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elevador da bica

Porque é que Cavaco escondeu as acções da SLN?

31 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Os partidos, claro, não vão entrar a matar no caso de Cavaco e das acções da SLN, como se vê hoje no DN. É claro que Cavaco tem todo o direito de comprar e vender as acções que quiser. Já não tem é o direito de o esconder, alegando que à época não desempenhava funções. Quem quer o poder e deseja servir o País nos mais altos cargos políticos sabe que tem de abdicar de uma parte da sua privacidade para se submeter ao escrutínio público. Cavaco omitiu estas informações voluntariamente mentindo num comunicado oficial e isso ganha uma relevância que não teria se o PR estivesse de boa-fé. Não lhe fica bem ludibriar o povo que representa, ou assim não se diferencia dos políticos habituais. Cavaco comprou acções da SLN, que não está em bolsa, portanto, não foi ao mercado. Teve de negociar com alguém as condições de compra e venda. Isso pode não ter mal nenhum. Mas o PR deve explicar por que escondeu esse facto.

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A mentira de Cavaco

30 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Cavaco Silva é um político experiente de mais para cometer erros assim. O Expresso deu a notícia de que Cavaco tivera acções da SLN e que as tinha vendido. Há meses, a notícia originou um comunicado sinuoso, desmentindo o jornal com alguma veemência. Hoje, o Expresso publica que Cavaco e a filha tiveram as acções e até realizaram mais-valias simpáticas. Nada de ilegal, nada de nebuloso.

Mas por que razão é que Cavaco escondeu o facto? Dizer que foi antes de estar em funções, como Belém respondeu, é irrelevante do ponto de vista político. Se tivesse assumido logo que tinha possuído as acções, o assunto morria.

Só que agora o assunto vai para além da posse das acções da SLN: Cavaco dissimulou, escondeu, mentiu aos portugueses, perdeu a aura de referência do regime e não tem mais moral para apontar falhas éticas aos outros. Por que é que o fez? É o que temos de saber.

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O pide vive dentro deles

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


A música dos Xutos contra o "sr. Engenheiro" só passou uma vez - uma vez, não 10 nem 20 vezes - numa rádio nacional, a Antena 3, noticia hoje o Expresso. Há autocensura e isto é uma prova. As rádios têm medo? Se têm medo, têm medo de quê? O estado da democracia é este, de um medo difuso e uma reverência desavergonhada em relação ao poder. Não há pide, não é preciso haver pide, porque o pide que vive dentro de "nós" (este "nós" são "eles", que se censuram assim) faz com que não seja preciso haver pides. Terão medo de quê?

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Mistérios da vida moderna

29 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Percebo que haja tortura em Abhu-Grahib e até noutros lugares, não me espanta que guardas violem presos, que lhes dêem choques, que batam e aleijem até mais não. Percebo que a natureza humana existe, e basta olhar para a história do século XX para ela nos entrar pelos olhos como a ponta das facas, mas não compreendo isso da natureza humana ser assim.

Para mim o mistério não é a tortura e a presença do mal. Isso faz parte da normalidade abjecta da nossa existência. O mistério é que eles tiram fotografias. Tiram muitas fotografias, alguém percebe?, ou isso também faz parte da natureza humana?

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Abstenção a metro

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Aqui está a prova. O fim-de-semana eleitoral é o ideal para fechar estações do metropolitano para obras, em Lisboa. Se a administração do metro sabe que é um dia sem gente - e quem somos nós para duvidar -, que motivação racional existe para abrir urnas de voto ao domingo?

O site do metropolitano diz tudo: "O troço Campo Pequeno/Rato da linha Amarela vai encerrar no fim-de-semana de 06 e 07 de Junho para permitir a execução de trabalhos de ligação da actual estação Saldanha à futura estação Saldanha II, no âmbito do prolongamento da Linha Vermelha entre Alameda e S. Sebastião e a sua conexão à rede existente."

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Vital e os caceiteiros

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A Maria de Belém ficou tão bem a demarcação das declarações de Vital Moreira como ao candidato socialista ficou mal ter descido às profundezas da demagogia e da política mais rasteira quando decidiu que seria boa ideia confundir o PSD com militantes do partido que, na sua vida profissional, terão responsabilidades em actos que estão a ser investigados pelo Parlamento e pelas autoridades judiciais.

Vital Moreira, que entrou na campanha para as eleições europeias revelando um saudável distanciamento da ortodoxia do PS, revela-se, afinal, um companheiro adequado à ala caceteira do partido por quem se candidata. É pena. E nem se compreende por que motivo não estende a sua exigência de explicações também ao Banco de Portugal, que não exerceu a supervisão como lhe competia, ou ao Governo, que decidiu nacionalizar o BPN e assumir os prejuízos causados pelos autores da "roubalheira". Depois, ainda vem falar em sectarismo e dar lições de ética e moral. Está bem, está.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Onde a ERC não se devia meter", por José Manuel Fernandes, no "Público", sobre a infeliz decisão do regulador da comunicação social de repreender o "Jornal Nacional", da TVI, metendo o nariz onde não devia e transmitindo a imagem de que o órgão é dominado por criadões do poder socialista.

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Carlos César, um grande democrata

28 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, a abstenção deverá andar entre 60 e 70 por cento, de acordo com as sondagens.

Perante esta possibibilidade, Carlos César mostra-se preocupado com o divórcio entre eleitores e eleitos? Faz alguma proposta para que os partidos se credibilizem perante os eleitores? Disponibiliza-se para dinamizar uma análise séria e profunda sobre os motivos que levam os eleitores a mostrarem-se indiferentes em relação ao exercício do direito de voto? Nada disto.

Para combater os males e podres da democracia portuguesa, que parece atribuir exclusivamente ao desinteresse dos eleitores, o líder do Governo Regional dos Açores propõe apenas menos democracia que é aquilo a que corresponde a sugestão de tornar o voto obrigatório e de recusar aos cidadãos o legítimo direito de não votarem. Com democratas destes, vamos longe.

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Índice de citacionismo

27 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Acho que o dr. Dias Loureiro devia sair do Conselho de Estado, é uma evidência que entra pelos olhos dentro. Infelizmente em Portugal as coisas não são assim e as pessoas acham que não devem dar o exemplo»

Paulo Portas, hoje em Chaves, 20v no índice de amnésia, pois já não se lembra de como era uma evidência que entrava pelos olhos dentro a sua participação no descalabro da universidade Moderna, em que à sua volta tudo ardia, mas do seu Jaguar very britsh ele não dava por nada.

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O IGCP, outra direcção comercial de luxo

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Entre Janeiro e Abril, Portugal já emitiu mais dívida pública do que em todo o ano passado. Percebe-se porquê: as receitas fiscais estão em queda livre, a pressão da despesa pública sobe.

Hoje, isto: mais três mil milhões portugueses para o mercado.

No Elevador dão-se três vivas ao Instituto de Gestão do Crédito Público – que vende a nossa bela dívida que nem pão quente –, e pergunta-se pela milionésima vez: será mesmo boa ideia enterrar ainda mais o Estado em grandes projectos de rentabilidade duvidosa?

Importa-se de repetir?

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"O mandato de Dias Loureiro no grupo [SLN] terminou como começou: a criar problemas, mas negando sempre estar na origem da sua génese"

Oliveira Costa, ex-administrador do BPN, ontem, no Parlamento

Jogo de sombras - 3

26 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Perante tudo isto , mentiras, ameaças e chantagens, que Oliveira Costa está a dizer no Parlamento, que fará Cavaco Silva? Mantém Dias Loureiro como conselheiro de Estado? Pede-lhe o favor de se demitir? Deixará que todo este caso acabe por também o atingir a si, e à Presidência da República, sem qualquer necessidade? Afinal, tanto Oliveira Costa como Dias Loureiro cresceram à sombra de Cavaco. Como é que Manuela Ferreira Leite pode exigir a saída de Lopes da Mota do Eurojust e recusar pronunciar-se sobre Dias Loureiro e o Conselho de Estado? Como é que Cavaco pode um dia referir-se ao caso Freeport, deixando que o seu órgão político também se pantanize? Tudo nesta vida é política.

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Jogo de Sombras - 2

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Basicamente, agora Oliveira Costa diz que Dias Loureiro não trabalhava muito. Começava as reuniões e quem as acabava era Lancastre Bernardo. Acusa Dias Loureiro de se ter feito passar por administrador do BPN...

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Jogos de sombras

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Oliveira Costa acaba de falar do encontro de Dias Loureiro com o vice-governador do Banco de Portugal, António Marta. "Quando regressou ao banco, do BdP, disse-me que acabara de falar com António Marta, em síntese, disse que a supervisão estava constantemente a supervisionar o BPN, mas que ele [Marta] dizia que estava presente em todos os bancos". Oliveira Costa desmente Dias Loureiro, fala de "descarada deslealdade. Mas se Dias Loureiro tivesse mesmo dito a António Marta para estar muito atento às coisas estranhas que se passavam na SLN, também não o contava a Oliveira Costa. É um jogo de sombras, este.

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Entre as brumas da memória

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Fernando Nogueira, lembram-se? Estava calado há anos. Pelo menos desde o primeiro trimestre de 1996 que não me lembro de uma entrevista deste ex-líder do PSD, barão do cavaquismo. Hoje responde a cinco singelas perguntas do i sobre investimento e empreendedores, na qualidade de secretário-geral do Millenium BCP. Foi um dos homens mais poderosos de Portugal. Voltará alguma vez a falar de política?

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Lido no Elevador

25 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Uma questão de rotulagem", de Rui Moreira, no "Público", sobre o facto de o Estado se preparar para assumir o risco das aplicações efectuadas pelos clientes do Banco Privado Português e como os clientes mais prudentes estão a pagar as contas aos que optaram por investimentos menos conservadores.

Mistérios da vida moderna

22 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Subo a pé. Mais um dia com a Casal Ribeiro fechada para obras. Agradeço a atenção do dr. António Costa: o novo tapete de alcatrão fazia ali falta. As nossas necessidades cruzam-se em ano de eleições, não é? Eu preciso de menos buracos na estrada e o sr. precisa de ganhar eleições. Pois se ganhamos ambos, por que não? Tenho cheiro a alcatrão entranhado nas narinas e alcatrão mesmo nos sapatos. Quando chego ao Saldanha, vejo uma bandeira negra. Penso nas bandeiras negras da fome em Setúbal nos anos 80. Afinal não. É só uma acção publicitária da Coca-Cola Light. Viro a cara, aparecem dois jovens montados em Segways. Dão-me um panfleto com propaganda de uma clínica dentária a dizer: "Na Dentalis sorrir custa menos". Quero um sorriso irónico e barato, por favor!

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Concursos mal blindados

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


Era previsível este fracasso, de que o DN aqui dá conta. São 364 milhões de euros em carros blindados austríacos 8x8 - os Pandur. Enquanto ministro da Defesa, Paulo Portas fez questão de lançar e fechar o concurso com celeridade. Deu a vitória - contestada dentro do Exército e num processo com pés de barro - a uma viatura nova, nunca fabricada, pouco testada. Em concurso também estava a viatura mais do que testada, que os americanos usam em todo o lado - a Piranha, da empresa suíça Mowag, detida pelo gigante norte-americano General Dynamics. Mas o ministério decidiu dar a vitória aos carros Pandur, da austríaca Steyr.


Não houve reclamações da empresa derrotada. E porquê? Porque pouco antes da conclusão do concuros, a General Dynamics, dona da Mowag, comprou a Steyr. Como é óbvio, não reclamou. Aliás, proibiu os representantes da derrotada de protestar. Mais uma vez, porquê? Porque o negócio português, junto com outro checo viabilizariam a nova linha da Steyr para produzir os novos 8x8. Agora somos todos nós que estamos a pagar este lindo serviço.

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A Ida, belíssima, actualmente

21 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Mais informações aqui.

Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Trabalhos manuais", por Alberto Gonçalves, na "Sábado", sobre o "Manual do Aplicador" ou sobre como se torna cada vez mais evidente que o principal problema da educação em Portugal é o próprio Ministério da Educação.

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A Ida, belíssima, 47 milhões de anos depois

20 maio 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Encontro algo de muito comovente na descoberta da Ida, um elo perdido entre os primatas e outras eras. Mais de 47 milhões de anos depois, podemos ver os restos da última refeição e até perceber os contornos do pêlo. E a bela Ida, que não aguentou a intoxicação dos gases venenosos do lado Messel, na Alemanha, pode hoje ajudar a perceber mais sobre de onde nós vimos. "É como encontrar a Arca Perdida"

Questões em aberto na Cosec

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Apesar da ida do ministro das Finanças ao Parlamento, continuamos sem saber por que motivos concretos o Estado vai tomar conta de metade do capital da Cosec, se não havia outras alternativas e por que terão sido rejeitadas, caso tenham sido ponderadas.

Mantém-se a suspeita de que os critérios de análise do risco vão ser relaxados, o que abre o caminho ao desastre financeiro na empresa e, obviamente, a um conflito com a Euler Hermes que não vai querer ficar com metade das acções de uma empresa que o Governo se vai entreter a estourar, isto é, a desvalorizar.

Quanto ao facto de o BPI ter declarado aceitar vender a sua metade do capital da Cosec, constata-se que Fernando Ulrich tem a imagem de ser um gestor irreverente e corajoso. Quando chega a hora da verdade, em Portugal ou em Angola, enfia as virtudes no bolso e faz o que o(s) Governo(s) ordena(m).

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O horror

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Gostava de saber o que pensa José Sócrates, que descobriu há pouco tempo o horror à poupança para a reforma através do investimento no mercado de capitais, sobre as opções dos gestores dos certificados de reforma do Estado, que andam a apostar em acções de empresas norte-americanas em detrimento de dívida pública portuguesa.

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Incoerência sensata

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Francisco Louçã tem razão para estar desiludido e queixar-se dos ziguezagues do PS e da escassa responsabilidade com que os socialistas trataram a proposta de tributação dos prémios dos gestores, apresentada pelo Bloco de Esquerda. Aprovaram-na na generalidade para agora darem o dito pelo não dito.

De resto, compreende-se o estado de alma do líder do BE mas é de louvar o facto de o PS ter entretanto experimentado um assomo de bom senso, preparando-se para chumbar uma taxa de IRS de 75% sobre aqueles factos tributários, a que se somava uma tributação autónoma, à taxa de 30%, em sede de IRC. Se a incoerência do PS evita a aprovação de uma lei demagógica e que consagrava o confisco, então que seja bem-vinda.

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Sucesso canino

19 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Quando a política se transforma numa questão de ter ou não ter cão.

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Dicionário de sinónimos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

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Desnorte

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Se o aparelho GPS começar a dar indicações erradas, o problema pode estar relacionado com o facto os satélites que o suportam estarem em vésperas de entrar em colapso. Isto, sim, será perder o Norte.

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Bons e maçadores

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Para serem bons, os líderes executivos das empresas ("chief executive officers") têm de ser maçadores, unidimensionais e desinteressantes. Por acaso, já tinha desconfiado.

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Pode não parecer, mas eles também estão nas encolhas

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A crise em Hollywood, o lugar onde as aparências contam muito.

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O pântano, agora a propósito de advogados

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Não se consegue perceber bem por que motivo o bastonário da Ordem dos Advogados fez esta denúncia. Se é verdade o que diz, os escritórios em causa não vão deixar de fazer o que fazem, já que dificilmente se sentirão constrangidos por causa de uma acusação genérica. Depois, terão razão os advogados sérios por sentirem que as declarações de Marinho e Pinto atingem de igual modo culpados e inocentes.

Em suma, nada muda para melhor devido às declarações do bastonário porque os escritórios a que se refere continuarão a operar na cumplicidade com o crime económico e de forma impune. De certa forma, é o que sucede com aquela imagem que julga os políticos todos da mesma forma. Como os verdadeiros corruptos não são denunciados e levados a responder perante a Justiça, a ideia acaba por ser a de que "eles são todos iguais".

Entre o corporativismo e o populismo, o pântano vai-se alargando.

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Desemprego e tropa

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


O desemprego pode ser uma boa notícia para o Exército profissional.


Neste momento, segundo os últimos dados do INE, há 20% de desempregados com idades entre os 15 e os 24 anos, ou seja, a base de recrutamento das Forças Armadas.


Segundo soube ontem, o número de jovens que se foram oferecer ao Exército aumentou 27% em relação a 2008, embora as incorporações não tenham crescido. Se um em cada cinco jovens está no desemprego, é natural que olhem com interesse para uma instituição que ali está de portas abertas para os empregar, embora nem toda a tropa seja exactamente um emprego.


O paradoxo é extraordinário: o voluntariado aumenta, ao mesmo tempo que os incentivos desaparecem ou se reduzem. O Governo do PS acabou com metade do subsídio de reinserção, que para um soldado de regresso à vida civil podia chegar aos 10 mil euros ao fim de seis anos, e agora não atinge os 5 mil. As vagas na GNR também já não são exclusivas para ex- contratados do Exército. O maior incentivo hoje é a necessidade.

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7' 33" de jazz

15 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

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Descubra as diferenças

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Quando a realidade atropela um ministro das Finanças.

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Secreto e discreto

14 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Pois claro. Provavelmente, teria sido preferível, na perspectiva de António Arnaut, passar-se tudo como na maçonaria, em segredo e sem chegar à opinião pública. Seria uma boa forma de evitar arreliações e manter o povo ignorante e sereno sobre uma matéria que põe em causa relações pouco recomendáveis entre o poder político e os magistrados do Ministério Público.

O militante histórico do PS podia ter revelado alguma preocupação pelo facto, sintomático, de o assunto ter forçado o desencadear de uma investigação precisamente por se ter tornado público. Mas não o fez, o que tem o mérito de ser esclarecedor.

Quem divulgou a situação sabe bem como as coisas funcionam e terá percebido que, das duas, uma: ou o caso das alegadas pressões sobre os investigadores saltava para a praça pública ou a matéria morreria no silêncio que esconde os incómodos do regime.

Ainda bem que sucedeu a primeira situação. No mínimo, quem voltar a pensar na ideia de exercer pressões ilegítimas do género das que já deram origem a um processo disciplinar sobre o presidente do Eurojust, talvez pense duas vezes antes de o fazer. Talvez.

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O Independente Vital

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Depois de se demarcar da papa Maizena,
depois de dizer que não escolhia Barroso se o PSE ganhasse,
depois de dizer que as europeias não são para debater assuntos nacionais e de Sócrates vir desdizê-lo,

Vital Moreira diz que se fosse o Lopes da Mota suspendia o lugar no Eurojust enquanto decorresse o processo disciplinar, no mesmo dia em que Sócrates defendeu o contrário no Parlamento.

Podem dizer o que quiserem do homem, mas boneco telecomandado ele não é.

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Direcção comercial de luxo

13 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Mais uma grande conquista da dupla José Sócrates/Manuel Pinho.

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A história repete-se?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O partido de Manuel Alegre poderá ser para José Sócrates e Manuela Ferreira Leite o que o PRD foi para a dupla Mário Soares/Almeida Santos e para Cavaco Silva, em 1985?

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Uma perguntinha...

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Há uns 10 anos, acabávamos de lançar a Focus, ouvi o Ferreira Fernandes dirigir-se a uma estagiária que tinha falado ao telefone com uma fonte dizendo que precisava de fazer umas perguntinhas.

- Na nossa profissão não se fazem perguntinhas, fazem-se perguntas! - ensinou ele. Ela aprendeu e aprendemos nós todos.

Mas esta é mesmo uma perguntinha, de tão óbvia e pequenina. Só estranho que seja preciso fazê-la, que o PS e o ministro da Justiça não tenham percebido que devemos evitar a necessidade de fazer perguntinhas (porque são tão óbvias que existem antes de ser feitas) em vez de perguntas.

Ei-la: Se os colegas de Lopes da Mota, investigadores profissionais, concluíram pela existência de indícios de pressões aos magistrados do Freeport, e se o inquérito dá azo a um processo disciplinar, qual a idoneidade de Lopes da Mota para continuar como presidente do Eurojust, o organismo que coordena a relação entre os investigadores ingleses e portugueses no caso Freeport?

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À joelhada

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Sobre os diferentes projectos para legislar sobre a quebra do sigilo bancário sustentados pelo Governo e pela bancada parlamentar do PS e acerca da patética incongruência da proposta do Bloco de Esquerda de remover barreiras aos cidadãos mas mantê-las em relação às empresas, Victor Baptista, deputado socialista, parece ser a única voz lúcida, sem receio de colocar o dedo na ferida: “É o que dá fazer leis em cima do joelho só porque há eleições". Nem mais.

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Modernaços

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Juntando isto à agenda de actividades de José Sócrates mencionada no "post" anterior, fica-se sem qualquer dúvida que a paixão do actual Governo e do PS é a propaganda. Se calhar, foi na escolha da paixão que começou o princípio do fim de António Guterres.

A única coisa que me deixou um pouco apreensivo quando hoje vi a manchete do "i", foi a hipótese de aqueles simpáticos assessores do primeiro-ministro que telefonam para as redacções por causa das setinhas a descer, dos editoriais que não louvam devidamente o chefe e das notícias que denunciam trapalhadas, virem a perder o emprego em favor da tal empresa que fez maravilhas com a imagem de Barack Obama.

Pela leitura do jornal dá para perceber, afinal, que todos conviverão em paz, numa vasta equipa destinada a conduzir o grande líder a novos e valorosos feitos.

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Crónicas da propaganda governamental

12 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


A agenda de José Sócrates
(nos intervalos governa-se)
05 de Maio
PM visita obras no IC-30, IC-16 e CRIL, em Ranholas, Sintra
06 de Maio
10h00: Sócrates lança 1ª Pedra da Residência Autónoma SAD.APPACDM de Setúbal
11h00: lança outra 1ª Pedra, da Fundação Centro de Ocupação Infantil, Pinhal Novo
15h00: está na sessão de abertura da Conferência do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, no Centro de Congressos de Lisboa
17h00: Audiência com o Presidente da República
07 de Maio
Iniciativa Emprego 2009 – Sócrates apresenta GIPS Algarve (Gabinetes de Inserção Profissional do Algarve), na Escola Superior de Enfermagem, em Faro
09 de Maio
16h00: Sócrates, preside à inauguração do Edifício da Faculdade de Veterinária da Universidade Trás-os-Montes e Alto-Douro, em Vila Real
20h00: Sócrates janta com o Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz e estudantes de faculdade de Economia de todo o País na residência oficial de São Bento

12 de Maio
PM inaugura a Creche do Centro Social e Paroquial do Lorvão, em Penacova




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Sobre o golpe do baú

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


O dossier do Jornal de Negócios de hoje sobre a nova lei de financiamento dos partidos é de leitura obrigatória. O editorial do Pedro Guerreiro também.
- Sobre os que já contribuíram.

- Sobre como terceiros podem pagar contas de partidos, de modo que o caso Somague seria inexistente.

Se Cavaco Silva pactua com isto e não veta o diploma, devolvendo-o à câmara que o aprovou por unanimidade fica a fazer parte do rol da vergonha. Não podemos esquecer que Cavaco teve assim uns problemazitos com o financiamento de campanhas: nunca pagou o que devia a Freitas do Amaral e deixou o homem nas lonas por causa das presidenciais de 1986; fez a mesma coisa a Marcelo Rebelo de Sousa, nas autárquicas de 1987, nem um tostão do partido, eles que arranjassem o guito.

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Direcção comercial de luxo

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Mais uma grande conquista da direcção comercial de luxo.

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Lido no Elevador (com atraso)

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Contos de Cozinha", por Rui Moreira, no "Público", sobre a prestação coordenada da dupla de "marketers" da Maizena constituída por Basílio Horta e Manuel Pinho nos ataques a Paulo Rangel.

"Olhò Magalhães", por Luís Marques, no "Expresso", sobre o Estado, generoso com o dinheiro que não pertence a ninguém, que cultiva a ideia de que há almoços grátis.

"O Traidor", por Daniel Oliveira, no "Expresso", sobre o comportamento tribal das massas, a propósito dos insultos que, a 1 de Maio passado, foram dirigidos a Vital Moreira por manifestantes.

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Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Peixe na Linha", reza o nome do restaurante. Tem direito a referências encomiásticas em diversos jornais. Um pouco exageradas, direi eu, que achei o arroz de peixe bastante banal e incapaz de honrar o Quinta do Carmo, branco, que lhe fez companhia.

Bom, o mistério não está aqui. Está na seguinte questão: por que motivo, num restaurante situado num local privilegiado à beira-mar e que tem pretensões de ser um lugar de alguma sofisticação, os empregados trocam gracejos e comentários, de uma extremidade da sala para a outra, sobre assuntos que só a eles dizem respeito, enquanto os clientes apenas tentam tomar a sua refeição na expectativa legítima de pagarem, e razoavelmente bem, para não serem incomodados?

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O problema é o graveto

11 maio 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Hoje, no P2, com a edição do "Público", vale a pena ler a peça sobre o Ministério da Cultura e o actual ministro. O balanço que é feito sobre os titulares do cargo que sucederam a Manuel Maria Carrilho é subjectivo. Corresponde, simplesmente, ao olhar de quem assina o texto.

O mais interessante de "A maldição do Ministério da Cultura" está em três citações de subscritores de um manifesto que está por aí a ser cozinhado. A primeira é de Raquel Henriques da Silva.

A antiga directora do Instituto Português de Museus diz: "não somos a corte de Carrilho, nem temos um ministro na manga". Lendo, na mesma edição, a crónica de Rui Tavares sobre os perigos e as consequências de se tentar afirmar alguma coisa escolhendo a via da negação, parece poder concluir-se que a corte existe mas não quer ser percepcionada como tal ou que, pelo menos, ao negar a sua existência coloca toda a gente a pensar que ela existe porque, caso contrário, não necessitaria de ser negada.

O mesmo se pode dizer sobre Carrilho. Não há ministro na manga ou há mas convém evitar a colagem? Como os subscritores do manifesto querem fazer política, no sentido de influenciar decisões, talvez haja ministro na manga. Se não, porquê avisar logo à partida que não é a isso que vêm?

A respeito da substância dos problemas de que os "agentes" culturais se queixam, aperecem as citações mais certeiras. Uma, de Rui Vieira Nery, que resume, muito bem, o problema da relevância ou irrelevância do Ministério da Cultura e de quem quer que seja o seu titular: "O Ministério não tem dinheiro e essa é a questão central". Primeiro tiro no alvo.

Outra, é de Pedro Abrunhosa e complementa a de Rui Nery. O músico sublinha o facto de o actual Governo ter dotado o Ministério da Cultura com o "mais baixo orçamento de sempre" e pergunta se a solução não passará "pela mudança pura e simples, do primeiro-ministro". É uma apreciação consequente. Se quem define as prioridades e o dinheiro que lhes é atribuído é o primeiro-ministro, o problema essencial pode não estar no Minitério da Cultura mas um pouco mais acima.

Vamos ver se o manifesto, além de reclamar uma fatia mais abundante do Orçamento do Estado, se fica pelo queixume calculista ou se vais mais além.

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As Escolhas de Blair

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

Acabei ontem de ler o fantástico "The Last Party" que conta a história de um dos mais vibrantes períodos da música britânica. Conta também como o New Labour do amigo Tony - que em 1995 afirmava "Rock music is the love of my life" - usou a indústria musical para proveito próprio e das sinuosas relações entre a pop e uma política que, na época, também queria ser hype. Deixo aqui, em jeito de curiosidade, a lista dos singles que Blair levaria para a famosa ilha deserta (em 1996):

1. Cancel Today, Ezio.
2. Clair de Lune, Debussy.
3. In My Life, The Beatles.
4. 4th of July, Asbury Park (Sandy), Bruce Springsteen.
5. Adagio para Cordas, op 11, Samuel Barber.
6. Cross Road Blues, Robert Johnson.
7. Wishing Well, Free.
8. Recuerdos de la Alhambra, de Francisco Tárrega, interpretado por John Williams.

A Papa das Farinhas é 33

05 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Se eu soubesse que para chegar a Basílio Horta quando fosse crescido era preciso comer muita Maizena, tinha comido muita Maizena e escusava de ter tido apenas 11 valores, culpa minha, naquela miserável oral com o Bilas a Direito Político...


Ora, se para ser Bilas é preciso comer Maizena, para chegar a Pinho o melhor é fazer dieta, para ser Sócrates comem-se Estrelitas, para se chegar a Paulo Portas é dar no Corn Flakes, e para um dia conseguirmos ser como a Manuela, valha-nos a Farinha 33 - que os netos dela agora é mais Cerelac.

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Qual Maizena, Predilecta é que é

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Deixo aqui lavrado o meu protesto pelo facto de Manuel Pinho, ministro da Economia, ter favorecido uma marca específica de farinhas em detrimento de outras concorrentes nas suas referências aos hábitos alimentares de Paulo Rangel. Penso que aqui há matéria suficientemente grave para uma queixa junto da Autoridade da Concorrência.

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A blast from the past – momento nostalgia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje que o deputado do PSD, Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama. [Lusa]

Porque tem quilos de Maizena no currículo, Basílio Horta deveria saber que ao comentar as propostas de um candidato às europeias estaria a entrar na contenda (se tivesse dito bem as críticas viriam de outro lado).
Já Rangel, com menos Maizena no bucho, foi desnecessariamente arrogante no tom que usou na resposta. E aí temos uma daquelas belas polémicas vazias.

Para este nostálgico – e antigo estagiário Inov Contacto, para quem os programas da AICEP não são "programinhas" – salva-se a referência à Maizena. Só ver a embalagem é como apanhar a máquina do tempo para uma altura em que a vida parecia bem mais simples.

Música de Elevador

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

Sometimes I Wish We Were An Eagle
Bill Callahan
Abril 2009 :: Drag City

Bill Callahan, também conhecido pelo seu alter ego Smog, canta no tema de abertura do novo álbum: "I was darker, then I got lighter, then I got darker again". Eu não sei se esta frase é suficiente para resumir o trajecto da sua carreira de duas décadas, mas o que é certo é que a sua mágica voz de barítono é a varinha de condão ideal para cozinhar canções num registo mais "dark". Seja então bem-vindo de volta… Eu, como uma grande parte dos portugueses, cortejo a melancolia; estou sempre a pensar na música perfeita para levar comigo naquele passeio à beira-mar, sozinho, com o vento a fazer vibrar os trapos quentes que embrulham o meu corpo. "Sometimes I Wish We Were An Eagle", para além de ser um título que lembra grandes espaços e inspira uma intensa sensação de liberdade, é um desses álbuns suficientemente belos para se sobrepor ao lento embalar salgado do oceano. A música de Callahan é simples e sofisticada; os seus arranjos de guitarra parecem canções de embalar, mas por cima dessa caminha de sons surge sempre uma paleta de texturas orquestrais tão ricas quanto a sua voz e a qualidade da sua escrita. Contraste é conceito chave neste disco; mas nunca contraste selvagem ou provocador. Ao contrário, este disco é como aquelas imagens sobrepostas, de dupla exposição, que se conjugam para formar um todo mais belo, mais coeso, mais sereno.

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Aconteceu hoje

04 maio 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"Fans watch the fight between Manny Pacquiao of the Philippines and Ricky Hatton of Britain for the junior welterweight boxing title at a free screening at a city gymnasium in Tondo, Metro Manila, May 3, 2009. Pacquiao won via TKO in the second round."
Não é mais uma magnífica foto do Luís Afonso, mas é uma das fotos do dia escolhida pela Reuters. Uma bela janela para o mundo.

Especulação sobre o Bloco Central

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Se nenhum dos dois partidos tiver maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, poderá não haver outra saída para PS e PSD que não seja a reedição do Bloco Central. Até porque a situação das finanças públicas e da economia vai ser demasiado grave para ficar exposta à fragilidade de um Governo minoritário, caso os socialistas, presumíveis vencedores de acordo com as sondagens actuais, não quiserem ou não tenham condições para fazer alianças com o CDS ou com um dos partidos da extrema esquerda.

No primeiro caso, Sócrates arriscar-se-á a ter que enfrentar uma forte oposição interna da ala esquerda do partido. Em qualquer dos segundos casos, afrontará uma boa parte dos eleitores que confiam no lado mais social-democrata, moderado e menos esquerdista do PS.

Por motivos tácticos, não convém a socialistas e sociais-democratas admitirem a possibilidade de uma coligação semelhante à que conduziu os destinos do país entre 1983 e 1985. Seria uma forma de reconhecerem antecipadamente o falhanço dos seus objectivos eleitorais, o que poderia ter um efeito desmotivador sobre os eleitores que terão de tentar conquistar durante os próximos meses.

Admitindo que Sócrates não se demite da liderança dos socialistas caso não consiga alcançar uma nova maioria absoluta, será interessante perceber quem poderá ter de "engolir o sapo" do lado do PSD. Perdidas as eleições, Manuela Ferreira Leite será susbtituída. Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho já assumiram publicamente estar contra o Bloco Central, o que tornará difícil, mas não impossível, a sua reedição caso um deles seja o sucessor de Ferreira Leite. Rui Rio ainda não se comprometeu. Será o autarca do Porto a fazer o papel de Mota Pinto de José Sócrates?

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A imaginação da Comissão Europeia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Abaixo reproduz-se parte do índice do Boletim de Primavera publicado hoje pela Comissão Europeia. Perante a miséria generalizada, louva-se a imaginação e variedade de vocabulário de quem escreveu os títulos para cada estado-membro...

1. Belgium: Double-digit unemployment and triple-digit public debt
in sight
2. Bulgaria: Vanishing budgetary surplus, external deficit remains
large
3. The Czech Republic: Output falls sharply driven by collapse in
external demand
4. Denmark: Strong increase in unemployment from record lows
5. Germany: Export dependency driving slump and conditioning
recovery
6. Estonia: Adjusting to face gloomier years
7. Ireland: Strong budgetary deterioration hampers adjustment
8. Greece: Persistent and large structural imbalances take their toll
9. Spain: Imbalances hamper recovery
10. France: Relatively resilient private consumption, rapidly
deteriorating public finances
11. Italy: Manufacturing hit hard by collapse in global demand
12. Cyprus: Public finances deteriorating, large external deficit
13. Latvia: Domestic demand and trade implode
14. Lithuania: Deepening recession leads to wider fiscal deficits
15. Luxembourg: This time, not spared by the general hardship
16. Hungary: Domestic financial crisis magnifies recession
17. Malta: Tourism badly hit but investment holds up
18. The Netherlands: Suffering from fall in world trade
19. Austria: Private consumption and fiscal support cushion the
downturn
20. Poland: Mild recession knocking at the door
21. Portugal: Protracted downturn
22. Romania: Growth contracts sharply
23. Slovenia: Sharp falls in exports and investment point to
competitiveness challenges
24. Slovakia: Global downturn weighs on exports
25. Finland: Exports bear the brunt of the downturn
26. Sweden: Unemployment rising, public finances deteriorating
27. The United Kingdom: Deep recession poses severe challenge to
public finances

Índice do citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

“Se as pessoas não podem comprar, as empresas não podem vender”

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, 17v no índice de la Palisse e do índice de "se as empresas pagassem altos salários não iam à falência"

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