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elevador da bica

Pina Bausch

30 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Nefés, bailado com Istanbul na memória.
Pina Bausch tinha 68 anos e morreu hoje.
Long live the Queen!

Pictures from the office

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"Cristo Rei monument and the "ponte 25 de Abril" towers protruding from the morning fog at Lisbon. We had just taken off bound to Zurich in A319 CS-TTC."
Tirado daqui, um fabuloso blogue fotográfico de trabalho de um piloto de avião.

Quando a política atropela os powerpoints

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Embora todos tenham ficado mal na fotografia – Sócrates, Bava, Ferreira Leite... – só podemos ficar satisfeitos com o fim do negócio-que-não-chegou-a-ser entre a PT e a Prisa, dona da TVI.

Há por aí quem continue a defender a visão tirada dos PowerPoint e folhas de Excel da PT – que este era um negócio essencial para a nova PT, a empresa do Meo e da fibra óptica. Que a PT precisa dos conteúdos, que abortar o negócio é um caminho perigoso de interferência numa empresa privada (que, azar dos Távoras, tem uma golden-share), etc. etc.

Tudo isto até pode ser verdade – ou seja, do ponto de vista do negócio até pode haver um racional, como tentou explicar Bava, na sua desastrada entrevista. Mas esta linha de argumentação apaga o óbvio lado político da questão. E, neste caso, a importância política do negócio – ampliada, admito, pelo actual contexto pré-eleitoral – passa por cima dos powerpoints e dos cálculos dos gestores da PT.

Não perceber isto é não entender o país em que vivemos.

Mistérios da vida moderna

29 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Isto aconteceu: o Dallas Morning News quis ter o seu jornal no Kindle, o leitor portátil da Amazon. Obstáculo: a Amazon queria 70% da receita das assinaturas, deixando apenas 30% para o próprio jornal que investe em produzir as notícias. É injusto, mas é assim. Malcom Gladwell escreve esta história na New Yorker e questiona-se sobre se a informação está condenada a ser gratuita, se isto mata o jornalismo e que alternativas existem.

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As novidades

27 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Expresso diz que o Governo tinha informações desde Janeiro sobre o negócio entre a PT e a Prisa para comprar a TVI e o Semanário Económico traz uma sondgem da Marktest (a única que acertou nas europeias) a dar a vitória ao PSD.

Sócrates entrou em plano inclinado. Não vejo que o consiga inverter. Vamos viver tempos interessantes durante os próximos meses.

Perdoai-lhes, eles sabem o que fazem

26 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Alberto Martins, do PS, e Paulo Rangel, do PSD, apareceram sorridentes, lado a lado, anunciando o nome do novo provedor de Justiça, que tão diligentemente ambos os partidos propuseram em tempo inoportuno. Linda e eficaz aliança que, finalmente, fez o que lhe competia fazer. Só que também se exigia que ambos os partidos, sem assacarem culpas ao outro, pedissem desculpa aos portugueses pelo comportamento nada exemplar que tiveram na primeira parte do processo.

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O desnorte

:: Guarda-freio: Vìtor Matos



O que aconteceu agora neste caso da PT-TVI só pode acontecer em governos de cabeça perdida.
Um dia depois da notícia sobre as negociações entre Portugal Telecom e Prisa sair no i, o primeiro-ministro diz ao Parlamento que não foi informado; nessa noite, a líder da oposição chama-lhe mentiroso; na manhã seguinte, o presidente da empresa diz que o negócio não existe, apesar de haver um comunicado a dizer que existem conversações para fazer o negócio; à noite, o presidente-executivo da mesma empresa, afirma que afinal o negócio existe e é bom para a empresa, embora sem admitir que avisou o Governo; no dia seguinte, o primeiro-ministro anuncia que não haverá negócio nenhum. É uma lição de coerência.



Esta soma de episódios e trapalhadas faz-me lembrar de um Governo que foi despedido porque era só episódios e trapalhadas. Ninguém sai bem do filme:

- Se a administração da PT não conversou com o Governo é porque é irresponsável, porque devia perceber a questão política subjacente a três meses de eleições;

- Se o Governo sabia do negócio e começou por o aprovar é politicamente estúpido porque sabia que ia ser sacrificado na praça pública;


- Se Sócrates não sabia mesmo nada, tinha tido tempo de se informar antes de ir ao Parlamento e nessa altura já devia ter uma resposta sólida que não fosse apenas dizer que não sabia e criar mais confusão ainda;





Conclusão: o goverrno do PS que era uma máquina oleada e organizada, está a fazer um trabalho perfeito para entregar o ouro ao bandido. Parece que anda tudo à nora.

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A boa e a má Manela

25 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Boa Manela
Apareceu diante de Ana Lourenço ungida pela autoridade da vitória eleitoral nas europeias. Pela primeira vez, Manuela Ferreira Leite aparece como líder do PSD sem estar no limbo, sem ir cair no dia seguinte. Se dantes ninguém a ouvia, agora as suas palavras têm poder e consequências: o adiamento do TGV é decorre disso; o fim do negócio PT-TVI é consequência do que disse na entrevista. O facto de passar a ser possível chefe de Governo daqui a uns meses muda tudo. Passa um ar seriedade e serenidade. E a sua narrativa política, que sempre achei que estava errada, agora penso que, não sendo canónica, pelo menos é coerente. E a coerência é mais recompensada do que a mensagem mais trabalhada, mas sem colar com a realidade.

Má Manela
A gaffe: dizer que a maior crise dos últimos 100 anos foi um "abalozinho" ser-lhe-á recordado todos os dias por José Sócrates. Dizer que não fará nada enquanto se mantiver este nível de endividamento seca-a politicamente. Portanto, no programa eleitoral que vier a apresentar, se o PSD não tiver um plano de combate ou de redução da dívida externa, não é credível. Manela acerta no diagnóstico mas não tem terapia. O Governo tem um discurso para a questão do endividametno externo, o da aposta nas energias para reduzir a dependências energética. Manuela não anunciou ainda os seus remédios. Apenas afirma que não fará promessas que não possa cumprir, mas já prometeu que não aumentará os impostos, coisa arriscada tendo em conta os últimos dois exemplos de primeiros-ministros. Finalmente: Não tem uma ideia para um modelo de desenvolvimento do País. Sócrates tinha um eixo que era o Plano Tecnológico. Ela diz apenas que governará melhor e com melhores políticas. Não há um caminho para o país que se infira daqui. Por agora, ainda é muito pouco.

E a boa notícia do ano é...

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

... o Alice in Wonderland, do Tim Burton. Tem o Depp, a Bonham-Carter, a Anne Hathaway, o Matt Lucas do Little Britain, os grandiosos Stephen Fry e Alan Rickman. E tem a cabeça do Tim Burton. As primeiras imagens já saíram – e são lindas. Corações ao alto!

O silêncio sobre a compra da TVI

24 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

A Portugal Telecom é um grupo de telecomunicações no qual o Estado tem uma golden-share.
A TVI pertence ao grupo espanhol Prisa, lida com conteúdos informativos e tem sido a cadeia de televisão mais incómoda para o poder político.

A PT – que até há pouco tempo não mostrava qualquer intenção de voltar a entrar nos conteúdos informativos – vai agora comprar 30% da TVI.

Aqui, entre a turistada que sobe e desce no Elevador, pergunto: é impressão minha ou estão todos muito caladinhos sobre este negócio?

Em dias negros, sinais de bom senso

22 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes


Dias difíceis no Irão – imagino a coragem que será preciso reunir para sair à rua e protestar contra uma eleição roubada, tendo à perna os delicados meninos da Guarda Revolucionária...

Aqui está uma entrevista a Marjane Satrapi, feita na semana passada pelo El País, e que é um exemplo de bom senso e de luta contra o extremismo. A sensibilidade de Satrapi não é gasta só nos livros.

O valor da derrota

17 junho 2009 :: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

"Defeats never make you grow, but you also realise how difficult what I achieved up until today was, and this is something you need sometimes. You need a defeat to give the value to your victories.", Rafael Nadal, 31.05.2009
Ler artigo completo

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Ele há momentos assim na vida

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

O sítio era óptimo - The Daily Catch, um restaurante italiano minúsculo, paredes de ladrilhos brancos, cozinha aberta, peneiras a milhas -, a leitura fascinante e, lá fora, o North End de Boston brilhava ao sol. A minha escolha para o almoço - linguini preto com caranguejo - chegou para fazer companhia à salada e ao copo de branco. E nisto, no segundo em que pousam o meu prato na mesa, passa Radiohead.

Cenário

15 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vamos imaginar que José Sócrates anunciava hoje uma remodelação.
Tirava já os ministros que não queriam continuar outro mandato.
Substituia aqueles que substituiria depois das eleições.
Combinava a tomada de posse dos novos ministros na reunião que terá hoje com Cavaco.
Anunciava isto tudo na comissão política do PS, esta noite, e esvaziava as críticas dos críticos internos.
Na quarta-feira, a moção de censura do CDS seria um fait-divers perante esta notícia e, no Parlamento, Sócrates podia apresentar-se ladeado por minisros novos, como um refresco político e dizer que tinha percebido a mensagem dos portugueses nas europeias.
Ao mesmo tempo, dava o sinal de que este seria um elenco aproximado daquele que proporia ao PR caso ganhasse as eleições legislativas.
Punha assim o seu Governo a votos, que seria sufragado com caras novas, portanto, apelava a um voto para o futuro, em vez de esperar um castigo sobre o passado.
Mas isto é só um cenário.

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Um homem com as poupanças em seu nome

12 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"É um homem com grandes poupanças"
"Sim, tenho poupanças em meu nome"
"Em offshores?"
"Tenho poupanças em meu nome"
"Sim, mas estão em offshores"
"Estão em meu nome"

João Rendeiro, entrevistado hoje, na TVI.

A pré-silly season

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Os sinais de retoma económica são frágeis, mas os de aproximação da silly season mostram uma consistência à prova de cepticismo. Alegrai-vos!

ESTREIA no Elevador: Série "De resto tudo bem"

10 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Depois de uma semana em que Portugal ganhou miraculosamente a essa potência futebolística chamada Albânia e em que empatou com o colosso Estónia, Carlos Queiroz diz que, "tirando os jogos com a Dinamarca e a Albânia em casa [5 pontos]", tudo correu de acordo com "os objectivos".

Há dias, João Rendeiro, ex-presidente do BPP, banco a milímetros do abismo, disse na Assembleia Geral de accionistas que, tirando os problemas com os produtos de retorno absoluto [1.200 mil milhões de euros com que o Estado incharia], o BPP estava bem e até poderia apresentar lucros.

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Piscina vazia

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A propósito do "caso BPP", é extraordinário verificar como muitas pessoas, ao sobrevalorizarem nas suas decisões de investimento expressões como "segurança" e "capital garantido" conjugadas com remunerações acima das médias do mercado, acabam por colocar o dinheiro em produtos de alto risco. De tempos a tempos, as palavras mágicas revelam-se um logro.

Há uns anos, foram os selos. Produtos não regulamentados, em que o preço do activo subjacente, os ditos selos, eram fixados pelas próprias entidades que os comercializavam, atraíram milhares de aforradores ao engano. Incluindo, como agora no "caso BPP", gente com formação e informação suficientes para colocarem mais questões antes de mergulharem numa piscina vazia.

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A lentidão

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


Por motivos de trabalho dei com isto: no programa do PSD em 1991, Cavaco Silva propunha o "alargamento progressivo da escolaridade obrigatoria para 12 anos", que agora José Sócrates vai concretizar. A malta que nasceu nesse ano teria hoje 18 anos e se a medida tivesse sido implementada mesmo muito devagarinho, estavam todos agora com o 12º ano. Era bonito, não era? Basta uma pequena viagem aos arquivos para vermos como neste País é tudo muito leento, muito leeento...

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

António Barreto - discurso esta manhã nas comemorações do 10 de Junho. Curto, límpido, numa das análises mais lúcidas que vi nos últimos tempos sobre a realidade portuguesa. Não complica muito. É só isto: o importante para políticos, empresários, decisores, responsáveis é dar o exemplo.

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Índice de citacionismo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

"O PSD aceitou apenas isso [alterações à lei do financiamento dos partidos] em última instância, para garantir um consenso unânime, que achou que era uma coisa positiva, mas nunca foi a favor, pelo contrário, até foi contra isso".

Paulo Rangel, a justificar o voto favorável do PSD à lei do financiamento partidário vetada por Cavaco.

19 valores no índice de cara de pau e 20 valores no índice da esparregata política que deixa os tendões das virilhas a doer quinze dias

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Arquivo morto no site do Governo

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Quatro anos depois e em ano eleitoral, o Governo remodela, finalmente a sua página principal. A anterior era péssima, a nova é melhor. Só que no afã de se concentrarem no essencial - José Sócrates - esqueceram-se umas coisinhas importantes que lá estavam e deitaram fora o bebé com a água do banho.

Sabe quem foi o primeiro ministro da Agricultura no primeiro Governo do Bloco Central? Quando queríamos saber coisas assim, quem esteve no governo de quem, quando foram feitas as remodelações, íamos ao Arquivo Histórico do site do Governo e estava lá tudo. Agora, clique aqui e veja bem. Está lá o Arquivo Histórico, só que dentro dele não está nada. O Arquivo morreu. É Arquivo Morto. ALÔ, SÃO BENTO?!...

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Elevador da Chica

09 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


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Proibir sondagens é contra a democracia liberal

:: Guarda-freio: Vìtor Matos


O CDS quer proibir as sondagens durante as campanhas eleitorais. Esta posição é um erro político maior. É contra a liberdade de expressão. É contra a liberdade de informação. É contra a liberdade do mercado escolher a empresa que lhe dá mais garantias. É contra o liberalismo, no sentido das democracias liberais, e não fica bem ao CDS fazer uma proposta destas. Aprende-se na faculdade que as leis são gerais e abstractas, mas isso é em abstracto, claro, porque em concreto o CDS quer uma lei para si.


Porque não propor um organismo regulador onde as empresas de sondagens tenham de garantir um patamar mínimo de qualidade? Isto era uma solução viável em democracia. Imagino o que diria o CDS, e com razão, se o sr. Chávez proibisse as sondagesn no seu país. Isto é próprio de ditaduras ou, mais moderno, de autocracias travestidas.


Paulo Portas acha que tem sido prejudicado pelas sondagens. Eis uma visão alternativa:


a) É o baixo valor das sondagens que lhe permite cantar vitória na noite das eleições;

b) Tenho dúvidas que más sondagens afastem eleitorado. Faz com que os eleitores com intenções de votar no partido subavaliado não desmobilizem e tenham a percepção de que o seu voto não pode ser desperdiçado. Funciona ao contrário para o PS: sondagens demasiado favoráveis desmobilizam eleitorado essencial;

c) Na noite em que se demitiu, em 2005, Portas disse que num país civilizado os conservadores não podiam ficar apenas um ponto à frente dos trotskistas, mas agora ficaram 2,5% atrás. Mais uma razão para a noite eleitoral ser uma relação positiva entre as baixas expectativas e o resultado real;

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Cavaco faz o que devia fazer

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Cavaco Silva vetou a lei do financiamento dos partidos. O Presidente da República não podia pactuar com um diploma tão vergonhoso. É um gesto que salva aquilo que ainda se salva do regime, se o regime aceitar o veto. Em todo o Parlamento, só António José Seguro, do PS, votou contra. Agora, na volta do correio, espero que os partidos tenham o bom senso de deixar a lei do financiamento tal como está.

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A grande mentira...

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

... da noite eleitoral europeia, segundo uma informação publicada nos jornais, foi quando Mário Lino, ministro da Obras Públicas, saiu do Altis a dizer que ia comprar cigarros.

Ele fuma cachimbo.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"Golpe de Estado e a espuma", no Bissau Calling, from our man in Bissau.

Ninguém sabe gerir obras no país das obras públicas

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Porque sabe onde pisa institucionalmente, o presidente do Tribunal de Contas não quis fazer comentários sobre os investimentos públicos planeados pelo Governo.

Mas não precisa de os fazer – o que Guilherme d'Oliveira Martins tem a dizer sobre a forma como se planeiam, gerem e financiam obras públicas em Portugal já deveria ser suficiente para deixar toda a gente a pensar.

Alguns exemplos: falta planeamento nas obras, falta acompanhamento na execução e falta ao Estado perceber como funciona o modelo de parcerias público-privadas (que vai financiar 33% do plano Sócrates de obras públicas). Outros exemplos, tristes e reveladores, estão no relatório sobre derrapagens nas obras públicas, cujas conclusões principais estão aqui (páginas 40 e 41).

Oliveira Martins diz que quando fazemos obras em casa é natural que haja desvios – natural porque não somos profissionais. Tal já não é natural no caso dos gestores públicos, profissionais que gerem o dinheiro dos contribuintes.

Seria bom pensar nisto agora que o Estado português se prepara para mais um regresso nostálgico ao Fontismo.

Visto da janela do Elevador

08 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Enquanto o governador do Banco de Portugal e toda a comissão de inquérito sobre o caso BPN aguardam há meia hora pelo deputado que falta, Nuno Melo, este dá uma mini entrevista aos jornalistas nos corredores do Parlamento.

Quando tudo está em jogo, as pessoas votam

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

A Lebanese policeman inspects voters' identity cards as they wait in line to cast their ballots at a polling station in Zahle, in the Bekaa valley June 7, 2009.
Iranian-backed Hezbollah and its allies are looking to defeat Lebanon's ruling U.S.-backed coalition in a tightly contested general election on Sunday.
REUTERS/Mohamed Azakir

Post para um engenheiro técnico reflectir

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Sócrates ganhou as legislativas de 2005.
Sócrates perdeu as autárquicasde 2005.
Sócrates perdeu as presidenciais de 2006.
Sócrates ganhou as intercalares de Lisboa em 2007.
Sócrates perdeu as europeias de 2009.

Se Sócrates não percebe que está sintonizado no tom errado, que os portugueses não gostam de ver políticos a rejubilar com triunfalismos exagerados quando à sua volta tudo arde, se não entende que só pondo de lado a sua insuportável arrogância e dos seus ministros, pode evitar outro desastre nas legislativas.

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Nota Alegre

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O PS teve menos do que um milhão de votos.

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Crise de fé

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

A partir de hoje acreditamos em quê? As sondagens falharam (quase) todas e não foi por poucos. Andaram a distribuir os indecisos com base nas eleições atípicas de 2005 e depois deu nisto. As empresas especializadas deviam dar explicações.

E as campanha? Para que serve uma boa campanha? Uma campanha opulenta e ultra bem organizada, profissionalíssima, como a do PS, leva uma cabazada. E a do PSD, pobrezinha, feia, sem qualquer sentido mediático, ganha. Isto prova mais um bocadinho que é escusado vender gato por lebre, que as pessoas não são parvas e que as campanhas, os slogans, os cartazes não valem tudo. Velm pouco, ou valem o que valem os candidatos. Ou o que vale é o que as pessoas sentem na pele. Os comícios cheios de militantes excursionistas em autocarros pagos pelo partido não acrescentam um voto.

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Bloco Central

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Por acaso estou em desacordo com o Bruno. Estes resultados, se fossem nas legislativas, reforçavm a ideia de um Bloco Central. Nem PS nem PSD teriam maioria coligados com os seus parceiros naturais. O país entraria numa deriva de desgoverno. Ninguém conseguia aprovar coisa nenhuma no Parlamento. A repetirem-se resultados semelhantes, o Presidente a República torna-se o elemento central do sistema. O que viria a seguir? Ninguém sabe.

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CDS: afinal o Pai Natal existe

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Nuno Melo disse que as sondagens eram como o Pai Natal, não existiam. Afinal, o Pai Natal existe e deixou dois deputados no sapatinho do CDS, que alegria no Caldas. Paulo Portas salvou-se à tangente, aliás, salva-se sempre à tangente. Os conservadores têm de agradecer ao Pai Natal, ao menino Jesus, ao caso do BPN aos abstencionistas, que correram em massa não se sabe bem para onde num dia pouco simpático para praias.

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Bloco: a triplicação dos pães

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

A vitória do PSD é a desgraça do Bloco. Os três deputados que ontem eram impossíveis de alcançar já ninguém lhos tira, mas com a bipolarização nas legislativas, muito do voto de protesto escapulirá de novo para a proveniência, o PS.

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PSD: a razão a quem não a tinha

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Manuela Ferreira Leite não sabe fazer campanha. Paulo Rangel foi escolhido tarde e a más horas. Escrevemos ambas as ideias neste blogue. Eu recuo. O PSD ganhou as eleições. E se a estratégia de Manuela não parecia minimamente segura, pelo menos resultou e isso já é bom que chegue para o PSD. A liderança ganha a força e a autoridade interna que nenhuma liderança do PSD teve nos últimos anos. Pouca gente dentro do PSD acreditava num resultado como este. As oposições a MFL têm de meter a viola no saco e esperar pelas legislativas. Não esquecer Paulo Rangel. Um nome a ter em conta em todas as listas que se fizerem nos próximos anos de possíveis candidatos à liderança do partido.

Passei o serão a trabalhar na sede do PSD, já lá estive muitas noites eleitorais macambúzias e há muito que não se via aquela gente com uma alegria destas.

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PS: resultado sub-santanista

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O PS e José Sócrates tiveram um resultado pior hoje do que Santana Lopes e o PSD nas legislativas de 2005. Se o primeiro-ministro não volta ao palco agora com uma atitude um bocadinho mais humilde, as pessoas não o vão respeitar. É preciso qeu seja menos arrogante, mais ouvidor e atento, menos artificial no relacionamento com o povo - nos comícios, nos lugares onde vai - porque parece que os votantes percebem que arrogância e propaganda não colam com a realidade da vida que se leva.

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Adeus bloco central, olá ingovernabilidade

07 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Perto das 0h00. Resultados com supresas:

1. Cinco pontos do PSD sobre o PS (eu não esperava tanto)
2. Bloco assume-se como terceiro partido, com 10,7% (dez vezes mais do que há dez anos)
3. Somando o BE à CDU, temos 21,1% de votos na esquerda esquerda (a proletária e a urbano-intelectual). Ou seja, nestas eleições parte do bloco PS partiu-se e flutuou para a esquerda.
4. Com os seus 8,3% o CDS mantém-se vivo e pode vir a ser opção para o PSD.
5. A abstenção nestas eleições não se repetirá nas legislativas (nem nas autárquicas, pelo meio) - onde votará, ninguém sabe.

Daqui saltam à vista duas conclusões óbvias: 1) quem votou disse não à opção de bloco central (portanto, por favor, vamos parar de falar nisso); 2) não querendo acenar com o fantasma da ingovernabilidade (que palavra), mas acenando, digo que vêm aí tempos instáveis na política portuguesa.

Uma certeza: vai ser mais divertido (e bom para a minha profissão).

E falta bater nas sondagens

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Que são apenas sondagens – mas saíram bem ao lado...

Análise à queima roupa

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Para já, às 20h20, é possível dizer isto:

1. O cartão amarelo à liderança socialista está mostrado.
2. O cartão vermelho à maioria absoluta está mostrado.
3. A grande maioria dos portugueses não passou cartão a estas eleições, tal como era esperado.
4. Os poucos que foram votar desviaram votos do PS para a direita e para a esquerda.
5. Com o exemplo Vital fica mais uma vez provado que é bem mais fácil escrever postas num blogue do que ir para o terreno. E que professores não dão bons políticos.
6. Vencida fica a teoria-de-que-as-crises-beneficiam-o-partido-no-poder, posta em voga no ano passado: eleitores em Espanha, Irlanda, Grécia, Hungria e Letónia castigaram os partidos à frente dos respectivos governos.
7. Mas vencida fica também a teoria de que, por estar no governo, o partido no poder é castigado: Merkel e Sarkozy deslizaram, mas venceram.
8. Na Europa, a esquerda sai derrotada e não é capaz de capitalizar uma conjuntura única de crise social e económica: a viragem é à direita.

6-1, 7-6, 6-4

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

O melhor jogador da era Open, Roger Federer, segundos depois de ter ganho o Grand Slam que lhe faltava: Roland Garros.

Lido no Elevador

06 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

A lista, de Ana Cássio Rebelo, sobre o rol de "individualidades" que apoia o movimento pela igualdade no casamento. Uma bela posta.

Tiananmen foi só para lixar a CDU

05 junho 2009 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

O Avante explica tudo aqui, a propósito das eleições europeias:

«Por último, a animação do preconceito anti-comunista como forma de tentar impedir que muitos dos que se sentem atingidos pela política de direita do Governo PS, alguns dos quais votantes no PS, possam reconhecer na CDU (...) a opção mais segura para castigar a política de direita. Entre outras situações, foi particularmente evidente e escandaloso o papel a que se prestou a RTP na operação montada pelo PS a partir dos incidentes nas comemorações do 1º de Maio em Lisboa, ou a recuperação de acontecimentos com 20 anos, nas vésperas das eleições, como os ocorridos em 1989 na República Popular da China

Meanwhile, in Cairo...

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

... este senhor fez um discurso que pode fazer a diferença. Para melhor, claro.

Liberdade e bom gosto

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Pela primeira vez desde o nascimento do Elevador da Bica, decidimos remover um comentário, anónimo, que utilizava linguagem que consideramos imprópria para um espaço de liberdade e saudável confronto de pontos de vista.

O referido comentário foi suscitado pela referência ao texto de Alberto Gonçalves, "A Estrela guia", publicado na revista "Sábado". Tomaremos decisões semelhantes sempre que tal se nos afigure justificado.

O rebelde desconhecido, 20 anos depois

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes


The meaning of his moment — it was no more than that — was instantly decipherable in any tongue, to any age: even the billions who cannot read and those who have never heard of Mao Zedong could follow what the "tank man" did. A small, unexceptional figure in slacks and white shirt, carrying what looks to be his shopping, posts himself before an approaching tank, with a line of 17 more tanks behind it. The tank swerves right; he, to block it, moves left. The tank swerves left; he moves right. Then this anonymous bystander clambers up onto the vehicle of war and says something to its driver, which comes down to us as: "Why are you here? My city is in chaos because of you." One lone Everyman standing up to machinery, to force, to all the massed weight of the People's Republic — the largest nation in the world, comprising more than 1 billion people — while its all powerful leaders remain, as ever, in hiding somewhere within the bowels of the Great Hall of the People.

O homem do tanque entrou na História um dia depois do massacre.
Faz hoje exactamente 20 anos.

Sobre a pressão alta dos clientes do BPP

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Isto é que é pressionar o poder político. Parece-me claro que se alguns clientes mais activos do BPP - os mais desesperados, imagino - não tivessem ido para a rua fazer barulho a solução para os seus problemas seria adiada para as calendas gregas.

O BPP deveria cair, assumindo clientes, accionistas e Estado (na medida em que teria que garantir os depósitos) as suas devidas perdas. Os clientes poderiam, então, processar os reguladores (CMVM e Banco de Portugal) por incompetência grosseira. Os accionistas poderiam ir atrás da gestão do banco e dos auditores. O governo ganharia uma boa razão para acordar a regulação financeira portuguesa do seu soninho letárgico.

Contudo, depois de ter corrido a salvar o BPN - seguindo o argumento pouco sustentado do "risco sistémico" - Governo e Banco de Portugal deveriam pressionar e acelerar a resposta possível que prometeram para os problemas dos clientes do BPP. Desde Dezembro de 2008 que os clientes - que socialmente sofreram logo aquele estigma de terem as suas poupanças no "banco dos ricos" - já viram adiada por três vezes a possibilidade de poderem tocar em algum do seu dinheiro.

Do lado da "coisa pública" há que perceber a situação destas pessoas e trabalhar mais depressa. Do lado dos clientes há que entender que isto não é admissível e joga contra os seus objectivos.

Lido no Elevador

04 junho 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"A Estrela guia", por Alberto Gonçalves, na "Sábado", sobre o parecer da ERC em que o regulador condena o "Jornal Nacional" da TVI, com destaque para o argumento de Estrela Serrano que considera a "muito peculiar linguagem gestual e facial" de Manuela Moura Guedes como uma "violação grave dos princípios do rigor e isenção da informação".

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Tráfico

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Aqui está uma notícia reveladora de como, neste Portugal dos pequeninos, se faz tráfico de influências, num circuito fechado em que a passagem pela política ou a proximidade com o poder são elementos decisivos para distinguir entre o "sucesso" ou o fracasso nos negócios. O que não falta nestas ligações promíscuas são varas, se é que me faço entender.

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Cavaco esclarece, mas tarde

03 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Cavaco explicou hoje, com toda a clareza, a questão das acções da SLN. Parece-me que a questão fica esclarecida, depois destes dois posts a criticá-lo. Só é pena que o Presidente não o tenha feito antes. Quem está na sua posição política, deve ter presciência, e tem de se presevar, preservando a instituição presidencial - a única referência de jeito que ainda há hoje neste país. Se o Presidente tivesse dito mais cedo o que disse hoje, poupava-se a uma polémica desnecessária. Devia tê-lo dito há uma semana ao Expresso ou revelado os mesmos factos com a mesma límpida clareza logo em Setembro de 2008. Continuo a achar que fez um comunicado cheio de manhas, quando a limpidez só o beneficiaria.

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Educação e boa educação

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A boa educação já foi um valor mais prezado na política. De qualquer forma, se a deputada Ana Drago acha que é à traulitada na bancada que se devem fazer os debates no Parlamento, alguém devia avisá-la que os contribuintes acabaram de pagar uma remodelação das instalações da Assembleia e que convinha não começar já a estragar o material.

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Simply Roger!

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

Finalmente, Roger Federer arranjou um treinador. Depois de todos os comentadores e fãs terem passado os últimos meses a implorar que Federer arranjasse orientação física/técnica/psicológica em consequência dos seus pobres resultados, o tenista suiço decidiu dar ouvidos à malta. Esperemos que isso o ajude a ganhar Roland Garros e a assegurar o seu lugar como o melhor jogador de ténis de todos os tempos (igualando o record de Sampras de 14 grand slams, mas conseguindo algo que o americano nunca conseguiu: ganhar em Paris).



A propósito de ténis, hoje faz anos o grande Rafa. Parabéns Nadalek (é assim que os amigos lhe chamam)!

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What's it like to be young, rich and beautiful in 2009?

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes


É um daqueles trabalhos à Vanity Fair: um cruzamento entre o (deliciosamente) superficial e a força da ideia, como se fosse um vinho-puta com um grande final de boca. "A Bite off the Upper Crust" é um trabalho do fotógrafo Bruce Webber (associado a esta reportagem) sobre os herdeiros de grande fortunas e nomes com peso. Entre a miúdagem reconhecem-se alguns: Hearst, Trump, Kushner, Casiraghi, Mondavi. As imagens manipulam: mostram pessoas bonitas e irresistivelmente despreocupadas, produtos acabados da moda. Mas também são reveladoras - lá estão aqueles olhares de quem sente que tem tudo por direito, mas também os outros, mais perdidos, para quem o tudo já pouco deixa a aspirar. Ou, se calhar, nada disto é verdade - na era da imagem, nada mente mais do que uma imagem. E ninguém sabe isso melhor do que o gangue da Vanity Fair.

Venha mais um imposto

02 junho 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Faria bastante mais sentido dar arranque à discussão sobre a reforma do financiamento da União Europeia através da análise sobre a forma como são aplicados os recursos com o objectivo de perceber onde se podem obter ganhos de eficiência. Acontece que racionalizar a despesa significa fazer escolhas e fazer escolhas significa criar descontentamentos junto de interesses instalados.

Sendo assim, avança-se para a solução do costume, fácil e rápida. Lança-se um imposto, arrecadam-se mais receitas e evita-se essa tarefa maçadora de gerir com critério o dinheiro dos contribuintes europeus. Paulo Rangel garante que só apoia a ideia se ela não resultar numa subida da carga fiscal. Veremos.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"O 'banco do PSD' (resposta a José Manuel Fernandes)", por Vital Moreira, no "Público", em que o candidato do PS ao Parlamento Europeu mete os pés pelas mãos e mistura alhos com bugalhos, para tentar explicar por que defende que a liderança do PSD deve dar explicações ao país sobre o "caso BPN".

Pelo fino recorte populista, assinala-se apenas o argumento de que o silêncio dos laranjas os impedirá de "elidir a alcunha popular do BPN como 'o banco do PSD'". Hilariante se não fosse lamentável, vindo de alguém de quem se esperava elevação e dignidade no combate político. Parece que o estilo do chefe contamina com mais velocidade do que a Gripe A.

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Bing!

:: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso


Embora o lançamento oficial só esteja marcado para amanhã, já é possível aceder à pagina do novo motor de pesquisa da gigante Microsoft. Com um design mais apelativo do que o líder google, o Bing, que antes se chamava Kumo, possibilita encontrar diversas categorias conteúdos no universo da Web, só em português ou só em Portugal. Nada de novo, dirão os mais atentos. Então, o que o distingue do yahoo ou do google?

1. Home page mais apelativa
2. Preview de páginas e vídeos de forma bastante intuitiva. No caso dos vídeos, bastará passar o rato pelo thumbnail (imagem de tamanho reduzido) para ver um preview.
3. Bing travel para pesquisar os melhores e mais baratos voos e hotéis.
4. A possibilidade de refinar o resultado da procura através do Explorer Pane.
5. Bing shopping possibilita comprar a partir daqui em vários sites, apresentando críticas aos produtos e muita informação relacionada para que se possa comprar com confiança.

Mas mais importante que tudo isto é: se pesquisarem por "Luis Afonso" no google, o meu site de fotografia aparece em terceiro lugar; no Bing, aparece em primeiro. Não há dúvida que o Bing é o futuro!

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

"Vital, o ordinário candidato", no Portugal dos Pequeninos.

Abstenção como sinal de maturidade

01 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Num regime democrático consolidado, a abstenção é um sinal de que a democracia vive e está madura.

Significa que os 60% ou 70% que não votarem no próximo fim-de-semana aceitam o resultado eleitoral decidido apenas por 30% ou 40% dos compatriotas, sem pegarem em armas para dizerem: nem pensem em considerar estes resultados sem o nosso voto!

As democracias existem quando os derrotados nas eleições aceitam ser governados pelos que ganharam (sem pegar em armas que não sejam as das regras democráticas e constitucionais). E quando os que não participam, seja lá porque for, confiam e aceitam que os outros decidam por eles.

Não é lá muito saudável, mas tem esta lado bom. Num País com tantos anos e história e tão poucos de democracia, não é coisa pouca.

Ideia a partir deste texto do João Miranda no Blasfémias.

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Vale tudo

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A oposição não utilizou o "caso Freeport" como arma de arremesso político e fez muito bem. A situação está em investigação, o primeiro-ministro não é arguido e a presunção da inocência tem que ser respeitada pelas instituições democráticas, o que inclui os partidos políticos.

O PS, pelo que se vai escutando e lendo, está-se nas tintas para isto e insiste em revelar uma total falta de escrúpulos na manipulação do "caso BPN" com o objectivo de manchar a actual liderança do PSD e de tentar prejudicar o partido laranja nas eleições para o Parlamento Europeu.

Vital Moreira foi o primeiro a mergulhar no lodaçal, seguiram-se os trauliteiros que estão sempre disponíveis para chegar a lama à ventoinha e agora chegou a vez de Ana Gomes. Não entendem que, ao introduzirem o tema na campanha e da forma demagógica e populista como o fazem, revelam mais sobre a sua hipocrisia e escassez de princípios do que sobre as entidades que querem atingir.

A desonestidade intelectual vai ao ponto de exigirem uma tomada de posição por parte de Manuela Ferreira Leite, sobre quem não recai qualquer suspeita de ligação aos eventos que afundaram o BPN, enquanto se mostram bem menos assertivos e exigentes no que se refere às responsabilidades de Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal e camarada de partido que teve mão mole na prevenção da "roubalheira".

Uma coisa, pelo menos, fica clara. Para estes ilustres protagonistas da vida política portuguesa, vale tudo, desde que tenha a mais leve possibilidade de conquistar votos.

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Sucesso estrondoso

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Ao ler notícias como esta sobre os prejuízos e os passivos acumulados pelos maiores clubes de futebol fico sem perceber o que querem dizer as vozes que clamam ser o desporto-rei uma "indústria" de sucesso em Portugal.

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Lido no Elevador

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Obrigados a votar?", por Pedro Magalhães, no "Público", sobre a proposta de Carlos César para que o voto passe a ser obrigatório e como esta medida não resolve os problemas que pretende superar, enquanto tenta resolver situações que não existem.

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O verdadeiro momento Chávez de Pinho

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O ministro da Economia, Manuel Pinho, recusa dar ao Parlamento o contrato do Estado com o Grupo Pestana para a exploração das Pousadas de Portugal (aqui). Os deputados estão a fazer a sua obrigação constitucional: fiscalizar os actos do Governo. Mas o Governo acha que não deve ser fiscalizado, por isso esconde documentos que deviam ser públicos e evita o escrutínio que faz com que este regime se chame Democracia. Há aqui uma visão muito especial da Democracia por parte do ministro Pinho, ou estou a ver mal?

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Foi você, Roger Federer, que pediu um Roland Garros?

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

O cliché a propósito da saída prematura de Rafa Nadal de Roland Garros: "É desta que o Federer [o homem com o ténis mais esteticamente irrepreensível do planeta] ganha o que lhe falta".

Espero que sim. Já basta um Pete Sampras.

(Mas fica aquele vazio: não vai haver redenção final em Roland Garros, uma vitória em cinco sets contra Nadal. Um Wimbledon-heróico-ao-contrário, como aconteceu em 2008).

Um tiro de pólvora seca contra Cavaco

:: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Confesso que fiquei com uma certa azia depois de ter lido a notícia do Expresso sobre o envolvimento de Cavaco Silva na SLN. Pareceu-me uma tentativa - quiçá bem sucedida, mais à frente se verá - de trazer o nome de Cavaco, que tem estado na periferia do tema BPN, mais para o centro da questão.

O problema é que, pelo menos por enquanto, o Expresso não tem nada - e, nestas condições, parece que está a mencionar de forma gratuita o nome do Presidente, misturando ainda ao barulho o facto de a filha de Cavaco também ter investido em acções do BPN (ainda mais gratuito, dentro da vacuidade da história).

Cavaco disse aqui nada ter comprado e vendido ao BPN, facto que resiste à história do Expresso (comprar acções é investir no banco, e não comprar ao banco; de resto, tudo se passou quando ainda não estava em Belém).

Face aos rumores que para aí andam nos jornais sobre Cavaco e o BPN - muito devido às amizades do Presidente... - percebe-se a tentação do Expresso. Mas queimar um cartucho desta forma - e levar para o lamaçal, sem factos concretos, uma instituição política - parece, no mínimo, bastante precipitado.

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Tudo o que sobe também desce

Conheça a história do ascensor aqui.
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