muitos dos quantos acompanharam Noel em "Don’t Look Back in Anger". Arrepiante.

7 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«O que o Partido consagrar como verdade, é verdade. Impossível ver a realidade excepto através dos olhos do Partido.»
Palavras de O'Brian a Winston. George Orwell, "1984"

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Oh! não, hoje é segunda-feira

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Pois é. Mas com uma cançãozinha optimista, isto até vai. Mesmo com o som e a imagem em desconcerto.

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Os sete violinos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Sobre as conclusões da reunião do Grupo dos Sete, durante este fim-de-semana, na capital italiana, o editorial do "Financial Times" chama-lhes "Os violinos de Roma", numa tradução livre e que assume uma das interpretações possíveis para a expressão utilizada. Uma crise global necessita de soluções concertadas, para além da retórica. Para que os "violinos de Roma" não desempenhem o papel dos violinos do Titanic.

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Mistérios de la vida moderna

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O L. ao volante e a remexer nos bolsos. O carro parado à saída do parque subterrâneo e o L. a dizer: "não encontro o ticket". Nós diante de uma cancela fechada e eu descontraído a pensar nos discos que tinha acabado de comprar na Fnac, junto ao El Corte Inglés, no centro de Madrid, muito pouco preocupado com a questão de saber como é que iriamos sair dali. O L. vai falar com o segurança e explica o problema. Ele responde: "no pasa nada". E vai verificar as imagens do sistema de vídeovigilância. A cancela abre e seguimos. Obrigado por nos vigiares, "gran hermano".

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Mistérios da vida moderna

15 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Eu ao volante e a C. a remexer na mala. O carro parado à saída do parque subterrâneo e a C. a dizer não encontro o ticket. Nós diante de uma cancela fechada e eu a refilar, agora como é que saímos daqui? O segurança pergunta o que se passa. Eu digo, perdemos o papelinho e já pagámos. Ele responde, não se preocupe vou verificar pela matrícula. Como é que eles sabem que o ticket era o da nossa matrícula, comento eu? A cancela abre e seguimos. Obrigado por nos vigiares, Big Brother...

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"Copy/paste"

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Barack Obama, que é tido como o primeiro político a utilizar em seu benefício todo o potencial das novas tecnologias, parece saber, de facto, fazer "copy/paste".

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Gestão das organizações

13 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva







Recessão? "So What"?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

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Campanha negra, muito negra mesmo

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

As estatísticas sobre o crescimento da economia portuguesa, que agora revelam ter o país registado uma contracção de 2% no último trimestre de 2008, também devem fazer parte de uma campanha negra, orquestrada por poderes ocultos, para descredibilizar Sócrates.

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Índice do citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«O país pagará caro a fantasia de Ferreira Leite e o endémico caos do PSD. Os regimes começam a cair pelos partidos. O dr. Cavaco que se lembre disso.»

Vasco Pulido Valente, no Público, 17v no índice de pessimismo endémico

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"Are you prepared to say sorry?"

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Ontem, no programa Hardtalk - um formato de entrevista sem rodeios, não um monólogo porno - a BBC pôs na cadeira Geir Haarde, o ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Finanças da Islândia, o principal responsável político pela catástrofe que derreteu a economia do país.

A entrevista foi um massacre - o homem é mesmo um 'case-study' de má liderança política e de diarreia verbal.

"The people who put you in power want to know that you're prepared to take your share of the blame. Are you prepared to say sorry?"
"When and if I say that, that'll be after the result of our investigation comes out. I will take my part of the responsibility when the results are clear."
Clearly, he's not prepared...

Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Pago um disco na FNAC do Chiado, na máquina automática. Em casa dou conta. Ficou lá o multibanco. Passa um dia. Estou de novo no Chiado, ao balcão de informações. Perdi um cartão na máquina automática, digo eu. A moça responde: Vá ali, àquele sítio assim e assim que o seu cartão está lá. Obrigado. E está alguém atrás de mim, na fila. Diz: bom dia!, ontem deixei o meu cartão multibanco na máquina automática...

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6 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«A mentira coloca a liberdade do outro entre parêntesis. Não a destrói, isola-a, separa-a do mundo por um vazio e conserva o poder de decidir se o objecto que refere é imaginário ou real. Ao não dizer, cavo um fosso de nada entre duas partes do universo sem ligação. Ao mesmo tempo, o universo em que vive o enganado está falsificado, portanto é falso (...): constrói muros à volta do enganado»
Jean-Paul Sartre "Cahiers pour une Morale"

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O sono do Banco de Portugal

12 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"O ex-director de operações do BPN, António Franco, afirmou que o Banco de Portugal não fez as perguntas suficientes para descobrir o Banco Insular, uma vez que em regra se 'contenta com meias respostas' que fazem 'desaparecer os problemas'."

Ler aqui mais algumas informações que, no mínimo, aumentam a desconfiança de que a supervisão Banco de Portugal esteve aquém do que se exigia no "caso BPN".

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Índice de citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Não lhe digam nada que ofende
«Essa pergunta é insultuosa e está na linha do ataque pessoal...»
José Sócrates, a responder a Paulo Rangel, do PSD, ontem, no Parlamento, que lhe perguntou o que tinha a dizer, como tutela, sobre as notícias de que os serviços de informações estariam a vigiar os magistrados do caso Freeport. 18v no índice de animal acossado.

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Pela Janela do Elevador

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso


The Wheel of Life
Lisboa, 28 Outubro 2007
1/15 segundos @ f/5.6

Mais um dia desce suavemente sobre a nobre Lisboa. E hoje está sol. A roda pode continuar a girar...

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5 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«"Senhor, senhor. Como este mundo se entrega à mentira!", grita Falstaff no Rei Henrique IV, e as coisas têm vindo por aí abaixo desde então. De facto, mentir tornou-se apenas outra ferramenta para fazer acordos, para vender cerveja ou guerra, sabonete ou candidatos.»
Benjamin Bradlee, "Lying" - um dos textos no livro "Do The Media Govern?"
[Ben Bradlee foi director do Washington Post durante o Watergate]

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Capitulação

11 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Aqui está mais um bom motivo para ler este texto, publicado na "Vanity Fair" de Fevereiro.

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Elogio a Alexandre Soares dos Santos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Um dos grandes problemas de Portugal está no facto de serem escassos os homens livres, como Alexandre Soares dos Santos, que não têm medo de dizer aquilo que pensam.

Num país em que as empresas a quem o Estado deve dinheiro têm receio de figurar na lista de credores por causa de eventuais represálias e em que as concessionárias das auto-estradas pagam as sessões de propaganda do Governo, a meio milhão de euros cada, e calam-se, Soares dos Santos destoa pela coragem e frontalidade.

Se o seu exemplo fosse seguido com mais frequência, o ar que se respira no país seria mais saudável.

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Igreja e voto

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Seria um erro a Igreja Católica apelar ao voto no partido A ou B nas eleições legislativas. O que já não me parece razoável é pretender-se que a Igreja Católica, ou qualquer outra, se abstenha de entrar no debate e de expor as suas posições sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou qualquer outro tema.

O receio da influência que a Igreja Católica possa ter sobre os cidadãos e eleitores não é, em circunstância alguma, uma boa razão para praticar a tolerância ou a intolerância de acordo com as conveniências de cada ocasião.

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Ter sorte é...

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

... ir a um espectáculo de stand up comedy em Nova Iorque para ver o javardamente hilariante Pablo Francisco como cabeça de cartaz e o anfitrião dizer isto: "well, ladies and gentlemen, we have a special treat for you tonight, please welcome... Jerry Seinfeld!"

Segundos de silêncio na sala enquanto um homem subia ao palco, sorridente - sim, era Ele.

Explosão orgiástica, ovação de pé. Resposta do Homem, por entre gritos: "I know, I know... it's not me, I know. It's just that now you have a story to tell all your friends...". Em grande.

p.s. o cúmuo do nível - a meio da performance d'Ele alguém na assistência pergunta-Lhe: "Was Pablo late?" New York rules, man, New York rules...

Tiros de campanha

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Fernando Teixeira dos Santos não quis comentar a promessa de José Sócrates de que vai limitar as deduções fiscais dos "ricos" para poder baixar os impostos da "classe média". O ministro das Finanças explicou não dever "comentar ou intervir" no que considera ser um debate interno de um partido político, mas a desculpa soa fraca.

O meu palpite é o de que o ministro das Finanças não quer associar-se a (mais) uma promessa demagógica do líder socialista que apenas tem um propósito: conquistar votos junto dos eleitores de esquerda, algo que está a transformar-se numa verdadeira obsessão para Sócrates. E sabe-se como estas tiradas populistas costumam comover essa zona do eleitorado.

Além de ser necessário esclarecer quem são os "ricos" e quem é a "classe média", algo a que Sócrates seguramente se vai furtar, as finanças públicas vão estar novamente de rastos nos próximos tempos, tornando altamente duvidoso que algum governo, seja de que cor for, vá dar prioridade à redução da carga fiscal quando estiver na posição de se confrontar com a triste realidade.

A promessa que seria bem-vinda, embora menos do que a sua concretização, seria a redução da despesa pública para tornar possível aliviar, de forma sustentada, o esforço fiscal das famílias e das empresas. O problema é que, para os eleitores, isto já não é música celestial, porque lhes soa a racionalização dos gastos, com o que isso pode implicar de ameaça a empregos seguros na função pública e a cortes nos subsídios.

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O Marlon Brando de Santa Comba

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Chego dos States, ligo a televisão e o que vejo? Três minutos disto (vale a pena seguir o link e ler essa pérola que é o perfil do "protagonista"). Sobre a série da SIC a frase do dia é mesmo do historiador-bloquista Fernando Rosas: "Salazar parece o Marlon Brando de Santa Comba Dão".

Se pusermos de lado aquilo que neste caso é um aspecto menor - a mediocridade da coisa enquanto produto televisivo - percebemos que esta versão "desempoeirada" da História, como lhe chamou o realizador, tem pouco para fazer rir. Especialmente se pensarmos que acontece ao mesmo tempo que se assiste à perda da memória de espaços importantes para perceber o que foi o lado mais negro do Estado Novo - exemplos são a construção de um condomínio de luxo na sede da PIDE e o projecto de construção de uma pousada no Forte de Peniche.

Coisas normais de quem acha que a História não ensina nada. De resto, tudo bem.

Música de Elevador

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

O Maquinista
Fevereiro, 2009 :: Periscópio

Hoje tentei roubar a luz da cidade.
Mas, ao envolver a lâmpada entre as minhas mãos,
O povo olhou-me com fé
E esculpiram um Cristo no meu corpo de madeira.
Levaram-me em procissão pelas ruas de Alfama
E ao descer a calçada,
Soprei espuma branca
Cobrindo as ruas em direcção ao rio,
Onde mulheres cansadas
Lavam a roupa dos filhos da revolução.


O Maquinista é a nova face de João Branco Kyron, vocalista dos lisboetas Hipnótica. Neste seu primeiro trabalho a solo, as palavras são o suporte e a substância da música que este "anjo perdido nas ruas de Wender" pretende arvorar na alma de cada um de nós. O disco apresenta um conceito algo diferente daquilo que estamos habituados, não só pela utilização da Spoken Word, mas também pelo íntimo cuidado que colocou na apresentação física da sua arte, recorrendo à fotografia de Lois Gray ou à ilustração de Pedro Gundar. Cada disco é assim uma obra única em todos os sentidos, a lembrar que ainda vale a pena ter a música na mão. A escutar, com um pouco mais de atenção do que é habitual...

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4 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Alguns políticos sempre prontos a mentir, a não ter palavra e a não respeitar nem os compromissos, nem os contratos, nem os acordos feitos com os parceiros, temem que isso lhes possa sair caro, mas podem ficar sossegados: nada é mais normal e nada é mais tolerado e mais compreendido, na vida pública, do que faltar à palavra, com a condição de todos ganharem com isso.
O povo fica surpreendido e insurge-se contra esta deslealdade tão comum, mas logo se submete; mais: vê nisso capacidade e talento. Que importam os métodos se os resultados lhes dão jeito? O povo admite que as práticas do poder não obedecem às leis da moral comum. Mas espera o correspondente sucesso.»
Edouard Balladour, "Maquiavel em Democracia"

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Nos carris da blogosfera

10 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

- Esta tese de AAA n' O Insurgente não faz sentido. Coligação CDS/PS é impossível para ambos. Acordos pontuais sim. Ver o que escrevi aqui.
- Bela remodelação d' A Origem das Espécies;
- Parabéns pelo terceiro aniversário do Corta-Fitas;
- Ver os quadros económicos publicados por Vasco Campilho no 31 da Armada;
- Obrigado ao cada vez melhor Delito de Opinião pela ligação directa;

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A disfunção manuelina do PSD

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Manuela Ferreira Leite tem uma desconfiança tão grande das técnicas de comunicação que prefere fazer tudo ao contrário, dando razão às críticas de Marcelo Rebelo de Sousa. Uma das razões para o insucesso da líder do PSD é achar que não tem de se adaptar ao mundo. O mundo é que tem de se adaptar a ela. Ora normalmente isso dá em disparate. Quem quer que o mundo se adapte a si são os revolucionários ou os ditadores. Para MFL, basta que as pessoas dêem conta que está a falar verdade para lhe darem o voto. Engana-se.

Ora para saberem que Manuela fala verdade as pessoas teriam:
a) de ter vontade de a ouvir quando ela está a falar;
b) perceber o que ela está a dizer;
c) concordar, ou seja, a conversa tem de convencer quem se dispôs a ouvir;

Para tanto, seria preciso:
a) Saber como se deve falar em público num tom diferente do que tinham os discursos há 40 anos;
b) usar um discurso facilmente apreensível pelo público a que se dirige;
c) ser convincente, saber vender o peixe;

A líder do PSD não percebe que usar uma técnica correctamente é diferente de ser-se dominado por uma técnica, como era Menezes com o seu deslumbramento e obsessão pela imprensa.

MFL devia pôr os olhos em Paulo Portas. Ontem, MFL falou em economês sobre a proposta do PS para aumentar os impostos aos ricos e baixar os da classe média. Disse que não sabia o que era um rico. Falou de perder receita fiscal e de receita do Estado. E as pessoas? As pessoas preferem aquilo que Sócrates parece querer dar.

Portas tem muitos defeitos mas sabe comunicar e anda a surfar a fragilidade do PSD. Hoje, fez uma conferência de imprensa com propostas alternativas, não se limitanto a criticar, explicado em linguagem acessível por que é que a pessoa que está em casa não seria beneficiada com a medida do Governo. Isto é profissionalismo. Não é ceder à política espectáculo.

É que a política para não ser um espectáculo também não precisa de ser um velório.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Uma ajuda que os media não devem procurar", por João Miguel Tavares, no "Diário de Notícias", sobre a recusa do Governo em conceder benefícios fiscais aos investidores que façam publicidade nos órgãos de comunicação social, como forma de atenuar a crise no sector.

3 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Se a mentira política não tem nada de novo em termos de natureza humana e de natureza da política, a mudança de escala que aconteceu nos meios de comunicação (...), tornando possível a passagem da mentira para a "política da mentira política", estrutura uma realidade nova.»
Joaquim Aguiar, "Fim das Ilusões, Ilusões do Fim"

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Segredos da Casa Branca e autocensura

09 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O número de Fevereiro da "Vanity Fair" tem bons motivos para ser lido. Um dos temas fortes está nas páginas que recordam diversos momentos marcantes dos oito anos que duraram os dois mandatos de George W. Bush na Casa Branca.

Os episódios são vistos por diversas personagens que colaboraram com a Administração, que conheceram os seus bastidores ou que contactaram com essa realidade por via das funções políticas que exerciam na altura, como é o caso de Joschka Fischer, ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.

Mas há mais. Ainda a propósito da condenação à morte do escritor Salman Rushdie pelo Ayatollah Khomeini, Christopher Hitchens publica um texto imperdível sobre a autocensura que se instalou no Ocidente a respeito do Islamismo. "Vivemos num clima em que todos os editores, directores e politicos têm que pesar, em antecipação, a possibilidade de retaliações violentas", escreve Hitchens, num artigo lúcido sobre o medo e a cedência à chantagem que se esconde por detrás do multiculturalismo.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"O terrível erro estratégico", por João César das Neves, no "Diário de Notícias", sobre a aposta no investimento público e nos grandes projectos para reanimar a economia, subestimando uma verdade elementar: "tal como o investimento privado, os projectos do Estado têm de ter utilidade e justificação".

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Fumo e fogo

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Cidadãos portugueses que vivem na Austrália e que foram afectados pela actual vaga de incêndios, queixaram-se da ausência de apoio por parte do consulado, segundo se pôde escutar hoje de manhã na TSF. Em resposta, o cônsul, presume-se que em Melbourne, garantiu não ter recebido qualquer queixa ou contacto.

Se as coisas se estão a passar desta forma, fica a dúvida: numa situação de catástrofe não seria normal que fosse o próprio consulado a tomar a iniciativa de se informar sobre a situação dos cidadãos portugueses, em vez de estar à espera de receber queixas ou pedidos de apoio para só nessa altura actuar?

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Índice de citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se o clone é assim, imaginamos o verdadeiro...
«Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.»
Mário Crespo, no JN (vale a pena ler todo o artigo) 4v no índice de dependência
Nota: escala de 20 valores

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2 - Verdades sobre a Mentira em Política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«O senhor sensato não pode respeitar a fé dada, se essa observância o prejudica e se causas que o levaram a fazer promessas deixaram de existir . Se os homens fossem todos gente de bem, o meu preceito seria nulo, mas como são maus e não respeitariam a palavra que te dessem, se não lhes conviesse, também não és obrigado a respeitar a que lhes deres. Nunca faltaram a um príncipe pretextos legítimos para justificar a sua falta de palavra, e seriam infinitos os exemplos do tempo presente demonstrativos de quantas pazes, quantas promessas foram feitas em vão e reduzidas a nada pela infidelidade dos príncipes (...). Mas é indispensável saber ocultar este pendor, disfarçá-lo bem. Os homens são tão simples e tão obedientes às necessidades do momento, que quem engana encontra sempre quem se deixe enganar».
Nicolau Maquiavel, "O Príncipe"

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Liderança em tempos difíceis

08 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Era suposto Ernest Shackleton ter conduzido, com sucesso, o navio "Endurance" e os elementos da sua expedição àquela que considerava ser a derradeira façanha que restava aos exploradores da Antárctida, na segunda década do século XX. Mas a viagem não correu de acordo com as expectativas.

Depois de meses de navegação à deriva, enquanto os campos da Europa se transformavam no cemitério de milhões de jovens que combatiam nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, Shackleton e os seus companheiros assistiram, impotentes, ao esmagamento do "Endurance", apertado, sem piedade, pelos blocos de gelo que o rodearam, colocando a embarcação num beco sem saída.

Do fracasso na tentativa de atravessar a Antárctida de oceano a oceano, passando pelo Pólo Sul, nasceu uma lição épica de liderança que promoveu Ernest Shackleton ao estatuto de herói. Enquanto uma parte dos seus companheiros ficava para trás, tentanto sobreviver à inclemência do clima, o líder da expedição aventurou-se mar adentro num pequeno bote, em busca de auxílio. Acabou por conseguir salvar todos os membros da expedição, sem uma única baixa a lamentar.

As peripécias são descritas pelo próprio em "South, The Endurance Expedition". É muito mais do que um livro de aventuras. Trata-se de um excelente manual sobre as qualidades necessárias ao bom desempenho de um líder em circunstâncias adversas. Muito melhor do que uma grande parte da literatura sobre o tema que por aí anda.

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Audições para um domingo à tarde, III

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Como não há duas sem três, aqui fica uma homenagem um pouco tardia a Freddie Hubbard, recentemente desaparecido, através da audição de um dos melhores momentos da sua carreira. Em "Straight Life" não é apenas o ataque robusto e claro do trompete de Hubbard que se pode ouvir em três temas de puro empolgamento.

A banda reunida para a gravação deste disco, cujas sessões decorreram num só dia, em 16 de Novembro de 1970, inclui grandes vedetas. Ron Carter, no contrabaixo, Herbie Hancock, nas teclas, Jack DeJohnette, na bateria, George Benson, na guitarra, e Joe Henderson, no saxofone tenor. Um sexteto de luxo que mergulha em improvisos de fazer arrepiar a espinha. Os mais de 17 minutos do tema-título dizem quase tudo sobre um álbum assente num alicerce "funky" que não dá descanso.

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Audições para um domingo à tarde, II

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Já foi editado o sucessor deste "Transnormal Skiperoo". Trata-se de um registo ao vivo que ainda é desconhecido aqui pelo Elevador da Bica. Em contrapartida, este quarto álbum de originais, de 2007, tem argumentos de sobra para manter Jim White entre os intérpretes-autores favoritos cá da casa.

Numa dúzia de canções, White visita os terrenos habituais, desde a folk aos blues e à pop, juntando-lhes o seu humor sombrio. Numas ocasiões aproxima-se de Neil Young, noutras de JJ Cale. "Seems like the more that you lose, the more you ache to find", canta Jim White no tema de abertura, "A Town Called Amen". Assim seja, então.

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Audições para um domingo à tarde

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Gravado ao vivo, em Tóquio, o novo disco do Keith Jarrett Trio traz de regresso o génio do pianista e dos seus dois companheiros de há três décadas, na interpretação de mais oito clássicos e, ainda, uma versão de "Stella By Starlight", registada enquanto os músicos faziam os testes de som antes do concerto.

Já não é fácil encontrar palavras para qualificar o trabalho de Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette. Sólido, como sempre, o trio espalha classe por tudo o que toca em "Yesterdays". Talvez mais contido, menos exuberante, como já sucedia em "My Foolish Heart", a gravação antecessora, Keith Jarrett mantém-se em pico de forma quando se trata de reinventar velhos temas sobre os quais parecia já não haver maneira de lhes dar a volta.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A edição de Fevereiro da "Monocle" tem uma reportagem na Islândia como tema de capa. Uma economia que mergulhou na insolvência quando os seus principais bancos entraram em colapso procura soluções para sair do buraco.

Metade dos jovens planeiam recomeçar a vida recorrendo à emigração. O proprietário de uma loja de roupa importada, em Reiquejavique, fechou o negócio por causa da desvalorização da coroa e conta como se apercebeu, meses antes da falência das instituições financeiras, a 6 de Outubro de 2008, que algo estava ir muito mal. Um testemunho semelhante vem do empregado de um concessionário da Land-Rover e BMW. Meses antes do estouro, as vendas já tinham começado a cair drasticamente.

Sobre este assunto, vale a pena ler, também, um texto assinado por Faisal Islam. Recorda como, há um ano, o governador do banco central islandês, David Oddsson, lhe afirmou que os bancos do país eram seguros e sólidos. Na Islândia, como em muitos outros países, as autoridades de supervisão subestimaram ou andavam a leste dos riscos assumidos pelas instituições financeiras que era suposto vigiarem.

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Índice de citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O poeta realista
«Há no país uma tradição de abdicação cívica, para não falar de cobardia»
Manuel Alegre, (citado pela Lusa), 5v no índice de submissão política

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O ar nesta latrina está a tornar-se irrespirável

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

- Na 5ª-feira a Sábado escreve que um dos magistrados que tem o inquérito ao Freeport pôs o lugar à disposição por recaírem sobre ele suspeitas de fugas de informação;

- A Sábado escreve ainda que no Ministério Público e na Judiciária corre o rumor que o SIS está a fazer vigilâncias e a recolher informações; e que até o juiz de instrução, Carlos Alexandre tem uma mensagem de voz no telemóvel a dizer: "Por este telemóvel se encontrar sob vigilância electrónica, entenda-se escuta, não se mostra confiável estabelecer qualquer contacto por esta via".

- Hoje, o Expresso escreve: "Magistrados do Freeport dizem-se vigiados pelo SIS"

- O Correio da Manhã, titula: "Freeport na mira das secretas", dá conta da reunião do PGR com o secretário-geral do SIRP e do desabafo de Pinto Monteiro no Conselho Superior do MP, para que o SIS investigasse as violações do segredo de Justiça;

- O Diário de Notícias confirma que "O procurador envolve SIS no caso Freeport";

O estado do nosso Estado é este:
O DIAP investiga as alegadas fugas de informação do DCIAP e da PJ; a PJ investiga a PJ por causa de assuntos de droga; o PM está mais ou menos sob suspeita mas não é suspeito; não se percebe muito bem por que é que uma investigação parou em 2005; uma instituição inglesa envolve o PM português num caso de corrupção; o PM diz que é tudo uma campanha negra de poderes ocultos; procuradores do MP, polícias da Judiciária e juízes acham que estão a ser alvos do SIS, serviço de informações que está às ordens do PM; o PGR reune-se com o chefe das secretas e depois desabafa que o SIS é que devia ver as fugas dos processos; o CDS não diz nada porque tem gente a ser investigada pelo mesmo juiz que tem o processo Freeport; o PSD não diz nada porque quer ver Sócrates cair de podre e também tem telhados de vidro nos sobreiros, no Casino e no BPN; o director do Sol diz à Sábado que um destacado socialista, amigo de Sócrates, disse que resolvia a situação financeira do jornal se não publicasse as informações sobre o caso Freeport;

É assim, o nosso triste país, hoje.

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1 - Verdades sobre a Mentira em Política

07 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Nunca ninguém teve dúvidas que a verdade e a política estão em bastantes más relações (...). As mentiras foram sempre consideradas como instrumentos necessários e legítimos, não apenas na profissão de político ou demagogo, mas também na de homem de Estado.»
«E as mentiras, precisamente porque são muitas vezes utilizadas como substitutos de meios mais violentos, podem facilmente ser consideradas como instrumentos relativamente inofensivos do arsenal da acção política.»
Hannah Arendt, "Verdade e Política"

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Índice de citacionismo*

06 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se não sabes dá o lugar a quem souber
«É uma crise gravíssima, quase como um abalo de terra, que está a gerar uma angústia profunda, porque não sabemos o que havemos de fazer mais»
Basílio Horta, presidente do AICEP, (aqui) 18v no índice de pânico

*As piores frases em todas as categorias

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O que escolher quando tudo arde?

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Na sondagem que o Expresso publica amanhã, parece estranho que nem o caso Freeport nem o acentuar da crise tenham prejudicado o PS (que só cai 0,8%), apesar da taxa de apreciação do Governo ser muito negativa. É que os 21% de indecisos olham para o lado e têm lá uma coisa chamada PSD (que cai 1%), um partido disfuncional que não dá confiança nem garante estabilidade a ninguém, com uma liderança que se vende como credível, mas não dá ao país qualquer perspectiva de futuro. Quem ganha com toda a crise institucional profunda que se metastiza pelo país será a abstenção e os extremos: Bloco, o CDS e PCP sobem nas intenções de voto. Hoje, a única instituição em que os portugueses parecem confiar é no Presidente da República. Até quando?

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Forças ocultas

05 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Ana Benavente, ex-dirigente do PS e secretária de Estado da Educação durante a governação de António Guterres, também acha que José Sócrates devia explicar claramente o processo de licenciamento do Freeport. Clarividência, honestidade intelectual ou as "forças ocultas" já contaminaram o partido?

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Índice de citacionismo*

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Ó malhador!!
«Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS são das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chic»
Augusto Santos Silva, TSF, 17v no índice de quem se mete com o PS leva

O bispo do mal
«Creio que não houve câmaras de gás (...). Penso que 200 mil a 300 mil judeus pereceram nos campos de concentração, mas nem um só nas câmaras de gás»
Bispo Richard Williamson, via Público e RR, 19v no índice nazi

*As piores frases em todas as categorias

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Já vai em 1800 milhões de euros. Adivinhe quem paga", por Paulo Ferreira, no "Público", sobre a factura crescente da nacionalização do BPN e a duvidosa prestação do Banco de Portugal no exercício das responsabilidades de supervisão sobre a instituição.

Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

De manhã, uma mulher num mercedes prateado atrás do meu carro, anteontem. Semáforo vermelho. Olha para o espelho na pála. Põe base. Sinal verde. Arranca. Outro sinal vermelho. Pára. Está no meu retrovisor. Põe batôn. Sinal verde. Avança. Mais cem metros. Eu páro. Ela pára. O espelho diz-me que ela continua ao espelho. São os olhos. Pinta o os olhos. Não sei com quê, não percebo nada de maquilhagem. Arranca. Ultrapassa-me e desaparece. E eu ainda a achar que não tenho tempo para nada.

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Lido no Elevador

04 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Como é a nossa dívida", por Sérgio Aníbal, no caderno P2 do "Público". De forma clara, simples e apreensível por qualquer mortal, é explicada a origem do défice externo e por que motivo a acumulação de endividamento por parte dos bancos, empresas, famílias e Estado ameaça condenar a economia portuguesa a taxas débeis de crescimento nos próximos anos. Quem ainda insistir na tese fantasiosa de que, fazendo parte da Zona Euro, não nos devemos preocupar com as dívidas, devia ler este texto antes de se tornar num caso perdido de autismo.

"E a Deborah disse bravo!", por Santana Castilho, no "Público", sobre o pretenso estudo elogioso acerca dos progressos do sector educativo em Portugal, que José Sócrates quis fazer passar como sendo da responsabilidade da OCDE.

"Salário mínimo", por Vítor Bento, no "Diário Económico", sobre os potenciais efeitos negativos do aumento do salário mínimo sobre o emprego, num contexto em que os custos unitários do trabalho no mercado português vêm de uma evolução preocupante para a competitividade nacional.

Veto bem-vindo

03 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Cavaco Silva vetou a lei que iria obrigar ao voto presencial dos eleitores residentes no estrangeiro. Para justificar a decisão, o Presidente da República utilizou argumentos que só para a maioria socialista não são óbvios. Trata-se de uma proposta que apenas incentiva a abstenção, quando esta já é um problema com uma dimensão alarmante. Nota positiva para Cavaco Silva. Aguarda-se que o PS caia em si e desista das suas intenções.

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Dentadas

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O DN dá hoje a notícia de uma professora que foi mordida por um aluno (sem link). Isso é normal, diria eu. Quando andava no ciclo tive uma professora de Inglês, de seu nome Eunice, natural de Alcácer do Sal, que perante mau comportamento ou maus resultados (a mim calhou-me que a má nota fosse um teste com 95%), mordia nas orelhas dos alunos. Aquilo doía. Ao Alexandre, que se portava muito mal, ela só mordeu uma vez por questões de higiene. Pena que ainda não houvesse telemóveis com câmara de filmar...

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Campanha colorida

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Estas campanhas não são negras e custam 500 mil euros cada uma.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"A cabala explicada às criancinhas", por João Miguel Tavares, no "Diário de Notícias", sobre "poderes ocultos", José Sócrates, a sua dupla Bobby e Tareco e como estes estão convencidos que os outros são todos parvos.

Ela ri e tem boas razões para isso

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Fátima Felgueiras fugiu à justiça, regressou, já foi julgada e condenada por crimes de que foi acusada enquanto presidente da Câmara de Felgueiras. No meio de tudo isto, no entanto, quem paga os seus advogados são os contribuintes.

Sendo assim, por que motivo não há-de a senhora surgir sempre confiante e sorridente nas suas aparições públicas? Confia que, de facto, vive num país de tolos e, por isso, tem boas razões para rir-se de todos nós.

Resta a esperança de que este parecer do conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República, que considera ilegais os pagamentos feitos pelos cofres da autarquia aos juristas em causa, produza consequências, antes de ir parar a uma qualquer gaveta.

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Ou parados ou à pressa

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Ontem o Prós & Contras foi mais Prós do que Contras, um exercício confuso e desequilibrado. Ainda assim, melhor que nada.

O que ninguém lá disse foi isto: se não fosse a imprensa, bem podia haver cartas rogatórias de Portugal para Inglaterra e de Inglaterra para Portugal, que o caso Freeport havia de continuar metido numa gaveta para não enfurecer o poder. Já pensaram que a maior parte das fugas de informação é para os processos andarem? Que se não vierem cá para fora não andam? A distorção do sistema chegou a isto. Sim, desse ponto de vista é uma campanha, Sócrates tem razão, uma campanha para a justiça fazer o que devia fazer. Depois, passa-se do zero ao absoluto: enquanto não se sabe nada, as investigações não andam (em 2005 foram acusados e julgados os conspiradores, por fuga de segredo de justiça, mas a investigação ao caso propriamente dito, morreu...); assim que o assunto salta cá para fora, toda a gente, mas toda a gente mesmo, exige uma investigação célere, como se estas coisas fossem bem feitas assim à pressa. Nada faz sentido.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

É uma boa leitura para os tempos que correm, com recomendação especial para a classe política. "Rousseau e outros Cinco Inimigos da Liberdade" São seis textos (traduzidos pelo meu amigo Tiago Araújo) a partir de palestras de Isaiah Berlin na BBC sobre: Helvétius, Rosseau, Fichte, Hegel, Saint-Simon e Maistre.
Por vezes aqueles que começam por defender a liberdade passam a defender que só limitando seriamente a liberdade se pode ser verdadeiramente livre. O caso é mais complexo do que isto, claro, e cada autor tem as suas próprias variantes e vale a pena explorá-las.

Portugal, apesar daqueles que enchem a boca com vinte e cinco de abris, não é um país onde se ame a liberdade. Em Portugal a liberdade é uma chatice, e quando no poder a liberdade dos outros é um constrangimento ainda maior. Ainda ontem tive uma discussão com um reputado socialista que acusava a imprensa de todas as tropelias conspirativas contra o primeiro-ministro e ainda ameaçava que o patronato ia pôr fim à insídia quando Sócrates desatasse a processar os jornais a torto e a direito. Claro que, depois de umas certas palavras trocadas eu disse que no tempo do dr. Salazar é que era assim, do género fazer auto-censura porque o medo... O homem espumou e perguntou-me que moral tinha eu, já que ele tinha a medalha não sei das quantas da luta pela liberdade e eu não sabia o que era isso. E que tinha lutado pela liberdade de imprensa e que sabia o que diziam os velhos jornalistas desta malévola imprensa moderna. Talvez Berlin pudesse ter juntado às suas conferências sobre os inimigos da liberdade os acólitos de Sócrates, não os do filósofo.

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Elevador da Chica

02 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Jon Favreau, 27 anos, é o brilhante speechwriter de Barack Obama.
Ali Campoverdi, na foto, é actriz e namorada de Favreau.
Agora, trabalham ambos na Casa Branca.
Ela integra a equipa de um vice de Rahm Emmanuel, o chief of staff do Presidente dos Estados Unidos.
Eis uma boa inspiração para mais episódios de West Wing.

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A outra campanha

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Notícias são notícias, quando há novidades é publicá-las, mas a contra campanha está em marcha aqui e aqui. Há notícias que em determinados momentos dão um jeitão.

Relativismos

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Nem sempre as mesmas premissas levam às mesmas conclusões, tudo depende da posição relativa do sujeito em relação ao objecto. Se o alvo do caso Freeport fosse um dirigente do PSD, este (blogger do PS) e este (blogger de uma ala do PSD), que são destacados líderes de opinião, teriam opiniões contrárias às que manifestam, invertendo as suas posições relativas. Vai uma aposta?
Ler o que se diz aqui sobre o mesmo tema.

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Lisboa que desaparece

:: Guarda-freio: Vìtor Matos



Este camião, às ordens do vereador Sá Fernandes - que tem o pelouro dos jardins e espaços públicos - está a carregar o velho quisque que havia há tantos anos no Jardim das Amoreiras, em Lisboa. Será substituído por um daqueles modernaços? A situação foi denunciada pelos Cidadãos por Lisboa, de Helena Roseta. Parece que vai ser trasladado para o Largo Camões. Ao menos que seja útil. A canção de Sérgio Godinho fala numa Lisboa que amanhece. A mim custa-me ver a Lisboa que desaparece...

Adenda: O gabinete de Sá Fernandes emitiu um comunicado a dizer que foi lançado um concurso público para aquisição de um quiosque para o Jardim das Amoreiras, com possibilidade de servir refeições ligeiras, casa-de-banho e Internet sem fios. O quisque retirado será recuperado e colocado na Praça Luís de Camões. Ficamos atentos e à espera.

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apresentação

Tudo o que sobe também desce

Conheça a história do ascensor aqui.
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