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elevador da bica

Retratos do lazer, Praga

30 junho 2007 :: Guarda-freio: Vìtor Matos



Retratos do Lazer, Praga

:: Guarda-freio: Vìtor Matos




Assinamos por baixo...

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

... o oportuno aviso, via Bloguitica, via Arrastão.

Controlo

18 junho 2007 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Nesta história sobre as negociações entre a CIP e o Governo sobre o estudo de uma localização alternativa à Ota para o novo aeroporto de Lisboa, uma coisa parece ficar clara, caso se tomem como verdadeiras as revelações de Francisco Van Zeller e de Rui Moreira. A chamada sociedade civil é muito pouco autónoma e deixa-se sistematicamente condicionar pela vontade do Governo.

Na situação em apreço, organizações como a Associação Comercial do Porto foram afastadas da iniciativa porque o Executivo preferia dialogar apenas com a CIP, provavelmente para reduzir eventuais impactos no caso de o estudo parecer resultar de um largo consenso entre a classe empresarial.

O líder da confederação da indústria enfiou a viola no saco e fez aquilo que o Governo pediu. A "irreverência" tolera-se, mas desde que esteja controladinha.

O Elevador da Bica errou

15 junho 2007 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Neste post, devia ter falado em taxa e não em imposto. Pelo erro, peço desculpa aos leitores do Elevador da Bica.

Correia de transmissões

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se a polémica da transmissão do 10 de Junho na RTP fosse com um Governo (um qualquer) e não com o venerável Presidente, "Aqui d' el Rei" era um escândalo de interferências, manipulações e pressões na televisão do Estado. Assim, não se passa nada. É ridículo fazer-se uma retransmissão e, além do mais, abre um precedente grave. Alguém se lembra que o presidente também é um órgão político independente do qual a RTP deve manter-se? E que os presidentes não são reis, também concorrem a eleições, tendo o actual a possibilidade de concorrer a mais um mandato?

Para o ano é que é

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Com este accionista, o Benfica vai, finalmente, poder adquirir os craques a que tem direito. Por exemplo, o Rothko, o Lichtenstein, o Warhol e, por que não?, também o Magritte.

Elevador da Boca

14 junho 2007 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Deve haver papilas gustativas na parte do cérebro que nos guarda a memória. No turismo rural do Monte das Faias, em Grândola, uma cozinheira do Carvalhal fez-nos umas migas gatas (migas de pão com bacalhau assado) encomendadas de véspera. Uma delícia. Passaram quatro dias e continuo a salivar sempre que me lembro.

A solução de sempre

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Para financiar as rodovias, de que se lembrou o Governo? De conter a despesa inútil e improdutiva? De eliminar gastos excessivos e injustificados numas áreas para acorrer a necessidades de investimento noutras? De acabar, de vez, com as SCUT, esse fantástico milagre das auto-estradas "gratuitas"?

Nada disto. Optou pela solução mais fácil e cómoda, criando mais um imposto. Para um Governo que começou por garantir que não procederia a aumentos nos impostos, para logo a seguir subir a taxa normal do IVA, não está nada mal.

Ensaio sobre a estupidez

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

José Saramago: "Não conheço nada mais estúpido que a esquerda."

Parafreaseando o Quiosque que é publicado na edição de hoje do Correio da Manhã, dizer que a direita é estúpida é, já de si, um sinal de muita arrogância e de escassa inteligência. O mesmo se pode dizer de quem, do alto da sua superioridade moral alicerçada não se percebe bem em quê, considera agora que, afinal, estúpida é a esquerda.

A Estrada

12 junho 2007 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Cinzas do Apocalipse, um pai e um filho, a natureza humana, o mal, e a bondade. O livro afunda-nos no medo, um medo profundo da crueldade humana, animalesca. Ao mesmo tempo, mantém à tona uma crença positiva no nosso género, como se houvesse algo de intrinsecamente bom no ser humano. O horror, afinal, tem uma janela por onde se pode fugir. "A Estrada", de Cormac McCarty (Relógio dÁgua), foi uma boa maneira de começar as férias.

Cegos, surdos e mudos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Para poderem colaborar com o Governo, as organizações da sociedade civil têm que aceitar a lei da rolha, abstendo-se de dizer aquilo que pensam. À semelhança do "caso DREN", também desta vez é um director que assume o papel de censor de serviço e de voz do dono.

Um porta-voz do Ministério da Educação afirma que, ao expressar publicamente pontos de vista divergentes em relação aos que foram defendidos pela ministra, foi a própria Associação dos Professores de Matemática que se "auto-excluiu" da comissão de acompanhamento do Plano da Matemática.

Em cinismo e refinamento, o Ministério não desmerece esta escola de referência.

Um piano e um banjo

11 junho 2007 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Chick Corea e Béla Fleck protagonizam diálogos invulgares entre um banjo e um piano. O repertório escolhido para este disco aposta na melodia e os talentos dos dois músicos garantem que o título do CD, "The Enchantment", está de acordo com o seu conteúdo. Como é costume dizer-se: a não perder.

Livros e conforto

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A avaliar pelos números divulgados pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), as feiras do livro de Lisboa e Porto saldaram-se num aumento das vendas e, por este facto, num êxito do ponto de vista dos promotores e de quem beneficiou desse crescimento da facturação.

Este desempenho é apontado como uma boa razão para considerar que o modelo actual não está esgotado. Pode ser que não esteja e que, em Lisboa, a probabilidade de apanhar uma molha, entre outros desconfortos impostos pelo modelo que tem sobrevivido ao longo dos anos, não seja argumento suficiente para demover visitantes e expositores.

Ainda assim, há um aspecto que carece de prova. A realização da Feira do Livro de Lisboa num recinto fechado, espaçoso, dotado de condições para proporcionar maior conforto aos visitantes, oferecendo zonas de leitura e de lazer, não representaria um forte argumento para aumentar o número de visitas e, potencialmente, a venda de livros?

Por que motivo um aumento de vendas, interrompendo um ciclo de quebras, é justificação bastante para persistir numa solução arcaica e que não tem em consideração o bem-estar dos consumidores e de quem trabalha durante a feira naquelas barraquinhas de arraial?

Cegos, surdos e mudos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

A ministra da Educação, que reconduziu no cargo esta zelosa guardiã do temor reverencial no interior da administração pública, também não tem nada a comentar sobre isto?

A Ota segue dentro de momentos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Reagindo à decisão de Mário Lino de encomendar um estudo ao LNEC sobre uma localização alternativa à Ota para o novo aeroporto de Lisboa, a oposição decidiu sublinhar o recuo político.

Não há dúvida de que se está perante um passo atrás em relação à teimosia de que o Governo deu mostras desde o início do seu mandato. Mas resta saber se não se trata de uma mera táctica de conveniência, apenas destinada a arrefecer o actual ambiente de animosidade em relação à construção daquela infra-estrutura na localização preferida pelo Governo.

A decisão hoje anunciada pelo ministro das Obras Públicas não invalida que o Governo avance com a Ota. Os trabalhos já em curso vão, aliás, prosseguir, como fica claro a partir destas declarações. E este facto alimenta a desconfiança de que o Governo pede agora uma pausa, para retomar a Ota dentro de alguns meses.

O recuo será bem-vindo, desde que questões como esta sejam devidamente ponderadas e desde que a decisão de Mário Lino corresponda a uma vontade séria de, finalmente, se proceder a estudos comparativos, com a respectiva análise da relação entre custos e benefícios entre cada uma das soluções. Se não for assim, estaremos apenas em face de um pequeno episódio de desonestidade política e intelectual.

Um disco de Neve quente

06 junho 2007 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Estou a ouvir isto:
Jef Neve é um pianista belga cujo album do seu trio, Nobody is Illegal, me tem acompanhado nos últimos tempos. Reconheço que cheguei tarde. O disco foi apresentado este ano com três concertos em Portugal e eu não fui a nenhum. Não perderei os próximos.

Mendes e o referendo europeu

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Paulo Gorjão escreve o seguinte no Bloguítica, sobre a posição de Marques Mendes no referendo europeu: "Aconteça o que acontecer o líder do PSD marca sempre pontos. Se houver referendo Marques Mendes poderá sempre lembrar que manteve uma posição intransigente em sua defesa, mesmo quando outros hesitaram. Se não houver terá uma oportunidade única para atacar o Governo e assumir a posição de paladino do referendo, o que certamente cairá nas boas graças da opinião pública portuguesa". (post: Marques Mendes e o referendo europeu)

Do ponto de vista puramente político, Paulo Gorjão pode ter razão. Mas quando assumiu a presidência do PSD, Mendes assumiu-se como uma oposição responsável, e este é um assunto onde PS e PSD costumam pôr o País acima da táctica partidária, deixando a contestação aos extremos. Não sendo grave que os dois partidos não concordem quanto ao referendo, a eventual reviravolta de Sócrates está sintonizada com o contexto europeu, enquanto a posição de Marques Mendes está desfazada, apenas com um objectivo: mostrar que faz oposição. Ora, se o PSD quer bandeiras, elas não faltam e há muito por onde marcar pontos contra o Governo.

Oceano treze

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Ocean's 13, que vi ontem em ante-estreia, distrai, e até diverte quem estiver para se divertir com este tipo filme. Posso dizer que me diverti, I was in the mood. Mas a receita é fácil de mais. Juntar todos os bonitões de Hollywood - e que até são bons actores - na mesma aventura é sempre um sucesso, independentemente do argumento. Se juntassem quatro ou cinco das melhores boazonas (bela espécie de pleonasmo) holywoodescas no mesmo filme, também não me importava. Ia ver com todo o gosto. Fico à espera.

Fazer mal à Saúde

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

É preocupante esta notícia do Público de hoje - "Alguns hospitais estão a dificultar o acesso a doentes com esclerose múltipla". Se os hospitais SA dificultam as consultas aos doentes mais caros, como a ERS detectou, o sistema é cruel e não funciona. A esclerose múltipla não é uma brincadeira e não será à luz dos critérios do combate ao desperdício que se percebe que um doente destes custe 10 mil euros/ano ao hospital e o Estado só pague 2500 euros, como explicou o presidente da ERS ao Público. O SNS tem de poupar em nome da saúde dos utentes. Poupar para o ministro e a administração fazerem figura, prejudicando os doentes, é uma prática criminosa.

O factor Barroso

05 junho 2007 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O FAL (Corta-Fitas) lê a posição do Governo quanto ao mini-tratado constitucional europeu como uma pirueta. Não é bem assim. Trata-se de real politik. Aí sim, a política é a arte do possível. E veremos que não haverá qualquer referendo. E por quê? Não é só a posição de Sarkozy que faz eco em Lisboa. É a de Barroso, que, eventualmente, pode ser também a de Sarkozy. E a dos holandeses. E dos alemães. Sócrates sabe que Barroso não quer um tratado constitucional. Sabe que que ele quer uma solução que não obrigue os países a fazer referendos. E Cavaco Silva sabe o mesmo. Todos eles falam com Barroso. Até Paulo Portas parece que fala com Barroso, quando deixa cair a bandeira do referendo. Não é exequível, no actual cenário. Ou não haverá tratado europeu. O único líder que parece estar a leste de tudo, que não fala com Barroso, que não sabe nada de política europeia, é o seu sucessor no PSD, Marques Mendes. Vamos ver se também evolui.

Atirar barro à parede

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Este é claramente uma daqueles assuntos em que o Governo lança a informação só para testar as reacções e ver se é de levar a proposta por diante. Pelos vistos, deve morrer na praia.

A injustiça das leis

04 junho 2007 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se o Governo avança com esta intenção, correm-se muitos riscos, inclusive em relação à presunção de inocência. Podem assistir-se a esforços para que os autarcas percam os mandatos por via judicial. Alguém sabe por que é que os deputados gozam de imunidade parlamentar? Exactamente para se evitar a judicialização da política. Além do mais, seria absolutamente iníquo considerar uma medida destas para autarcas sem a alargar a todos, mas a todos os titulares de órgãos políticos. Ou para todos ou para nenhum.

Assim se confundem os planos. A ética republicana não precisa de estar toda vertida na lei. Quando a ética passa a lei, deixa o plano ético e passa para o das obrigações sujeitas a sanção.

Não se pode resolver o problema da morosidade e fracasso da justiça portuguesa, condenado e sancionando aqueles que ainda não foram considerados culpados. A prova de que as sociedades humanas não evoluem é que voltamos sempre aos problemas clássicos, como este: o debate sobre se as leis são justas e se procuram efectivamente fazer justiça.

Jogo de palavras

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Água seca
Gelo quente
Barreiro deserto
Campanha secreta

Parece que Carmona Rodrigues está a fazer uma campanha sem câmaras de televisão atrás, coisa nova, inédita e genial. António Cunha Vaz, o consultor de comunicação de Carmona, descobriu que mais vale tê-lo escondido e calado que mostrá-lo. E se a moda pega?

Quem é o tolo?

01 junho 2007 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Ontem, no Parlamento, o deputado Paulo Portas fez três perguntas concretas ao primeiro-ministro a propósito do projecto da Ota. E fê-las três vezes, também. Apesar da insistência, José Sócrates não respondeu, limitando-se a atacar a legitimidade do líder do PP para colocar questões sobre o novo aeroporto.

Para Sócrates, é mais importante denunciar a eventual incoerência dos seus interlocutores e resvalar para o terreno dos ataques pessoais do que dar respostas a quem, como ele, foi eleito pelo voto democrático.

A táctica de chutar para canto é própria dos chicos espertos, convencidos que podem recorrer sempre aos mesmos truques, na convicção de que os outros são tolos e não percebem a finta. O esquema de actuação de Sócrates é um insulto à inteligência de qualquer um. E o pior é que está convencido que conseguirá comprar eternamente a complacência do país através da oferta de computadores e acesso à banda larga.

Au, au!

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Paulo Bento tem um cão igual ao do Mourinho. Já não falta tudo. (Aqui)

O debate mensal

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Notas sobre o debate mensal de ontem, no Parlamento:


- Marques Mendes está cada vez mais sozinho. Foi confrangedor ver que só a primeira fila da bancada o aplaudia com convicção (Montalvão Machado fazia-o efusivamente, como chefe de claque, a puxar pelo pessoal), e só por vezes era aplaudido pela segunda fila. O resto da banda nem se manifestava. Estes sinais têm significados; a malta só está à espera do dia 15 de Junho para decidir o que fazer ao líder;

- Marques Mendes dispersou-se em perguntas e mais perguntas sobre uma série de temas e foi perdendo eficácia conforme mais perguntas fazia; aproveitou mal a questão da competitividade, não soube dar a volta ao tema dos computadores porque até é um tema do qual nada sabe; atirou sobre a Ota com argumentos estafados; esteve bem no caso DREN, mas viu Sócrates acusá-lo de colocar comissários políticos na CML;

- Paulo Portas marcou os seus primeiros pontos no Parlamento desde que regressou e pôs José Sócrates a gagejar, a repetir-se e a não responder. Monotemático, não dispersou tiros e foi objectivo: sendo um número ensaiado, não fez um número sem substância. Sócrates não soube responder quando é que custava a Ota para além do aeroporto, nem foi esclarecedor quanto ao impacte ambiental da obra. Portas, ontem, fez a diferença enquanto parlamentar puro.

- José Sócrates repetiu-se de mais, pareceu cansado e sem brilho, foi talvez o debate mensal que lhe correu pior. O anúncio da distribuição de computadores é positivo, mas é uma daquelas medidas que precisa de acompanhamento para se saber a que resultados conduz. Já agora, o PM falou em "custo zero". Eu cá desconfio sempre dos almoços grátis.

- O debate foi demasiado longo. Às seis e meia da tarde, ao fim de mais de três horas, ainda não tinha acabado a primeira ronda de perguntas. Qualquer primeiro-minsitro que passe por aquele suplício deve chegar àquela hora como cérebro derretido.