23 novembro 2010
:: Guarda-freio: J.
O problema essencial está neste contraste: em
Portugal, os números da execução orçamental revelam que houve aumento de receitas mas, também, aumento das despesas e do défice; em
Espanha, houve aumento das receitas mas também houve uma redução das despesas e do défice. Perante estes dois percursos, a quem é que emprestariam dinheiro?
Etiquetas: crise, Espanha, finanças públicas, Portugal
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11 novembro 2010
:: Guarda-freio: J.
O Governo controlou o défice público de 2008 à custa de receitas extraordinárias e falhou as metas de execução orçamental para 2009 e 2010. Com este pobre currículo, não devia haver dúvidas sobre quem tem as principais responsabilidades pelo facto de o preço a que os credores estão dispostos a emprestar dinheiro a Portugal esteja em subida.
Ainda assim, a tese mais recente para desculpabilizar a dupla José Sócrates-Fernando Teixeira dos Santos garante que a principal culpada pela situação é a chanceler alemã, Angela Merkel, por não querer que sejam apenas os contribuintes alemães, entre outros, a pagarem a factura pesada dos erros alheios. Incompetência na gestão dos dinheiros públicos é coisa que não falta em Portugal. E criatividade para inventar desculpas também não.
Etiquetas: Angela Merkel, dívida pública, Fernando Teixeira dos Santos, finanças públicas, José Sócrates, Orçamento do Estado, taxas de juro
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18 março 2009
:: Guarda-freio: João Cândido da Silva
"As pensões vão mesmo baixar e de que maneira!...", por Miguel Frasquilho e Pedro Pereira Gonçalves, no "Público", sobre as consequências da reforma da Segurança Social no valor futuro das pensões de reforma, a propósito do estudo da OCDE sobre o mesmo tema.
"Proteccionismo", por João Ferreira do Amaral, no "Diário Económico", sobre o difícil meio termo entre o proteccionismo e a liberdade de comércio que poderia ajudar a combater uma aterragem brusca da economia global.
"Culpem os economistas, não a economia", por Dani Rodrik, no "Negócios", sobre o excesso de confiança dos economistas nos seus modelos favoritos e que os levou, em geral, a ignorarem os alarmes sobre a crise que estava para vir, impedindo-os, também, de conseguirem encontrar orientações para fazer o mundo escapar à turbulência actual.
"Reputação em risco", por Pedro Braz Teixeira, no "Negócios", sobre a facilidade com que é possível enganar a Comissão Europeia em matéria de finanças públicas, mas como a factura desta trafulhice acaba por ser paga pelas empresas e famílias portuguesas.
Etiquetas: Comissão Europeia, economistas, finanças públicas, Pensões de reforma, proteccionismo
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