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elevador da bica

Mistérios da vida moderna

31 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Portugal do Minho a Timor, sem fusos horários, no i de hoje: os alunos da Escola Portuguesa de Dilí fazem os exames à mesma hora dos portugueses. Em Lisboa, acabam às 17h. Em Timor terminam às duas da manhã, para evitar copianços e tráfico de perguntas. No tempo do Salazar também era assim, ou a culpa é da internet?

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Por este andar qualquer dia o PS corre com Sócrates

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Primeiro: a decisão é correcta.

Segundo: a decisão é contraditória.

O Governo suspendeu o sr. Jurgen Adolff, cônsul honorário de Portugal em Munique, por ser suspeito de ter recebido 1,6 milhões de euros em luvas para facilitar a aquisição de submarinos do consórcio alemão, depois de uma notícia da revista Der Spiegel. Augusto Santos Silva, ministro da Defesa, justificou assim a decisão: "Na medida que chegaram informações ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que poderiam por em causa a credibilidade e as condições de exercício de funções da parte de quem representa Portugal, como o cônsul honorário, o ministério decidiu suspender o cônsul". Refira-se que não há uma acusação formal ou uma decisão judicial transitada em julgado.

Façamos um pequeno exercício de pensamento sobre esta augusta frase. Mas aplicada a outras notícias em que se alegou a separação de poderes e a presunção da inocência. Tomemos estes exemplos: "Polícia inglesa suspeita que Sócrates recebeu luvas no Freeport"; ou então, "Sócrates suspeito no processo Cova da Beira"; ou ainda, "MP suspeita que Sócrates quis manipular TVI através da PT". Com base nestas premissas, pedimos ao leitor que releia a frase de Santos Silva em abstracto, sem as referências ao cônsul: "Na medida que chegaram informações que poderiam por em causa a credibilidade e as condições de exercício de funções da parte de quem representa Portugal..." [e aqui as consequências]

Tendo em conta a rapidez com que o Governo actuou agora contra o cônsul, relembro o padrão de decisões em que fez exactamente o contrário:

- caso Lopes da Mota, em que o Governo recusou actuar;
- caso José Penedos, que só caiu da REN quando a isso a Justiça obrigou;
- caso Rui Pedro Soares, que se manteve na administração da PT para além do limite e nunca foi censurado pelo Governo;

Assim é fácil: o caso em investigação remonta ao tempo do PSD-CDS e além disso o Governo fará tudo o que puder para fazer cair o contrato dos submarinos, como já se percebeu.

Golpe abaixo da cintura

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Não se pode esperar de um boxeur político lisura nos golpes: escrevi que Sarmento tinha batido Granadeiro por KO, mas fez batota. Afinal José Leite Pereira já era director editorial do Jornal de Notícias quando Granadeiro se demitiu da Lusomundo e quem está numa redacção sabe a diferença entre um director executivo e um chairman de um jornal. Se Sarmento jogou baixo, os deputados mostraram péssima preparação e lentidão a reagir. Ele devia ter sido confrontado com essa informação enquanto ainda estava no Parlamento.

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Retratos da América - 14

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Menina Botero no diner. Phoenix, 2008.

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O País afunda e a orquestra toca

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

As más notícias: o Banco de Portugal reviu em baixa as previsões de crescimento de 0,7% para 0,4% para 2010, o rendimento disponível dos portugueses vai diminuir e o desemprego vai continuar a aumentar; o País afunda-se.

As notícias do costume: Sócrates diz que está "confiante" de que o crescimento económico seja melhor do que as previsões do Banco de Portugal. Pagam-lhe para gerir expectativas e não para baixar o astral, mas parece cada vez mais o general de Bagdade com os tanques americanos à porta; a orquestra continua a tocar.

As boas notícias: não há. Quando as taxas de juros começarem a subir as famílias vão estoirar, a popularidade do Governo vai cair mais depressa do que se aumentasse o IVA, o PSD com nova liderança será tentado talvez antes disso a derrubar a minoria do PS, e à crise financeira e económica vai juntar-se uma crise política (se não for até Setembro, será logo na primeira oportunidade, o destino está marcado). Aconteça o que acontecer, não se vê uma saída.

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Morais Sarmento ganha por KO

30 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Um uppercut de direita, um gancho de esquerda e um directo ao queixo: Henrique Granadeiro no tapete, KO. Leite Pereira não era director do JN quando Granadeiro se demitiu da Lusomundo. Morais Sarmento está a desfazer o presidente da PT na Comissão de Ética. Depois da baralhação por causa da data em que informou Sócrates do negócio com a TVI, é muita baralhação junta para o presidente de uma das maiores empresas portuguesas.

O horror... a tensão...

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se o Apocalypse Now não era um filme sobre a guerra, era a própria guerra, o vencedor dos Óscares The Hurt Locker também não é sobre a guerra: são as entranhas dos homens na guerra.

Se em Apocalypse Now o coronel Kurtz balbuciava o horror... o horror... em Estado de Guerra (péssima tradução) não era preciso verbalizar esse horror que vem de dentro. O filme é tensão do princípio ao fim, uns nervos permanentes uma ansiedade angustiante, uma história contada por dentro: por dentro dos personagens mas sobretudo por dentro do espectador. O filme é sobre explosões (mesmo assim é um exercício de contenção à tentação do fogo de artifício), mas por mais que rebentem coisas, a explosão de que estamos sempre à espera é a do peito dos personagens (e do nosso próprio peito como espectadores).

Estado de Guerra não é sobre a guerra nem é a guerra. É sobre o vício de homens que não conseguem vivem sem a guerra e sem estarem permanentemente à beira de rebentarem por dentro na guerra.

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Retratos da América - 13

29 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Suporte para nariz, Chicago.

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Passos começa bem

27 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Com uma vitória esmagadora no bolso, no seu primeiro discurso como líder eleito do PSD, Pedro Passos Coelho começou bem o mandato ao convidar os seus adversários a pertencerem à direcção do partido. Seja qual for a resposta de Paulo Rangel e de Aguiar-Branco (eu apostava que vão recusar), trata-se da manifestação de um líder forte sem medo da sombra.

Quando Passos discursou para as televisões, Miguel Relvas, o homem mais importante na sua ascensão ao poder, ficou atrás das câmaras a ver. Por detrás do novo líder apareceram três caras do menezismo: Marco António Costa, Miguel Santos e Luís Montenegro. Devia ter havido algum cuidado em diversificar.

Não deixa de ser sintomática a forma como Manuela Ferreira Leite deixa a chefia do partido: sem fazer um simples telefonema ao candidato que lhe vai suceder.

O PS agora deve moderar-se nas ameaças de bater com a porta: ou tem mais cuidado com as dramatizações do género agarrem-me senão eu vou-me embora ou Passos vai mesmo romper e levar o Governo a eleições antecipadas até Setembro, porque aliás sabe que o prazo de validade dos líderes do PSD é muito curto. É uma questão de esperar pelas sondagens dos próximos dois meses.

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O contributo da JSD para a política nacional

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O CDS já tem um líder que foi militante da JSD: Paulo Portas.

O PS já tem um secretário-geral que foi militante da JSD: José Sócrates.

Finalmente, só faltava ao PSD ter um presidente que também militou na JSD e esta noite conseguiu: Pedro Passos Coelho ganhou as eleições internas e agora vai ter à direita e à esquerda dois ex-militantes da organização que dirigiu.

No fundo, deve haver um bocadinho de DNA político comum aos três.

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Retratos da América -12

25 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Tempo no metro. Nova Iorque, 2008

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Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vá morrer longe porque aqui não me dá jeito!
Um septuagenário caminha de bengala consciente pela linha do comboio. As generosas gentes de Setúbal aconselham-no a ter cuidado porque as pessoas costumam aleijar-se quando se suicidam assim. Como o velho não os ouve, novo conselho do interesse colectivo: morra lá um bocadinho mais além que deste lado incomoda. O homem suicidou-se mesmo e ninguém interveio para o evitar. O DN contou a história ontem. O ancião foi apanhado pela locomotiva um pouco mais longe do que tinha previsto, para evitar o horror a sangue dos clientes dos cafés da vizinhança, aqui temos a cruel economia sempre a funcionar, e o velhote foi sensível ao último pedido que lhe fizeram. Morreu, afinal havia de morrer um dia qualquer. Esta espécie de morte assistida não aconteceu no melhor dos mundos possíveis.

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O desenrascanço de uma nação

24 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O influente jornalista da Economist que escreve a coluna Charlemagne e é correspondente da revista em Bruxelas, escreve um texto no seu blogue (via Correio Preto) que me fez sentir uma coisa que não sentia há muito: Portugal no terceiro mundo. Ou melhor, Portugal saiu do terceiro mundo mas o terceiro mundo não saiu de Portugal. A ideia subjacente é que Portugal se juntou às nações desenvolvidas na CEE por razões políticas para não voltar a ser uma ditadura e em prejuízo da sua economia (no fim do texto há uma história deliciosa a este propósito sobre Mário Soares); Portugal não estava economica nem financeiramente preparado para entrar no euro e as consequências sentem-se hoje; e se o País tinha robustez para estar no euro devia ter deixado o fundo de coesão (história com um ministro holandês). A verdade é que a percepção sobre o País ainda mantém a imagem dos pigs, hoje o pior dos pigs à excepção da Grécia, o que não serve de consolo. É o que dá o País andar apenas a desenrascar-se há tantos anos para se manter pobre no clube dos ricos.

Eu vi o Messi jogar à bola

23 março 2010 :: Guarda-freio: Pedro Esteves

As magias deste último fim-de-semana não são apenas circunstanciais. Não podem ser. Existe uma regularidade no desempenho artístico de Lionel Messi, que nenhum profissionalismo, dedicação ao trabalho, esforço físico consegue acompanhar. Por muitas abdominais e flexões que o Ronaldo faça, por muitas centenas de livres que treine, de sprints que faça, de malabarismos que pratique nos treinos, não há nada que consiga torná-lo mágico. O Ronaldo é uma máquina de desempenho futebolístico. O Messi é outra coisa. É o triunfo da improbabilidade futebolística, a vitória da anti-genética, do futebol de trapos no quintal das traseiras. O Ronaldo celebra golos com raiva, o Messi festeja-os com um sorriso de puro gozo pelo que faz.

O Messi teve problemas sérios de crescimento, aos 12 anos não andava, é feio, atarracado, nunca ninguém lhe viu o torso nú, não se lhe conhecem as namoradas, não é grande estampa para publicidades, não tem mau feitio, parece nem ter feitio. E, apesar de tudo indicar que nunca seria uma estrela neste mundo cintilante, ele é o melhor jogador de futebol do mundo. Por uma única razão: o poder de gerar movimentos involuntários em quem o vê, os olhos bem abertos, as bocas escancaradas, as expressões de incredulidade, as injecções de endorfinas no cérebro, o genuíno prazer de ver a bola acariciada por um génio da arte futebolística.

Já vi milhares de minutos de futebol na vida. Cada um que o Messi ainda me dá de espanto é uma dádiva. E um privilégio que tenciono partilhar com os infelizes que não foram contemporâneos do melhor jogador do mundo depois do Maradona. "Eu vi o Messi jogar à bola".

Retratos da América - 11

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Pssst!! Chicago, 2008.

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O debate laranja

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Hoje na RTP: Pedro Passos Coelho, seguro, a consolidar a pole-position, voltando-se para cada adversário como se já fosse líder de facto, sentado ao lado de Paulo Rangel a querer bipolarizar com Passos e a secundarizar Aguiar-Branco, que levava um truque na manga para enervar Rangel, que se irritou decisivamente e deixou transparecer nervosismo e alguma insegurança, sem conseguir rebater os ataques directos de José Pedro, que procurou ser duro na forma e sensato nas propostas, enquanto Passos Coelho colocava a voz e usava a linguagem gestual para impor a sua presença o que de resto conseguiu com algum sucesso. Castanheira de Barros não devia lá estar, o serviço público tem estes defeitos. Mas a discussão pode ter sido esclarecedora (embora não decisiva) sobretudo acerca do estilo de liderança que os militantes do PSD podem esperar de cada candidato.

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A culpa da década perdida é do euro?

22 março 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

The euro and the portuguese slump, numa nova estação de paragem obrigatória.

Tal como o autor do post, também penso que o euro forçou um ajustamento doloroso mas que, em si, esse esforço traz ganhos no longo prazo. É fácil culpar essa entidade abstracta que é o euro – mais difícil é olhar para incrível falta de preparação de boa parte da nossa indústria (que decidiu esquecer da queda do muro de Berlim e da entrada da China na OMC), para a má política orçamental (pró-cíclica na maioria dos anos, como mostra a recente bíblia do Banco de Portugal) e para a debilidade da política económica (o ministro da Economia é um subproduto do chefe das Finanças). Entrámos demasiado cedo no "pelotão da frente"? Talvez – mas a ideia era entrar no clube para pedalar mais, não para ostentar o cartão de sócio nas festas com os amigos.

Limpar Portugal

20 março 2010 :: Guarda-freio: Pedro Esteves

Limpar Portugal: Exército associa-se ao projecto com cerca de mil militares

Credo, lê-se este título e teme-se o melhor. Mas afinal é uma iniciativa de cariz ambiental...

Crime de colarinho preto e branco

:: Guarda-freio: Pedro Esteves

Fala-se da pior crise da Igreja Católica desde a Idade Média. Fala-se de perto de 700 casos novos de abusos sexuais na Europa, directamente debaixo do chapéu do novo Papa, o representante do divino para alguns terráqueos, a quem são atribuídos "poderes sobrenaturais". Isto, depois de 7000 casos nos EUA desde 2004. E de 3000 ficheiros que Ratzinger recebeu de João Paulo II em 2005, sobre abusos do clero.

Os números impressionam e são só a face (semi) visível. Mas nem vale a pena fazer contas. Como diria qualquer visionário, que nem precisa dos tais poderes sobrenaturais, "são pessoas". Ou melhor, normalmente, "são crianças", que ficam destruídas. Quem diz que a Igreja já se deixou de matar gente?

Ratzinger estará em Portugal em Maio. Por mim, ficava à porta.

As fugas de informação

19 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Em cinco anos de Governo de José Sócrates nunca houve uma fuga de informação do Conselho de Ministros. Por isso, estranho em absoluto que TVI, i, Público e DN tenham noticiado com algum detalhe e no mesmo dia as posições tomadas por ministros contra o PEC em Conselho de Ministros.

Só vejo duas leituras possíveis:

a) A que faz mais sentido - O PS está a desfazer-se, sente que está em fim de ciclo e que a autoridade de Sócrates está minada e já percebeu que ganha força a possibilidade de eleições antecipadas até Setembro; portanto, começa a valer tudo. Mostra, de facto que a voz do PM já não tem a autoridade que tinha. Mostrar divisões nesta fase do campeonato pode ser mortal porque a Constituição diz que os membros do Governo devem ser são solidários.

b) A menos provável - A fuga foi autorizada para segurar a ala esquerda do PS e o eleitorado. Sócrates precisa de dar a ideia de que foi obrigado a fazer este PEC para evitar a demissão de Teixeira dos Santos, cuja eventual saída seria desastrosa para Portugal nos mercados financeiros. Publicitar a oposição dos ministros de esquerda cobre esta sensibilidade partidária e dá a sensação de que o PS fez este PEC contrariado porque não tinha qualquer alternativa. Como Soares quando meteu o socialismo na gaveta em 1976, em 1978 (com a primeira intervenção do FMI) e em 1983, no Bloco Central, e com a segunda intervenção do FMI.

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Retratos da América - 10

18 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Chicago, 2008: On Strike! No Strike!

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Pérolas do Diário da República – o único diário sem pressões

17 março 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Aviso n.º 52/2010. D.R. n.º 53, Série I de 2010-03-17

Ministério dos Negócios Estrangeiros

Torna público ter a Grande Jamahiriya Árabe Líbia Popular Socialista efectuado, em 10 de Dezembro de 2009, junto do Governo da Federação da Rússia, o depósito do seu instrumento de adesão ao Acordo Relativo ao Salvamento dos Astronautas, Regresso dos Astronautas e Restituição dos Objectos Lançados no Espaço Extra-Atmosférico, adoptado em Londres em 11 de Abril de 1968

O congresso do partido dos congressos

15 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Um congresso do PSD vale sempre a pena. Marcelo fez um discurso à líder. Marques Mendes também. Demonstraram ser mestres no ofício em que os três candidatos à liderança são aprendizes. Santana Lopes fez um bom discurso à Santana, mas hoje um discurso à Santana conjuga atitudes opostas sem coerência: não se pode ser bebé chorão e senador ao mesmo tempo.

Depois, a "lei da rolha" proposta por Santana Lopes demonstra que o PSD e o próprio Santana não aprendem com os erros. É uma medida anti-Marcelo comentador; anti-Cavaco da má-moeda; anti-santanista tendo em conta o que ele fez ao longo da vida. Não quis acreditar quando vi os delegados a votarem aquilo. Se queriam baixar a conflitualidade no partido, estava-se mesmo a ver que o PSD estava a precisar de uma medida disciplinar contra críticos. Se ninguém revogar a norma, agora um crítico da direcção é sujeito a uma sanção "grave" (e atenção que é "especialmente" a 60 dias das eleições, portanto, é válida antes desse prazo). Vai ser lindo...

Quanto à luta pela liderança, o congresso foi útil. Não resolveu, mas foi bom palco. Aguiar-Branco ficou fora da corrida. Paulo Rangel herdou o pouco que Aguiar-Branco tinha e manteve margem para crescer. Apesar de um ou outro erro, Passos Coelho consolidou-se na pole-position e acabou o congresso projectado no País como challenger de Sócrates, quando pediu o adiamento do PEC. Daqui a um mês há outro.

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Esta é boa

14 março 2010 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O PSD tenta endireitar-se mas não consegue perder oportunidades de dar tiros nos próprios pés. A regra que considera "infracção grave" as críticas ao líder nos dois meses que antecedam eleições é um completo absurdo. E dá o flanco para que o PS lhe aplique, com razão, o epíteto de norma "estalinista".

Não se percebe o que passou pela cabeça dos congressistas, que aprovaram a regra, nem de Pedro Santana Lopes, que a sugeriu. Resta sublinhar que no PS de Sócrates estas regras nem são necessárias. A ferocidade do líder e o servilismo dos militantes tratam da questão.

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Uma noção muito própria de asfixia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Pois é – o respeitinho pela liderança é mesmo muito bonito e há que não o macular com a gordura da crítica. Só assim o grupo poderá ser alternativa forte e credível contra os múltiplos desmandos dos outros senhores. Só assim haverá troca de ideias – e tantas que elas são! – sem o incómodo do confronto político. A julgar pelos resultados das sondagens mais recentes – que mostram os portugueses indiferentes aos abusos socráticos – andei enganado todo este tempo: afinal, o PSD está mesmo pronto para tomar o poder.

Uma noção muito própria de calendário

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Mas por que carga de água é que o governo tem agora que adiar a votação do PEC no Parlamento? Por que raio o PSD, que teve meses para resolver o seu problema de liderança, está agora com estas exigências de-mais-dia-menos-dia?

O que uma tarde de folga da trincheira diária pode render

12 março 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Todas as cidades encerram contrastes, nisso são universalmente iguais, mas como sempre há umas que são mais iguais que outras. Istambul, onde estive duas vezes - o suficiente para deixar de ser um principiante, mas ainda muito nível 1, dada a exigência do lugarejo - é uma dessas cidades. Como Lisboa e Pequim, dá ares de metrópole e de aldeia, de caríssimo trapo da moda e de invejável veludo de impérios caídos, de pessoa difícil mas com potencial para ser amigo para a vida. Toda esta verborreia de merda para vos dizer para irem ao CCB e olharem para as fotografias de Ara Güler, o "olho de Istambul", ex-Magnum e lenda viva do negócio. Ali estão fragmentos da memória da cidade nos anos 50 e 60 - quer da geografia urbana do lugar (grandes imagens na ponte Galata, um dos melhores lugares do mundo e não há mais discussão) quer das pessoas que ali viveram.

De caminho passem no museu Berardo e vejam uma exposição ainda melhor: fotografias da viajante/jornalista/escritora/mulher-em-fuga-permanente Annemarie Schwarzenbach. Muitas latitudes diferentes - do Afeganistão ao sul dos Estados Unidos, incluindo Lisboa nos anos 40 - e inquietude q.b. Para temperar a seguir com pastéis de belém, enquanto pensamos na atroz vida burguesa que levamos.

O que a Bigelow andou a fazer antes do The Hurt Locker

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes



Não sei se concordo, mas esta é sem dúvida uma grande malha. O original é PJ Harviano. Bom fim de semana.

Mudar para que tudo volte ao mesmo

11 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Olha-se para o PEC e percebe-se que há um esforço repartido por todos para salvar o País da desgraça, um sentido de urgência justificado, mas não se retiram dali medidas estruturais que nos garantam que daqui a quatro anos isto não volta ao mesmo.

Primeiro, dificilmente este Governo cumprirá o mandato até ao fim e por isso não ia comprometer-se com medidas difíceis que não fossem mais do que estas que reportam à mera gestão apertada dos recursos. Os funcionários públicos terão de voltar a ser aumentados. Os impostos não podem continuar a subir. Um dia, nada mais haverá para privatizar na orla do Estado. Alguns investimentos públicos também não podem ser adiados eternamente. Guterres teve um ministro da Reforma Administrativa mas nunca fez reforma nenhuma. Nem ele nem nenhum dos governos que seguintes. E quem o quiser fazer e o confesse dificilmente ganhará eleições.

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Um acto de fé

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Diz o ministro das Finanças que é "prematuro" falar num cenário de recessão em Portugal. Talvez seja – apesar da derrapagem do PIB no final de 2009 há indicadores contraditórios sobre o arranque deste ano, quer em Portugal, quer na zona euro. Mas ouvir as garantias de Teixeira dos Santos oferece muito pouco consolo – aliás, dá razões para temer o pior. É esse o problema da perda acumulada de credibilidade de um ministro que, depois de ter chegado mais cedo que o esperado a um défice abaixo de 3%, primou por chegar quase sempre atrasado: atrasado ao impacto da crise financeira na economia aberta portuguesa, atrasado à derrapagem das contas públicas em ano eleitoral. Teixeira dos Santos levou demasiado longe o papel político que o ministro das Finanças tem na transmissão de confiança à economia. Acreditar agora que não voltará a chegar tarde começa a tornar-se num acto de fé.

O artigo que gostei mais de ler nas últimas semanas

10 março 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Está no Guardian, e chama-se: A Big Hand, Please: Time to show our appreciation for classical music

O cantor, Joan Miro

Retratos da América - 9

09 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Saint Joseph, Michigan: a igualdade de Dominique e Joseph, dois desempregados numa cidadezinha deprimida com 95% de negros, 2008.

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Lido e no Elevador (e comentado)

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Belo post do Pedro Correia no Delito de Opinião.

Demonstra como as medidas contidas no PEC contrariam o programa de Governo do PS. Vale a pena ler.

Sócrates defende com a mesma "determinação" a coisa, primeiro, para efeitos eleitorais, e o seu contrário, depois, porque há cinco meses fingiu que não era nada com ele e era preciso "acreditar", "acreditar". Ora havendo quem diga, há sempre quem acredite. Mas não se consegue enganar sempre toda a gente ao mesmo tempo.

O problema aqui é termos um PM (alegadamente) sem capacidade para perceber o país que tem nas mãos. A situação não se tornou dramática nos últimos cinco meses. Já era. E é óbvio que Sócrates sabia. Se Ferreira Leite sabia, como era possível a ele não saber? Uma coisa era a real situação do país que obrigava o Governo a ser responsável e a não fazer aquelas promessas para enganar os eleitores. Coisa diferente foi a reacção das agências de rating e dos mercados internacionais que obrigaram o Governo a mudar de rumo. Esta mentira a cada um dos portugueses configura uma fraude eleitoral por promessas feitas de má fé. É uma intrujice pior do que a mentira sobre o negócio da TVI. Para quando a comissão de inquérito?

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Pobre Óscar

:: Guarda-freio: Pedro Esteves

Ganhou a guerra, justamente. Mas perdeu o cinema, obviamente.

Os Óscares são um óptimo pretexto para discutir cinema. Raramente estão certos, porque nunca ninguém está certo sobre cinema. Como nunca ninguém está certo sobre estados de alma. Mas os Óscares têm um poder social, cultural e económico inegável. Os melhores filmes raramente são ignorados, mesmo quando não são nomeados.

E o que a edição deste ano nos disse sobre a América (e, em parte, sobre o mundo americanizado), é que a coisa está mesma feia. Foi uma das edições mais pobres da história dos Óscares (a nomeação de 10 filmes para o melhor ampliou a ideia). Embora se admita que coisas como District 9, Up in the Air ou Up só lá estão porque era preciso encher, a verdade é que a concorrência ao prémio máximo é mesmo fraca. Ganhou o Hurt Locker porque tem uma óptima e extremamente difícil realização (e montagem) e porque cumpre o propósito (põe o espectador num permanente estado de nervos), mas não se agiganta nunca. E, a história dos Óscares está cheia de gigantes.

Basta comparar com a edição de 2008 (No Country for Old Men, There will be Blood, Michael Clayton, Sweeney Todd, In the Valley of Elah, até o Atonement), para perceber que financeiramente os estúdios estão estrangulados e precisam de sucessivos fenómenos de marketing (Avatar) para conseguirem sobreviver às novas regras (menos financiamento dos bancos, mais critério nos orçamentos). Criativamente, menos dinheiro gera menos potencial desperdício (o desperdício está cheio de coisas boas) e limita os independentes. E o Obama não faz puxar tanto pela cabeça como o Bush.

Crises no cinema, só as morais, emocionais ou culturais. As económicas mordem a sério.

(o "jew hunter" ganhou. O único verdadeiro gigante deste ano, como o Elevador, em boa hora, sublinhou)

PEC – descobrir as diferenças

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

The good news is that, according to the Obama administration, the rich will pay for everything. The bad news is that, according to the Obama administration, you're rich.
[P. J. O'Rourke]

E agora... o PEC

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Apesar da chuva há muitos turistas no Elevador - alguns com ar de analistas de rating - e pouco tempo para prosas sobre o PEC. Por isso, por enquanto, fica esta peçola no Financial Times, o jornal que não tem facilitado a vida ao governo Sócrates e aos juros da república. As primeiras reacções não são famosas.

Uma nota apenas: o PEC sobe a carga fiscal sobre as famílias e congela salários, ao contrário do que o primeiro-ministro e o ministro da presidência defenderam ontem, contra todas as evidências. Por que razão se continua a negar o óbvio?

A boquinha fresca de Morais Sarmento

08 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

"Quando Cavaco fala sentimos um mau hálito político do lado de cá da televisão", disse Nuno Morais Sarmento, Diário Económico. Com amigos destes...

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Retratos da América - 8

07 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Phoenix, Arizona: apoiante de John MacCain em 2008, na sede-mãe de campanha do candidato republicano. Foi no dia do debate "Joe the Plumber" entre Obama-McCain.

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Livros: o auto de fé do mercado

05 março 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Há alguns anos ouvi a escritora Rosa Montero contar como em Espanha a vida útil de um livro é cada vez mais curta. O escritor – genial, razoável, mau, não interessa – trabalha, a editora põe no mercado. Com o cocktail certo de factores o livro passa pela montra, passado uns dias vai para a banca das novidades, depois para a prateleira ordenada alfabeticamente, para por fim (salvo excepções) ser arquivado no esquecimento. Este ciclo está a ser acelerado pela publicação em massa de livros novos e pela voragem da vida moderna, que dá prazos de validade cada vez mais curtos a tudo. O problema hoje é que até o esquecimento custa dinheiro – Montero contou então que os livros acumulados em armazéns são incinerados pelas editoras, numa espécie de auto de fé do mercado.

Isto a propósito do reaquecimento da polémica com a Leya, que destruiu em Fevereiro milhares de livros – morte por guilhotina, segundo sei. Diz a Leya que é impossível manter o custo de armazenagem. Diz o governo que a destruição é um massacre. Digo eu que tudo isto é mais uma daquelas tragédias de merda da civilização moderna.

A Leya gosta de livros, mas não tanto que se arrisque a perder dinheiro com eles (ou a puxar pela cabeça e pensar em formas de aproveitá-los). O governo gosta de se mostrar indignado (como se não soubesse que esta é uma prática corrente de muitas editoras), mas não tanto que se arrisque a gastar dinheiro na colocação de alguns desses livros em Timor ou em Moçambique ou, até, no escritório do Dr. Eduardo dos Santos. E muita gente gosta de se mostrar escandalizada, mas não tanto que comece a gastar tempo e dinheiro a ler livros.

Merecem todos beber vinho de combate vedado com cápsulas de alumínio até ao resto da vida.

Retratos da América - 7

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Nova Iorque, 2008.

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Tristes verdades sobre a mentira em política

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

«Os homens são tão simples e tão obedientes às necessidades do momento, que quem engana encontra sempre quem se deixe enganar».
Nicolau Maquiavel, "O Príncipe"

Uns 60% dos portugueses acham que Sócrates mentiu, diz hoje uma sondagem do Público. Mas a maioria acha que ele deve continuar a governar. As pessoas acham a mentira em política uma banalidade. Se todos mentem, qual é o problema se este mentir? Mente mas faz! O problema é o apanhado a mentir deixa de ter condições de "fazer". Mas a questão moral evoluiu, tal como a coloca Edouard Balladour, num texto que já foi citado aqui no Elevador, na série Verdades sobre a Mentira em Política:

«Alguns políticos sempre prontos a mentir, a não ter palavra e a não respeitar nem os compromissos, nem os contratos, nem os acordos feitos com os parceiros, temem que isso lhes possa sair caro, mas podem ficar sossegados: nada é mais normal e nada é mais tolerado e mais compreendido, na vida pública, do que faltar à palavra, com a condição de todos ganharem com isso.
O povo fica surpreendido e insurge-se contra esta deslealdade tão comum, mas logo se submete; mais: vê nisso capacidade e talento. Que importam os métodos se os resultados lhes dão jeito? O povo admite que as práticas do poder não obedecem às leis da moral comum. Mas espera o correspondente sucesso.»
Edouard Balladour, "Maquiavel em Democracia"

Um questão de fé. Da boa e da má

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se houve má fé na comparação de Portugal à Grécia, como disse Cavaco Silva na Catalunha, isso significa que Manuela Ferreira Leite não está de boa fé quando faz exactamente esse paralelo?

Já agora, Ferreira Leite disse também que "o Governo não entendeu o sentido [da comparação com a Grécia], o quer dizer que está absolutamente fora da realidade, absolutamente fora daquilo que o país necessita". Isto em manuelês significa agora que Cavaco também está fora da realidade, tão desfasado quanto Sócrates? (ai o que faz o cheirinho a eleições...)

É certo que termos um primeiro-ministro chamado Sócrates nos aproxima perigosamente dessas comparações helénicas (quando o Sócrates marcava um golo pelo Brasil dava-me sempre vontade de gritar gooolo da Grécia, aliás, do cidadão do mundo que não é ateniense nem grego!, o que é que se há-de fazer?). É que quando é questionado sobre a economia, Sócrates também sai de português e se transforma em cidadão do mundo, tal a mestria em usar os números dos países estrangeiros para mostrar como a nossa economia resiste e recupera qual Aquiles robusto sem fraquezas de calcanhar. Mitologias.

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Retratos da América - 6

04 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Phoenix, 2008, quando rebentou a crise.

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É, de facto, um tema nacional

03 março 2010 :: Guarda-freio: Adriano Nobre

A meio de uma viagem de táxi entre a Graça e a Assembleia da República:

Sr. Taxista: "Se quer que lhe diga, estou admirado. Não há tráfico [sic] nenhum"
Eu: "Desculpe?"
Sr. Taxista: "Não há tráfico nenhum, não há carros, e isto quando chove costuma haver. Quer dizer, não há tráfico mas só mesmo de carros, porque do outro há: da droga é o que não falta... e das influências também, do Figo e da PT e do governo..."
Eu: "Pois..."

Economia paralela em paralelo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Negócios publica hoje um artigo sobre a economia paralela em Portugal, onde cita um estudo da Comissão Europeia que diz que Portugal faz pouco esforço para medir o trabalho não declarado. "O trabalho não declarado pode contribuir para a competitividade de algumas empresas porque os custos são mais baixos", diz Nádia Simões, uma especialista. Esta acrescenta que o ataque ao problema até pode levar a falências. Portugal é o quarto país da OCDE com mais economia informal. Coloca-se igualmente aqui a questão de os países do Sul terem mais economia paralela do que os do Norte.

A Newsweek também traz esta semana um artigo sobre economia paralela. Diz que apesar de a Grécia ter um mercado negro com valores recorde, a diferença dos países Mediterrânicos para os Escandinavos não é assim tão grande. As economias paralelas no Norte da Europa serão apenas 30% menores do que as do Sul. "É uma diferença muito menor do que os estereótipos culturais poderiam sugerir", diz o investigador Lars Feld. Por seu turno, Friedrich Schneidr, da Universidade de Linz fez um estudo sobre o mesmo tema onde constata o crescimento da economia paralela na Europa, mas também diz que os trabalhadores não registados acabam por contribuir para a economia oficial onde geram lucros e receitas fiscais. Também conclui que dois terços do PIB gerado na sombra nunca seria produzido às claras por causa das taxas ou da excessiva regulação.

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Marcelo dava um óptimo e breve Abrantes

01 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A Câmara Corporativa cita mui gentilmente este post do Elevador da Bica. Mas já agora, aproveito para explicar aquilo que Miguel Abrantes diz ser uma imprecisão: entre 1973 (quando tinha 23 anos) e 1982, Marcelo foi de facto um criador de factos políticos na sua coluna do Expresso; esse talento levou-o para o Governo, fosse para não andar em roda livre a criar factos políticos que aborrecessem o dr. Balsemão, fosse para no Governo criar factos políticos que ajudassem o dr. Balsemão. A verdade é que Marcelo teria dado um Miguel Abrantes sem rival. Mas tinha um senão: se ele criasse um blogue para defender um chefe máximo, como é demasiado livre, rapidamente o chefe máximo mandava criar um blogue para criticar o Abrantes-Marcelo, incapaz de conter o veneno e elogiar alguém mais que... uns segundos.

Imprecisão do Miguel Abrantes: o verdadeiro padrinho de Marcelo (o Rebelo de Sousa) era Camilo Mendonça.

Retratos da América - 5

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Foto: VM

Chicago, junto ao rio em Novembro de 2008.

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