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elevador da bica

Sem dúvidas

30 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

“Nunca imaginei que um Presidente da República fosse capaz de fazer uma comunicação ao País tão ridícula e lamentável", disse Alfredo Barroso, antigo assessor de Mário Soares na Presidência da República, sobre a intervenção de Cavaco Silva acerca do "caso das escutas". Sem dúvida que, no tempo de Soares, o talento para intrigar e manipular era muito mais apurado. Era feito às escondidas mas, também, à luz do dia, através das "Presidências abertas".

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Pratos limpos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Peço desculpa por me estar a citar a mim próprio, mas escrevi isto num editorial do Negócios publicado no dia seguinte ao da primeira notícia do "Público" sobre as alegadas escutas sobre Belém e hoje não retiraria uma vírgula. Sobretudo ao último parágrafo.

Agora, não sejamos ingénuos. Se existiu interesse público em denunciar uma fonte do "Público", argumento que eu considero muito discutível, ao ponto a que as coisas chegaram se calhar também já não chocaria ninguém que a fonte que deu a cópia do "e-mail" interno do "Público" ao "DN" fosse revelada. Pelo menos, quanto a saber quem tem mais habilidade e currículo para a intriga política ficaria tudo em pratos limpos.

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Tudo o que ele disse

29 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

1- A última pessoa e instituição em que os portugueses confiavam acaba de enterrar toda a sua credibilidade. Cavaco não sai bem desta história que ainda não sabemos como vai acabar.

2- O PR deixou passar 43 dias desde a primeiro notícia do Público para dizer que o PS estava a fazer um aproveitamento político inaceitável de uma notícia do Semanário, um jornal que nem existe. Nem a desmentiu nem pôs os socialistas mais excitados no lugar. Deixou arrastar.

3- Ao fim de 43 dias de factos e factóides, não faz uma declaração institucional mas uma "interpretação dos factos", o que me parece inaceitável para um PR.

4- Se considerou "graves" as declarações sobre os assessores do PR estarem a colaborar no programa do PSD porque é que não o disse antes?

5- Cavaco acusa o PS de o estar a encostar ao PSD, mas foi ele próprio que se deixou arrastar para a luta partidária com o seu silêncio. O PSD já disse que lamenta que ele tenha ficado calado tanto tempo, e com razão.

6- O PR acha que o seu assessor não cometeu um "crime" ao questionar as declarações políticas dos socialistas que falavam da colaboração entre Belém e o PSD. Mas já acha grave que deputados do PS façam comentários políticos sobre essa colaboração com base numa notícia de jornal reproduzida no site do PSD e não desmentida.

7- Cavaco só tem razão quando questiona a oportunidade da publicação no DN do email trocado entre os jornalistas do Público. A intenção de quem o fez chegar às redacções é óbvia: prejudicar o PR e o PSD.

8- O PR também acha que não é crime um membro da casa civil ter desconfianças em relação à atitude de outras pessoas. Mas esquece-se que falar com um jornal sobre essas suspeitas, em nome de um Presidente, não é como ter uma conversa de café. Não é crime: é só muito grave. Cavaco desculpa o indesculpável aos seus fiéis.

9- Quando o PR assume que há "vulnerabilidades" no seu sistema informático, lança uma suspeita inaceitável. Até a Nasa tem vulnerabilidades. A questão é se ele desconfia ou desconfiou alguma vez de que essas vulnerabilidades estavam a ser aproveitadas por alguém. Não pode achar que o desvio de um mail no Público - cujo sistema informático não foi violado -, pode justificar as suas desconfianças. Cavaco ainda terá de se explicar melhor sobre isto.

10- Cavaco Silva só se pode queixar de si próprio em toda esta comédia de enganos.

11- Em que condições dará posse a José Sócrates num momento em que o País precisava de um PR forte?

12- O PR inaugurou a mais grave crise institucional desde a estabilização democrática. Este lavar de roupa suja em declarações oficiais ao País, nem quando Eanes fundou o PRD. Isto não aproveita a ninguém. O País está triste.

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Golpe baixo

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Ainda a campanha vai no adro e os golpes baixos já começaram. A acusação de António Costa a Pedro Santana Lopes de que este prefere investir em diversão em vez de apoiar a luta contra o cancro, a propósito da discussão sobre os terrenos para onde está prevista, pelo actual executivo camarário, a instalação do Instituto Português de Oncologia, é de evidente mau gosto. Se é por aqui que vai a campanha, então vai muito mal.

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Um lei ou uma fantochada?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A chamada "Lei da paridade" não só não aumentou a presença de mulheres no Parlamento, como até baixou o seu peso no hemiciclo. Se isto à força não vai lá, que tal revogarem a legislação, deixarem de tratar as mulheres como fantoches e deixá-las decidir se querem, ou não, seguir uma carreira na política?

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Curioso

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Curioso, o sentido de oportunidade da justiça portuguesa, quando decide tomar iniciativas no processo dos submarinos, dois dias depois de Paulo Portas ter tido um notável reforço de posições nas eleições legislativas.

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Tudo o que ele disser

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


Se hoje ao serão Cavaco Silva falar de vigilâncias ao Palácio de Belém ou assumir outros factos graves para a República e para o funcionamento das instituições, então o caso é gravíssimo porque o PR não agiu a tempo e com autoridade como é seu dever.

Se hoje ao serão Cavaco Silva desvalorizar tudo o que foi sendo publicado sobre as alegadas vigilâncias a Belém e nada passar de invenções, então o facto é gravíssimo para a República e para o funcionamento das instituições porque o PR não agiu a tempo e com autoridade para repor a verdade como é seu dever.

Este beco não tem muitas saídas.

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Vitória, vitoria, morreu a vaquinha...

28 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O PS ganhou perdendo. José Sócrates fragilizado, criticado, acossado, no meio de uma crise profunda e a cometer erros sucessivos, susteve a sua queda com uma grande colaboração dos seus adversários directos.

O PSD de MFL teve apenas mais 7 mil votos que PSL. Isto diz tudo. Prova que uma má campanha e uma má estratégia nunca é boa, mesmo que a candidata quisesse parecer boa por ser tão má.

O CDS capitalizou finalmente a fraqueza do PSD, que desguarneceu todas as frentes à esquerda e à direita. Portas é a prova, tal como Sócrates e Louçã, de que o profissionalismo em política compensa.

O Bloco tem na fraqueza do PS a sua força. O mistério é saber: dadas as diferenças, o que vê no BE quem votava PS?

O PCP continua firme como um rochedo, apesar do último lugar. Outra perplexidade: porque é que os votos à esquerda não se transferem para o PC? Se não fizerem a sua autocrítica, os comunistas caminham para a exiguidade.

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Uffff! Foi por pouco...

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

Mais 0,1% e tinham-nos nacionalizado o blog...

Queria deixar aqui os parabéns aos Portugueses que, como sempre e ao contrário dos mais cépticos e arrogantes, souberam escolher com inteligência.
A mim, como membro daquela classe de portugueses a quem chamam o "português comum", sem conotações políticas, jornalísticas ou sectaristas, tudo me pareceu normal e racionável:

1. Deram o governo à pessoa que mais competência tem para o exercer (dos 5 candidatos que se perfilavam para tal);
2. Tiraram a maioria absoluta a penalizar uma equipa que não soube exercer o poder total de forma equilibrada e participativa;
3. Castigaram um partido que ofereceu um vazio de ideias e que pedia um cheque em branco. Teria sido constituído um antecedente gravíssimo se Portugal tivesse elegido uma equipa sem ideais nem ideais...
4. Fizeram subir o partido que mais claramente apresentou as suas ideias, melhor vincou os alvos do seu combate, mais perto ficou dos reais problemas dos Portugueses;
5. Atirou para o fundo da tabela um partido que já não tem muita razão de existir, que repete o seu discurso ano após ano, e que, mais lentamente do que muitos gostavam, se vai eclipsando.

Por isto tudo, há que fazer o elogio ao português comum e à inteligência como quis "falar" ontem através de uma simples cruz num papelinho A4.
E a subida de votos do BE, perguntarão vocês? Bom, como sou uma pessoa da área tecnológica e científica, deixem-me tratar esse fenómeno como um "side effect"...

A Munch for all seasons

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

O ambiente registado ontem nas turmas do CDS e PS, gente que passou pelas várias fases da vida durante a campanha.


O ambiente registado ontem, na sede do PSD.
Edvard Munch
"A dança da vida" e "Morte no quarto do doente"

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Números extraordinários

27 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Em 2005, o PS teve 2.588.312 votos, correspondentes a 45,03% do total apurado, e elegeu 121 deputados.

Em 2009, quando falta apurar os resultados nos círculos da emigração, o PS teve 2.068.665 votos, equivalentes a 36,56%, e fica com um grupo parlamentar de 96 deputados.

Contas feitas, são menos 519.647 votos, uma quebra de 8,47 pontos percentuais e uma redução de 25 deputados no grupo parlamentar socialista.

Isto significa que os eleitores querem o PS no Governo, mas que não gostaram da forma como utilizou a maioria absoluta e, por este motivo, decidiram retirar-lhe das mãos o poder sem limites. Perante isto, Sócrates ainda insiste que o resultado das legislativas é uma vitória "extraordinária". Não aprendeu nada.

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O tique é o mesmo

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

José Sócrates considera "extraordinária" a vitória do PS nas eleições legislativas. É apenas uma pequena amostra de que um dos tiques do líder socialista - repisar uma fantasia até que ela passe por uma verdade - não vai ser corrigido.

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Vencedores e derrotados, segunda leitura

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

PS - Meia vitória. Ganha as eleições mas perde a maioria absoluta e perde mandatos para todos os restantes partidos. Sai fragilizado desta corrida, mas com a razoável certeza de que ninguém terá coragem para, nos tempos mais próximos, mandar abaixo um novo Executivo socialista.

PSD - Derrota pesada. Não supera a fasquia dos 30%, apesar de conseguir aumentar o grupo parlamentar. Tendo em conta o cansaço de muitos sectores em relação ao Governo de Sócrates, a persistência dos problemas estruturais do país e a forte crise internacional, Manuel Ferreira Leite passou ao lado dos eleitores.

BE - Sobe, e muito, superando o PCP e passando a liderar a extrema-esquerda, mas não consegue cumprir a expectativa criada por diversas sondagens de passar a ser a terceira força política portuguesa. A progressão no número de votos é impressionante, o que revela ter o Bloco conseguido mobilizar, à esquerda, muito do descontentamento com o PS. Deve custar a engolir, mas Portas (Paulo, não Miguel), ensombrou a alegria de Louçã.

CDS - Consegue ficar à frente do Bloco de Esquerda, posicionando-se como terceira força partidária do país e passa a dispor de um grupo parlamentar de dimensão que já não se via há muitos anos nestas bandas. Paulo Portas é um dos grandes protagonistas da noite e um claro vencedor. Terá conseguido desviar muitos votos que, à direita, não se entusiasmaram com o PSD.

CDU - Derrota. Passa para o último lugar entre os "cinco grandes" e perde a liderança da extrema-esquerda. Ainda assim, sobe o número de votos e de deputados. Curto consolo para quem, no campeonato das forças políticas de menor dimensão, se vê ultrapassado pelo Bloco e pelo CDS, o que já não se via desde os distantes anos de fundação da democracia portuguesa.

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Obrigado malta

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Perante os resultados iniciais e aquilo que parece ser uma grande viragem à esquerda em Portugal, ocorre-me o cálculo egoístazinho: para jornalistas da área da política económica (como eu), os próximos anos vão ser de emprego garantido. A aventura começará em breve, no Orçamento do Estado para 2010. Poderá faltar ânimo, mas não vai faltar animação.

Vencedores e derrotados, primeira leitura

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O que se pode concluir para já a partir das projecções dadas pelas televisões:

PS - Meia vitória. Ganha as eleições mas perde a maioria absoluta e, por isso, sai mais frágil desta corrida.

PSD - Derrota pesada. Pode nem sequer superar a fasquia dos 30%.

BE - Sobe e muito, superando o CDS e o PCP. Uma vitória.

CDS - Não consegue ficar à frente do BE mas ultrapassa a CDU. Meia vitória.

CDU - Derrota. Passa para o último lugar entre os "cinco grandes" e perde a liderança da extrema-esquerda.

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Ninguém falou para eles e eles não foram votar

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Nas televisões está tudo a tentar perceber a subida da abstenção face a 2005. O Elevador ajuda: 700 mil novos eleitores face a 2005, 98% dos quais com menos de 24 anos. Todo um enorme mercado eleitoral, mal explorado pelos partidos – não há uma mensagem adaptada aos receios e às expectativas destas pessoas. São difíceis de mobilizar, é verdade (porque estão foram da vida real), mas também ninguém os puxa para o voto.

A estes 700 mil (dos quais 300 mil foram recenseados de forma automática, ou seja, já eram abstencionistas radicais) os partidos serviram a mesma sopa eleitoral que aos restantes – lugares comuns, palavrinhas massificadas. Por isso, por favor, não se mostrem admirados com este resultado.

Para mais tarde recordar

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Resultados nas legislativas de 2005

PS
Número de votos
2.588.312
Percentagem
45.03%
Número de mandatos
121

PSD
Número de votos
1.653.425
Percentagem
28.77%
Mandatos
75

CDU
Número de votos
433.369
Percentagem
7.54%
Número de mandatos
14

CDS
Número de votos
416.415
Percentagem
7.24%
Mandatos
12

BE
Número de votos
364.971
Percentagem
6.35%
Mandatos
8

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Abstenção sobe

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A projecção para a abstenção divulgada pela SIC coloca-a acima de 2005 e o mesmo sucede com os números anunciados pela RTP. Previsível principal prejudicado será o PSD que não terá conseguido mobilizar o descontentamento com o Governo e combater a indiferença em relação ao único partido que poderia liderar uma solução alternativa aos socialistas.

De qualquer forma, na análise ao comportamento do abstencionismo será necessário ressalvar eventuais problemas com duplas inscrições e eleitores ainda registados apesar de já terem falecido.

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Modernidade e modernice

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O Cartão do Cidadão era suposto simplificar em vez de complicar, mas cidadãos que o detêm são confrontados com a exigência do número de eleitor no momento em que vão votar. Não se entende como é que este género de problemas não foi antecipado e resolvido em tempo útil. Como se vê, há diferenças entre modernidade e modernice.

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Fim do "bloco central" na Alemanha

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Na Alemanha, os eleitores optaram pelo fim do "bloco central". Merkel ganha com um resultado medíocre, mas poderá fazer uma maioria com os liberais, seus parceiros favoritos.

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Cansaço ou falhas da burocracia?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Até às 16h00, a afluência às mesas de voto foi inferior à que se verificou em 2005. Cansaço dos eleitores, mesmo perante uma eleição que encerra incerteza, apesar daquilo que dizem as sondagens? Efeito de cadernos eleitorais desactualizados, onde figuram registos de eleitores já falecidos e duplas inscrições?

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Portugal e os portugueses

25 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Um excelente texto de Gabriel Magalhães sobre Portugal e os portugueses.

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A China é um país muito grande

24 setembro 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Imperdível, o trabalho do fotógrafo Bruno Castanheira na China.

Vítimas e responsáveis

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

É já tempo de o bizarro conceito de "asfixia democrática" dar lugar no debate público ao real problema da anestesia democrática.

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Portugal: realidade anestesiada – 2

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"(...) o espaço político desta campanha vai reduzindo-se cada vez mais a um panorama de grupos políticos atomizados apenas com um objectivo: obter o maior número de votos para si mesmos, arrancando aos outros o máximo possível. Desta forma, morreram as discussões importantes, desvalorizaram-se e apagaram-se os problemas decisivos do Portugal de hoje: da liberdade de expressão e das pressões políticas sobre as empresas ao caso Freeport, passando pela corrupção, as disfunções dos orgãos de soberania, o desemprego que sobe de forma exponencial, o endividamento externo do Estado, o futuro das reformas começadas e propostas. (...) O poder pelo poder. (...) Como foi possível chegar a tal situação?"

Por José Gil, "Portugal: una realidad anestesiada", publicado hoje no El País

Portugal: realidade anestesiada

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Hoje o eleitor não sabe bem em que realidade se situa, vivendo, mais inconsciente do que conscientemente, numa atmosfera irreal em que os discursos, os debates, os programas políticos deixam de ser credíveis; em que as promessas para o futuro são vagas, dependentes de um contexto de que desconhece o todo. Por José Gil, em artigo publicado hoje no El País.

Eis a prova

23 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A prova de que Cavaco Silva não é especialista em intriga política está no facto de se ter espalhado ao comprido quando tentou fazê-la.

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Piada sobre o ar dos tempos

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Se vocês todos combinassem e me apertassem o pescoço ao mesmo tempo, eu estaria a ser democraticamente asfixiado.

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Entretanto, no outro lado do mundo

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

No sentido figurativo em Portugal – no sentido literal em Sydney. A cidade acordou hoje engolida por um nevoeiro laranja, feito de pó. Este vem do outback australiano.
Foto enviada por leitor da BBC. Mais aqui.

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O título do dia

22 setembro 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

É da Lusa: Legislativas/Dia 10: Belém "asfixia" manhã social-democrata sobre empresas no "coração" dos têxteis

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Carrilho e a eleição na Unesco

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Tendo em conta o duvidoso currículo de Farouk Hosny, candidato a secretário-geral da Unesco apoiado pelo Governo português, compreende-se a relutância de Manuel Maria Carrilho em dar o seu voto ao ministro da Cultura do Egipto.

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Um naufrágio silencioso

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Parece que só Cavaco Silva, e mais alguns fanáticos que tentam chutar para canto e disfarçar a borrasca, ainda não percebeu que não pode adiar por mais tempo uma explicação ao país sobre o caso das escutas.

O Presidente da República jamais sairá bem desta situação e um dos motivos para este beco sem saída em que se colocou está, precisamente, no seu silêncio perante a gravidade das suspeitas. Ainda assim, se quiser preservar um mínimo de dignidade política e institucional, terá que se explicar o quanto antes.

Caso tenha na mão algo de concreto que prove ter havido escutas e vigilância ilegítimas do Governo e do PS sobre Belém, vai guardar tudo para depois das eleições, quando, de acordo com o que indica a generalidade das sondagens, tiver que reempossar um primeiro-ministro em quem não tem confiança e sobre quem alimentou a suspeita de ter armado uma operação de espionagem sobre a Presidência?

Um dos aspectos que a eleição de Cavaco Silva dava garantias era a de que a Presidência da República seria um local livre de tentações para a baixa intriga política e de vocação para se colocar no estatuto de líder da oposição. Entre outras, esta é uma das expectativas que o Presidente traiu, a não ser que aos cidadãos portugueses ainda esteja a escapar alguma coisa que Cavaco já devia ter esclarecido.

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20 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

"Quem fala dos poderes é destruído: ou é denegrido ou é morto."

Roberto Saviano, jornalista italiano especialista em máfia, autor do livro Gomorra, citado no Público de hoje, lembrando palavras de Christian Poveda, jornalista de El Salvador que fez um documentário sobre a máfia salvadorenha e que foi assassinado este mês

Condescendência e o espírito dos animais

19 setembro 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Sobre o caso das escutas e da peça do DN, Cavaco Silva disse ontem que "depois das eleições" não deixará de "tentar obter mais informações sobre questões de segurança. 
José Sócrates disse que "a matéria pode esperar". 
Manuela Ferreira Leite disse que não tinha lido a história do DN e não comentou. 

E assim nos tratam os nossos responsáveis políticos, com esta admirável bonomia e condescendência. Tudo, claro, para salvaguardar a tranquilidade dos animais na hora do voto. 

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O essencial e o acessório na peça do DN

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Há ali duas histórias na história ontem publicada pelo DN. 

A principal, de longe a mais importante, é institucional - aponta aquilo que alguns suspeitavam, ou seja, o envolvimento de um homem da confiança do Presidente da República na história sobre suspeitas de espionagem a Belém, publicada em Agosto no Público. O DN não escreve, mas deixa a ideia nas entrelinhas: nada disto terá sido feito sem a autorização de Cavaco. Plantada pelo governo ou não, esta é uma história relevante, que alimenta a sensação geral de incredulidade perante o desabar das instituições em Portugal e a falta de segurança na esfera privada. Para os portugueses sobram várias perguntas ainda sem resposta, com destaque para estas quatro: 1) O Governo de José Sócrates anda a espiar a Presidência?, 2) Por que razão a Presidência, instituição cimeira da República, age desta forma, através de um jornal?, 3) Que consequências terá todo este caso para os envolvidos e para o funcionamento das instituições?, 4) se vigiam Belém, será que vigiam também a minha empresa, o meu jornal, o meu correio? 
    
Depois, só depois, há a outra história - a do veneno com que a peça do DN foi escrita (uma história importante tratada como uma pequena vingança entre jornaleiros), o ataque ao Público e a Luciano Alvarez (que até teve direito a fotografia), a publicação inédita de mensagens internas do Público, a manipulação dos jornais feita por São Bento e por Belém. Aqui, há as outras perguntas, com destaque para esta: 1) Como é que o DN teve acesso aos emails do Público? Tudo isto é importante, sim, mas secundário face à gravidade da história principal.

Encomendas

18 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Na TVI, Constança Cunha e Sá colocou o dedo em duas feridas no que respeita à manchete de hoje do "DN". Por um lado, sublinhou uma coisa nunca vista que é o facto de um jornal ter decidido denunciar a fonte de uma notícia dada por um concorrente. Aqui está algo que, do ponto de vista deontológico, é altamente discutível.

Por outro, criticou a circunstância de o "DN" ter qualificado a notícia do "Público" sobre as alegadas escutas a Belém como uma "encomenda". Com assinalável lucidez, Constança Cunha e Sá considerou poder afirmar que a manchete de hoje do "DN" será, também, uma encomenda, porque alguém passou a cópia de um "e-mail" interno do "Público" com o evidente objectivo de servir de base ao trabalho que hoje foi publicado.

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Os sopranos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Sou amigo de Vítor Matos e conheço bem a sua inquestionável integridade pessoal e profissional.

Posto isto, alegar que, na reportagem da sua autoria publicada na "Sábado" de ontem, os testemunhos de quem denunciou as manobras vergonhosas que se passaram no interior do PSD de Lisboa foram obtidos a troco de dinheiro é uma safadeza de baixíssimo calibre que apenas ajuda a completar o retrato do repugnante pântano em que se movem certos sectores sociais-democratas e, sabe-se lá, se também noutros partidos.

O trabalho de Vítor Matos é uma excelente peça de jornalismo de investigação e revela coragem por parte de quem a fez e de quem a publicou, sem hesitar meter as mãos naquilo que, como se prova pelas reacções, é um autêntico ninho de vespas.

Agora ou em qualquer outra altura, a peça em causa jamais seria inócua para o partido atingido, pelo que erguer insinuações sobre o "timming" com o objectivo de a desvalorizar é não entender o essencial. E o essencial, para quem esteja preocupado com a imagem externa e o ambiente interno do PSD, é que parece evidente a necessidade de limpar o balneário, se o partido quiser cuidar melhor do seu prestígio.

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Roupa pendurada

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Se o "DN", ou outro jornal, rádio, tv ou "site" de informação, decidissem divulgar, avulso, mensagens electrónicas trocadas entre jornalistas e fontes é que isto ia ficar mesmo bonito, com a roupa toda penduradinha à janela.

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Já agora, a propósito do TGV

15 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Na polémica que por aí anda sobre o avanço ou o adiamento do TGV, convém não ignorar as declarações de Durão Barroso quando avisou, há cerca de três meses, que os fundos europeus que estão destinados ao projecto não se perdem, apenas têm de ser renegociados, caso as autoridades decidam não fazer o comboio de alta velocidade.

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"Rei da pop"? Deixem-me sorrir

14 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Quincy Jones é uma voz autorizada. Trabalhou com "Louis Armstrong, Frank Sinatra, Nat King Cole, Billie Holiday, Aretha Franklin e Ray Charles" e considera que, perante estes monstros sagrados, Michael Jackson "não tinha [assim] tanto talento. Era grande, mas não jogava na liga dos que acabo de citar." E a essa liga eu acrescentaria Miles Davis.

É por estas e por outras que, quando ouço dizer, a propósito do falecimento de Jackson, que o "rei da pop" desapareceu, não posso deixar de sorrir com alguma condescendência. A questão é que o "rei da pop" não morreu. Está vivo e recomenda-se. Chama-se Paul McCartney.

Aliás, se eu algum dia gravasse um disco, uma das hipóteses para título seria inspirada num álbum dos The Wonder Stuff, de 1991. Em vez de "Never Loved Elvis", que também é verdade no que me diz respeito, chamar-lhe-ia "Never Loved Jackson".

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Da série "De resto tudo bem" – 4

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

José Sócrates enfrentou Ferreira Leite no debate de sábado depois de um mandato de quatro anos e meio. Ao longo desse período a sua credibilidade foi arrasada pelos casos da licenciatura, dos projectos das casas, do Freeport, das alegadas "pressões". Termina o mandato com a taxa de desemprego mais alta em décadas – e com o endividamento externo mais alto desde que há registos, o que não o impede de projectar mais milhares de milhões de euros em obras públicas. Perdeu o apoio dos professores e de grande parte da função pública. Na educação, exibe estatísticas de sucesso baseadas em exames cujo grau de facilidade é criticado por muitos especialistas. Não tocou no caos da Justiça. E, no entanto, diz-se por aí que o debate resultou num "empate técnico" porque se esperava que José Sócrates esmagasse Manuela Ferreira Leite.

De resto tudo bem.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"A tentação 'evangelista'", por Rui Moreira, no "Público", sobre as duas faces de Francisco Louçã e a problemática compatibilização entre as propostas fracturantes e as responsabilidades decorrentes da tentação do poder.

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Convicção e determinação

13 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Primeiro, é bonito ver um político tão convicto, tão determinado. Depois, torna-se comovente. É bonito ver um primeiro-ministro, perante jornalistas perplexos a dizer que sim, haverá ministros novos em todas as pastas no novo Governo, insistindo e explicando que assim será. Depois é comovente ouvir, no dia seguinte, o mesmo primeiro-ministro, perante jornalistas ainda mais perplexos, a dizer que não, ministros novos só em algumas pastas, não interessa para nada aquela conversa maluca de ontem. (aqui)

Não interessa o que se diz, desde que se diga com convicção.

Por isso não dá para acreditar nos seres determinados. Se erram, persistem no erro, o que é dramático e um problema crónico em José Sócrates.

Aliás, Sócrates acrescentou durante a mesma arenga auto-justificativa, que também "haverá um novo primeiro-ministro". E não é que ele pode ter razão?

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Debate do ano 12 - Balanço

12 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A quente diria que foi um empate técnico com duas nuances: MFL leva a vantagem porque as expectativas eram demasiado baixas; Sócrates leva a vantagem porque um PM desgastado que se aguenta com o challenger é porque tem dinâmica de vitória.

Sócrates falou das suas medidas, do que fez, esteve bem do ponto de vista racional. Falhou do ponto de vista emocional e da empatia.
MFL não conseguiu explicar as suas medidas. E não sei se em termos emocionais conseguiu ganhar a simpatia de alguém que antipatize verdadeiramente com Sócrates.

Debate do ano 11

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

MFL diz que não vai mexer na Segurança Social, agora diz que vai rever as decisões negativas na reforma da Seguranaça Social. ?!

Debate do ano 10

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

JS desmonta bem o argumento escondido do PSD na Segurança Social. Manuela está irritada.

Debate do ano 9

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Sócrates está outra vez a virar a coisa a seu favor: volta a atacar a questão da segurança social. É um bom ataque, para clarificar o que MFL pensa, porque não se sabe.

Debate do ano 8

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

MFL elogia a reforma da segurança social. Sócrates agradece? Assim é para votar em quem?

Debate do ano 7

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

MFL entalada com as SCUT. Não se compromete agora a acabar com elas.
Mas JS não está a ganahr o debate...
Chama-lhe oportunista política. Pontos!

Debate do ano 6

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

MFL ataca os espanhóis. Se bem me lembro, era administradora do Santander. Porque é que não foi para a Caixa, o BCP ou BES, que coisa?

Debate do ano 5

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

MFL diz que JS está a defender interesses espanhóis. É o Miguel Vasconcelos. É defenestrá-lo! JS sem golpe de rins mais uma vez para dar a volta. Tenso, nervoso, demasiado pegado aos seus argumentos estudados. Este homem parece os craques que falham penáltis em jogos decisivos.

Debate do ano 4

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

MFL não tem dúvidas: nem pessimismo nem optimismo. Defende uma terceira via: as boas medidas. Cláudia Jacques tem boas medidas...

Debate do ano 3

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Sócrates nervoso mete a viola no saco na questão de AJJ nas listas. MFL enleia-o. Mas AJJ concorre a dois cargos: a deputado regional e a deputado nacional. JS está sem golpe de rins?

Debate do ano 2

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O meu filho de 4 anos chora porque não quer ir para a cama: Eu quero ver o debate...

Debate do ano 1

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Sócrates já começou a puxar Manela para o ringue da asfixia. Vamos acabar na Madeira.
Manela está a falar dos estudos e da faculdade. Vamos acabar na licenciatura?
MFL está mais bem maquilhada. Menos roxa do que no debate com Paulo Portas.

Persistir no erro

11 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Pior do que errar é persistir no erro. Ontem, Manuela Ferreira Leite continuou a defender ferreamente a grã democracia da Madeira perante Paulo Portas, durante o debate televisivo na RTP. Chega a ser penoso observar Ferreira Leite a virar os seus próprios princípios do avesso. Quem escolhe um caminho como ela escolheu tem de ser consequente até ao fim, custe o que custar, ou ninguém acreditará nos seus argumentos. Portas, com grande calma e muita ironia, disse-lhe com razão: "Dra. Manuela, experimente a ser oposição na Madeira..."

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Mistérios da Vida Moderna

10 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Saí de casa faltavam 10 minutos para uma reunião. Talvez demorasse dez a 15 minutos a pé. Mesmo assim optei pello táxi. O taxista, bigodinho à maneira, espertalhão pela conversa, começou a falar a falar, a dizer que se o País não voltasse o proteccionismo estávamos condenados e tal, enquanto conduzia na direcção oposta ao meu destino. Para ir do Jardim Constantino às Picoas, desceu o Conde Redondo, foi à Avenida da Liberdade, virou para a Fontes Pereira de Melo, meteu pela António Augusto Aguiar e atravessou toda a Tomás Ribeiro. Quando calmamente lhe perguntei para onde é que me estava a levar e lhe disse que seria mais rápido ir a pé, calou-se com o proteccionismo e cobrou-me só os 2,5 euros da bandeirada.

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Desonestidade intelectual

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Pacheco Pereira escreve isto no Jamais:

Há hoje um novo crime em Portugal: ir à Madeira.

Não é crime não. Mas quem fala do alto dos seus princípios inamovíveis e depois aplica critérios - de príncipio - contraditórios em diferentes circunstâncias não deve ficar acima do escrutínio público, jornalístico e político que JPP defende, e bem, para os seus adversários. JPP está sempre a dizer que o pathos se sobrepõe ao ethos, mas parece que lado emocional de JPP aqui também lhe trai a razão. Não acredito que JPP considere que na Madeira haja menos asfixia democrática do que no Continente, mas isto pode ser um whisful thinking.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"O paraíso artificial", por Alberto Gonçalves, na "Sábado", sobre as declarações em que Luís Amado disse que "o PS reabriu o país ao mundo com o coração que bate e transforma o Universo", provavelmente sob a influência de Prozac.

"Arranjar chatices", por Helena Matos, no "Público", sobre o medo, a autocensura e a reverência perante o poder na sociedade portuguesa.

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A short list para o Booker

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

And then there were few:

1. The Children’s Book; A S Byatt
2. Summertime, J M Coetzee
3. The Quickening Maze, Adam Fould
4. Wolf Hall, Hilary Mantel
5. The Glass Room, Simon Mawer
6. The Little Stranger, Sarah Waters
--
Coetzee tem a possibilidade de vencer o prémio pela terceira vez (o que nunca aconteceu na história do Booker) mas Hilary Mantel – autora de Wolf Hall, um romance histórico sobre Thomas Cromwell, o ministro de Henrique VIII e figura pintada sempre em tons de cinzento escuro – é o favorito para ganhar, diz que sabe destas coisas.

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The XX

09 setembro 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes



Para celebrar o re-re-relançamento do trabalho dos Fabulous Four – um bom negócio para a Emi, como nota o Financial Times – nada como falar de novos nomes. E estes, os The XX, são grandes. Também são quatro, mas de Londres. E, tal como os Beatles dos primórdios, são miúdos na casa dos 20 anos. Música boa e inovadora, simples e minimalista. Ver crítica aqui.

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Quando o animal feroz ferra não larga

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Claro que a atribuição de vitórias nos debates televisivos depende da cor dos óculos de quem os vê. Mas quem ontem assistiu ao duelo Sócrates-Louçã fica com a idea de que o primeiro-ministro se saiu bem no embate que seria decisivo à esquerda.

Mordeu no lugar certo (nas deduções fiscas nos PPR, Saúde e Educação com que o Bloco quer acabar) e Louçã não se conseguiu descalçar. Sentindo a fragilidade da presa, o animal feroz não largou o dente e continuou ferrado na canela do adversário, repetindo e repetindo o argumento até Judite não poder deixá-lo continuar. Esta estratégia de Sócrates é a habitual. É certo que o líder do BE também marcou pontos e desmascarou algumas imposturas e casos do governo socialista, mas o que fica para memória futura é esta coisa decisiva, e que ficou evidente através do pormenor das deduções: Sócrates conseguiu provar que o País de Louçã não é o País em que a maioria dos portugueses se revê, mesmo que o Bloco se assuma agora como partido de poder. Aquela frase: "Você quer que a classe média pague mais mil milhões" é mortal. Quantos votos isto vale? É a incognita.

Para o desempate, espero ansiosamente pelo jogo MFL vs JS, já que Manuela Ferreira Leite também esteve uns pontos acima das expectivas no seu difícil debute em debates com Louçã.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

É hoje.

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Mais carga fiscal, pois claro

08 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A nova legislação que agrava a tributação das indeminzações pagas a gestores por rescisão do contrato antes do respectivo termo ou quando terminem funções é altamente discutível porque, ao querer combater os abusos, não diferencia situações e faz pagar o justo pelo pecador. Daí que se justifiquem plenamente as críticas de Francisco Louçã a um diploma que coloca no mesmo saco, indiscriminadamente, admnistradores, gestores, dirigentes e qualquer quadro que possa ser incluido na categoria prevista na lei.

O que parece é que o Governo aproveitou a onda de indignação em relação aos prémios e indemnizações milionárias recebidas por administradores de empresas de forma pouco ética e adequada ao desempenho das respectivas empresas, para aumentar a carga fiscal e arranjar mais receitas para tentar corrigir os graves desequilíbrios das contas públicas. É sempre a mesma coisa.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Já só falta 1 dia.

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Abram as janelas do País

07 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Ai que me falta o ar! Ai ai que estou a ficar asfixiado! Ui, não posso! Oxigénio! Oxigénio! Oxigénio, alguém me ajude que eu morro, abram as janelas do País porque esta democracia está a asfixiar-me!
Pronto, já estou melhor. Estava só a brincar. Isto no Continente não anda bom, mas felizmente ainda não chegámos à Madeira.

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Qualquer semelhança com a realidade...

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

After a Flash Flood is one of Sternfeld's most effective images, showing a cross-section of a society perpetually sensing itself on the precipice of disaster. A razor-thin line separates order from chaos as a suburban housing complex seems to hover precariously over the maw of a recent mudslide that has swallowed a barely visible automobile. Although the photograph was not manipulated, the scene is suffused with a cinematic sense of unreality—a mood reflected in the very name of the California desert town depicted: Rancho Mirage

After a Flash Flood, Joel Sternfeld, 1979. Aqui.

Três botes para fugir deste país

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

1. Uma polémica das boas (não daquelas da treta, tipo investimentos públicos ou asfixia): Hitler morreu há mais de seis décadas, mas a utilização da sua imagem em campanhas continua a gerar sentimentos contraditórios (em particular quando misturada com sexo e uma doença estigmatizada e mortal). O anúncio arrepia – depois não digam que o Elevador não avisou.

2. Um bom site de música: Pitchfork, com muitas críticas, notícias e novos lançamentos, tudo off mainstream. 'Crystalized', dos londrinos "The XX", foi uma boa descoberta nesta nova era do single.

3. Um livro longe daqui: enquanto se começa a travar a batalha entre Google, Amazon e grandes editoras de livros, tudo por causa dos e-readers e dos direitos de propriedade, vale a pena ler o que já se escreveu sobre outras revoluções, como a que aconteceu na música. Ripped, de Greg Kot, não oferece soluções para a roubalheira de música que aí anda na net, mas explica o contexto do quarteto indústria/tecnologia/consumidores/músicos que levou a este estado de coisas (que, como eu já aqui escrevi, só beneficia quem gosta de música). Da consolidação das editoras no fim dos anos 90 ao It's Up to You dos Radiohead na venda do 'In Rainbows' – it's all there, numa escrita jornalística competente e, sobretudo, saída de uma cabeça que gosta de músicos e de música.

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Não lembra ao careca

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Em linguagem de Marcelo Rebelo de Sousa diz-se assim: "não lembra ao careca" o que Manuela FerreiraLeite foi dizer à Madeira. Que ali não existe asfixia democrática. Declarações destas num lugar daqueles só prejudicam a líder do PSD porque lhe tiram a credibilidade. Ou ela não acredita no que diz ou nós não acreditamos que ela acredite. Na Madeira já se passou da asfixia há muito, porque a asfixia não é democrática. Depois, a líder do PSD acrescenta esta pérola: "Quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos". É verdade. Só que isso em democracia não chega. E que eu saiba, no continente os Governos não são nomeados pelo almirante Thomaz há uns 35 anos.

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Mistérios da Vida Moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Jardim Constantino em Lisboa é um nojo tão grande, que as palavras para o qualificar conspurcariam este blogue. Durante anos, imigrantes e sem-abrigo viveram por ali. A casa de banho pública que lá existe como que alastrou pelo ex-jardim e tornou o lugar fétido. Nem eu nem os vizinhos levamos os nossos filhos ao parque infantil que lá há. Hoje de manhã havia movimentação de máquinas e obras a começar. Os inquilinos clandestinos do jardim olhavam o fim da sua casa. Na paragem do autocarro, os moradores indignavam-se: "Mandámos abaixo-assinados para a câmara e eles diziam que não podiam fazer nada, nem podiam mandar a polícia. Agora que há eleições já podem tudo. Isto é um nojo!" António Costa e José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes, servem aqui de exemplo aos políticos que padecem destas tentações. Só que o povo não é parvo. Não gosta de ser enganado. Não gosta de calendários tão descarados para sacar o votinho.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Já só faltam 2 dias.

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Por onde vai o PS

06 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O esforço do PS vai ser todo concentrado na conquista de eleitores à esquerda, nas águas em que navegam o PCP e o Bloco de Esquerda. Daí que José Sócrates, no debate com Jerónimo de Sousa, tenha levado bem preparada a lista de medidas que podem soar bem nestes terrenos.

Não será fácil ao líder do PS conseguir descolar-se do rótulo de ter seguido "políticas de direita" durante a legislatura, que o BE o PCP lhe atribuem. Sobretudo porque a táctica é demasiado descarada e o discurso cordato que Sócrates tem ensaiado é pouco verosímil e natural.

O verdadeiro Sócrates é aquele que fica crispado e que dá largas à sua truculência quando ouve expressões como ser "mais papista que o Papa", como sucedeu no debate de ontem quando Judite Sousa introduziu o tema da suspensão do "Jornal Nacional de Sexta". Pelo menos os eleitores do PCP são capazes de ainda se recordar que, quando confrontado com as greves e manifestações de professores, Sócrates identificou a contestação com meras orquestrações dos comunistas.

A verdade é que este é o género de acusações que reforçam a fidelidade dos eleitores do PCP e a sua autoestima, como parte integrante de uma força política a quem, implicitamente, Sócrates reconheceu um apreciável potencial de mobilização. E até para os professores que não se revêem no PCP, para os muitos que nunca tinham sequer participado numa manifestação, a generalização usada pelo primeiro-ministro para desvalorizar a contestação será difícil de apagar da memória.

A segunda peça da estratégia é a do voto útil, manifestada por Mário Soares na entrevista que deu ao "i" - "dar a vitória à direita, por ser contra o PS, é um erro que a esquerda pagará muito caro" - e agora retomada por António Costa. Será necessário acenar com o fantasma de um Governo à direita para tentar convencer os recalcitrantes a passarem uma esponja pelas críticas ao PS e darem o seu voto aos socialistas, optando por um mal menor. Uma espécie de reedição do voto de olhos fechados em Soares nas presidenciais de 1986 que foi decisivo para erguer a coligação negativa que derrotou Diogo Freitas do Amaral na segunda volta.

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Asfixia da democracia

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Agora lembrei-me deste pormenor, que não abona muito a favor do linguismo dos nossos políticos. O conceito é bom, a ideia é fabulosa para a refrega, mas o o significado é impossível, por os termos serem contraditórios.

Asfixia democrátia é um termo impossível. Se está asfixiada não é democrática. Se é democrática, então não é asfixiante. Deviam ter dito: asfixia da democracia ou democracia claustrofóbica. Mas é só um detalhe perante esta pobre realidade que se nos depara.

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Não conseguem arranjar candidatas?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O que tem mais graça no facto de todos os partidos com assento parlamentar violarem a lei da paridade nas listas para as eleições autárquicas é que o PS, que propôs esta legislação estúpida, é quem mais prevarica. Talvez seja um incentivo para revogar este absurdo que coloca mulheres na política só para fazerem número.

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Análises, suor e lágrimas

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

No Instituto Ricardo Jorge, investigadores e técnicos suam as estopinhas para fazerem o seu trabalho. Não se queixam de excesso de trabalho, mas de terem que executar as suas tarefas sob um calor tropical que coloca em risco os resultados das análises.

Enquanto os técnicos dizem que esta situação acontece sistematicamente, os responsáveis do Instituto, sem surpresa, afirmam que apenas houve um episódio pontual em que a elevada temperatura forçou a uma repetição de análises.

Posto isto, estou desconfiado que será mais fácil haver TGV em Portugal do que aparelhos de ar condicionado no Instituto Ricardo Jorge, como pede quem lá trabalha com o termómetro a acusar 35 graus centígrados. É o género de equipamento que não é muito atraente para se proceder a cerimónias de inauguração.

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O problema da santola

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva


Já só faltam 3 dias.

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Lido no Elevador

05 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Cabeça dura, coração mole", por Ricardo Reis, no "i", sobre os efeitos perversos de propostas eleitorais que oscilam entre as boas intenções e o delirio ideológico.

"Debate Louçã-Jerónimo: o impasse da esquerda revolucionária", por José Pacheco Pereira, no "Público", em que se expõem algumas verdades sobre as verdades que os líderes do Bloco de Esquerda e do PCP jamais confessarão.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva


Já só faltam 4 dias.

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Jornalismos, parte II

04 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Escreve o guarda-freio Vítor Matos, no "post" intitulado "Jornalismos": "Muitos políticos que conheço adoram louvar o jornalismo que se faz lá fora. Não lhe toca os interesses, claro."

Eu acrescentaria: os políticos e não só. A este propósito, uma vez tive uma conversa muito esclarecedora com um antigo presidente da Bolsa de Lisboa. A certa altura, no uso de um legítimo direito, decidiu cascar na imprensa portuguesa, com particular enfoque em pequenos textos de comentário a assuntos da actualidade que eram publicados na altura no "DE", inspirados na famosa "Lex Column", rubrica do "Financial Times" que confessou ler todos os dias, sem falta.

Ora, uma das coisas que suscitava a sua desconfiança era o facto de os comentários objecto das suas invectivas não serem assinados. Só quando foi confrontado com a circunstância de a "Lex Column" também não ser acompanhada do nome dos respectivos autores e, no entanto, ser do seu agrado, é que se deu conta da insuperável contradição em que tinha acabado de cair. Pois, lá fora é que é bom. Sobretudo porque a "Lex Column" não costuma lembrar-se de comentar assuntos relativos à Bolsa de Lisboa.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Sei no que fizeste o Verão passado - editorial do Pedro Guerreiro no Jornal de Negócios sobre a questão da TVI, cheio de razão: os espanhóis não podem dar-nos lições sobre liberdade de imprensa.

A bomba rebentou nas mãos de Sócrates - editorial de Manuel Carvalho, no Público (sem link). "Dizer livremente o que se pensa é algo que não pode existir neste clima bafiento e irreformável".

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Cada um pedala a sua bicicleta

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Fotografia gentilmente sacada daqui.

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Não queimem as pestanas

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social decidiu iniciar averiguações sobre os motivos que levaram a administração da TVI a suspender o "Jornal Nacional". Se calhar foi porque, finalmente, os gestores da estação decidiram dar seguimento à deliberação da ERC que reprovou peças que envolviam o primeiro-ministro e outros membros do Governo e protagonistas ligados ao PS.

Se for assim, não vai haver razões para queimar as pestanas com averiguações. E Estrela Serrano poderá ficar mais descansada porque a jornalista que ostentava "uma muito peculiar linguagem gestual e facial", o que constituia uma "violação grave dos princípios do rigor e da isenção da informação", já foi arrumada a um canto.

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Parece que esse é que foi o problema

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Quem vê [o "Jornal Nacional"] percebe que o Governo, nestes quatro anos e meio, não teve influência na TVI", afirmou José Sócrates. Faltou acrescentar que esse é que parece ter sido o grande problema.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva


Já só faltam 5 dias.

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Jornalismos

03 setembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Muitos políticos que conheço adoram louvar o jornalismo que se faz lá fora.
Não lhe toca os interesses, claro.

Cá em Portugal costumam abominar o jornalismo de referência.

Sonham com jornais alinhados e com o jornalismo de reverência.

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Balsemão agradece

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Do ponto de vista da racionalidade económica, a suspensão do "Jornal Nacional de Sexta-feira" não tem qualquer justificação. A não ser que a "conspiração" não se destine a retirar do caminho potenciais incómodos para José Sócrates, mas a destruir valor na TVI para o acrescentar na Impresa. Francisco Pinto Balsemão agradece tamanho tiro no pé por parte da Prisa. Hoje, as acções da proprietária da concorrente SIC subiram mais de dez por cento.

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Cinco horas de reflexão

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O PS, através de Augusto Santos Silva, demorou cinco horas a perceber que a suspensão do "Jornal Nacional de Sexta-feira", da TVI, é "absolutamente incompreensível". A notícia da demissão da direccção da informação da estação de televisão foi conhecida por volta das 13h00, Santos Silva reagiu quando já eram 18h00. Talvez tenha sido o tempo necessário para compreender que a consumação do desejo de Sócrates se arrisca seriamente a virar-se contra os socialistas.

De resto, o facto é que José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes, os dois jornalistas identificados com o jornalismo "travestido" e erguidos ao estatuto de adversários políticos do PS em pleno congresso socialista, estão fora do caminho.

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A outra asfixia

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Enquanto o país se choca com a novela Moura-Guedes-Sócrates e a "asfixia democrática", as agências de rating continuam a dar conta da outra asfixia, a das contas públicas.

A credibilidade destas agências já teve melhores dias, argumentam alguns. Tudo bem. Mas são estas empresas – Fitch, Moody's e S&P – que dizem aos mercados como vai este país em termos de risco, condicionando o preço a pagar pelo dinheiro que Portugal pede emprestado.

Todas, sem excepção, falam da posição frágil das contas públicas portuguesas e daquilo que consideram ser o problema essencial: a anemia económica, motivada pela fraca competitividade do país. Sem produção de riqueza para acompanhar a dívida e os gastos, o risco sobe – e, com ele, a factura dos juros.

Não ouço ninguém discutir isto – o que ouço é o "social", os "estágios", as "ajudas às PME", o "TGV". As eleições serão importantes, os tempos são difíceis, mas a classe política continua a mesma – fraca, como a competitividade das nossas empresas.

"Só se fossem muito estúpidos...

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

...é que me tiravam do ar!", disse hoje Manuela Moura Guedes ao DN.

Depois da saída de Moniz da TVI tudo isto era previsível, por mais estúpido que nos parecesse. Também não creio que qualquer administração gostasse de andar por aí a ser desafiada por uma funcionária e não fizesse nada. Moura Guedes não devia ter esticado tanto a corda com a administração. Só não percebo como é que esta decisão, neste momento, pode beneficiar José Sócrates, porque ele vai ser bombardeado com isto toda a campanha. Primeiro as acusações do jornal "travestido" no congresso do PS; depois a tentativa de compra da TVI pela PT; a seguir a contratação de Moniz por um grupo de media com uma atitude amigável para o Governo; agora isto.

Quem quer que tenha pressionado a adminstração da TVI para acabar com o Jornal Nacional - ou mesmo que a administração tenha agido de motu próprio - acaba de dar uma machadada que pode ser tão fatal para Sócrates como as notícias sobre o Freeport, porque nesta eleição cada meia dúzia de votos conta. E as pessoas não são parvas. Aquilo que parece é.

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Morte por asfixia?, parte II

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Primeiro vieram buscar os comunistas e eu nada disse, porque eu não era comunista. Então, vieram buscar os judeus e eu nada disse, porque eu não era judeu. Então vieram buscar os católicos e eu nada disse, porque eu era protestante. Quando me vieram buscar, já não havia ninguém para falar por mim."

Martin Niemöller

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Morte por asfixia?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Em vésperas de eleições legislativas, a TVI extingue o "Jornal Nacional de Sexta-feira", espaço de informação incómodo para o Governo e um sucesso de audiências. Tudo somado, e goste-se ou não do estilo de Manuela Moura Guedes, isto é, no mínimo, demasiado estranho.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Sensualidade e bom senso", por Francisco Camacho, no "i", sobre a prestação de José Sócrates na entrevista à RTP1, com destaque para a falsa modéstia revelada pelo primeiro-ministro quando respondeu à pergunta "gira" de Judite Sousa sobre o seu estatuto de homem elegante e para o cinismo na abordagem à sua relação institucional com o Presidente da República.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva


Já só faltam 6 dias.

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De resto, tudo bem

02 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Para o primeiro-ministro, os conflitos com os professores resultaram da falta de "delicadeza" do Governo. Para a ministra da Educação, tiveram origem em problemas de comunicação.

Sobre a substância das matérias que suscitaram o confronto que durou uma legislatura, nem uma palavra. Ou seja, tudo se resume a uma questão de forma. De resto, tudo bem.

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Não vi mas posso dizer qualquer coisinha...

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

A SIC-N, como se exige a uma cadeia de notícias, tinha um comentador prontinho a falar meia hora depois de acabar a entrevista de José Sócrates.

Mário Crespo anunciou o seu convidado, Henrique Medina Carreira, perguntando se ele tinha visto a entrevista.

- Não, não vi!... - respondeu o economista.

E eu desliguei a televisão. Não gosto que me faltem ao respeito.

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Resumo de uma entrevista

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Sócrates foi um profissionalão na entrevista de ontem, ao contrário de Judite de Sousa. Ele fez o que compete a um político fazer: um comício. Ela não fez o que deve fazer um jornalista quando entrevista um primeiro-ministro incumbente e concorrente a eleições. Devia ser mais seca, mais interrogativa, menos justificativa nas perguntas - um jornalista não pede desculpa pelas pergunta que faz - e com maior capacidade de confrontar Sócrates com suas contradições. Ao manifestar regozijo por não ter acabado a entrevista em ambiente de tensão, deixa-nos a pensar o quê? Que se o PS ganhar mantém o emprego na RTP? Que pode convidar o engenheiro a ir jantar lá a casa que ele agora já aceita? Pura tontice. É pena.

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A entrevista de Sócrates, II

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

José Sócrates voltou a vestir a pele de cordeirinho afável na entrevista de ontem na RTP1, algo que lhe será bastante mais difícil conseguir durante os debates televisivos que hoje arrancam. Duvida-se que Paulo Portas, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa ou Manuela Ferreira Leite estejam, à partida, na disposição de representar o papel de Judite Sousa, macia ao ponto de desistir de fazer perguntas para deixar Sócrates repisar a lengalenga que está registada na sua cassete.

Honestamente, também não se pode dizer que a jornalista tenha sido particularmente acutilante quando entrevistou, há dias, a presidente social-democrata, e iniciou a sua infeliz rubrica das perguntas "giras". Enfim, nestes terrenos, (também) há um empate técnico.

De qualquer forma, como antecipação da ronda de confrontos com os líderes dos partidos da oposição, o serão correu bem ao primeiro-ministro. Teve terreno livre para sublinhar que a escolha dos eleitores é entre PS e PSD, entre si próprio e a líder social-democrata, entre aquilo que tenta vender aos eleitores como a opção por um futuro radioso ou por um passado sem futuro. Calmo e aparentando segurança, mostrou-se mais persuasivo do que quando dá largas à sua natureza agressiva e truculenta.

Apesar das facilidades, também houve deslizes. A exibição de amizades com juízes, como se isso provasse alguma coisa sobre o bom ou mau estado da justiça, o cinismo descabelado na abordagem às suas relações com o Presidente da República e o reconhecimento, ainda assim a muito custo como foi notório pelas palavras escolhidas, de que o Governo não terá sido "delicado" com os professores, como se todo o confronto com esta classe profissional se resumisse a questões de civilidade e etiqueta.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva





Já só faltam 7 dias.

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Reflexões

01 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva


Para descobrir aqui, 40 excelentes fotografias que exploram o efeito das imagens reflectidas.

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A entrevista de Sócrates

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Judite de Sousa: "Esta pergunta nunca foi feita – e eu vou fazê-la"
José Sócrates: "O que daí virá..."
Judite de Sousa: "["Não se preocupe" – podia jurar que disse isto]. Nada de especial"

Poder-se-ia falar da frase infeliz dos "amigos juízes", da tentativa (bem conseguida) de bipolarização face ao PSD e a Ferreira Leite, da imprudência na economia (dizer que saímos da recessão com base num crescimento trimestral de 0,3%...), da falta de respostas no emprego ("estágios na Administração Pública") e do cinismo sobre as relações com Belém.

Mas esta breve troca de frases, pontuada por sorrisos, é mesmo o melhor resumo da ténue entrevista de José Sócrates à RTP.

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Para fãs de "cheeseburgers"

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Para os fanáticos de "cheeseburgers" e de "sites" com um desenho apelativo, aqui fica a ligação para a Cheese & Burger Society. Inclui as receitas para cada um dos "cheeseburgers" apresentados.

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Grandes cartazes

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva


Este é apenas um dos 50 fabulosos cartazes que se podem encontrar aqui e que podiam inspirar os partidos que concorrem às eleições.

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Glória

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

No túnel de entrada no parque de estacionamento do Largo de Camões, em Lisboa, qualquer automobilista pode reparar numa placa que assinala ter sido esta estrutura inaugurada por Sua Excelência, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, João Soares. É apenas um exemplo, entre milhares, da obsessão que os titulares de cargos públicos têm pela sua própria eternização e glorificação.

Não basta mandar fazer a obra e deixar que os seus beneficiários se apercebam da sua utilidade. É necessário deixar marcado, de forma indelével, quem "fez" e inaugurou. Desde parques de estacionamento a fontanários e rotundas, não faltam casos elucidativos sobre como a vaidade supera toda e qualquer noção do ridículo.

Agora, é Manuel Pinho que vai ter em Paços de Ferreira o seu nome inscrito numa avenida. Só falta a estátua, ficando a expectativa de saber que pose irá o respectivo escultor escolher, quando se sabe que há uma em que se nota, incontornavelmente, que ali houve dedo(s) do antigo ministro da Economia.

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Sempre em festa

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

O "Público" fez a contabilidade e chegou à conclusão que, "entre inaugurações, lançamentos de primeiras pedras, assinaturas de protocolos, visitas a empresas ou, pura e simplesmente, ver obras em curso, foi raro o dia" em que, nas duas últimas semanas, José Sócrates não andou a cirandar pelo país em clara e descarada campanha eleitoral, abusando do cargo que ocupa. Onde sobra o instinto para a propaganda e o espectáculo, falta a dignidade e o sentido de Estado.

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Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Por que motivo cada duas vezes em cinco em que tento abrir um pacote de leite Vigor de um litro fico com a pega de plástico na mão a olhar para a embalagem irredutivelmente fechada? Admito que seja falta de jeito da minha parte e que a Tetra Pak não tenha nada ter a ver com o assunto.

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A cadeira do poder

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Alfama, ontem às 03h07.
Reparem como, bem apertadas, cabem ali duas pessoas.

Mistérios da vida moderna

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Voltar à feira de Grândola ao fim de anos. Rever amigos de infância e adolescência. Ouvir um concerto de José Cid. Divertido. No meu tempo, havia na feira pessoal do monte. Velhos de boné. Dentes tortos. Pele tostada. Camisas aos quadrados, abotoadas no colarinho, jaqueta. Vinham de motorizada. Agora na feira à minha volta vejo as pessoas dos montes. Louros, olhos azuis. Pólos cor-de-rosa com um logótipo ao lado esquerdo. Chegam em jipes. Cantam as músicas do José Cid com seis filhos loiros em volta a cantar músicas do José Cid. O meu mundo a mudar e eu quase sem dar conta.

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09.09.09

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva


Já só faltam 8 dias.

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apresentação

Tudo o que sobe também desce

Conheça a história do ascensor aqui.
  • Guarda-freios:
    João Cândido da Silva
    Ví­tor Matos

    Bruno Faria Lopes
    Luís Miguel Afonso
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    Filipe Santos Costa
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