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elevador da bica

Dias felizes com lágrimas

31 agosto 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Aos casamentos e baptizados não se vai sem ser convidado, mas a todas as outras iniciativas, tais como funerais, missas do sétimo dia e campanhas eleitorais vai quem querManuela Ferreira Leite

E velórios – aos velórios também se vai sem convite. O mesmo para apedrejamentos públicos (excepto na versão dos Monty Phyton, na qual as mulheres não podem entrar e têm de comprar as pedras e uma barba postiça ao vendedor ambulante). E para jogos amigáveis e gratuitos, no estádio do Algarve, da selecção treinada por Queiroz.

Mas a ideia de acabar com o circo das comezainas e da música pimba nos comícios é boa. Veremos como corre.

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Google Street View em Portugal

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso



Lembram-se deste post?
Pois é, já se pode navegar pelas ruas de Portugal.
Abram o Google Maps, pesquisem uma rua de Lisboa e arrastem o homenzinho amarelo para a rua. Fantástico!

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Live Forever?

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva



Já só faltam 9 dias.

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Selecção luso-brasileira

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

As competições entre selecções nacionais de futebol deviam ser um confronto entre diferentes escolas e formas de abordar o jogo. Deviam constituir uma oportunidade para colocar em competição talentos criados nas escolas de cada um dos países em competição. Em Portugal, nada disto parece ter actualmente qualquer valor, perante a ânsia de ganhar a qualquer custo.

E é assim que Liedson, avançado brasileiro do Sporting, se naturalizou de forma interesseira para poder ficar à disposição do treinador Carlos Queiroz, tal como antes já tinha sucedido com Deco e Pepe. Esta táctica desvirtua as competições entre selecções e aproxima a lógica de funcionamento da equipa portuguesa de qualquer vulgar clube que vai ao mercado tentar contratar aqueles que lhe parecem melhores.

Em abono da verdade, a selecção nacional de futebol deveria passar a ser identificada nas competições como "selecção luso-brasileira", em vez de selecção de Portugal.

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09.09.09

30 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva













Já só faltam 10 dias.

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Inglorious Basterds

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes


Major Dieter Hellstrom: That was the sound of my Walther pointed right at your testicles.

Lt. Archie Hicox: Why do you have a Luger pointed at my testicles?

Major Dieter Hellstrom: Because you've just given yourself away, Captain. You're no more German than that scotch.

Lt. Archie Hicox: Well, Major...


Major Dieter Hellstrom: Shut up, slut. You were saying?

Lt. Archie Hicox: I was saying that that makes two of us. I've had a gun pointed at your balls since you sat down.

Sgt. Hugo Stiglitz: That makes three of us. [Stiglitz takes Hellstrom by the shoulder and aggresively forces a gun against his crotch]

Sgt. Hugo Stiglitz: And at this range, I'm a real Frederick Zoller.

Major Dieter Hellstrom: Looks like we have a bit of a sticky situation here.


O mundo precisa de muito menos violência, sim, mas também de muito mais delírio – e delírio, do bom (a par da habitual brutalidade), é o que Tarantino nos oferece em Inglorious Basterds. Há os actores (Christopher Waltz, Mélanie Laurent, Brad Pitt e Diane Krugger...), as cenas longas e inesquecíveis e o atrevimento de mudar o curso da história, sem subtilezas. Vão ver, por favor.

09.09.09

29 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva













Já só faltam 11 dias.

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"As Vinhas da Ira", 70 anos depois

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Recomendo a série de reportagens que estão a ser publicadas no "Guardian", em que se refaz a viagem da família Joad rumo à Califórnia para escapar à miséria em Oklahoma, a propósito dos 70 anos da publicação de "As Vinhas da Ira", de John Steinbeck, e de este aniversário coincidir com a mais grave crise económica desde os tempos da Grande Depressão.

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Uma verdade à moda soviética?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Nada nesta história sobre a possibilidade de o "Arctic Sea" carregar armas destinadas a serem desembarcadas no Irão seria de admirar. Só duas dúvidas: as autoridades russas vivem, ingenuamente, à margem destas sinistras traficâncias? Esta fonte anónima sopra as informações em causa para salvar o Kremlin de responsabilidades, à velha maneira soviética?

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Óbvio ululante

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

José Pacheco Pereira, Luís Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz perceberam muito bem o que significa ter António Preto e Helena Lopes da Costa nas listas de candidatos a deputados do PSD. Só Manuela Ferreira Leite não conseguiu, ou não quis, entender que evitar candidatos que estejam sob suspeita em processos judiciais não é a mesma coisa que negar-lhes a presunção de inocência a que têm direito.

"A ética tem a ver com tudo na vida e, muito em particular, com a política", disse Paula Teixeira da Cruz. Isto é tão óbvio que nem se consegue perceber como há quem olhe para o lado e subestime um valor que, por ser negligenciado, explica o desencanto e o cansaço de muitos cidadãos em relação ao próprio regime.

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A mesma tecla da demagogia

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Já aqui escrevi sobre este tema, mas como José Sócrates persiste na demagogia e na desonestidade intelectual, não há nada como avivar a memória. Sobre a proposta do PSD de criar limites às contribuições para a Segurança Social, dando liberdade para a aplicação dos rendimentos assim libertados em produtos de investimento, o líder socialista continua a afirmar que se trata de entregar parte das pensões de reforma dos portugueses aos "caprichos" do mercado de capitais.

Em primeiro lugar, trata-se de limitar as contribuições dos titulares de rendimentos mais elevados, cuja reforma não será paga na totalidade pelos cofres do Estado. Depois, é preciso recordar que as somas aplicadas nos certificados de reforma criados pelo actual Governo, bem como o dinheiro dos contribuintes que está confiado ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social são investidos no mercado de capitais e, utilizando a linguagem do primeiro-ministro, também ficam sujeitos aos seus "caprichos".

Se quer ser honesto e coerente, Sócrates podia começar por reconhecer o erro de não ter acabado já com estes dois instrumentos que visam assegurar as pensões de reforma futuras através de um sistema de capitalização, baseado na "especulação bolsista". Ficamos à espera que, pelo menos, inclua medidas neste sentido no programa do PS, se não quiser passar apenas por um mero propagandista para quem vale tudo se o objectivo é o de pescar eleitores à esquerda.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Casados à força", por Miguel Sousa Tavares, no "Expresso", sobre os óculos politicamente correctos com que o veto de Cavaco Silva à legislação das uniões de facto foi interpretado pela esquerda que debaixo de cada pedra vê um perigoso conservador.

"A relassa fraqueza", por José Pacheco Pereira, no "Público", sobre a tradicional tendência nacional para, perante uma tragédia, discutir tudo o que a pode ter causado, excepto saber onde mora a responsabilidade pela incúria, desleixo e falta de prevenção sobre aquilo que está na esfera de actuação dos poderes públicos.

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09.09.09

28 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva




Já só faltam 12 dias.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"Perguntou a Rainha: "Como é que ninguém viu aproximar-se a crise?"", por Jorge Bateira, no Ladrões de Bicicletas.

Ao virar da curva, a História, caríssimos economistas, faz aquela diferença face à Macro e à Econometria.

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Todos diferentes, todos iguais

27 agosto 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

O programa eleitoral apresentado hoje por Manuela Ferreira Leite vem confirmar que, tendo em conta as linhas gerais de política do PSD e do PS, seria perfeitamente possível chegar a acordos parlamentares ou mesmo a um entendimento mais alargado do bloco central.

O que salta à vista naquelas 39 páginas (onde o lugar comum marca proporcionalmente a mesma presença face às 120 do PS) são as semelhanças em vários domínios entre sociais-democratas e socialistas: justiça, política fiscal, apoio às PME, opção de modelo económico, reforço dos apoios sociais e segurança social são apenas alguns domínios de coincidência bastante razoável.

Numa altura em que as figuras do regime vão clamando pela necessidade de um entendimento de bloco central – caso não haja maioria absoluta – este alinhamento em várias políticas públicas (que será, na aparência, imediatamente combatido pelos militantes dos dois campos) ilustra bem onde estão os principais obstáculos: a personalidade incompatível de Ferreira Leite e de Sócrates e as divergências nas obras públicas (mas veja-se como MFL ontem dobrou a língua e falou em "reavaliação" do TGV). Veremos o que nos reserva o resultado de 27 de Setembro.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva



Já só faltam 13 dias.

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Pelos caminhos de Portugal

26 agosto 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

De volta à capital do império depois de um raide de duas semanas em terras nacionais. Algumas notas:

1. Ainda não conseguiram assassinar o Porto Santo (apesar da concentração altamente tóxica, bem acima dos níveis permitidos, de jornalistas e de assessores de imprensa)

2. A praia de Odeceixe é mesmo a mais bonita que conheço (com um mar que exige uma estratégia de entrada e outra de saída)

3. O serviço nos restaurantes continua a ser uma das grandes tragédias nacionais (Calhetas em Porto Santo e Portas do Mar na Ria Formosa são tristes exemplos).

4. O Marujo, na Figueira da Foz, serve a melhor maionese em terras lusas

5. Viajar na A1 e na A2 em Agosto e sair ileso da experiência equivale a disfrutar da segurança e tranquilidade de um dia de sol em Cabul. O horror é pontuado por momentos de grande humor, perante a aproximação dos painéis com os preços do combustível nas áreas de serviço.

6. Havia muita gente a ler o i nas praias (Figueira, Costa Vicentina, Algarve).

Por agora é tudo. Há mais um dia de férias para gozar.

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Lido no Elevador

25 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Diogo Vasconcelos, em entrevista ao i - "Os políticos do passado são sobretudo megafones. Querem transmitir uma mensagem mas ouvem pouco, salvo através de focus groups. Os políticos do presente e do futuro têm de orquestrar a inteligência colectiva. Têm de saber passar por cima da redoma que os envolve, captar a imaginação e envolver os cidadãos na construção do futuro. Devem impor-se pela confiança e não pelo temor reverencial. O seu desígnio não é um conceito de justiça meramente formal, mas o desenvolvimento das capacidades (no sentido de Aymarta Sen) para que cada um atinja o seu potencial".

Estatuto Do Aluno: A Grande Arma Contra O Insucesso, de Paulo Guinote n' A Educação do meu Umbigo - Aqui desmonta-se uma parte da mistificação dos resultados assombrosos da queda do insucesso escolar, em que os adolescentes portugueses foram contagiados por um ataque de inteligêncial fulminante. Os posts anteriores também são de leitura obrigatória.

Burocracia e coação para passar alunos - da jornalista Natália Faria, no Público de hoje. Explica como é difícil chumbar um aluno - ou reter, como se diz agora.

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Este post é um insulto

24 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

No seu programa de 2005 o PS prometeu "reduzir o insucesso escolar para metade".

Já tinha escrito aqui que há promessas que não se fazem e é muito pior quando se cumprem.

Ao prometer a baixa do insucesso logo para metade - o erro é sobretudo quantificar - tem de se aldrabar forçosamente para atingir a meta. O sucesso escolar depende mais do esforço individual de cada um dos estudantes do que de qualquer outro aspecto e nisso os governos não metem prego nem estopa.

Sócrates disse esta tarde que "aqueles que dizem que [a baixa do insucesso] é resultado de facilitismo estão apenas a insultar os professores e a escola pública". Se o PM acha que isto é um insulto, tem o dever de me processar.

Reduzir o insucesso escolar para metade é uma promessa que não se faz, porque há muitos truques para os alunos aumentarem as notas. Pode-se dificultar burocraticamente os chumbos; pôr a avaliação dos professores dependente das notas dos alunos; fazer exames mais fáceis; apresentar grelhas de correcção benevolentes, etc, etc... Não me impressiona este resultado, lamento.

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O veto conservador

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Cavaco Silva é profundamente conservador, como se percebe por mais este veto.

Diz-se social-democrata, neo-keynesiano, mas no fundo é um católico conservador que leva às últimas consequências as suas convicções profundas. Em Janeiro de 1996, em plena campanha para PR, disse isto ao Diabo: “A minha experiência não me coloca no liberalismo conservador nem no vanguardismo intervencionista. É esta a a tradição da social-democracia a que pertenço, gerindo a modernização e a solidariedade social com respeito pelos equilíbrios económicos”

Cavaco não é um liberal nos mercados nem nos costumes. É um homem de direita, apesar de ter os seus complexos de esquerda e de ter aparecido na última campanha a cantar o Grândola Vila Morena.

Isto em si não é um problema, os portugueses é que não estão habituados a presidentes de direita.

A questão é que quando se falou de costumes, Cavaco fugiu sempre às respostas. Não se pronunciou sobre a legalização do aborto durante a campanha - embora admitisse o referendo -, não se pronunciou sobre os casamentos homossexuais quando instado num debate com Francisco Louçã, com a justificação de que o PR não deve servir de "arma de arremesso" dos partidos. E vetou a lei do divórcio com uma mão cheia de argumentos duvidosos, como a desvalorização dos afectos no casamento. Nestas questões, Cavaco alega sempre a necessidade de mais debate e as divisões na sociedade portuguesa.

Só que na próxima eleição presidencial, o conservadorismo de Cavaco será indisfarçável, pela sua praxis. Tendo em conta que Manuela Ferreira Leite pensa exactamente assim, nesta como noutras matérias, parece-me que uma eventual vitória do PSD nas próximas eleições pode ser muito prejudicial a uma recandidatura de Cavaco em Janeiro de 2011, queira ele candidatar-se.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Imaginem-se duas expedições em competição para conseguirem chegar a um local designado "Agreed Furthest Point", o lugar da Terra mais afastado de qualquer sinal de civilização. É este o ponto de partida para "Explorers of the New Century", de Magnus Mills, um livro de aventuras que evoca os grandes exploradores das regiões polares, mas com o talento muito especial deste escritor para subverter aquilo em que toca.

Para quem aprecie, sobretudo, as novidades acabadinhas de sair, este não é o mais recente dos romances publicados pelo autor. Há poucos dias foi lançado "The Maintenance of Headway", que, através da capacidade de observação e da apuradíssima ironia de Mills, promete grandes revelações sobre como é, na verdade, ser motorista de autocarros em Londres, profissão em que o escritor tem experiência.
Feito o aviso, segue-se a recomendação: "Explorers of the New Century" merece ser lido, sobretudo por quem aprecia o "non sense" levado aos limites que é a grande marca da obra de Magnus Mills.

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As contradições da líder do PSD

21 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

As entrevistas de Manuela Ferreira Leite são penosas porque a líder do PSD não domina retórica política e entra em contradição com muita facilidade. Aqui o Jamais louva o soundbite da "asfixia democrática", em que MFL diz: "As pessoas têm medo de se pronunciarem contra o Governo porque têm medo de retaliações".

Tem razão sobre o ambiente criado pelo Governo, mas na sua boca soa apenas como mais uma contradição:

1) Asfixia - MFL deixou bem claro na feitura das listas do PSD que se as pessoas criticarem a sua liderança devem ter medo porque há retaliações. MFL também retaliou contra aqueles que a criticaram. Quem calou teve mais sorte.

2) Programa - MFL diz que ouviu centenas de pessoas para fazer o programa do PSD. Depois afirma que o programa não tem mais novidades do que aquilo que anda a dizer há meses (custa-me a crer). Então, porque é que andou a ouvir centenas de pessoas?

3) Casos judiciais - Sobre António Preto diz que não se pronuncia nem nunca se pronunciou sobre casos judiciais. Não é verdade. Numa entrevistaà SÁBADO, em Maio de 2008, disse: "Já fui testemunha dele [Preto] e essa acusação não tem ponta por onde se lhe pegue".

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É o costume e o costume é demasiado mau

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Duas jovens foram violadas e não puderam ser atendidas nos hospitais a que recorreram porque não havia gente disponível do Instituto de Medicina Legal. Escândalo? Apuramento de responsabilidades? Pedidos de desculpa às vítimas e medidas de correcção imediata da situação? Disponibilização de apoios que permitam compensar o sofrimento de quem precisa de assistência e não a consegue obter onde era suposto ela existir?

Nada disso. Apenas a pouca-vergonha do costume, com responsáveis de serviços a lançarem as culpas para cima dos ombros alheios e a discutirem a decisiva questão de saber se o Instituto de Medicina Legal deve estar integrado no Ministério da Saúde ou no Ministério da Justiça. Palavras para quê? São burocratas portugueses e, como tal, o seu lema é: "as pessoas que devemos servir que se lixem, porque os nossos pequenos poderes e rivalidades é que são a questão substancial".

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Das duas, uma

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Não sei se José Sócrates vai perder as eleições legislativas ou se está já convencido de que as vai perder, como alega Manuela Ferreira Leite. O que me parece óbvio é que o líder do PS, ou alguém por ele, vai continuar a explorar, enquanto puder, o "caso" das "escutas a Belém" porque a vitimização pode compensar e porque fragilizar Cavaco é uma forma de fragilizar o PSD.

Também continua a parecer-me evidente que quem forneceu lenha para se queimar foi a Presidência da República quando, através de fonte anónima, veio a público denunciar algo que, a ser verdade, devia ter sido objecto de queixa por outras vias. Em todo este episódio, das duas uma: ou estamos perante uma brutal conspiração contra o Presidente e o PSD ou estamos perante um descomunal tiro no pé do Presidente, que atinge o PSD.

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É melhor desconfiar

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Parece evidente que os eleitores devem desconfiar de todas as promessas que os partidos façam que impliquem perda de receitas ou aumento de despesas para os cofres do Estado. A situação das contas públicas vai ser de tal forma grave, como demonstram já os números da execução orçamental de Janeiro a Julho de 2009, que nenhum Governo terá margem de manobra para fazer flores, a não ser que a irresponsabilidade se sobreponha à seriedade política e ao sentido de Estado.

No actual cenário, as tensões vêm de dois lados: a quebra das receitas fiscais, em que se baseou uma larga parte do sucesso alcançado pelo actual Governo na redução do défice público entre 2005 e 2008, e o aumento das despesas da Segurança Social, com uma forte quebra do saldo positivo, que foi outra das fortes ajudas para o combate ao desequilíbrio orçamental durante a era Sócrates.

Como assinalou Helena Garrido num editorial do "Negócios", há uma diferença entre a crise de 1993 e a actual que agrava as dificuldades na cobrança fiscal. Para além do efeito do abrandamento económico, os preços, agora, estão em descida, o que significa menos imposto arrecadado sobre a despesa das famílias. Nos anos 90, a inflação atenuou a quebra na recolha de receitas fiscais. Trata-se de um detalhe que tornará ainda mais difícil o cumprimento da promessa do Governo de que conseguirá alcançar a meta para as receitas inscrita no Orçamento do Estado para 2009, na sua versão rectificada.

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Correção ao post anterior

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Disparei mais rápido que a sombra no post abaixo deste. Foi um erro.

Os posts de José Pacheco Pereira mantêm-se no Jamais e estão aqui e aqui.

Retiro tudo o que disse e continuo a reconhecer a frontalidade de JPP .

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Asfixia democrática

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O DN noticia hoje que José Pacheco Pereira escreveu no Jamais, blogue de apoio ao PSD, que António Preto é uma "ferida em aberto nas listas do PSD", e que "há erros, mesmo graves". Faz uma crítica arrasadora à feitura das listas, menciona o engulimento de sapos, e usa o argumento instrumental de que o que é preciso é tirar de lá o PS. Tamanha frontalidade só lhe fica bem. JPP faz assim jus à sua reputação de homem livre, não fosse dar-se o caso...

que procurei, procurei, para ver o post original e ele não está lá!

Quem apagou o post de JPP?

JPP deixa-se condicionar e censurar? Manuela Ferreira Leite também asfixia o oxigénio democrático?

ADENDA: este post está errado e é corrigido um post acima

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Cartazes das autárquicas - 4

20 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Os cartazes do Avelino são obrigatórios. As pessoas não se distinguem pela viatura, sobretudo se tiverem jipes e mercedes. Quanto ao carácter, é preciso cara de pau... Avelino, és um must, continua a divertir-nos. Via Imagens de Campanha.
Candidato: Avelino Ferreira Torres Concelho: Marco de Canavezes Ano: 2009

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Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

A mercearia da minha esquina é como todas as mercearias de esquina. Compro lá fruta e legumes, enquanto o sr. A. brinca com o meu filho. Hoje levei bananas e pêssegos. Quando o sr. A os pesava, vi nas costas dele, ao pé de caixotes de esparguete, uma espingarda. Não era grande espingarda. Pareceu-me uma pressão de ar. Sei que o jardim Constantino é muito mal frequentado, para mal da vizinhança. Espero que seja mais para ir aos pássaros ao entardecer do que para espetar chumbo nas nalgas dos vagabundos que ali andam com risco para quem passa. O CDS tem ali um eleitor em potência.

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Índice de citacionismo - dois em um

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

"Toda a gente sabe que ele [Manuel Pinho] é maluco"

"Rouba-se muito. O país não tem dimensão para se roubar tanto. [Roubam] Todos os que podem."

Pedro Ferraz da Costa, Expresso. 19 valores em dois índices simultâneos: no índice do agora que ele já não manda posso dizer o que me apetece; e no índice de se a Galiza fosse nossa ainda podíamos roubar mais.

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Monárquicos a dar com o pau

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

É mania. Agora uns tais de Conjurados XXI decidiram hastear bandeiras monárquicas na Cidadela de Cascais. Viram como teve sucesso a iniciativa do 31 da Armada e lá foram copiar. Mas como os sucedâneos raramente são melhores do que os originais, os conjurados tiveram muito menos piada. Devem ser miguelistas uns e liberais os outros, esta gente nunca se entendeu muito bem, porque como não aceitam a escolha do Chefe do Estado através do voto, preferem as armas, meio mais nobre e viril de impôr linhagens.

Esta moda monárquica é-me estranha e distante. Prefiro as novelas de baixa política entre Belém e São Bento do que as inevitáveis baixezas das famílias reais - como os casamentos de princípes e princesas, cujos cônjugues acedem ao "poder" por via matrimonial, que transportam consigo amores, desamores, romances e traições. Eu cá ainda prefiro o votozito. Sou contra as responsabilidades genéticas e a transmissão do poder por via da procriação. Portugal é uma nação, não precisa de uma família real para unir a República.

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Cavaco e o seu molho de bróculos

19 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se ontem um ajudante de Cavaco entalou o patrão, o mesmo assessor (supõe-se) conta hoje ao Público nova história para entalar mais ainda o chefe. Agora, porém, a questão ganha contornos mais patéticos.

Parece que o PM mandou um assessor na comitiva presidencial à Madeira espiar. Um assessor que toda a gente sabe que é assessor, e que se senta nas mesas a espiolhar conversas, é fraco espião, com má cobertura e péssimo disfarce. Mesmo que tenha sido enviado com essas tarefas, parece mais um pateta sem descrição do que um perigoso operacional. Parece que o dito assessor é um tonto que se sentou onde não devia, violou regras protocolares e até falou com jornalistas - supõe-se que a conspirar, coisa que este assessor de Belém que fala ao Público não faz...

Esta conspirata vinda de Belém parece muito mal montada, porque prejudica seriamente o conspirador. Eu até adoro desvendar conspirações, mas pior do que um perigoso conspirador é um conspirador burro como as portas.

Perante estes factos, se falar do assunto, Cavaco só tem duas opções:

- Desmentir o suposto assessor: ao fazer isto, e ao dizer que tudo não passa de uma alucinação por si não autorizada, Cavaco passa a razão toda para o PS, que fará um barulhão e usará isto contra o próprio presidente e o PSD, enfraquecendo tanto o PR como os seus amigos que dirigem o partido. Ao fazê-lo Cavaco teria de lançar uma caça às bruxas em Belém, desautorizando e demitindo o garganta-funda, dando a imagem que já não controla os seus homens. É má opção.

- Caucionar as declarações do assessor: se isto acontecer, Cavaco está num berbicacho por duas razões. a) se suspeita estar sob vigia ou escuta por parte de força ligadas ao Governo, e se caucionou declarações como aquelas, é porque há um irregular funcionamento das instituições e aí a obrigação do PR é ser consequente; b) o modus operandi de mandar umas bocas para os jornais numa questão tão grave não abona a um PR que desde o início se afirmou como o mais institucional possível. É péssima opção, com consequências graves se não houver provas fundadas dos actos em suspeita.

A esta fumaça chama-se um molho de bróculos político.

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Cavaco forçado a entrar no ringue

18 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Um assessor que deve estar tonto, fez o que Cavaco jamais deixaria acontecer: o PS queria puxar o PR para o ringue de boxe político, colando-o a Ferreira Leite, para combater em duas frentes. Mas em vez de ficar calado, o assessor anónimo que fala ao Público, enfia com o PR no centro da luta política pré-eleitoral, um lugar onde o Presidente não deve estar. Querem descobrir a fonte da notícia? Façam a pergunta: qual é o assessor de Cavaco que menos deve à inteligência? Eu não sei qual é. Mas à inteligência deve muito pouco.

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Duas conspirações e uma notícia

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

A manchete do Público de hoje é eloquente sobre a guerra e a desconfiança instaladas entre Belém e São Bento. A notícia é mais reveladora de teses conspirativas que outra coisa qualquer: primeiro, o PS vê uma conspiração de alianças entre Belém e a São Caetano; depois há um assessor qualquer em Belém que alvitra se o PS tem o palácio presidencial sob escuta, por haver dirigentes socialistas a dizer que sabem coisas que não deviam saber.


Tudo isto soa a demência, e mostra bem como Cavaco terá uma missão difícil em Outubro.
a) porque de um lado tem uma amiga com quem tem afinidades naturais evidentes;
b) porque do outro lado tem um ser político de quem desconfia profundamente;


No entanto, a tese conspirativa do PS, de que há gente de Belém a participar no programa do PSD não precisa de escutas para se sustentar. Basta uma dedução, olhando para a composição da Casa Civil e depois pensar se vale a pena expressá-la, comprando uma guerra política com o PR. Que há vasos comunicantes e vivos entre Belém e o PSD é uma evidência.

Na sua Casa Civil, o PR tem estes assessores: Nunes Liberato, ex-secretário-geral do PSD; David Justino, ex-ministro da Educação e Sevinate Pinto, ex- ministro da Agricultura, ambos, colegas de Ferreira Leite no governo Barroso; Suzana Toscano, ex-chefe de gabinete, amiga pessoal de MFL e sua ex-secretária de Estado; Vítor Martins, ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus e ex-presidente da CGD corrido pelo PS.


O curioso para adensar a conspirata é o seguinte: para o assessor de Belém dizer que o PS tem a Presidência sob vigilância ou escuta, deve ser porque as informações dos socialistas estão correctas; mas o PSD, por intermédio de Aguiar Branco, desmente categoricamente que tenha havido gente de Belém a participar no programa do partido - o que o anónimo assessor do PR não faz..

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Descubra as diferenças

17 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Paulo Pedroso apoia a tese de Ferro Rodrigues de que o PS, caso vença as legislativas sem maioria absoluta, deve fazer, prioritariamente, uma coligação com o Bloco de Esquerda e o PCP.

Para sustentar a ideia, disse que as divergências entre socialistas e os dois outros partidos se resumem ao facto de bloquistas e comunistas terem "uma visão da situação internacional que data dos anos 70". De resto, adiantou o antigo deputado do PS, na política interna "não há nada de incompatível entre o PCP e o BE e o que o PS defende, tirando a retórica e as prioridades de agenda".

Argumentar que as divergências em matéria de política internacional não existem ou são irrelevantes já é muito discutível. Ainda assim, o mais curioso está no facto de Paulo Pedroso vir garantir que, no plano interno, não há nada de substancial que separe o PS dos outros dois partidos. Nem de propósito, na mesma edição do "Público" que hoje transcreve as declarações de Pedroso, é publicado um trabalho sobre as propostas do BE e do PCP de nacionalizar a Galp, EDP, REN e o sector bancário.

Das duas, uma: ou o PS ainda não revelou todo o seu programa e tinha surpresas na manga que Paulo Pedroso decidiu desvendar, ou o entusiasmo do antigo ministro da Segurança Social por uma coligação de esquerda é tão descomunal que o faz andar distraído com as diferenças de fundo que ainda existem entre os socialistas, o BE e o PCP.

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Portugal Estado exíguo ou a da Joana?

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O embaixador russo junto da NATO acaba de dizer isto: A operação de busca do cargueiro "Arctic Sea" "passará a fazer parte dos manuais, não só no plano operacional mas também das operações de encobrimento informativo"

Dmitri Rogozin admitiu, em declarações prestadas hoje à agência russa ITAR-TASS, que as autoridades difundiram conscientemente informações falsas para "não revelarem as acções dos militares russos". O embaixador russo recusa-se a revelar com precisão o lugar onde foi encontrado o cargueiro e quem o desviou da rota prevista.

Depois das ameaças russas, que vinham aí submarinos nucleares mais a Marinha toda do Czar, que Portugal etc. e tal, despareciam aqui navios sabe-se lá como, fico à espera de uma reacção do MNE e do Ministério da Defesa - com esperanças de as autoridades portuguesas não estarem combinadas com o embuste russo que denigre a segurança do nosso Estado.

Resumindo: ou isto já é um Estado exíguo, de facto, apesar de só o suspeitarmos, ou chagámos à casa da Joana e ainda é pior...

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Num dia zigue, no outro zague

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Há quatro dias, num ligeiro acto de breve euforia, José Sócrates disse isto: [O crescimento de 0,3% mostra] que estamos no caminho seguro para uma recuperação económica que assinalará o fim de uma das mais graves crises que Portugal e a Europa tiveram de enfrentar».



E hoje diz isto: "Não é o fim da crise. Não. Estamos longe disso, é certo, mas foi um primeiro sinal, como um dos países que mais rapidamente saiu da condição de recessão técnica em que tínhamos mergulhado há nove meses".



Como se viu nas Europeias, Sócrates não pode contar com vitórias no bolso ou ter por garantido que Manuela Ferreira Leite "não tem jeito para isto". É que o povo também não acha lá muita graça a quem num dia zigue e no outro zague, ao sabor do vento, como se ninguém desse conta...

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O zero é o limite

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


9,58 segundos para correr 100 metros.
Novo recorde do mundo para o jamaicano Usain Bolt.
Baixou 11 centésimas de segundo ao anterior recorde de 9,96 segundos.
Um dia, quando o recorde chegar a zero, os atletas antes de partirem já vão ter de lá estar.

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Notável

15 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A entrevista de Eduardo Ferro Rodrigues ao "Expresso" é notável. Por dois motivos:

1. Após as próximas eleições legislativas, caso não haja maioria absoluta de um só partido, o ex-secretário-geral do PS acha que se os socialistas sairem vencedores devem tentar uma coligação com o PCP e o Bloco. Se não der, devem, então, fazer uma coligação com o PSD.

Pela mente de Ferro Rodrigues não passa a sombra de uma reflexão sobre as óbvias diferenças entre uma e outra solução, a começar pelos modelos de sociedade defendidos por PCP e BE, de um lado, e o PSD, pelo outro. Ficamos a saber que, para o antigo líder do PS, as convicções do partido são pequenos detalhes que devem ser subestimados em função daquilo que a conjuntura exigir para que o PS se mantenha no poder.

Nem se trata de engolir sapos, mas apenas de orientar as velas para onde o vento estiver a soprar. O PS deve actuar como um catavento, portanto.

2. Sobre os critérios que devem enquadrar o exercício do cargo de Presidente da República, Ferro Rodrigues tem, também, um pensamento muito claro. As relações pessoais devem sobrepor-se ao sentido de Estado.

O facto de Jorge Sampaio não ter dissolvido o Parlamento quando o antigo secretário-geral achava que o devia ter feito é suficiente para que a sua relação pessoal com o antigo Presidente se mantenha distanciada. E é por aqui que Ferro Rodrigues chega ao benefício da dúvida que concede a Cavaco Silva no que respeita à sua isenção perante Manuela Ferreira Leite, ao sugerir que o facto de manterem uma relação de amizade não prova nada.

Isto é, nada impede que o actual Presidente não possa vir a trair Manuela Ferreira Leite, violando um princípio de actuação baseado nas relações pessoais que, provavelmente, devia passar a figurar na Constituição numa próxima revisão da Lei Fundamental. Amigos, amigos, negócios políticos incluídos.

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Sobre a bandeira

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Sobre o "caso" da bandeira monárquica que foi hasteada nos Paços do Concelho, em Lisboa, tenho a dizer o seguinte:

1. O blogue 31 da Armada parece ser das poucas entidades capaz de desafiar os peritos em "marketing" político que trabalham para o Governo e para o PS, sobretudo porque estes, depois de terem andando convencidos que iriam ter sucesso sempre, andam desorientados.

2. Se os autores da façanha fossem uns energumenos de extrema-esquerda e se tivessem dedicado a vandalizar uma plantação de milho transgénico, seria mais provável poderem contar com a complacência das autoridades e com uma onda de "boa imprensa". É triste, mas é assim.

3. Sou republicano e, se houvesse um referendo ao regime, coisa que de forma alguma me chocaria, não votaria pelo regresso da Monarquia. Porém, se fosse realizado um referendo à bandeira nacional, votaria pelo regresso às cores da nacionalidade, o azul e branco, que jamais deviam ter sido substituídos pelo verde e vermelho que renegam a história de Portugal e que, não sei se pior ainda, compõem uma das bandeiras mais feias do Mundo.

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This is a job for GNR

14 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A grande sorte dos operacionais da monarquia, os conservadores subversivos do 31 da Armada, foi prestarem declarações à PSP (aqui). A mim, parece-me que isto era um caso para a Guarda Nacional REPUBLICANA...

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O inexplicável

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Suponho que Pedro Duarte, deputado do PSD, ex-líder da Jota e ex-secretário de Estado da Juventude, tenha algo mais a dizer sobre que "inexplicáveis forças impediram o alargamento da base de formação de médicos no nosso País". Se não tem mais informação sobre isto para nos dar, devia ter. Os partidos que estiveram no Governo ao longo de todos estes anos são cúlplices nesta distorção entre oferta e procura: há poucos médicos, mas muita oferta de estudantes para Medicina, com notas estratosféricas, que se deparam com poucas vagas e a seguir continua a haver poucos médicos. Apesar de já haver mais um curso de Medicina no País (não sei se da responsabilidade do PS se do PSD), o inexplicável é que isto se mantenha inexplicável.

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A invasão cubana ou um défice inexplicável

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


É sempre confortável saber que o camarada Fidel andou a formar médicos pensado em ajudar o nosso SNS. A chegada de médicos cubanos é um alívio. Antes cubanos que nenhuns. Mas não deixa de ser estranho , ao fim de tantos anos com falta de médicos, que eles continuem em défice, sendo uma profissão com tanta procura.

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Este post confirma o post anterior

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Não sou um misto de Zandinga e de Gabriel Alves, mas cá está o previsível: confirma-se o meu post aqui em baixo. Exactamente neste momento, Sócrates está a falar em directo no Jornal da Uma, na RTP.
Temos "75 mil trabalhadores em programas de apoio e protecção ao emprego", diz sobre a taxa de 9,1%. "Primeiro recupera a economia e só depois o emprego", afirma o PM. "Acredito que a partir de 2010 os números do desemprego melhorem", acrescenta. "É preciso esperar..."

Agora quilo por que eu esperava: "Por isso, venho a esta empresa em Vila Velha de Ródão, no interior do País, para dinamizar o emprego e dar um sinal de confiança, queremos vencer a crise...", blá, blá...

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O segredo de Sócrates: hoje é o desemprego

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Ontem o PM disse que "os resultados mostram que estamos a sair da crise", uma leitura manifestamente exagerada, como escreve hoje no editorial do Negócios o nosso guarda-freio João Cândido.

Entretanto, hoje sabe-se que o desemprego subiu para os 9,1%, o que significa que Portugal está perto da sempre anunciada catástrofe social dos dois dígitos de desempregados. A meio-dia de hoje, José Sócrates tem na sua agenda a inauguração da AMS – Goma Camps SA, uma fábrica de produção e transformação de papel, que começou a laborar há cinco dias em Vila Velha de Ródão. Vai uma aposta que logo no jornal da uma na RTP vamos ver o PM a lamentar os números do desemprego, mas ao mesmo tempo a associar-se ao investimento como exemplo positivo de como o País deve sair da crise?

Um dos segredos de Sócrates é a agenda. Alguém duvida que a presença de Sócrates e Vieira da Silva na inauguração deste PIN, nesta data, não foi propositada para atenuar o efeito da publicação dos números do desemprego?

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Posta para poupar gasolina

13 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O que é que gasta menos gasolina para enfrentar o calor do Verão? Ligar o ar condicionado ou abrir as janelas do carro? Depende. Resposta na Slate.

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Uma flor no deserto

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


O dados conhecidos hoje sobre a economia portuguesa, a mês e meio das eleições, serão naturalmente usados por José Sócrates como uma flor na lapela. Vamos ouvir falar nesta ténue recuperação de 0,3% como se fosse uns 3%, apesar da quebra em termos homólogos ter sido de 3,7%. Vale uma aposta?

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Lido no Elevador - com muitas reservas

12 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Estes dois posts (aqui e aqui) de Tiago Moreira Ramalho, no Corta-Fitas, sobre a inclusão de António Preto nas listas do PSD elaboram em alguns equívocos. Um deles, muito comum, considera que deve ser a justiça a julgar e não os políticos. Ora juízo que se faz destes casos é político e deve incidir sobre a natureza e a gravidade do crime ou suspeição (como fraude fiscal, corrupção, mau uso de dinheiros ou bens públicos).

Há casos que não nascem de meras denúncias anónimas. Neste caso, podia ser outro, Preto não é arguido. Está acusado. E os contornos do caso não recomendam que alguém naquelas circunstâncias seja indicado para exercer funções públicas. Pela bitola de Tiago Ramalho, até Isaltino teria todas as condições políticas para se candidatar, mesmo condenado. Ninguém fica com a vida arruinada, como o Tiago diz, por não entrar numa lista de deputados. Ninguém fica arruinado se tiver vida fora da política. Saindo dos cargos, os políticos a braços com casos judiciais ficam fora da esfera pública aguardando calmamente que se faça justiça, podendo depois retomar a sua vida política se lhe interessar.

Se essa linha de raciocínio fosse levada ao limite, arguidos, acusados e até condenados antes de a sentença transitar em julgado tinham de entrar forçosamente nas listas para não se pensar que estava a ser feito um julgamento antes da Justiça se pronunciar. A ética e a lei são coisas muito diferentes..

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Boa e má moeda na Educação

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Este artigo da Newsweek sobre o investimento em Educação é eloquente. Em termos muito resumidos, um responsável do Banco Mundial diz que grandes recursos públicos gastos em escolas de elite seriam mais bem aplicados na melhoria de cursos politécnicos. Os especialistas dizem que atirar dinheiro para cima das universidades não se traduz em resultados na mesma proporção. O que gera desenvolvimento e inclusão é a aposta em melhorar a literacia daqueles que têm baixas qualificações. Um estudo da Mckinsey, citado pela Newsweek, parece tirado de um panfleto de José Sócrates sobre as Novas Oportunidades:

"They find that the largest returns on investement come not from funneling more money toward top or even average performers, but toward those who have been left behind. Raising the achievement of the unskilled and excluded would lead not only to individual payoffs, such as higher incomes and meaningful lives, but also would generate big benefits for economies such as higher productivity and greater GDP. It would also result in broad social gains - less crime, less welfare spending, and a greater sense of cohesion".

É tudo muito bonito e Sócrates parece estar no caminho certo com iniciativas como as Novas Oportunidades - embora para estes estudos investimentos como o Magalhães sejam pouco mais do que paliativos. Espero, portanto, que os futuros governos mantenham estas políticas de qualificações. A minha grande dúvida continua a ser o resultado real destes programas. O ensino das Novas Oportunidades é mesmo sério e rigoroso? Aquilo muda mesmo a vida às pessoas? Ganham mesmo novas competências que aplicam na vida real? Recebem mais do que apenas um diploma? É a partir daqui que se distinguem as boas medidas da propaganda. As medidas podem ser boas, mas de nada servem se os resultados não o forem.

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Os acusados bons e os acusados maus de MFL

11 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vamos acompanhar o raciocínio de Manuela Ferreira Leite, esta tarde, numa conferência de imprensa: o deputado António Preto ainda não foi julgado, é presumido inocente e não cometeu qualquer crime no exercício das suas funções públicas que justifique a saída das listas do PSD; mas logo a seguir, suprema perspicácia, MFL lembra e ataca o PS com o caso Eurojust, à espera que isso não tenha efeito boomerang.

E diz: "Já nos esquecemos que não temos resposta para a questão do Eurojust? Como está essa questão? Como está o facto de termos uma pessoa que está a representar mal Portugal, que está a humilhar as instituições internacionais, que está acusada de uma forma grave de manipular o sistema de Justiça?"

MFL tem toda a razão no caso Eurojust. É um escândalo.

O problema é que, quanto mais razão tem MFL no Eurojust, mais a perde a razão no caso Preto.

Se o magistrado Lopes da Mota está, palavras de MFL, "acusado de uma forma grave de manipular o sistema de Justiça", o deputado Preto não manipulou pouco quando apareceu de braço engessado no dia em que ia fazer uma perícia legal para se reconhecer uma assinatura. Acontece que Lopes da Mota também está acusado e até o processo disciplinar estar concluído é presumido inocente e tem sido esse o argumento de Sócrates - a quem agora por inabilidade MFL vem dar razão.

Fica a parecer: os nossos acusados são bons; os acusados dos outros são maus. Mas isto não é evidente?

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Cartazes das autárquicas - 3

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


Falta apenas saber o resto da lista: José Batata, Maria Cenoura, Joaquim Couve e Susana Ovo.
Candidato: Custódio Bacalhau Concelho: Grândola Ano: 2005

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Descubra as diferenças

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Manuela Ferreira Leite disse hoje: "[António Preto] não está acusado de nada no exercício de funções públicas. As leis que falam sobre a matéria são todas exclusivamente relacionadas com actos que alguém tenha praticado no exercício de funções públicas. Não é o caso, são casos de natureza privada sobre os quais eu não tenho que me pronunciar, tenho apenas que esperar aquilo que legitimamente todos devem esperar que é a decisão da Justiça, eu não tenho o direito de me antecipar dando eu a minha própria sentença".

Marques Mendes escreveu no seu livro Mudar de Vida: "Em democracia a ética não se confunde com a lei. (...) Será que um responsável político - governante, deputado ou autarca - não está politicamente diminuído e fragilizado nas condições para o exercício pleno do seu cargo se sobr ele existirem fundadas suspeitas, por exemplo, da prática de crime de corrupção? Para mim, é óbvio que sim".

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Lido no Elevador

10 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Um País em forma de assim - por Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies
Sobre a questão Lobo Antunes. Sim, parecem os da União Nacional. Infelizmente nisso, todos se parecem com a União Nacional. Significa que o problema não estava na União Nacional, que era o que era.

Nada como ter um filho no lugar certo - por Emídio Fernando, no Correio Preto
Luís Filipe Menezes e Luís Filipe V. Menezes, todos por Manuela ou um lembrete sobre como as coisas mudam tão depressa.

Vou agora à tipografia, saiu do prelo o 1º volume... - Por José Adelino Maltês, no Tempo que Passa
O professor publica o primeiro volume da Biografia do Pensamento Político em Portugal, com críticas enigmáticas à sua (e minha) escola, o ISCSP, que só me parecem enigmáticas porque Adelino Maltês adora falar por charadas, mas acho que percebo os enigmas de que fala. Uma observação: na capa do livro, um cérebro sangra e um coração não, como se a política e o pensamento político fossem puramente racionais e não absolutamente emocionais. Por mais que muito pensamento político seja racional, a prática é sempre emocional. Talvez o cérebro sangrante tenha a ver com as mais recentes descobertas científicas de António Damásio ou Drew Westen... Ansioso por comprar a obra.

Restauração da Monarquia (o vídeo) - 31 da Armada
Sou um republicano empedernido, acho a monarquia um disparate e aquela coisa de os filhos sucederem aos pais algo de incompreensível nos dias que correm (get a job, princess...). Mas adoro a bandeira da nossa monarquia. Bem podiam os republicanos ter mantido o estandarte nacional com as cores antigas, tirando apenas a coroa de cima do escudo e pronto, já estava. O grande mérito da acção subversiva do 31 da Armada é, acima de tudo, provar que os Paços do Concelho podem ser tomados de assalto, tranquilamente, mesmo ao lado de uma esquadra de polícia. Pedro Santana Lopes está coligado com o CDS e isso pode ser na campanha contra a insegurança, digamos assim, uma bandeira...

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Cartazes das autárquicas – 2

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

No segundo episódio seguimos com Avelino Ferreira Torres, em pose todo terreno.
Candidato: Avelino Ferreira Torres Concelho: Marco de Canaveses Ano: 2009

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O triângulo das Berlengas

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Suspeita-se que um cargueiro letão chamado Artic Sea terá desaparecido ao longo da costa portuguesa, depois de passar o Canal da Mancha. Parece que logo no Mar Báltico o navio terá sido atacado por piratas. Quem pensa que Portugal não precisa de submarinos e de outros navios de guerra modernos e bem equipados parece-me que anda equivocado, porque o Mundo tende sempre a piorar de alguma maneira, nunca se sabe é como.

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O aforismo do dia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

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Portugal no seu melhor

07 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Seis pessoas foram internadas num hospital para tratarem de problemas na vista e acabaram por ficar em risco de cegar, irreversivelmente. O inquérito para esclarecer o que sucedeu e por que sucedeu, não chegou a qualquer conclusão.

O facto de as responsabilidades ficarem por apurar, significa impunidade em eventuais comportamentos negligentes, o que é mau, e impossibilidade de corrigir aquilo que deu origem ao caso, o que é ainda pior.

Enquanto cada um sacode a água do seu capote, os cidadãos questionam-se, com toda legitimidade, sobre que espécie de confiança merecem os estabelecimentos de saúde do país. Os acidentes acontecem, mas não se conseguir saber porquê é sinistro.

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Estreia: Cartazes das Autárquicas

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Começamos esta pertinente série em grande, com esta pérola do PSD de Mangualde. Parece que os católicos não gostaram.
Candidato: António Soares Marques. Ano: 2009.

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Índice de citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

"Casos da banca não podem arrastar-se sem solução"

Luís Figo, ao Diário Económico - 18 valores no índice de se os políticos podem ser analistas de bola, porque é que eu não posso falar dos automatismos técnico-tácticos do sistema financeiro?

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Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

E se aquilo me pesasse na consciência? Ontem fui ao terminal 2 do aeroporto de Lisboa levar a família, que foi viajar. Junto à fila para o check-in, lá estava uma mala branca, no meio do átrio, aparentemente de ninguém. Fomos almoçar. Da mesa do snack, no primeiro andar, pude ver durante meia hora a mala esquecida no meio da praça do terminal e nada. Desci. Passou mais algum tempo e nada. A família, entretanto, embarcou. Ainda passei a porta para a rua, para me ir embora. Voltei. Aquilo certamente não era nada. Mas se fosse alguma coisa? Não era capaz de viver com isso. Não é obsessão. São os dias que vivemos. Aproximei-me de um balcão da TAP e avisei o senhor. Ficou muito espantado. Não será de ninguém da fila? Não, aquilo está ali há pelo menos uma hora. Noutros países, a sala seria evacuada imediatamente e a mala dinamitada. Não sei o que aconteceu depois. Mas espero que esta notícia de que dois presos de Guantánamo vêm mesmo para Portugal signifique que o País tem condições de segurança para lidar com um aumento do risco. Não foi a ideia com que fiquei com o amadorismo que vi ontem no aeroporto.

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O aforismo do dia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

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Salazar casa com Nª Srª

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Diogo Morgado andou na SIC a fazer de santinho que comia gajas e agora em Hollywood vai fazer de gajo que nunca comeu a santinha. (Aqui)

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Manuela testemunha de António Preto

06 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Manuela Ferreira Leite premeia as fidelidades partidárias acima de tudo, e hipoteca o slogan da "honestidade" aos resultados de um julgamento que vai começar em Outubro, mas não só: a líder do PSD foi testemunha abonatória do processo em que António Preto é acusado de fuga ao fisco e falsificação. Durante a campanha interna do PSD, no dia 29 de Maio de 2008, disse numa entrevista à Sábado:

P - Não a incomoda que um membro destacado da sua candidatura, António Preto, esteja acusado de um crime de falsificação e fraude fiscal?
MFL - Não. Já fui testemunha dele e essa acusação não tem ponta por onde se lhe pegue.

P - Porquê? Conhece a acusação do Ministério Público?

MFL - Sobre problemas do Ministério Público e investigações não falo...

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Pela Janela do Elevador

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

Praia da Calheta

Diário de Férias
Praia da Calheta, Porto Santo, 2 de Agosto 2009
3.2s @ f/16 ISO 100
Canon EOS 5D Mark II * Canon EF 17-40 L USM * Lee ND Grad Soft 0.9

O aforismo do dia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

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A propósito de uma vitória

05 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A propósito do "post" que o guarda-freio Bruno Faria Lopes deixou antes deste, para sublinhar a estrondosa vitória do Sporting sobre essa grande potência do futebol mundial que dá pelo nome de Twente, lembrei-me deste velho álbum dos Pink Floyd, "Atom Heart Mother".

A banda estava ainda na sua fase psicadélica e mais experimentalista, a sair dos anos 60, e muito antes de se dedicar a explorar, com proveito, a fama adquirida, em concertos de estádio sem alma, nem espontaneidade. O disco inclui uma das minhas canções favoritas de sempre dos Pink Floyd, "Summer '68".

Agora, a questão: por que me terei lembrado deste disco a propósito do jogo que, ao cair do pano, muita alegria proporcionou ao Bruno Faria Lopes? Terá sido por causa da imponente vaca leiteira que surge na capa? Terá.

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Game over

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

A única coisa que verdadeiramente me aborrece na espectacular vitória do Sporting ontem na Holanda é que a equipa esgotou assim o trunfo da sorte para a época toda, logo no segundo jogo a doer. Daqui para a frente vai ser como jogar Monopólio sem que possa sair o cartão "você está livre da prisão". E, como diria Cavaco Silva, esta equipa vai precisar de sorte "como de pão para a boca".

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O aforismo do dia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

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Álbum de família

04 agosto 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Bill Clinton's surprise visit to North Korea Tuesday is well under way, and the former president has already had a "wide-ranging" discussion with Kim Jong Il, the leader of the reclusive and oppressive nation. The details of the discussions have not been revealed, though it is certain the release of the two imprisoned American journalists tops the agenda. [Aqui]

Sombra em Setembro

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vamos ver o que vai propor o PSD para diminuir o endividamento (ver post em baixo). Ao pé desta questão, resolver o problema do défice é uma brincadeira de crianças. Para uma família, o défice seria tão fácil de solucionar como tapar o saldo negativo na conta à ordem: bastaria trabalhar mais uns meses ou gastar um pouco menos. Mas a não ser que lhe saísse o euromilhões, a mesma família nem nos dez anos seguintes conseguiria abater os 250 mil euros de dívidas ao banco por causa do carro e da casa.

Como não há euromilhões para países...

O programa do PS coloca a solução do endividamento externo nas energias renováveis, que hão-de substituir os combustíveis fósseis. Mas isso não resolve o problema que o Bruno coloca aqui em baixo, que se refere ao endividamento público. Aguardo ansiosamente pelas propostas do PSD para ver se há saída ou se nos resta esperar para pagar. Como nós fazemos com a casa.

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Luz em Agosto

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Um breve lembrete em Agosto apenas para lembrar o caro contribuinte do seguinte facto: somada a dívida directa do Estado (118 mil milhões), com a dívida de médio/longo prazo das empresas públicas (21 mil milhões) e os encargos assumidos com as PPP até 2050 (48,3 mil milhões) chega-se ao brilhante total de 187 mil milhões de euros, ou seja, 112% do PIB [tudo valores no final de 2008].

É sobre este valor – e não outro – que deve ser analisado o endividamento público português. Aquele que será pago por impostos lá mais à frente, ao virar da curva.

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Sete para Isaltino

03 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

É a primeira vez que se vê uma coisa assim. Há uns dias, escrevia aqui sobre Nossa Senhora de Felgueiras, pensando que Isaltino ia pelo mesmo caminho da absolvição ou da pena suspensa. Afinal são sete anos de prisão efectiva e perda de mandato na câmara. A Justiça não funciona apenas quando condena, mas desta vez parece que funcionou. Seria positivo que isto fosse um sinal.

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O aforismo do dia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Uma dose diária em www.thedailyaphorism.com

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Agora sim, damos a volta a isto

02 agosto 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Descoberta muito recente. Os Deolinda são grandes na música e nas letras (e nos vídeoclips). Em tempo de Simplexes e de Jamaises, de programas eleitorais generosamente vagos e promessas de não prometer nada, fica aqui uma saudável lírica, para desfrutar neste estio pré-eleitoral.


Movimento Perpétuo Associativo

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

-Agora não, que é hora do almoço...
-Agora não, que é hora do jantar...
-Agora não, que eu acho que não posso...
-Amanhã vou trabalhar...
Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, dizem que vai chover...
-Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!

-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que o meu pai não quer...
-Agora não, que há engarrafamentos...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...

Os loucos da casa

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Sem cagança, gostei do Home, da realizadora suíça Ursula Meier. Primeiro, porque é um filme para actores – actores óptimos (Isabelle Hupert é cabeça de cartaz, mas não reina sozinha). Depois, porque mistura surrealismo com a mais plana realidade – tudo com imagens inesquecíveis, principalmente no primeiro terço do filme. Por fim, porque faz pensar (uma actividade cansativa, ainda para mais em Agosto, mas recompensadora). Uma sinopse em poucas palavras: uma família muito unida faz de um troço inacabado de autoestrada parte integrante do seu espaço privado, da sua casa. Com a abertura da estrada e a passagem de milhares de carros e camiões assistimos à invasão deste espaço privado pelo público. Como reage a família a esta mudança? Há negação, loucura et beaucoup d'amour. O filme não aguenta o ritmo até ao fim, mas aguenta-se sempre em bom nível. Vejam e depois contem.

Algo vai mal na ERC

01 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) quer impedir os colunistas e comentadores que são candidatos às eleições legislativas e autárquicas de manterem as suas colaborações nos media. A decisão da ERC é muito discutível mas ainda se torma menos compreensível quando se lê no "Público" a argumentação do seu presidente.

Azeredo Lopes afirma que "não se pode ignorar, por exemplo, o peso decisivo que teve a coluna de Rui Tavares [no "Público"] nas eleições europeias" e acrescenta ser "obviamente evidente que [Rui Tavares] foi convidado pelo BE para o quarto lugar da lista pela sua notoriedade".

Algo não bate certo na tese do presidente da ERC. Primeiro, se Azeredo Lopes tem na sua posse alguma investigação ou estudo que prove uma ligação directa e decisiva entre a eleição de Rui Tavares e a coluna que publica naquele jornal, seria interessante que procedesse à sua divulgação. Um documento desta natureza seria, seguramente, um contributo para o debate público de uma matéria relevante como a da influência que uma colaboração nos media pode exercer nas opções do eleitores. Ficamos à espera.

Depois, se a coluna de Rui Tavares no "Público" foi decisiva para a sua eleição como eurodeputado, como explica Azeredo Lopes que Vital Moreira, também colaborador no "Público", tenha sido clamorosamente derrotado? Se calhar, é porque Rui Tavares escreve na última página, o que lhe dará mais visibilidade, tendo em conta que há milhares de leitores que iniciam o contacto com os jornais a partir do fim e existem muitos outros que, depois de darem uma vista de olhos pela primeira, voltam o jornal e lêem a última antes de seguirem para o interior. Se for assim, a ERC devia proibir colunas de opinião de candidatos às eleições nas últimas páginas. Ficamos à espera.

Por último, a questão da notoriedade. Pode gostar-se ou não, mas todos os partidos procuram candidatos conhecidos porque aquilo que querem é conquistar votos. Independentemente da opinião pessoal que os seus membros subscrevam sobre esta matéria, o que tem a ERC a ver com isto?

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Nick Drake revisto por Brad Mehldau

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

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apresentação

Tudo o que sobe também desce

Conheça a história do ascensor aqui.
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