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Separados à nascença

Alberto João Jardim e José Sócrates parecem gémeos separados à nascença. É verdade que Sócrates gosta de comer risotto em restaurantes finos e AJJ gosta de espetada com vinho seco no Chão da Lagoa; AJJ não se engasga com línguas estrangeiras e Sócrates envergonha-nos com o “portunhol” e o “bad english”; Sócrates aposta num look cool e AJJ... não. Mas se olharmos para o que é politicamente relevante, veremos que são cada vez mais parecidos.

1. Ambos se dão mal com o controlo democrático da governação. Para Sócrates, o Parlamento é um palco de propaganda e ataque às oposições – vai lá muito, mas responde a pouco. E a comunicação social que insiste em fazer jornalismo é tratada com pressões e acusações. Com AJJ também, mas em pior. O clássico sistema de freios e contrapesos para prevenir abusos do poder é treta. Jardim mal põe os pés no parlamento regional, que manifestamente despreza. Graças à hegemonia obediente do PSD, a ALR é tratada como uma criada a quem cabe fazer trabalhos menores. E a comunicação social que não segue o estilo do Jornal da Madeira (que deve fazer corar de vergonha a redacção do Avante!) é vítima de bullying, asfixia financeira e concorrência desleal.

2. Os dois vivem da crispação permanente com adversários reais ou inventados. Sócrates passou o primeiro mandato a comprar brigas no Parlamento e a declarar guerra a alvos escolhidos a dedo (incluindo Jardim). Neste mandato, quer convencer-nos de que o milagre económico português só não se vê por causa de uma conspiração mundial de capitalistas, especuladores e neoliberais. Quanto a AJJ, tem trinta e tal anos de provocação e insulto non stop, enfrentado comunistas, fascistas, Lisboa, a Internacional Socialista mais o Bush e a Trilateral, o lobi gay, o lobi da droga e o lobi da comunicação social, a Madeira Velha e até gente infiltrada no seu PSD.

3. Um e outro gastam demais e deixam a conta para os outros. Sócrates tem-nos endividado como nenhum outro governo. Essa sempre foi a base do alegado “modelo de desenvolvimento” de AJJ: faz-se e alguém paga. Bastam duas condições para que Lisboa assuma a conta: cumplicidade partidária ou poder de chantagem (quando os votos de Jardim na AR fazem maiorias absolutas). O problema é quando aparece um governo socialista e os votos da Madeira não fazem diferença. Como com Sócrates. Por isso se percebe que AJJ queira o chumbo do Orçamento do Estado. Com eleições antecipadas, talvez os votos do PSD-M voltem a fazer a diferença em Lisboa. Seria a sorte grande para Jardim. Era como livrar-se de um irmão chato, ou passar a ser o gémeo dominante.

Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira

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“Separados à nascença”

  1. Blogger Luís Miguel Afonso disse:

    Muito bom.