19 janeiro 2011
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Parece que Sócrates telefonou aflito a Merkel e o Guardian soube de tudo. A história é um furo, mas só o facto de existir torna-a eloquente: são raras as fugas de informação desta natureza e a este nível tão elevado. Parece que alguém lá naquelas bandas quer lixar "o menino de ouro do PS".
Não admira. Parece que "lá fora" já ninguém leva José Sócrates a sério:
Merkel asked Strauss-Kahn about Sócrates' dilemma. The German-speaking IMF chief was dismissive. The Portuguese plea was pointless, he said, because Sócrates would not follow any advice he was given.
ADENDA: O gabinete do PM português desmentiu a notícia e disse que a conversa relatada pelo Guardian não ocorreu. Lembram-se da história do Pedro e do Lobo?Etiquetas: confiança, José Sócrates
:: »
14 novembro 2010
:: Guarda-freio: J.
Das declarações de Sócrates em reacção à entrevista de Luís Amado, também se podem retirar algumas conclusões. 1. Um mentiroso, mente sempre. José Sócrates alega que tentou fazer coligações. Formalmente, tem razão. Na substância, onde habitualmente o primeiro-ministro cai no alçapão em que se revela a sua reserva mental, limitou-se, após as eleições legislativas de 2009, a fazer convites para coligações sem qualquer vontade de as concretizar. Se não fosse assim, teria escolhido previamente os parceiros a quem propor negociações para um projecto de Governo e não se teria limitado a convidar todos e qualquer um, sem critério, nem seriedade, com o único objectivo de receber sucessivos "nãos" como resposta. 2. Quando afirma que o PS tem que assumir, sozinho, as responsabilidades de fazer face às dificuldades do país, Sócrates persiste em fazer o papel de vítima, provando a quem ainda tivesse dúvidas que a sua prioridade não é encontrar uma solução mas, apenas, a de segurar-se no poder. Não pode deixar de saber que as principais culpas pelo desastre em que o país está são suas mas tem a maioria do PS comprado e isso afigura-se-lhe como fonte de legitimidade suficiente para teimar numa fuga em frente. Não admira que gente que lhe deve os lugares que ocupa actualmente, como Vital Moreira e Ana Gomes, apenas defendam a "remodelação" de Fernando Teixeira dos Santos, quando uma pequena dose de honestidade intelectual bastaria para sacudirem a sua pusilanimidade e reivindicarem, também, a "remodelação" do primeiro-ministro. Sócrates rodeou-se de dependentes e não só o sabe bem, como também lhe sabe bem. Etiquetas: Ana Gomes, crise, governo, José Sócrates, Luís Amado, Vital Moreira
:: »
11 novembro 2010
:: Guarda-freio: J.
O Governo controlou o défice público de 2008 à custa de receitas extraordinárias e falhou as metas de execução orçamental para 2009 e 2010. Com este pobre currículo, não devia haver dúvidas sobre quem tem as principais responsabilidades pelo facto de o preço a que os credores estão dispostos a emprestar dinheiro a Portugal esteja em subida. Ainda assim, a tese mais recente para desculpabilizar a dupla José Sócrates-Fernando Teixeira dos Santos garante que a principal culpada pela situação é a chanceler alemã, Angela Merkel, por não querer que sejam apenas os contribuintes alemães, entre outros, a pagarem a factura pesada dos erros alheios. Incompetência na gestão dos dinheiros públicos é coisa que não falta em Portugal. E criatividade para inventar desculpas também não. Etiquetas: Angela Merkel, dívida pública, Fernando Teixeira dos Santos, finanças públicas, José Sócrates, Orçamento do Estado, taxas de juro
:: »
21 outubro 2010
:: Guarda-freio: FSC
:: »
17 outubro 2010
:: Guarda-freio: FSC
Alberto João Jardim e José Sócrates parecem gémeos separados à nascença. É verdade que Sócrates gosta de comer risotto em restaurantes finos e AJJ gosta de espetada com vinho seco no Chão da Lagoa; AJJ não se engasga com línguas estrangeiras e Sócrates envergonha-nos com o “portunhol” e o “bad english”; Sócrates aposta num look cool e AJJ... não. Mas se olharmos para o que é politicamente relevante, veremos que são cada vez mais parecidos. 1. Ambos se dão mal com o controlo democrático da governação. Para Sócrates, o Parlamento é um palco de propaganda e ataque às oposições – vai lá muito, mas responde a pouco. E a comunicação social que insiste em fazer jornalismo é tratada com pressões e acusações. Com AJJ também, mas em pior. O clássico sistema de freios e contrapesos para prevenir abusos do poder é treta. Jardim mal põe os pés no parlamento regional, que manifestamente despreza. Graças à hegemonia obediente do PSD, a ALR é tratada como uma criada a quem cabe fazer trabalhos menores. E a comunicação social que não segue o estilo do Jornal da Madeira (que deve fazer corar de vergonha a redacção do Avante!) é vítima de bullying, asfixia financeira e concorrência desleal. 2. Os dois vivem da crispação permanente com adversários reais ou inventados. Sócrates passou o primeiro mandato a comprar brigas no Parlamento e a declarar guerra a alvos escolhidos a dedo (incluindo Jardim). Neste mandato, quer convencer-nos de que o milagre económico português só não se vê por causa de uma conspiração mundial de capitalistas, especuladores e neoliberais. Quanto a AJJ, tem trinta e tal anos de provocação e insulto non stop, enfrentado comunistas, fascistas, Lisboa, a Internacional Socialista mais o Bush e a Trilateral, o lobi gay, o lobi da droga e o lobi da comunicação social, a Madeira Velha e até gente infiltrada no seu PSD. 3. Um e outro gastam demais e deixam a conta para os outros. Sócrates tem-nos endividado como nenhum outro governo. Essa sempre foi a base do alegado “modelo de desenvolvimento” de AJJ: faz-se e alguém paga. Bastam duas condições para que Lisboa assuma a conta: cumplicidade partidária ou poder de chantagem (quando os votos de Jardim na AR fazem maiorias absolutas). O problema é quando aparece um governo socialista e os votos da Madeira não fazem diferença. Como com Sócrates. Por isso se percebe que AJJ queira o chumbo do Orçamento do Estado. Com eleições antecipadas, talvez os votos do PSD-M voltem a fazer a diferença em Lisboa. Seria a sorte grande para Jardim. Era como livrar-se de um irmão chato, ou passar a ser o gémeo dominante. Artigo publicado no Diário de Notícias da MadeiraEtiquetas: Alberto João Jardim, José Sócrates
:: »
09 outubro 2010
:: Guarda-freio: FSC
O sentido de voto do PSD no Orçamento do Estado depende de Pedro Passos Coelho. O aumento de impostos não. No estado a que as coisas chegaram, haverá aumento de impostos independentemente de haver este ou outro Orçamento, este ou outro primeiro-ministro - e mesmo que esse primeiro-ministro seja o próprio Passos Coelho. Suponhamos que o PSD vota contra o OE. Não acredito nisso (a declaração de hoje, exigindo um Orçamento "minimamente razoável", é o sinal de abertura que faltava até agora), mas admitamos que sim, for the sake of argument. Pelo que se tem visto, a grande razão para esse chumbo seria travar o aumento de impostos. O Governo demite-se, Sócrates e o PS não aceitam formar um executivo de gestão, e Cavaco anda de candeia à procura de alguém que segure a coisa até poder dissolver a AR e convocar eleições, que seriam em maio. Entretanto, o rating da República vinha por aí abaixo, os juros iam por aí acima e o mais certo era termos o FMI pela porta adentro para nos salvar da bancarrota (presumindo que haveria alguém para abrir a porta). Em campanha para as legislativas, Passos prometerá, naturalmente, tirar-nos do buraco sem aumentar impostos - afinal, a razão próxima para a crise política. Será um exercício interessante ver Passos a dizer que não aumenta impostos, com o FMI a tomar conta da loja e a exigir o contrário. Mas admitamos que o líder do PSD fica na sua, não desarma com a promessa de não aumentar impostos, e ganha as eleições. (Para isso ainda teríamos que admitir que as pessoas acreditassem num político que prometesse tal coisa, o que nesta altura do campeonato me parece pouco provável, mas enfim...) Qual seria a primeira coisa que Passos teria que fazer mal formasse Governo? Isso mesmo: aumentar impostos, e tudo o mais que o FMI ditasse. Pedro Passos Coelho no Governo teria que aplicar, não o plano de austeridade de Sócrates, mas provavelmente um ainda mais exigente (o tempo, nestas coisas, nunca corre a favor). Seria, portanto, o terceiro primeiro-ministro a aumentar impostos depois de fazer campanha a prometer o contrário. Depois queixem-se se isto acabar à pedrada. Adenda: Dou-me conta de que, em caso de crise política, os calendários seriam mais rápidos do que escrevi acima - e o PSD ficaria ainda mais depressa comprometido com o aumento de impostos. Vejamos: chumbo do OE, demissão do Governo, rating aos trambolhões, juros da dívida a disparar, entrada do FMI em Portugal para podermos recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira. A ementa do FMI inclui, claro, aumento de impostos - e isto, de imediato, e não apenas quando houvesse um novo governo, lá para a primavera/verão. O FMI diz o que fazer, mas quem aprova são os parlamentos. E, num ápice, teríamos o governo de gestão, qualquer que ele fosse, a apresentar na AR o pacote de austeridade do FMI. Nessas circunstâncias, não tenho dúvidas de que Pedro Passos Coelho estaria a dar ordem aos seus deputados para viabilizar o aumento de impostos pouco tempo depois de ter dado ordem aos mesmos deputados para chumbar o OE... para que não houvesse aumento de impostos. Mas isto, claro, se o PSD chumbasse o OE no dia 29. E isso, pago para ver. Etiquetas: José Sócrates, Orçamento do Estado, Passos Coelho
:: »
21 julho 2010
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Virtude - na sua proposta de revisão Constitucional, Passos Coelho diz ao que vem. Não esconde jogo e marca diferenças abissais para o PS, provando que não existe Passócrates nem Socratelho.. As pessoas podem gostar ou detestar, mas é o que ele pensa sem ter medo de perder votos, que é o mais certo.
Defeito - péssimo timming, o que em política pode ser mortal: a) é óbvio que a legislatura não vai durar até ao fim, pelo que não haverá tempo para uma revisão constitucional e isso torna a proposta pífia; b) era escusado arranjar um engulho destes a Cavaco Silva a seis meses das Presidenciais; c) é um grande favor a Sócrates, que agora passa a ter um discurso perfeito contra os que querem destruir o estado social, a educação pública, o SNS e liberalizar os despedimentos. Alguém se lembraria de fazer um favor maior ao engenheiro? Obrigatória a leitura deste texto da Ana Sá Lopes no i. Etiquetas: José Sócrates, Passos Coelho
:: »
15 julho 2010
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
José Sócrates acha que vivemos no melhor de todos os mundos possíveis. E se parece que não vivemos no melhor dos mundos, ele sente a obrigação de provar que vivemos no melhor dos mundos possíveis, por ser essa a obrigação do político. O desemprego bate recordes? O País está sob vigilância internacional? Estamos a ser governados de fora? O FMI voltará? São cada vez menos os que estão dispostos a emprestar-nos dinheiro? Há cada vez mais famílias de classe média a baixar à miséria? A angústia geral supera a confiança no futuro? Somos obrigados a sacrifícios para curar a irresponsabilidade política de anos? Não faz mal, vivemos no melhor de todos os mundos possíveis. Há uma ligeira recuperação económica em 2010, portanto este mundo podia ser muito pior, dirá Sócrates (apontando a querida Grécia), queixando-se das excessivas atenções à estagnação prevista para 2011. Ele estranha que tão poucos atentem no facto, mais uma vez, indesmentível, de que vivemos no melhor de todos os mundos possíveis, mesmo que todas as desgraças e injustiças do mundo nos caiam na cabeça. "Não há efeito sem causa", dirá Sócrates, culpando a crise internacional e a especulação financeira. Mas descansai, bom povo: "Está demonstrado que as coisas não podem ser de outra forma: pois tudo tendo sido feito para um fim determinado, tudo se dirige para o melhor dos fins", citará Sócrates, recordando um filósofo que lhe convém, mas que morreu a acreditar nisso, enforcado no Terreiro do Paço, sobrevivendo porque o enforcaram mal e assim este é o melhor dos mundos possíveis. Etiquetas: José Sócrates, Pangloss
:: »
27 maio 2010
:: Guarda-freio: FSC
Naquele seu estilo de quem não parte pratos, Mário Soares disse ontem que "acha" duas coisas sobre as próximas presidenciais. À pergunta sobre se vai apoiar Manuel Alegre, respondeu: "Acho que não, porque eu também tenho uma coisa que é importante, que é a minha consciência." À pergunta sobre se Fernando Nobre seria um bom Presidente da República: "Eu acho que sim, mas isso é outra questão.” "Achar" isto é achar muito. É "achar" pela própria cabeça o que é mais do que faz a generalidade dos dirigentes do PS, que estão à espera que Sócrates decida o que hão-de "achar" sobre as presidenciais. Etiquetas: Fernando Nobre, José Sócrates, Manuel Alegre, Mário Soares, presidenciais
:: »
28 abril 2010
:: Guarda-freio: FSC
A rapidez com que reagiu e telefonou a Sócrates, a ida a São Bento para a "cimeira da crise" (segundo lhe chamou uma tv) e as declarações ao lado do primeiro-ministro deram a Pedro Passos Coelho ar de estadista. Não é mau para quem ainda há pouco tempo era "o rapaz do Ângelo". Etiquetas: crise, José Sócrates, Passos Coelho
:: »
05 abril 2010
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Os políticos gostam muito de teflon, mas a este tudo se pega. As casinhas eram feias, os projectos eram mais do que "residuais" e tudo parece muito estranho em volta daqueles processos todos. O Público imprimiu hoje mais uma história sobre o grandioso passado de José Sócrates como engenheiro técnico. Só teve acesso à informação e aos arquivos da Câmara Municipal da Guarda depois de recurso após recurso a decisão ter chegado ao Tribunal Constitucional, o que é eloquente: alguém queria esconder aquilo que é público por natureza.
Sócrates não respondeu ao jornal, mas fez hoje uma nota às redacções em que questiona a "interessantíssima agenda" do Público e refere que manchetes como a de hoje confirmam "a opção do Público por uma linha editorial que desistiu da ambição de um jornalismo de referência".
Com todas a polémicas sobre o controlo da comunicação social, o primeiro-ministro não aprendeu a lição: não desmente o que o jornal escreveu, mas quer definir jornalismo de referência. Sócrates acha que um jornal não deve escrutinar se um primeiro-ministro foi um profissional idóneo, ou se cumpriu as suas obrigações como deputado em exclusividade. Ora essa é uma obrigação de um jornal de referência independente.
Last but not the least, é penoso para Sócrates ser Abílio Curto a defendê-lo. Ou irónico. Etiquetas: José Sócrates, pinoquices
:: »
23 fevereiro 2010
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Em Sinais de Fogo, novo programa de Miguel Sousa Tavares, o primeiro-ministro deu ontem uma entrevista sem chama, previsível, treinada e artificial. Apesar dos bons esforços de Sousa Tavares, José Sócrates manteve e repetiu aquilo que era suposto dizer e repetir, sem esclarecer as dúvidas que têm recaído sobre si. Mesmo que todas as evidências e a lógica apontem para o contrário, Sócrates continuou a dizer que nenhum administrador da PT o informou da intenção de comprar a TVI. Como é óbvio, mantém-se a questão anterior: não saber oficialmente não é o mesmo que não saber. E se Sócrates não sabia da intenção da PT (a 24 de Junho) um dia depois de terem saído as notícias do i e depois de a CMVM ter sido informada, então, devia tirar a confiança à administração da empresa por não ter informado o accionista Estado de uma decisão tão estratégica para a empresa.
A sua defesa sem pestanejar de Rui Pedro Soares também é reveladora. É preciso segurar as peças todas e cerrar fileiras, porque em política quando cai a peça de uma ponta pode haver um dominó que não se sabe onde vai acabar. Mais: Sócrates podia não saber do negócio da Taguspark com Figo, mas a verdade é que foi a mesma pessoa a tratar do contrato com o Taguspark (Rui Pedro Soares) e do encontro com o líder socialista. E mesmo que ele não soubesse, devia mostrar preocupação em relação aos contornos aparentes da coisa. Não o fez.
ADENDA: Depois, cometeu um erro crasso nas datas, ao dizer que o apoio de Figo manifestado numa entrevista ao Diário Económico foi anterior à questão do contrato com o Taguspark: como o DN hoje revela, a entrevista de Figo é de 7 de Agosto e as escutas entre Penedos e Perestrello a comentar o assunto são de Junho... Aqui houve falta de profissionalismo do staff que ajudou a preparar o PM. E a questão não só se mantém, como o argumento de Sócrates reforça as suspeitas.
Quanto à economia, temos uma nova teoria do oásis e quem oiça José Sócrates pensará que não há País do G20 ou da OCDE melhor para morar do que este pequeno rectângulo à beira mar plantado, com números tão favoráveis face ao descalabro que vai por esse mundo fora. É que os ricos estão menos ricos. E nós somos pobres e estamos mais pobres. A diferença é essa.
Mas Sócrates é um mestre da comunicação e temos de concordar que ele é bom, muito bom naquilo que faz. Sobretudo na forma. Se lhe soltaram o Miguel Sousa Tavares e foi assim, acho que nem com técnicas de waterboarding ele mudava uma linha ao que disse, na maneira como disse. O homem, reconheça-se, tem uma carapaça invejável. É um rijo. Etiquetas: entrevista, José Sócrates, pinoquices
:: »
20 fevereiro 2010
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
Não era para hoje que estava programada uma grandiosa manifestação "espontânea" de apoio a José Sócrates e contra a "campanha suja", na Alameda Dom Afonso Henriques, em Lisboa? Ou será que sonhei? Etiquetas: campanha suja, José Sócrates, manif. espontânea
:: »
13 fevereiro 2010
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
Muito interessante, esta convocatória para uma manifestação de apoio a José Sócrates. O PS diz que não sabe de nada. Não admira que o diga, embora seja muito suspeita tanta inocência e ignorância. Num partido em que tudo é estudado e calculado em função dos objectivos da propaganda, uma manifestação "espontânea" é algo que não cola.
Se este teste de rua à popularidade do primeiro-ministro for um fracasso, os socialistas hão-de sublinhar que nada tiveram a ver, oficialmente, com aquilo que se pretende fazer passar como uma iniciativa da "sociedade civil".
Se for um sucesso, hão-de reclamar o evento para sustentar a defesa de Sócrates contra a "campanha suja". Limpam as mãos, o que é bastante diferente de dizer que têm as mãos limpas.
Etiquetas: José Sócrates, mãos limpas, mãos sujas, sms
:: »
27 janeiro 2010
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
 José Sócrates considerou "injustas" e "desproporcionadas" as reacções negativas dos mercados e das agências de "rating" à proposta de Orçamento do Estado para 2010. Com esta táctica de Calimero, o primeiro-ministro não vai a lado nenhum. É preciso provar, com decisões e boa governação, que se quer, mesmo, sanear as finanças públicas. O resto é só, e apenas, conversa. Etiquetas: José Sócrates, Orçamento do Estado 2010
:: »
04 janeiro 2010
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
José Sócrates no discurso de Natal - "A crise económica mundial persiste, é certo, mas há agora sinais claros de que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação. Precisamos de investimento público que crie emprego. Precisamos de investir nos domínios que são essenciais à modernização do nosso país: as infra-estruturas de transportes e comunicações, as escolas, os hospitais, as barragens, as energias renováveis. Precisamos de continuar a apoiar as nossas empresas, com particular atenção às pequenas e médias empresas, às empresas exportadoras, às empresas criadoras de emprego."Cavaco Silva no discurso de Ano Novo - "Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação. A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso. O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes. Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim. (...) Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva. Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades. Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar."
Etiquetas: Cavaco Silva, José Sócrates
:: »
29 dezembro 2009
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
"O último recurso", por Pedro Lomba, no "Público", sobre o sistema semipresidencialista português: "Enquanto o Governo for tão poderoso como é, enquanto o primeiro-ministro exercer um controlo único e dado a toda a espécie de abusos sobre o Estado e a sociedade, enquanto os partidos gerarem políticos sem credenciais, prescindir do estatuto do Presidente da República e assim do semipresidencialismo pode implicar um suicídio." Nem mais. Etiquetas: Cavaco Silva, José Sócrates, semipresidencialismo, sistema
:: »
27 setembro 2009
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
José Sócrates considera "extraordinária" a vitória do PS nas eleições legislativas. É apenas uma pequena amostra de que um dos tiques do líder socialista - repisar uma fantasia até que ela passe por uma verdade - não vai ser corrigido. Etiquetas: fantasias, José Sócrates
:: »
04 setembro 2009
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
:: »
03 setembro 2009
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
O PS, através de Augusto Santos Silva, demorou cinco horas a perceber que a suspensão do "Jornal Nacional de Sexta-feira", da TVI, é "absolutamente incompreensível". A notícia da demissão da direccção da informação da estação de televisão foi conhecida por volta das 13h00, Santos Silva reagiu quando já eram 18h00. Talvez tenha sido o tempo necessário para compreender que a consumação do desejo de Sócrates se arrisca seriamente a virar-se contra os socialistas. De resto, o facto é que José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes, os dois jornalistas identificados com o jornalismo "travestido" e erguidos ao estatuto de adversários políticos do PS em pleno congresso socialista, estão fora do caminho. Etiquetas: jornalismo travestido, José Sócrates, o estranho caso do espaço de infomação asfixiado
:: »
|
 |
Tudo o que sobe também desce
Conheça a história do ascensor aqui.
|
- Guarda-freios:
João Cândido da Silva Vítor Matos Bruno Faria Lopes Luís Miguel Afonso Pedro Esteves Adriano Nobre Filipe Santos Costa Ana Catarina Santos
|
|