27 setembro 2009
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
Na Alemanha, os eleitores optaram pelo
fim do "bloco central". Merkel ganha com um resultado medíocre, mas poderá fazer uma maioria com os liberais, seus parceiros favoritos.
Etiquetas: Alemanha, Angela Merkel, bloco central
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08 junho 2009
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Por acaso estou em desacordo com o
Bruno. Estes resultados, se fossem nas legislativas, reforçavm a ideia de um Bloco Central. Nem PS nem PSD teriam maioria coligados com os seus parceiros naturais. O país entraria numa deriva de desgoverno. Ninguém conseguia aprovar coisa nenhuma no Parlamento. A repetirem-se resultados semelhantes, o Presidente a República torna-se o elemento central do sistema. O que viria a seguir? Ninguém sabe.
Etiquetas: bloco central, europeias
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04 maio 2009
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
Se nenhum dos dois partidos tiver maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, poderá não haver outra saída para PS e PSD que não seja a reedição do Bloco Central. Até porque a situação das finanças públicas e da economia vai ser demasiado grave para ficar exposta à fragilidade de um Governo minoritário, caso os socialistas, presumíveis vencedores de acordo com as sondagens actuais, não quiserem ou não tenham condições para fazer alianças com o CDS ou com um dos partidos da extrema esquerda.
No primeiro caso, Sócrates arriscar-se-á a ter que enfrentar uma forte oposição interna da ala esquerda do partido. Em qualquer dos segundos casos, afrontará uma boa parte dos eleitores que confiam no lado mais social-democrata, moderado e menos esquerdista do PS.
Por motivos tácticos, não convém a socialistas e sociais-democratas admitirem a possibilidade de uma coligação semelhante à que conduziu os destinos do país entre 1983 e 1985. Seria uma forma de reconhecerem antecipadamente o falhanço dos seus objectivos eleitorais, o que poderia ter um efeito desmotivador sobre os eleitores que terão de tentar conquistar durante os próximos meses.
Admitindo que Sócrates não se demite da liderança dos socialistas caso não consiga alcançar uma nova maioria absoluta, será interessante perceber quem poderá ter de "engolir o sapo" do lado do PSD. Perdidas as eleições, Manuela Ferreira Leite será susbtituída. Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho já assumiram publicamente estar contra o Bloco Central, o que tornará difícil, mas não impossível, a sua reedição caso um deles seja o sucessor de Ferreira Leite. Rui Rio ainda não se comprometeu. Será o autarca do Porto a fazer o papel de Mota Pinto de José Sócrates?
Etiquetas: bloco central, legislativas 2009
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28 abril 2009
:: Guarda-freio: Vìtor Matos

José
Pacheco Pereira tem razão:
esta a notícia do
Diário Económico não faz sentido, a partir do momento em que Manuela Ferreira Leite fez o seu esclarecimento à
Lusa. Neste caso, a peça do
DN, que JPP tanto costuma criticar, é exemplar. Mas também não fazem sentido as críticas obsessivas de JPP aos jornalistas sem que a líder do seu partido passe sem uma crítica. Ferreira Leite está muito melhor, como se viu na entrevista (mole) de Mário Crespo, mas continua a ser um exemplo de inabilidade política.
Se não queria deixar que pairassem quaisquer dúvidas sobre o Bloco Central, nunca responderia:
"Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite. Em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses - interesses no sentido do País - são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então com dificuldade haverá um Governo que possa contribuir para a melhoria do País."
Um político sabe o que as suas palavras valem. Se era contra o Bloco Central, teria de responder que não, jamais aceitaria uma solução dessas. A interpretação dos jornalistas com base nesta afirmação não é abusiva, é absolutamente legítima e correcta. Mas o costume, nas entrevistas de Ferreira Leite, é nos minutos seguintes ela ter de explicar o que acabou de dizer, desdizendo o que disse, o que é que se há-de-fazer?
Adenda - Na edição em papel, a notícia do Diário Económico tem um título diferente da edição on-line - "O Governo está a ceder aos grandes grupos" - e um enfoque que não é o mesmo a que JPP se refere.
Etiquetas: bloco central, cepo político, Pacheco
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