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elevador da bica

A quem emprestariam dinheiro?

23 novembro 2010 :: Guarda-freio: J.

O problema essencial está neste contraste: em Portugal, os números da execução orçamental revelam que houve aumento de receitas mas, também, aumento das despesas e do défice; em Espanha, houve aumento das receitas mas também houve uma redução das despesas e do défice. Perante estes dois percursos, a quem é que emprestariam dinheiro?

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Quem nos dera a Irlanda

18 novembro 2010 :: Guarda-freio: J.

Que o problema da Irlanda não é igual ao problema de Portugal já se sabia. Eles, têm que salvar o sistema financeiro, responsável por dois terços do défice público porque, de resto, em matéria de finanças públicas, já deram provas de serem capazes de gerar excedentes, feito de que poucos países se podem orgulhar.

Nós, temos que salvar as finanças públicas e baixar o défice externo porque ambos comprometem a saúde do sistema financeiro e, em consequência, do país todo. Entre uma coisa e outra, seria preferível termos o problema irlandês.

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Tantas razões para emigrar ou apanhar um foguetão para Marte

04 novembro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

- O défice das contas do estado português anda pelos 8% e é provável que venha a chegar aos dois dígitos;

- Precisamos de trabalhar um ano inteiro para pagar todas as nossas dívidas;

- Não se vislumbra quando voltará a crescer a nossa economia de forma sustentada, muito menos a níveis minimamente decentes, ou seja acima dos 2,5% ou 3%;

- Todas as instituições supostamente respeitáveis do País estão feridas ou feridas de morte;

- O caso Face Oculta não é mais do que uma parte da face visível de como funciona esta choldra;

- O BCP mastigou Armando Vara enquanto deu jeito ter um amigo do primeiro-ministro na administração e cuspiu-o agora que o seu nome mancha a instituição;

- Os banqueiros fundadores do BCP, dos mais respeitáveis senhores da nossa praça, estão a ser investigados por moscambilhas;

- O "banqueiro de sucesso" BPP, João Rendeiro, foi apanhado em mais moscambilhas;

- O buraco do BPN já vai em 3,5 mil milhões de euros, moscambilhas enormíssimas, onde cabem já mais de meia dúzia de submarinos novinhos em folha e a malta é que vai ter de pagar: não está ninguém na cadeia;

- O primeiro-ministro, José Sócrates, tem estado sob suspeita de uma grande moscambilha cuja verdade nunca mais se sabe; também foi acusado na praça pública de outras moscambilhices menores, mas que nada abonam em favor do seu carácter ou idoneidade;

- O Presidente da República continua fora de moscambilhadas, mas deu uma facada na sua própria credibilidade ao deixar arrastar suspeitas de moscambilhatas delirantes na praça pública antes das eleições; depois fez a mais disparatada comunicação ao País, o qual, se tiver juízo não confiará nos juízos de Cavaco;

- O Parlamento é uma manta de retalhos de gente pouco dada a entender-se com seriedade sobre o País e sentam-se lá alguns bons especialistas em moscambilhadas;

- As suspeitas sobre moscambilhadas no financiamento do partido conservador por causa do negócio dos submarinos continuam a pairar sobre o CDS e nunca mais se resolvem;

- O PSD é o único partido alternativo ao PS, mas continua envolvido em guerras de gangs e ódios pessoais entre gente que se desconsidera completamente e as bases do partido que elegem os líderes são uma ficção moscambilhada por meia dúzia de caciques;

- O PCP continua a defender a revolução proletária e a prometer o paraíso socialista na terra - era só esta moscambilhada que nos faltava - e o Bloco também. E ambos os partidos têm quase 20% de votos ;

- A Justiça trabalha mas não funciona: nem vale a pena enumerar os casos porque já estou cansado;

... e por agora é só isto, e é porque hoje acordei bem disposto e cheio de boas razões para louvar o sucesso da nossa democracia...

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Portugal e os portugueses

25 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Um excelente texto de Gabriel Magalhães sobre Portugal e os portugueses.

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Prova dos nove

28 julho 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Não sei se Ricardo Salgado foi um dos inquiridos portugueses que se manifestou a favor da união política ibérica, mas, tendo em conta a importância que atribui à crescente integração entre os dois países, será curioso verificar se manterá esta perspectiva no caso de algum banco espanhol se mostrar interessado em comprar uma grande instituição financeira portuguesa.

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Convicção interesseira?

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Desconfio que este entusiasmo dos portugueses pela união política com Espanha não passa de um desejo mal disfarçado de arranjar alguém que nos pague as contas. O problema é que a altura não é muito propícia para alimentar estas fantasias.

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