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elevador da bica

Leva agora os teus sinais...

02 julho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vieira da Silva disse hoje que o Governo tem "sinais de que "os números do Governo" sobre o desemprego são "contraditórios" com os do Eurostat, que colocam o desemprego em 10,9%.

Quando já não é possível uma leitura optimista, o Governo inventa. Os número são negativos, mas há por aí uns sinais sobre uns números que hão-de aparecer um dia, quem sabe... Se Sócrates até os números do Banco de Portugal põe em causa, por que não os do Eurostat? A realidade é uma chatice...

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Os boches de Palmela

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Pareceu-me ouvir agora mesmo José Sócrates na televisão a falar de um monovolume da Volkswagen como sendo um "carro português", como aliás toda a gente sabe. Mas talvez eu tenha ouvido mal...

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Mentiu... não mentiu... mentiu... não mentiu...

18 maio 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Este mal-me-quer-bem-me-quer da comissão de inquérito parlamentar a saber se o primeiro-ministro mentiu ao Parlamento tem sentido. Se José Sócrates mentiu sobre o negócio PT-TVI é grave. Se não mentiu é apenas incompetente.

Mas há mentiras mais graves. Como esta, que o Público denunciou. O Governo ocultou o défice ao longo de 2009 por razões eleitorais à revelia das previsões da DGCI. O primeiro défice previsto para 2009 foi de 2,2%, lembram-se? Passou para 3,9%. Depois para 5,9% antes das eleições. E para 8% logo a seguir à vitória eleitoral. Grande coincidência. No fim: 9,3%. E agora estamos como estamos. Isto não faz parte daquela margem aceitável que os Governos têm para mentir. O mínimo que nos podem dar é contas em condições, e aí somos obrigados a pedir contas e transparência.

Não há comissão de inquérito? O PS ganhou as eleições com o lixo escondido debaixo do tapete. E se estamos onde chegámos foi porque as sirenes de emergência disparam tarde. É grave por ser uma mentira deliberada, estratégica, táctica. Mas é mais grave porque porque estávamos cegos. Vendiam-nos o oásis no meio da crise e não víamos como estávamos próximos do abismo.

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O desnorte, o medo e o plano falhado

08 maio 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Nada como os ares de Bruxelas. José Sócrates hoje tomou umas decisões: reduzir a meta do défice para 2010 em 1% (para 7,3%) e adiar o novo aeroporto de Lisboa.

- Não deve ser o mesmo José que há uma semana disse no Parlamento: "Eu sigo o meu plano e não me impressiono. O pior que pode acontecer a um político quando tem um plano é mudá-lo quando encontra dificuldades". Bom, o pior que pode acontecer a um País é ter um político com um plano que não muda quando encontra dificuldades.

- Também não é o mesmo Sócrates que sentenciou: "O Governo não entra em desnorte nem muda de orientação política". A verdade é que o Governo passou a semana em desnorte, com ministros a desmentirem-se na praça pública, até Teixeira dos Santos dizer que cada um olha de maneira diferente para as preocupações das suas pastas. É a deriva total.

- E também dever ter sido Sócrates a dizer isto, enquanto inaugurava um túnel no Marão: "Quando a acção política se deixa aconselhar pelo medo ela fica paralisada". Então se não foi cagufa, meduncho, miaúfa da crise, dos alemães e dos franceses, porque é que o Governo desmentiu tudo o que disse nos últimos dias? O PM devia ir a Bruxelas mais vezes.

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A treta do dia

19 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Na Comissão de Inquérito ao negócio PT-TVI, Pacheco Pereira pediu há minutos a Mário Lino para confirmar uma reunião no ministério com Rui Pedro Soares, no dia 22 de Junho (início da semana em que se soube do negócio, véspera da partida do administrador da PT para Madrid a fim de negociar com a Prisa). Lino disse que não se lembrava. Mas às vezes Rui Pedro Soares passava no ministério para falarem de futebol ou dos problemas da mulher depois do parto (confesso que é tão abstruso que duvido ter ouvido bem). Da PT é que eles não falavam. Sempre que Rui Pedro Soares ia para falar da PT, Mário Lino havia de dizer: "Alto lá! Disso só falo com o Granadeiro! Mas é uma pena que o FCP tenha empatado e estimo as melhoras da sua senhora!" É daquelas coisas: está na cara que é treta, mas é impossível de provar.

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As casinhas parte II

05 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Os políticos gostam muito de teflon, mas a este tudo se pega. As casinhas eram feias, os projectos eram mais do que "residuais" e tudo parece muito estranho em volta daqueles processos todos. O Público imprimiu hoje mais uma história sobre o grandioso passado de José Sócrates como engenheiro técnico. Só teve acesso à informação e aos arquivos da Câmara Municipal da Guarda depois de recurso após recurso a decisão ter chegado ao Tribunal Constitucional, o que é eloquente: alguém queria esconder aquilo que é público por natureza.

Sócrates não respondeu ao jornal, mas fez hoje uma nota às redacções em que questiona a "interessantíssima agenda" do Público e refere que manchetes como a de hoje confirmam "a opção do Público por uma linha editorial que desistiu da ambição de um jornalismo de referência".

Com todas a polémicas sobre o controlo da comunicação social, o primeiro-ministro não aprendeu a lição: não desmente o que o jornal escreveu, mas quer definir jornalismo de referência. Sócrates acha que um jornal não deve escrutinar se um primeiro-ministro foi um profissional idóneo, ou se cumpriu as suas obrigações como deputado em exclusividade. Ora essa é uma obrigação de um jornal de referência independente.

Last but not the least, é penoso para Sócrates ser Abílio Curto a defendê-lo. Ou irónico.

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1 de Abril

01 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Hoje era um bom dia para ouvir Sócrates na comissão de inquérito.

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As fugas de informação

19 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Em cinco anos de Governo de José Sócrates nunca houve uma fuga de informação do Conselho de Ministros. Por isso, estranho em absoluto que TVI, i, Público e DN tenham noticiado com algum detalhe e no mesmo dia as posições tomadas por ministros contra o PEC em Conselho de Ministros.

Só vejo duas leituras possíveis:

a) A que faz mais sentido - O PS está a desfazer-se, sente que está em fim de ciclo e que a autoridade de Sócrates está minada e já percebeu que ganha força a possibilidade de eleições antecipadas até Setembro; portanto, começa a valer tudo. Mostra, de facto que a voz do PM já não tem a autoridade que tinha. Mostrar divisões nesta fase do campeonato pode ser mortal porque a Constituição diz que os membros do Governo devem ser são solidários.

b) A menos provável - A fuga foi autorizada para segurar a ala esquerda do PS e o eleitorado. Sócrates precisa de dar a ideia de que foi obrigado a fazer este PEC para evitar a demissão de Teixeira dos Santos, cuja eventual saída seria desastrosa para Portugal nos mercados financeiros. Publicitar a oposição dos ministros de esquerda cobre esta sensibilidade partidária e dá a sensação de que o PS fez este PEC contrariado porque não tinha qualquer alternativa. Como Soares quando meteu o socialismo na gaveta em 1976, em 1978 (com a primeira intervenção do FMI) e em 1983, no Bloco Central, e com a segunda intervenção do FMI.

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As catástrofes e os regimes - corrigido

23 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Em situações dramáticas como as que a Madeira está a viver e quando o País está de luto, seria de evitar polémicas como esta. São procedimentos próprios das ditaduras e foi exactamente isso que a censura do Estado Novo fez durante as graves cheias de 1967 na região de Lisboa. Deixar de contar os mortos não abona a favor dos vivos.

ADENDA: a propósito disto, é obrigatório ler a Coluna Vertebral do João Paulo Guerra no Diário Económico que conta exactamente o que se passou nas cheias de 1967, quando o SNI mandou para o RCP a mensagem: "A partir deste momento não morreu mais ninguém".

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Entrevista sem chama

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Em Sinais de Fogo, novo programa de Miguel Sousa Tavares, o primeiro-ministro deu ontem uma entrevista sem chama, previsível, treinada e artificial. Apesar dos bons esforços de Sousa Tavares, José Sócrates manteve e repetiu aquilo que era suposto dizer e repetir, sem esclarecer as dúvidas que têm recaído sobre si. Mesmo que todas as evidências e a lógica apontem para o contrário, Sócrates continuou a dizer que nenhum administrador da PT o informou da intenção de comprar a TVI. Como é óbvio, mantém-se a questão anterior: não saber oficialmente não é o mesmo que não saber. E se Sócrates não sabia da intenção da PT (a 24 de Junho) um dia depois de terem saído as notícias do i e depois de a CMVM ter sido informada, então, devia tirar a confiança à administração da empresa por não ter informado o accionista Estado de uma decisão tão estratégica para a empresa.

A sua defesa sem pestanejar de Rui Pedro Soares também é reveladora. É preciso segurar as peças todas e cerrar fileiras, porque em política quando cai a peça de uma ponta pode haver um dominó que não se sabe onde vai acabar. Mais: Sócrates podia não saber do negócio da Taguspark com Figo, mas a verdade é que foi a mesma pessoa a tratar do contrato com o Taguspark (Rui Pedro Soares) e do encontro com o líder socialista. E mesmo que ele não soubesse, devia mostrar preocupação em relação aos contornos aparentes da coisa. Não o fez.

ADENDA: Depois, cometeu um erro crasso nas datas, ao dizer que o apoio de Figo manifestado numa entrevista ao Diário Económico foi anterior à questão do contrato com o Taguspark: como o DN hoje revela, a entrevista de Figo é de 7 de Agosto e as escutas entre Penedos e Perestrello a comentar o assunto são de Junho... Aqui houve falta de profissionalismo do staff que ajudou a preparar o PM. E a questão não só se mantém, como o argumento de Sócrates reforça as suspeitas.

Quanto à economia, temos uma nova teoria do oásis e quem oiça José Sócrates pensará que não há País do G20 ou da OCDE melhor para morar do que este pequeno rectângulo à beira mar plantado, com números tão favoráveis face ao descalabro que vai por esse mundo fora. É que os ricos estão menos ricos. E nós somos pobres e estamos mais pobres. A diferença é essa.

Mas Sócrates é um mestre da comunicação e temos de concordar que ele é bom, muito bom naquilo que faz. Sobretudo na forma. Se lhe soltaram o Miguel Sousa Tavares e foi assim, acho que nem com técnicas de waterboarding ele mudava uma linha ao que disse, na maneira como disse. O homem, reconheça-se, tem uma carapaça invejável. É um rijo.

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Uma contradição nos termos

12 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

1 - Pedro Silva Pereira diz que o Governo “respeita o principio de separação de poderes” entre a justiça e o Executivo";

2 - Pedro Silva Pereira logo a seguir produz uma sentença como se transitada em julgado: "A divulgação de escutas por parte de qualquer órgão de comunicação social é criticável (...) por consubstanciar um acto criminoso”;

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O buraco e a fechadura

06 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se José Sócrates classifica as revelações do Sol como "jornalismo de buraco de fechadura", então temos de concluir que o PM também acha que a justiça é uma Justiça de "buraco de fechadura" - todas as conspirações são feitas de conversas privadas - e que qualquer tipo de escrutínio a actividades mais suspeitas do poder político e empresarial, seja jornalístico seja judicial, é coisa de "buraco de fechadura". Nós achamos que batemos no fundo, mas quanto mais batemos no fundo mais ele desce.

É verdade, estamos num buraco. E ninguém dá com a chave da fechadura.

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As escutas e o escrutínio

:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O artigo do Sol de ontem prova mais uma vez como para vivermos em democracia é essencial uma imprensa livre. O caso revela-nos mais uma vez um retrato muito triste do que vai por detrás do pano neste País sem solução. O que os jornais devem fazer é escrutinar, escrutinar, escrutinar. Foi o que o Sol fez.

Neste caso, o escrutínio foi realizado em várias frentes:

1- Justiça: se houve aqui violação do segredo de justiça, também se levantou um valor mais alto que o justificou. A Justiça é um poder democrático, não é uma vaca sagrada e é tão escrutinável quanto os outros poderes. E tanto as escutas como os despachos dos magistrados e da PJ levantam as maiores dúvidas sobre a decisão do PGR e do Supremo. Qualquer cidadão médio lê aquilo e percebe que havia assunto para investigar. Se a Justiça não funciona porque não tem meios é uma coisa. Se não funciona porque não quer ou porque tem entraves incompreensíveis, o assunto é grave e torna-se uma questão de regime, sendo do interesse público a sua publicidade.

2 - Governo e Sócrates: as conversas relatadas não são diálogos filosóficos sobre um plano para controlar uma televisão e outros media. No que se refere à TVI, as conversas são acompanhadas por factos que se desenvolvem na realidade segundo os planos dos conspiradores, portanto há um contexto e uma ligação à realidade. Era obrigatório uma investigação que apurasse a veracidade daquela cabala. Que o primeiro-ministro minta ao Parlamento já se sabia, mas a isso estamos habituados. O mais grave era que Sócrates caucionasse o plano dos escutados para limitar a liberdade de imprensa. Devia ser apurado nas instâncias próprias se o primeiro-ministro era mesmo o chefe máximo do estratagema ou se os senhores envolvidos eram apenas dois mitómanos agindo como free-lancers. Do ponto de vista político - o que nada tem a ver com a questão judicial - as escutas oferecem-nos um retrato assustador sobre a forma como o poder funciona e devia haver um apuramento de responsabilidades. Portanto, se a Justiça não resulta, era imperioso que algum partido com coragem avançasse com um inquérito parlamentar.

3 - Empresas privadas: a forma como parecem ser manipuladas empresas semi-públicas ou privadas deixam-nos estarrecidos. Os accionistas da PT acham aquelas conversas normais? Também pelo ponto de vista empresarial o assunto devia ser investigado pelas entidades competentes, porque não é o interesse dos accionistas que está a ser salvaguardado.

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Venham daí esses impostos, pá!

02 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, tem as malas meio aviadas a pensar num emprego além-Pirinéus, mas, ainda assim, hoje prepara terreno para a consciências se habituarem a uma eventual subida do IVA para combater o défice.

É uma medida que o Governo não poderá tomar sob pena de, ao descrédito total, se somar o total descrédito, ou mais uma fraude aberrante nas promessas eleitorais.

Quando o jornal i publicou este texto sobre um estudo do economista Ricardo Reis, ouviu-se uma vozearia muito interessante à luz do que se sabe hoje. Basicamente, Ricardo Reis constatava que em Portugal a uma subida do défice correspondia sempre uma subida de impostos e não havia como fugir às evidências.

A 28 de Julho de 2009, numa reacção política ao estudo de Ricardo Reis no Largo do Rato, o politicamente desaparecido porta-voz do PS, João Tiago Silveira, dizia isto: "Não podemos aumentar impostos. O que temos de fazer para corrigir o défice é aumentar a eficiência da máquina fiscal". Nada disso aconteceu. Também não se comprometeu a baixar a despesa.

Silveira também acusava Manuela Ferreira Leite do maior aumento do défice nas contas públicas. "Os portugueses agora sabem a quem entregar as suas poupanças", dizia ele.

A verdade é que cada vez os portugueses sabem menos a quem entregar o que quer que seja.

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Uma história de enganos

01 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

As previsões falharam redondamente em todo o lado e não foi porque houvesse intenção de enganar”, disse hoje Teixeira dos Santos, citado no Público. O ministro das Finanças não teve intenção de nos enganar, mas há um padrão curioso de chegar à verdade tão tarde, que temos dificuldade em acreditar que ele próprio acreditava no que dizia.

Recordemos então uma pequena história com um ano de vida:

2,2% - previsão do défice para 2009 no Orçamento do Estado apresentado em Outubro de 2008, no momento em que a economia mundial desabava como uma avalanche. O Lehman Brothers já tinha falido;

3,9% - previsão do défice em Janeiro de 2009, no orçamento chamado suplementar;

5,9% - meta para o défice e compromisso do PS em Setembro de 2009 na campanha eleitoral das legislativas, quando Bruxelas já falava em níveis próximos dos 8%;

8,0% - a seguir às eleições, só a seguir às eleições, no orçamento crismado como redestributivo (este medo que os políticos têm das palavras é uma coisa orweliana...), é que o Governo reconhece este valor para o défice;

9,3% - valor do défice apurado para 2009 com o ministro e o governador do Banco de Portugal a dizerem que foram apanhados de surpresa, que coisa, que raio é que aconteceu neste país? Ah, não faz mal, diz Sócrates, aconteceu o mesmo aos nossos vizinhos próximos e afastados e até nos EUA e no Japão, pá!

Posto isto, umas perguntinhas:

Entre a primeira previsão e a última, o défice cresceu 7,1%.

1- Destes 7,1%, quanto é que se deve à quebra de receitas fiscais fruto da crise?
2 - Que percentagem do défice se deve a apoios extraordinários para incentivar a economia?
3- Para onde foram os apoios à economia, para que empresas?
4- Quais os resultados práticos dos apoios estatais à economia? Que resultados deram nessas empresas?
5- Quanto é que foi desperdício, dinheiro mal gasto ou simplesmente dinheiro nosso atirado aos problemas?



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Parlamento muito quente

04 dezembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Manuela Ferreira Leite e José Sócrates protagonizaram há minutos um dos, chamemos-lhes assim, debates parlamentares mais agressivos de que há memória entre PS e PSD.

O PSD queria saber se Sócrates subscrevia as teses da "espionagem política" de Vieira da Silva. O PM não respondeu a isto mas devia. Fugiu, mas fez um ataque de animal feroz e ferido, acusando o PSD de irresponsabilidade democrática por querer saltar por cima das decisões das mais altas instituições judiciais - por querer divulgar escutas que o Supremo mandou destruir. Esta é uma maneira suave de pôr a coisa tendo em conta o tom em que a discussão se passou.

Ferreira Leite falou duas vezes. Não é uma tribuna, já sabíamos. Mas na terceira intervenção do PSD teve de ser Aguiar-Branco a ir à dobra. É o reconhecimento de que a líder do partido não tem capacidade para enfrentar o PM. Não esteve mal.

Louçã: hábil, prosaico e sem rodriguinhos. "O sr. PM fez queixa crime contra a espionagem política denunciada pelo seu ministro?"

ADENDA: O comentário de Ricardo Costa no telejornal do almoço é lapidar. Ninguém esteve bem na questão das escutas, nem PS nem PSD. E o debate foi mau demais. Mas era inevitável, digo eu.

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Tantas razões para emigrar ou apanhar um foguetão para Marte

04 novembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

- O défice das contas do estado português anda pelos 8% e é provável que venha a chegar aos dois dígitos;

- Precisamos de trabalhar um ano inteiro para pagar todas as nossas dívidas;

- Não se vislumbra quando voltará a crescer a nossa economia de forma sustentada, muito menos a níveis minimamente decentes, ou seja acima dos 2,5% ou 3%;

- Todas as instituições supostamente respeitáveis do País estão feridas ou feridas de morte;

- O caso Face Oculta não é mais do que uma parte da face visível de como funciona esta choldra;

- O BCP mastigou Armando Vara enquanto deu jeito ter um amigo do primeiro-ministro na administração e cuspiu-o agora que o seu nome mancha a instituição;

- Os banqueiros fundadores do BCP, dos mais respeitáveis senhores da nossa praça, estão a ser investigados por moscambilhas;

- O "banqueiro de sucesso" BPP, João Rendeiro, foi apanhado em mais moscambilhas;

- O buraco do BPN já vai em 3,5 mil milhões de euros, moscambilhas enormíssimas, onde cabem já mais de meia dúzia de submarinos novinhos em folha e a malta é que vai ter de pagar: não está ninguém na cadeia;

- O primeiro-ministro, José Sócrates, tem estado sob suspeita de uma grande moscambilha cuja verdade nunca mais se sabe; também foi acusado na praça pública de outras moscambilhices menores, mas que nada abonam em favor do seu carácter ou idoneidade;

- O Presidente da República continua fora de moscambilhadas, mas deu uma facada na sua própria credibilidade ao deixar arrastar suspeitas de moscambilhatas delirantes na praça pública antes das eleições; depois fez a mais disparatada comunicação ao País, o qual, se tiver juízo não confiará nos juízos de Cavaco;

- O Parlamento é uma manta de retalhos de gente pouco dada a entender-se com seriedade sobre o País e sentam-se lá alguns bons especialistas em moscambilhadas;

- As suspeitas sobre moscambilhadas no financiamento do partido conservador por causa do negócio dos submarinos continuam a pairar sobre o CDS e nunca mais se resolvem;

- O PSD é o único partido alternativo ao PS, mas continua envolvido em guerras de gangs e ódios pessoais entre gente que se desconsidera completamente e as bases do partido que elegem os líderes são uma ficção moscambilhada por meia dúzia de caciques;

- O PCP continua a defender a revolução proletária e a prometer o paraíso socialista na terra - era só esta moscambilhada que nos faltava - e o Bloco também. E ambos os partidos têm quase 20% de votos ;

- A Justiça trabalha mas não funciona: nem vale a pena enumerar os casos porque já estou cansado;

... e por agora é só isto, e é porque hoje acordei bem disposto e cheio de boas razões para louvar o sucesso da nossa democracia...

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Este post é um insulto

24 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

No seu programa de 2005 o PS prometeu "reduzir o insucesso escolar para metade".

Já tinha escrito aqui que há promessas que não se fazem e é muito pior quando se cumprem.

Ao prometer a baixa do insucesso logo para metade - o erro é sobretudo quantificar - tem de se aldrabar forçosamente para atingir a meta. O sucesso escolar depende mais do esforço individual de cada um dos estudantes do que de qualquer outro aspecto e nisso os governos não metem prego nem estopa.

Sócrates disse esta tarde que "aqueles que dizem que [a baixa do insucesso] é resultado de facilitismo estão apenas a insultar os professores e a escola pública". Se o PM acha que isto é um insulto, tem o dever de me processar.

Reduzir o insucesso escolar para metade é uma promessa que não se faz, porque há muitos truques para os alunos aumentarem as notas. Pode-se dificultar burocraticamente os chumbos; pôr a avaliação dos professores dependente das notas dos alunos; fazer exames mais fáceis; apresentar grelhas de correcção benevolentes, etc, etc... Não me impressiona este resultado, lamento.

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As contradições da líder do PSD

21 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

As entrevistas de Manuela Ferreira Leite são penosas porque a líder do PSD não domina retórica política e entra em contradição com muita facilidade. Aqui o Jamais louva o soundbite da "asfixia democrática", em que MFL diz: "As pessoas têm medo de se pronunciarem contra o Governo porque têm medo de retaliações".

Tem razão sobre o ambiente criado pelo Governo, mas na sua boca soa apenas como mais uma contradição:

1) Asfixia - MFL deixou bem claro na feitura das listas do PSD que se as pessoas criticarem a sua liderança devem ter medo porque há retaliações. MFL também retaliou contra aqueles que a criticaram. Quem calou teve mais sorte.

2) Programa - MFL diz que ouviu centenas de pessoas para fazer o programa do PSD. Depois afirma que o programa não tem mais novidades do que aquilo que anda a dizer há meses (custa-me a crer). Então, porque é que andou a ouvir centenas de pessoas?

3) Casos judiciais - Sobre António Preto diz que não se pronuncia nem nunca se pronunciou sobre casos judiciais. Não é verdade. Numa entrevistaà SÁBADO, em Maio de 2008, disse: "Já fui testemunha dele [Preto] e essa acusação não tem ponta por onde se lhe pegue".

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Duas conspirações e uma notícia

18 agosto 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A manchete do Público de hoje é eloquente sobre a guerra e a desconfiança instaladas entre Belém e São Bento. A notícia é mais reveladora de teses conspirativas que outra coisa qualquer: primeiro, o PS vê uma conspiração de alianças entre Belém e a São Caetano; depois há um assessor qualquer em Belém que alvitra se o PS tem o palácio presidencial sob escuta, por haver dirigentes socialistas a dizer que sabem coisas que não deviam saber.


Tudo isto soa a demência, e mostra bem como Cavaco terá uma missão difícil em Outubro.
a) porque de um lado tem uma amiga com quem tem afinidades naturais evidentes;
b) porque do outro lado tem um ser político de quem desconfia profundamente;


No entanto, a tese conspirativa do PS, de que há gente de Belém a participar no programa do PSD não precisa de escutas para se sustentar. Basta uma dedução, olhando para a composição da Casa Civil e depois pensar se vale a pena expressá-la, comprando uma guerra política com o PR. Que há vasos comunicantes e vivos entre Belém e o PSD é uma evidência.

Na sua Casa Civil, o PR tem estes assessores: Nunes Liberato, ex-secretário-geral do PSD; David Justino, ex-ministro da Educação e Sevinate Pinto, ex- ministro da Agricultura, ambos, colegas de Ferreira Leite no governo Barroso; Suzana Toscano, ex-chefe de gabinete, amiga pessoal de MFL e sua ex-secretária de Estado; Vítor Martins, ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus e ex-presidente da CGD corrido pelo PS.


O curioso para adensar a conspirata é o seguinte: para o assessor de Belém dizer que o PS tem a Presidência sob vigilância ou escuta, deve ser porque as informações dos socialistas estão correctas; mas o PSD, por intermédio de Aguiar Branco, desmente categoricamente que tenha havido gente de Belém a participar no programa do partido - o que o anónimo assessor do PR não faz..

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