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elevador da bica

Um submarino com saudades de casa

28 janeiro 2011 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


O submarino foi ao fundo. O Albacora afundou no local onde estava fundeado há dez anos e a Marinha deu o seguinte título ao seu comunicado oficial. "Submarino Albacora apresenta caimento pronunciado à ré e diminuição de flutuabilidade". Hilariante. Resumindo, afundou.

Apesar do complicadómetro eufemístico do título marinheiro é de louvar o esforço de transparência da Marinha ao publicar as fotos do navio afundado, anunciado que daqui a meia hora terá um vídeo on-line sobre o assunto. É positivo, desde que não inviabilize a ida da imprensa do local.

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OE e submarinos: falta de sentido de Estado

03 novembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Há coisas que um primeiro-ministro não pode dizer, mesmo que as pense. O uso que José Sócrates fez ontem dos submarinos para atacar Paulo Portas revela ausência de sentido de Estado e desconsideração pelas Forças Armadas, sobre as quais tem especiais responsabilidades. Primeiro, porque a compra dos submarinos foi decidida por um Governo do PS. Segundo, porque quando Portas chegou à Defesa, o concurso estava praticamente adjudicado e ele até baixou a quantidade da encomenda (de dois para três submarinos). Terceiro, porque, mesmo na oposição, o PS nunca criticou a aquisição dos submarinos. Apoiou-a. Podem criticar-se todas as decisões de Portas ao longo do processo de aquisição, mas a opção de fundo teve sempre o apoio do Bloco Central + CDS. Também não cola a questão da despesa ter aparecido agora de surpresa, pois há anos que se sabe que, sem o outrora famoso leasing operacional - que diluiria a despesa em rendas ao longo dos anos -, os submarinos eram para pagar de imediato.

A argumentação de Sócrates seria válida se acusasse Portas de incompetência na gestão do processo, mas não foi isso que fez. Poderia fazê-lo, por exemplo, com propriedade, no dossiê dos blindados de rodas Pandur que é um caso escandaloso, mal explicado e grave sob muitos pontos de vista e da total responsabilidade de Portas. Ao questionar a opção de base, José Sócrates diz pela primeira vez que é contra a manutenção da capacidade submarina de Portugal, o que é legítimo, mas tem a ver com opções estratégicas relacionadas com a soberania do País sobre as quais nunca se manifestou.

Mais: há dezenas militares a operar os submarinos, que estão às ordens do Governo para arriscar a vida em operações se o poder político assim o entender. José Sócrates não pode dizer o que disse dos submarinos ontem,e amanhã ser confrontado com a necessidade de mandar um submarino disparar um míssil sobre um alvo no estrangeiro, para libertar reféns ou outra coisa qualquer. Pela sua natureza, por estarem ao serviço das opções políticas mais sérias e graves, as Forças Armadas devem ser tratadas, já não digo com respeito, mas com sentido de Estado e de responsabilidade. E ontem, Sócrates, embalado pelo verbo fácil, não esteve à altura.

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Pergunta para mil milhões de euros

10 maio 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Governo vai "suspender as aquisições militares em 2010", escreve o Diário Económico hoje na edição em papel. Os submarinos estão a navegar em testes para serem entregues: como é que o Governo vai suspender a compra dos submarinos, uma vez que só falta a entrega dos navios e o respectivo reflexo nas contas públicas? Vai adiar? Vai vendê-los? Vai usar estratagemas legais para denunciar o contrato? Ou vai mesmo recebê-los?

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Armas, manteiga e soberania

04 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Tudo começou com a necessidade de a opinião pública aceitar os investimentos militares. Em vez do tradicional jogo de soma nula - mais canhões menos manteiga - alguém inventou para os países pobres a fórmula mais canhões e mais manteiga. Quem comprasse canhões (equipamento militar) havia de receber em manteiga (as tais contrapartidas: investimento estrangeiro, encomendas à indústria nacional, etc.) tanto quanto gastasse em canhões.

Esta grande ideia permitiu aos políticos justificarem a compra de equipamento militar não por razões de soberania, mas com a lógica dos saldos: paga um leva dois. Os gastos militares considerados supérfluos pela opinião pública passavam assim a ter uma justificação, a de que esses gastos supérfluos representavam um ganho colectivo por via do investimento, as famosas contrapartidas ou "offsets".

O problema é que as empresas de armamento querem vender armas e estão-se nas tintas para as contrapartidas e para andarem a brincar às agências e investimento. Há casos no mercado internacional em que as empresas preferiram pagar as penalizações por incumprimento das contrapartidas (ex. África do Sul) do que executá-las. Quando isto aconteceu, os portugueses decidiram (ainda no Governo do PS) colocar as penalidades ao nível de 100% do custo do material. Isto gerou contestação nos fabricantes. Ora, qual é a outra maneira de os fabricantes se livrarem das contrapartidas, uma promessa futura cuja qualidade e credibilidade é difícil de analisar nos concursos sem dose de subjectividade? O suborno, para deixar andar. Segundo um académico inglês que entrevistei há anos, especialista na matéria, os fabricantes têm uma verba de 10% em cada concurso para subornar. E aqui todos os estados estão vulneráveis.

A questão de fundo, é esta: a soberania tem custos, os países podem decidir se querem ou não ser soberanos, os cidadãos devem decidir se querem ou não que o seu País mantenha uma certa dose de soberania, ora a soberania tem custos. Não são as contrapartidas que nos pagam a nossa soberania. Devemos ser nós a pagá-la.

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Contrapartidas do submarino alemão foram sempre fracas

01 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Nunca foi escondido que a credibilidade das contrapartidas dos submarinos alemães era fraca. Ganharam o concurso na mesma. Escrevi este lead há a 18 de Dezembro de 2003, no Diário Económico:

«As "perspectivas de concretização" e a "credibilidade" das contrapartidas no valor de 1,2 mil milhões de euros apresentadas pelo German Submarine Consortium (GSC), vencedor do concurso dos submarinos, foram consideradas "fracas" na resolução aprovado pelo Conselho de Ministros e publicada no Diário da República no dia 25 de Novembro. A "qualidade" das contrapartidas apresentadas pelo consórcio alemão também foi classificada com um "médio", enquanto a dos concorrentes-derrotados, os franceses da DCN-I, recebeu um "bom"».

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Curioso

29 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Curioso, o sentido de oportunidade da justiça portuguesa, quando decide tomar iniciativas no processo dos submarinos, dois dias depois de Paulo Portas ter tido um notável reforço de posições nas eleições legislativas.

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