<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d37878389\x26blogName\x3dElevador+da+Bica\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttps://elevadordabica.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://elevadordabica.blogspot.com/\x26vt\x3d248628773197250724', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
elevador da bica

Já agora, expliquem porquê

01 fevereiro 2011 :: Guarda-freio: J.

João Amaral Tomaz, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, afirma que "tem que ser Portugal a resolver os seus problemas" e que "o recurso a terceiros só se justifica se não formos capazes de nós próprios ultrapassarmos as dificuldades".

Ora bem:

1. Portugal está, há alguns meses, dependente dos financiamentos externos que consiga captar nos mercados ao preço que os credores decidirem ser razoável para compensar o risco que correm;

2. O Banco Central Europeu tem financiado a banca portuguesa, compensando o facto de as instituições financeiras nacionais não conseguirem captar recursos no mercado interbancário;

3. O Governo tem andado em visitas oficiais, sejam de Estado ou em"road shows" junto de potenciais investidores, para conseguir ajuda financeira sob a forma de compra de títulos de dívida pública portuguesa (sabe-se lá com que contrapartidas).

Posto isto, parece existirem duas evidências:

a) Portugal tem que resolver os seus problemas porque andar de chapéu na mão pelo Mundo fora não é solução de vida;

b) Pode não ser óbvio, o que não deixa de surpreender, mas a verdade é que Portugal já está há algum tempo a recorrer a terceiros precisamente porque não foi capaz, até agora, de evitar ou de resolver os seus problemas.

Para quem pensa como João Amaral Tomaz, o problema não está em pedir ajuda a terceiros mas em pedir ajuda a terceiros que ostentem a sigla FMI. Estão no seu direito. Mas, pelo menos, expliquem porquê.

Etiquetas: , , , , , ,

O que nos faz falta é mesmo isto:

25 janeiro 2011 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

 2.655 carros, carrinhas, viaturas de várias rodas, formas, até motas e nenhum veículo eléctrico, que se saiba, para o gabinete do PM, que devia começar a ir da Castilho a São Bento nessa grande invenção que vai fazer de nós um País da ponta por que na ponta já estamos. O Estado vai comprar, nunca é demais repeti-lo, 2.655 carros e gastar 35 milhões de euros no glorioso ano de 2011. É o que faz falta, é ter a malta bem montada, os cavalos bem arreados, que não podendo sê-lo resta-nos mesmo parecê-lo.

Etiquetas: ,

Gamarate

05 janeiro 2011 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O deputado Ricardo Rodrigues vai presidir à IX comissão de inquérito a Camarate. O PS parece cada vez mais lúcido. Finalmente, uma pessoa idónea vai descobrir o que aconteceu MESMO! Ou se não aconteceu podia ter acontecido. Às vezes o mundo parece louco. Não. O mundo às vezes está apenas a gozar connosco. O PS tem deputados a dar com um pau. Não havia lá mais ninguém?

Etiquetas: , ,

Para além da economia

03 janeiro 2011 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Há mais crises para lá da crise. Os recuos no Ocidente nas liberdades individuais ou colectivas como as de imprensa, e as crises nas democracias deviam preocupar Bruxelas e os "grandes" europeus assim como os défices e as dívidas soberanas fazem tremer os governos. A nova lei de imprensa na Hungria (e situações análogas) deviam merecer tanto escândalo como o nervosismo dos mercados. Quem é que fica nervoso nestes casos? Não há FMI para os défices democráticos. Vinte anos depois do fim da Guerra Fria achamos boas aquelas espécies de democracias assim-assim. O caminho é perigoso.

Etiquetas: ,

Era uma vez há um ano...

29 dezembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Publiquei este post há quase um ano. É ler e pensar, ou ler e penar: um deles conhecia a realidade, mas mascarava-a de optimismo surreal, procurando enganar-nos a todos com doces palavras; o outro conhecia a realidade e denunciava-a, mas deixava-se ficar e não fazia mais nada. No fundo, do ponto de vista moral as duas atitudes são parecidas. Do ponto de vista prático as duas atitudes levaram ao mesmo.


O post era este:


José Sócrates no discurso de Natal - "A crise económica mundial persiste, é certo, mas há agora sinais claros de que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação. Precisamos de investimento público que crie emprego. Precisamos de investir nos domínios que são essenciais à modernização do nosso país: as infra-estruturas de transportes e comunicações, as escolas, os hospitais, as barragens, as energias renováveis. Precisamos de continuar a apoiar as nossas empresas, com particular atenção às pequenas e médias empresas, às empresas exportadoras, às empresas criadoras de emprego."

Cavaco Silva no discurso de Ano Novo - "Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação. A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso. O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes. Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim. (...) Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva. Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades. Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar."

Etiquetas: ,

Pastelaria 2011

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Entrar e pedir para atenuar as penas:

- São dois sonhos e um bom bocado!

Etiquetas:

Bom perdedor

02 dezembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Limpo ou sujo, o dinheiro dos russos salvou-nos. Organizar um Mundial de Futebol neste momento seria uma irresponsabilidade, como foi o Euro 2004. Neste caso, Portugal é um bom perdedor. A FIFA percebeu que não se pode reduzir salários a funcionários públicos e organizar jogos de bola ao mesmo tempo. O campeonato de Portugal e de Espanha nos próximos anos é mais fugir à frente do FMI.

Etiquetas: ,

A quem emprestariam dinheiro?

23 novembro 2010 :: Guarda-freio: J.

O problema essencial está neste contraste: em Portugal, os números da execução orçamental revelam que houve aumento de receitas mas, também, aumento das despesas e do défice; em Espanha, houve aumento das receitas mas também houve uma redução das despesas e do défice. Perante estes dois percursos, a quem é que emprestariam dinheiro?

Etiquetas: , , ,

Combater a epidemia

:: Guarda-freio: J.

"Manual prático de prevenção do novo vírus da dívida soberana", por Rui Rocha, no Delito de Opinião.

Etiquetas: , ,

O pessimismo realista do Ambrósio

22 novembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O editor de economia internacional do Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, escreve um retrato de um pessimismo realista sobre Portugal, que mostra como as palavras dos nossos políticos a dizer que somos diferentes da Grécia e da Irlanda caem em saco roto junto de quem sabe. O nosso amigo Ambrósio conhece a situação e não se impressiona.

"Portugal will be unable to pay its way in the world by a huge margin even after draconian austerity", escreve ele.

Etiquetas:

Suspende-se o direito à greve?

17 novembro 2010 :: Guarda-freio: J.

"Se há coisa que não precisamos agora é de impactos negativos na economia", afirmou o ministro da Economia, a propósito da greve geral agendada para 24 de Novembro. Pois. O problema é que qualquer greve, em época de vacas gordas ou de vacas magras, tem impactos negativos na economia, umas vezes mais generalizados, noutras ocasiões mais localizados. Deve ser por isto que os sindicatos costumam utilizar este direito reconhecido na Constituição como meio de pressão e de protesto em relação a medidas com as quais não concordam.

Etiquetas: , , , ,

Um mentiroso, mente sempre

14 novembro 2010 :: Guarda-freio: J.

Das declarações de Sócrates em reacção à entrevista de Luís Amado, também se podem retirar algumas conclusões.

1. Um mentiroso, mente sempre. José Sócrates alega que tentou fazer coligações. Formalmente, tem razão. Na substância, onde habitualmente o primeiro-ministro cai no alçapão em que se revela a sua reserva mental, limitou-se, após as eleições legislativas de 2009, a fazer convites para coligações sem qualquer vontade de as concretizar. Se não fosse assim, teria escolhido previamente os parceiros a quem propor negociações para um projecto de Governo e não se teria limitado a convidar todos e qualquer um, sem critério, nem seriedade, com o único objectivo de receber sucessivos "nãos" como resposta.

2. Quando afirma que o PS tem que assumir, sozinho, as responsabilidades de fazer face às dificuldades do país, Sócrates persiste em fazer o papel de vítima, provando a quem ainda tivesse dúvidas que a sua prioridade não é encontrar uma solução mas, apenas, a de segurar-se no poder. Não pode deixar de saber que as principais culpas pelo desastre em que o país está são suas mas tem a maioria do PS comprado e isso afigura-se-lhe como fonte de legitimidade suficiente para teimar numa fuga em frente. Não admira que gente que lhe deve os lugares que ocupa actualmente, como Vital Moreira e Ana Gomes, apenas defendam a "remodelação" de Fernando Teixeira dos Santos, quando uma pequena dose de honestidade intelectual bastaria para sacudirem a sua pusilanimidade e reivindicarem, também, a "remodelação" do primeiro-ministro. Sócrates rodeou-se de dependentes e não só o sabe bem, como também lhe sabe bem.

Etiquetas: , , , , ,

Muito bem, Amado

13 novembro 2010 :: Guarda-freio: J.

A entrevista de Luís Amado publicada na edição de hoje do "Expresso" permite tirar algumas conclusões.

1. O isolamento de José Sócrates é crescente, mesmo no interior do Governo, onde a táctica de crispação e confronto começa a apenas ter apoios junto do "petit comité" de "yes men" que rodeia o primeiro-ministro.

2. Em fase de acelerada degradação da credibilidade do Governo e do seu líder, é um ministro que mantém intacta uma imagem de seriedade e fiabilidade - o único que resta nestas condições - que vem a público assumir que o actual Governo não é solução para os tempos difíceis que se vivem e aqueles que ainda se seguirão. Isto significa que, entre aqueles que do lado do PS podem fazer parte de uma solução, existe a convicção de que o Governo tal como está faz parte do problema.

3. A lucidez de alguém que pensa pela sua própria cabeça, em contraste com o silêncio comprometido das hostes socialistas com a deterioração política e económica do país, revela como tudo poderia ser diferente, para melhor, se o perfil de quem lidera o Governo fosse o de um estadista e não o de um tacticista que coloca a manutenção do poder à frente de tudo o mais. Depois de se ler a entrevista, não ficam quaisquer dúvidas de que se Luís Amado fosse primeiro-ministro, há muito que PS, PSD e, porventura, CDS já teriam encontrado uma plataforma de entendimento para viabilizar uma solução de Governo credível que enfrentasse a grave situação actual.

Etiquetas: , ,

Vitorino: Sleeping Baby

08 novembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

António Vitorino disse ao Económico que o "Governo despertou tarde para o problema da dívida soberana". Significa que, enquanto Manuela Ferreira Leite não falava de outra coisa, Vitorino também estava a dormir quando coordenou a elaboração do defunto programa do PS para as legislativas de 2009.

Etiquetas: , ,

Efeitos colaterais da crise

21 outubro 2010 :: Guarda-freio: FSC

Oiço na TSF um programa sobre o "conhecimento do eu no espaço cósmico".

Etiquetas: ,

Assim o FMI nomeará um primeiro-ministro...

07 outubro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Já é mau que baste, mas o Banco de Portugal diz que as medidas não chegam. Sim, de facto a história recente aconselha a não confiar no que Sócrates diz que vai fazer.

Temos um PM desacreditado, um Governo que mentiu sobre as contas públicas antes das eleições de 2009 (se fosse só incompetente era mau demais, mas a mentira deliberada é muito pior), e uma oposição que prefere a teimosia a engolir um sapo em nome do país. Ferreira Leite tem razão.

Sócrates não explica por que razão o PEC II não funcionou e como não percebeu mais cedo que não ia cumprir o défice. Já Passos Coelho fecha os olhos à impossibilidade de num ano se fazerem os ajustamentos só pelo lado da despesa. Se nem o PSD nem o CDS podem aprovar um OE do PS que aumente impostos qual o caminho? O corte de 20% nos salários dos funcionários públicos e a cativação do subsídio de Natal do povo todo?

O PSD perdeu a margem para aprovar o OE. Sócrates será pressionado por todos os lados para não se demitir e apresentar um novo Orçamento. Se houver crise política, antes das eleições presidenciais teremos o FMI a mandar em quer que esteja em São Bento.

Etiquetas: ,

O tempo é curvo

30 setembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Andar a mexer em arquivos dá nisto: parece que o tempo passa, mas não saímos do mesmo lugar. Estas notícias são todas de uma primeira página do Expresso, em 10 de Dezembro de 1977.

Etiquetas: , ,

A crise do crédito em sete minutos e meio

26 agosto 2010 :: Guarda-freio: J.

Etiquetas: ,

Nó cego

16 julho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Paulo Portas sugeriu ontem no debate sobre o Estado da Nação uma coligação de Bloco Lateral do centro-esquerda à direita (PS-PSD-CDS) para salvar a pátria, colocando José Sócrates fora da equação. Ofereceu-se para dar o nó, apresentou dote, preferia era outro noivo da mesma família. Sócrates reagiu ironizando que nunca tinha visto um deputado a oferecer-se assim para o Governo. Já se esqueceu de quando ele próprio fez de Carochinha logo a seguir às eleições e convidou todos os partidos a São Bento para um "arranjinho", aos quais perguntou se queriam casar com o PS, obviamente para não dar o nó com nenhum. Dessa vez, Portas recusou o concubinato. Agora deseja-o. O PSD prefere esperar, deixando o PS apodrecer com a situação, para depois conquistar a máxima quota de poder possível. As várias estratégias são legítimas, mas perigosas. As presidenciais atrapalham tudo. Os prazos definidos na Constituição dão um nó cego no país. O Governo vai arrastar-se penosamente até ao Verão, se não cair antes. Uma crise política em cima das eleições presidenciais, por exemplo por altura do Orçamento, punha uma crise política em cima de outra crise política em cima de uma crise económica e financeira. Tão depressa ninguém desatará o nó se ninguém der o nó. Isto não vai no bom caminho.

Etiquetas: , ,

Mensagem errada nos défices

11 junho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Este título não é meu. Também não é do Avante! É o título do Editorial do The New York Times.

Os americanos, que têm um défice gigantesco, estão com medo desta pescadinha morder o rabo: se o Governo faz cortes não gasta, se não gasta não há estímulo para combater a crise, se não há estímulo não há crescimento, sem crescimento há desemprego, com desemprego o Estado tem mais despesas sociais, as despesas sociais absorvem o dinheiro dos estímulos, por isso não há crescimento, sem crescimento o défice faz aumentar a dívida, se a dívida dispara sem crescimento o risco da aumenta, se o risco aumenta os bancos e o Estado começam a ter problemas em financiar-se... e chegamos à fronteira de Portugal e de Espanha... e a seguir estamos na Grécia. É preciso fazer cortes. Se o Governo faz cortes não gasta...

Em Portugal e Espanha tudo bem. Mas os norte-americanos começam a rezar a todos os santinhos para, por favor, britânicos e alemães não exagerarem nos cortes orçamentais para a economia não estagnar e os arrastar também para o buraco negro.

Etiquetas: ,