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elevador da bica

Mistérios da vida moderna

06 janeiro 2011 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


O meu momento do dia é quando recebo as novidades da Candy Hoover. Primeiro irritava-me: "Porra!, sou jornalista de política e estes tipos não têm mais ninguém a quem entupir os mails com a merda das máquinas de lavar?! Agora a Candy enternece-me. Saber as últimas do melhor encerador do mercado é cultura. Receber o mail de hoje é pensar que a humanidade tem salvação. Esta máquina fabulosa "funciona com água aquecida pelo sol, uma energia ecológica, que aproveita os recursos naturais e permite grande poupança energética e ambiental", diz o press release. Não é lindo? Não gostavam de receber mails destes?
PS: se alguém ligado à Candy Hoover ler este post, diga lá no departamento de comunicação que a caixa de mail dos um jornalistas tem limite e vocês não ajudam. A isso chama-se comunicação improcedente.

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Mistérios da vida moderna

19 novembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Hoje pensei que ia demorar horas até conseguir chegar à escola com o miúdo. Mas o trânsito no centro de Lisboa estava mais livre do que um domingo em Agosto.

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04 agosto 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Um homem de fato meio curvado atrás de um VW Passat de bagageira aberta em frente ao Monumental escovava os dentes.

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07 julho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

De manhã levanta-se, veste a camisola do Ronaldo, joga com a bola no corredor, toma o pequeno almoço, joga à bola no corredor, vai para a escola, onde à falta de bola joga à bola com o chapéu, regressa da escola, veste a camisola do Ronaldo e joga à bola no corredor, toma banho e janta, joga à bola... Quando não está a jogar à bola, está a folhear a caderneta dos cromos, ou a colar, ou a contar, ou a rever os repetidos. O M. tem 4 anos. Ontem, enquanto a câmara viajava pelos jogadores da Holanda e do Uruguai a cantarem os respectivos hinos, ele ia dizendo: "Tenho este, tenho, tenho, não tenho, tenho..."

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28 junho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Podia não estar a escrever este post se ontem à noite na via rápida. Duas luzes brancas lá ao fundo - a 180, a 200? - e digo: aquele vem depressa! Dois segundos, uma curva ligeira. E então as duas luzes brancas à minha frente, à nossa frente, direito à cara, na nossa faixa, em contramão. A dez metros, a três metros, a um metro? Não sei. Nem sei como guinei. Vi o choque frontal. Décimas de segundo. Não me conhecia aquela frieza toda. Direita e esquerda: guinada a 100 à hora. Rodas na berma. Décimas de segundo. Salvos. A seguir, o susto. Estamos vivos? É estranha esta diferença entre o zero e o absoluto. Estarmos vivos agora e é igual a um segundo antes. Uma hesitação, seria tudo diferente. Que loucura.

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25 junho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Mudei os livros de lugar esta semana nas prateleiras lá de casa. Por um acaso qualquer, o aquário dos peixes passou a estar junto à poesia, movimento arriscado senão subversivo. No dia seguinte, assustado, mudei os peixes de lugar. Ou se afogavam ou voavam dali para fora. Uma noite sonhei que nas escamas lhes cresciam penas.

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21 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Ashes to ashes... Parece que o espaço aéreo europeu vai abrir. Adoro esta ideia contraditória de um espaço aéreo fechado, mas a vida moderna que construímos desde a Revolução Industrial tem destas coisas. Somos muitos evoluídos: locomotivas a vapor, aviões, iPad. O planeta não: terramotos, maremotos e vulcões. Por mais modernos que sejamos, a Terra ainda é muito primitiva.

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14 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Ontem à noite, enquanto chovia e o Benfica jogava com o Sporting, não havia taxistas em Lisboa.

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08 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

De facto, há coisas inadiáveis na nossa vida sobre as quais legislar. Por exemplo, aspectos tão insólitos como nos conta hoje o i: o PS quer legislar quanto à mudança de identidade de quem muda de sexo. Na verdade, seria estranho que fosse mais fácil mudar de sexo do que alterar o género no BI ou no Passaporte. Faz-me lembrar a história de um transexual que foi meu colega num jornal. Apesar de ainda não ter mudado de sexo, era homem mas vestia-se como fêmea, falava no feminino, usava nome de mulher, ia ao wc das senhoras, mas debaixo da maquilhagem crescia-lhe a barba ao fim da tarde. Sofria dessa esquizofrenia que fazia dele(a) um(a) personagem únic(o)a, mais ou menos discriminado(a), tratado(a) com condescendência, mas era um ser corajoso. Uma vez, por ocasião da guerra no Iraque, teve de enviar um mail para a Arábia Saudita e depois confessou ao editor que, de facto, era difícil obter uma resposta porque os sauditas não responderiam a uma mulher. Errado, porque ele(a) padecia desse problema que o PS quer resolver: numa brincadeira de mau gosto, apesar dos pedidos, os informáticos nunca alteraram o email para o nome feminino. Ela continuava a ser: josecarlos@........pt

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31 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Portugal do Minho a Timor, sem fusos horários, no i de hoje: os alunos da Escola Portuguesa de Dilí fazem os exames à mesma hora dos portugueses. Em Lisboa, acabam às 17h. Em Timor terminam às duas da manhã, para evitar copianços e tráfico de perguntas. No tempo do Salazar também era assim, ou a culpa é da internet?

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Mistérios da vida moderna

25 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vá morrer longe porque aqui não me dá jeito!
Um septuagenário caminha de bengala consciente pela linha do comboio. As generosas gentes de Setúbal aconselham-no a ter cuidado porque as pessoas costumam aleijar-se quando se suicidam assim. Como o velho não os ouve, novo conselho do interesse colectivo: morra lá um bocadinho mais além que deste lado incomoda. O homem suicidou-se mesmo e ninguém interveio para o evitar. O DN contou a história ontem. O ancião foi apanhado pela locomotiva um pouco mais longe do que tinha previsto, para evitar o horror a sangue dos clientes dos cafés da vizinhança, aqui temos a cruel economia sempre a funcionar, e o velhote foi sensível ao último pedido que lhe fizeram. Morreu, afinal havia de morrer um dia qualquer. Esta espécie de morte assistida não aconteceu no melhor dos mundos possíveis.

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Mistérios da vida moderna

02 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O 2666 de Bolaño é um volume com mais de mil páginas, pouco portátil para levar para o café ou para onde quer que seja. Portanto, vou avançando na leitura lentamente antes de me deitar e já só me faltam umas 100 folhas. Nunca me tinha ocorrido a ideia de fazer como aquela mulher que vi numa pastelaria do Largo da Estefânia, munida do seu Bolaño mutilado. Trazia umas 200 páginas rasgadas à larga lombada da obra, devidamente acompanhadas da capa do livro bem amassada, talvez para o volume não perder completamente a identidade. Por estas e por outras é que estou ansioso por ter um e-reader. Talvez venha a ser cliente do sr. Jobs mais depressa do que estava a pensar.

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Mistérios da vida moderna - Kafka com gripe A

02 dezembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Tenho a gripe. Deve ser A. O meu filho teve porque os meninos da sala dele tinham. Sou doente crónico. E tomo remédios para a doença crónica. Sou grupo de risco. Com o filho doente, tomei Tamiflu, dose profilática. Quando parei a mezinha adoeci após dois dias. Mandei um SMS ao meu médico. Não respondeu. Fui ao hospital. Ao atendimento da Gripe A, no S. Francisco Xavier. Havia pouca gente à espera. Achei-me com sorte. Cheguei antes das 11h30 da manhã. Só saí de lá às 20h30 da noite, nove horas depois. Os companheiros de infortúnio usavam máscara. Viam-se-lhes olhos febris. Tossiam. Cuspiam pulmões. Senhoras de meia idade irritadas praguejavam como marinheiros. Comi um croissant ressequido de uma máquina e foi só. Estavam duas médicas jovens de serviço. A que me atendeu viu na minha doença crónica um mistério. Esperei duas horas para ser atendido. Mais uma para fazer análises e raio X. Mais três para saber o resultados das análises. Mais uma para voltar ao consultório, onde os doentes eram atendidos aos dois de cada vez, separados por um biombo de pano rosa. Receitaram-me mais Tamiflu. Dose milagrosa, dose terapêutica, o dobro da dose anterior. Prometeram-me mais meia hora. Para o remédio chegar da farmácia hospitalar à urgência demorou hora e meia. Hora e meia de desespero de quem espera doente há sete horas. Chovia a cântaros. Fiz o teste da gripe A. Se o teste for positivo ainda me telefonam a dizer. Se for negativo não dizem nada. E não sabem quanto tempo demora a comunicar o resultado. Mesmo assim, faço os sete dias de quarentena. Se não tiver nada fico os sete dias da quarentena em casa à espera de um telefonema. A jovem médica também não passa baixas médicas. Isso é com o médico de família do centro de saúde. Como sou um privilegiado, não tenho médico de família. Tenho médico particular. Portanto, não vou interromper a minha quarentena para ir ao centro de saúde pedir um atestado a um médico que não conheço para uma doença que não sei se tenho. E talvez nem venha a saber. Nada nesta história bate certo. Só um ser cruel podia inventar um sistema destes para nos atormentar na doença.
O hospital trata-nos da saúde, mas alguém nos trata do hospital?

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Mistérios da Vida Moderna

10 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Saí de casa faltavam 10 minutos para uma reunião. Talvez demorasse dez a 15 minutos a pé. Mesmo assim optei pello táxi. O taxista, bigodinho à maneira, espertalhão pela conversa, começou a falar a falar, a dizer que se o País não voltasse o proteccionismo estávamos condenados e tal, enquanto conduzia na direcção oposta ao meu destino. Para ir do Jardim Constantino às Picoas, desceu o Conde Redondo, foi à Avenida da Liberdade, virou para a Fontes Pereira de Melo, meteu pela António Augusto Aguiar e atravessou toda a Tomás Ribeiro. Quando calmamente lhe perguntei para onde é que me estava a levar e lhe disse que seria mais rápido ir a pé, calou-se com o proteccionismo e cobrou-me só os 2,5 euros da bandeirada.

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07 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Jardim Constantino em Lisboa é um nojo tão grande, que as palavras para o qualificar conspurcariam este blogue. Durante anos, imigrantes e sem-abrigo viveram por ali. A casa de banho pública que lá existe como que alastrou pelo ex-jardim e tornou o lugar fétido. Nem eu nem os vizinhos levamos os nossos filhos ao parque infantil que lá há. Hoje de manhã havia movimentação de máquinas e obras a começar. Os inquilinos clandestinos do jardim olhavam o fim da sua casa. Na paragem do autocarro, os moradores indignavam-se: "Mandámos abaixo-assinados para a câmara e eles diziam que não podiam fazer nada, nem podiam mandar a polícia. Agora que há eleições já podem tudo. Isto é um nojo!" António Costa e José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes, servem aqui de exemplo aos políticos que padecem destas tentações. Só que o povo não é parvo. Não gosta de ser enganado. Não gosta de calendários tão descarados para sacar o votinho.

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01 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Voltar à feira de Grândola ao fim de anos. Rever amigos de infância e adolescência. Ouvir um concerto de José Cid. Divertido. No meu tempo, havia na feira pessoal do monte. Velhos de boné. Dentes tortos. Pele tostada. Camisas aos quadrados, abotoadas no colarinho, jaqueta. Vinham de motorizada. Agora na feira à minha volta vejo as pessoas dos montes. Louros, olhos azuis. Pólos cor-de-rosa com um logótipo ao lado esquerdo. Chegam em jipes. Cantam as músicas do José Cid com seis filhos loiros em volta a cantar músicas do José Cid. O meu mundo a mudar e eu quase sem dar conta.

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Correção ao post anterior

21 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Disparei mais rápido que a sombra no post abaixo deste. Foi um erro.

Os posts de José Pacheco Pereira mantêm-se no Jamais e estão aqui e aqui.

Retiro tudo o que disse e continuo a reconhecer a frontalidade de JPP .

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Asfixia democrática

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O DN noticia hoje que José Pacheco Pereira escreveu no Jamais, blogue de apoio ao PSD, que António Preto é uma "ferida em aberto nas listas do PSD", e que "há erros, mesmo graves". Faz uma crítica arrasadora à feitura das listas, menciona o engulimento de sapos, e usa o argumento instrumental de que o que é preciso é tirar de lá o PS. Tamanha frontalidade só lhe fica bem. JPP faz assim jus à sua reputação de homem livre, não fosse dar-se o caso...

que procurei, procurei, para ver o post original e ele não está lá!

Quem apagou o post de JPP?

JPP deixa-se condicionar e censurar? Manuela Ferreira Leite também asfixia o oxigénio democrático?

ADENDA: este post está errado e é corrigido um post acima

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Mistérios da vida moderna

20 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A mercearia da minha esquina é como todas as mercearias de esquina. Compro lá fruta e legumes, enquanto o sr. A. brinca com o meu filho. Hoje levei bananas e pêssegos. Quando o sr. A os pesava, vi nas costas dele, ao pé de caixotes de esparguete, uma espingarda. Não era grande espingarda. Pareceu-me uma pressão de ar. Sei que o jardim Constantino é muito mal frequentado, para mal da vizinhança. Espero que seja mais para ir aos pássaros ao entardecer do que para espetar chumbo nas nalgas dos vagabundos que ali andam com risco para quem passa. O CDS tem ali um eleitor em potência.

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07 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

E se aquilo me pesasse na consciência? Ontem fui ao terminal 2 do aeroporto de Lisboa levar a família, que foi viajar. Junto à fila para o check-in, lá estava uma mala branca, no meio do átrio, aparentemente de ninguém. Fomos almoçar. Da mesa do snack, no primeiro andar, pude ver durante meia hora a mala esquecida no meio da praça do terminal e nada. Desci. Passou mais algum tempo e nada. A família, entretanto, embarcou. Ainda passei a porta para a rua, para me ir embora. Voltei. Aquilo certamente não era nada. Mas se fosse alguma coisa? Não era capaz de viver com isso. Não é obsessão. São os dias que vivemos. Aproximei-me de um balcão da TAP e avisei o senhor. Ficou muito espantado. Não será de ninguém da fila? Não, aquilo está ali há pelo menos uma hora. Noutros países, a sala seria evacuada imediatamente e a mala dinamitada. Não sei o que aconteceu depois. Mas espero que esta notícia de que dois presos de Guantánamo vêm mesmo para Portugal signifique que o País tem condições de segurança para lidar com um aumento do risco. Não foi a ideia com que fiquei com o amadorismo que vi ontem no aeroporto.

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