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elevador da bica

Nota Alegre

08 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O PS teve menos do que um milhão de votos.

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Crise de fé

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

A partir de hoje acreditamos em quê? As sondagens falharam (quase) todas e não foi por poucos. Andaram a distribuir os indecisos com base nas eleições atípicas de 2005 e depois deu nisto. As empresas especializadas deviam dar explicações.

E as campanha? Para que serve uma boa campanha? Uma campanha opulenta e ultra bem organizada, profissionalíssima, como a do PS, leva uma cabazada. E a do PSD, pobrezinha, feia, sem qualquer sentido mediático, ganha. Isto prova mais um bocadinho que é escusado vender gato por lebre, que as pessoas não são parvas e que as campanhas, os slogans, os cartazes não valem tudo. Velm pouco, ou valem o que valem os candidatos. Ou o que vale é o que as pessoas sentem na pele. Os comícios cheios de militantes excursionistas em autocarros pagos pelo partido não acrescentam um voto.

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Bloco Central

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Por acaso estou em desacordo com o Bruno. Estes resultados, se fossem nas legislativas, reforçavm a ideia de um Bloco Central. Nem PS nem PSD teriam maioria coligados com os seus parceiros naturais. O país entraria numa deriva de desgoverno. Ninguém conseguia aprovar coisa nenhuma no Parlamento. A repetirem-se resultados semelhantes, o Presidente a República torna-se o elemento central do sistema. O que viria a seguir? Ninguém sabe.

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CDS: afinal o Pai Natal existe

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Nuno Melo disse que as sondagens eram como o Pai Natal, não existiam. Afinal, o Pai Natal existe e deixou dois deputados no sapatinho do CDS, que alegria no Caldas. Paulo Portas salvou-se à tangente, aliás, salva-se sempre à tangente. Os conservadores têm de agradecer ao Pai Natal, ao menino Jesus, ao caso do BPN aos abstencionistas, que correram em massa não se sabe bem para onde num dia pouco simpático para praias.

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Bloco: a triplicação dos pães

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

A vitória do PSD é a desgraça do Bloco. Os três deputados que ontem eram impossíveis de alcançar já ninguém lhos tira, mas com a bipolarização nas legislativas, muito do voto de protesto escapulirá de novo para a proveniência, o PS.

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PSD: a razão a quem não a tinha

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Manuela Ferreira Leite não sabe fazer campanha. Paulo Rangel foi escolhido tarde e a más horas. Escrevemos ambas as ideias neste blogue. Eu recuo. O PSD ganhou as eleições. E se a estratégia de Manuela não parecia minimamente segura, pelo menos resultou e isso já é bom que chegue para o PSD. A liderança ganha a força e a autoridade interna que nenhuma liderança do PSD teve nos últimos anos. Pouca gente dentro do PSD acreditava num resultado como este. As oposições a MFL têm de meter a viola no saco e esperar pelas legislativas. Não esquecer Paulo Rangel. Um nome a ter em conta em todas as listas que se fizerem nos próximos anos de possíveis candidatos à liderança do partido.

Passei o serão a trabalhar na sede do PSD, já lá estive muitas noites eleitorais macambúzias e há muito que não se via aquela gente com uma alegria destas.

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PS: resultado sub-santanista

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O PS e José Sócrates tiveram um resultado pior hoje do que Santana Lopes e o PSD nas legislativas de 2005. Se o primeiro-ministro não volta ao palco agora com uma atitude um bocadinho mais humilde, as pessoas não o vão respeitar. É preciso qeu seja menos arrogante, mais ouvidor e atento, menos artificial no relacionamento com o povo - nos comícios, nos lugares onde vai - porque parece que os votantes percebem que arrogância e propaganda não colam com a realidade da vida que se leva.

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O Independente Vital

14 maio 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Depois de se demarcar da papa Maizena,
depois de dizer que não escolhia Barroso se o PSE ganhasse,
depois de dizer que as europeias não são para debater assuntos nacionais e de Sócrates vir desdizê-lo,

Vital Moreira diz que se fosse o Lopes da Mota suspendia o lugar no Eurojust enquanto decorresse o processo disciplinar, no mesmo dia em que Sócrates defendeu o contrário no Parlamento.

Podem dizer o que quiserem do homem, mas boneco telecomandado ele não é.

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