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elevador da bica

Mentiu... não mentiu... mentiu... não mentiu...

18 maio 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Este mal-me-quer-bem-me-quer da comissão de inquérito parlamentar a saber se o primeiro-ministro mentiu ao Parlamento tem sentido. Se José Sócrates mentiu sobre o negócio PT-TVI é grave. Se não mentiu é apenas incompetente.

Mas há mentiras mais graves. Como esta, que o Público denunciou. O Governo ocultou o défice ao longo de 2009 por razões eleitorais à revelia das previsões da DGCI. O primeiro défice previsto para 2009 foi de 2,2%, lembram-se? Passou para 3,9%. Depois para 5,9% antes das eleições. E para 8% logo a seguir à vitória eleitoral. Grande coincidência. No fim: 9,3%. E agora estamos como estamos. Isto não faz parte daquela margem aceitável que os Governos têm para mentir. O mínimo que nos podem dar é contas em condições, e aí somos obrigados a pedir contas e transparência.

Não há comissão de inquérito? O PS ganhou as eleições com o lixo escondido debaixo do tapete. E se estamos onde chegámos foi porque as sirenes de emergência disparam tarde. É grave por ser uma mentira deliberada, estratégica, táctica. Mas é mais grave porque porque estávamos cegos. Vendiam-nos o oásis no meio da crise e não víamos como estávamos próximos do abismo.

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Lido e no Elevador (e comentado)

09 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Belo post do Pedro Correia no Delito de Opinião.

Demonstra como as medidas contidas no PEC contrariam o programa de Governo do PS. Vale a pena ler.

Sócrates defende com a mesma "determinação" a coisa, primeiro, para efeitos eleitorais, e o seu contrário, depois, porque há cinco meses fingiu que não era nada com ele e era preciso "acreditar", "acreditar". Ora havendo quem diga, há sempre quem acredite. Mas não se consegue enganar sempre toda a gente ao mesmo tempo.

O problema aqui é termos um PM (alegadamente) sem capacidade para perceber o país que tem nas mãos. A situação não se tornou dramática nos últimos cinco meses. Já era. E é óbvio que Sócrates sabia. Se Ferreira Leite sabia, como era possível a ele não saber? Uma coisa era a real situação do país que obrigava o Governo a ser responsável e a não fazer aquelas promessas para enganar os eleitores. Coisa diferente foi a reacção das agências de rating e dos mercados internacionais que obrigaram o Governo a mudar de rumo. Esta mentira a cada um dos portugueses configura uma fraude eleitoral por promessas feitas de má fé. É uma intrujice pior do que a mentira sobre o negócio da TVI. Para quando a comissão de inquérito?

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Teixeira dos Santos julga-nos tolos

01 julho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos


Teixeira dos Santos é tão sério como se a Maya só conseguisse ler nas cartas o que aí vem de bom. Quando a crise rebentou, o ministro das Finanças parecia aquele general de iraquiano que negava a derrota na guerra quando já se ouviam rolar os tanques americanos em Bagdade. Em Outubro, o Lehman Brothers já tinha falido e mesmo com as sirenes a soar em todo o mundo, o Governo apresentou um orçamento como nada se passasse.

Hoje, Teixeira dos Santos já faz previsões. E faz previsões a longa distância. Consegue prever a retoma com mais facilidade do que a bola de neve da crise. Disse assim: "Quero crer que estamos mais próximos do fim da crise do que do seu início". Toma-nos por tolos. Estamos é mais perto das eleições do que quando a crise começou...

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