<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/37878389?origin\x3dhttp://elevadordabica.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
elevador da bica

uma tragédia, uma farsa, um drama

03 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Hoje o Presidente da República reúne o Conselho de Estado com este cenário por fundo: se a oposição viabilizar a Lei de Finanças Regionais, pode haver um drama e o drama pode transformar-se em tragédia. Pondo os detalhes de lado, o drama teria este argumento: se não há aumentos para a função pública, se estamos a pedir sacrifícios, as pessoas não vão compreender que continuemos a ser complacentes com os gastos da Madeira que não é solidária com o resto do País. O Governo pode demitir-se por ser insustentável que a oposição passe a vida a aprovar aumentos de despesa no Parlamento. Com estas razões, se o Governo não cai agora, pode cair a qualquer momento. Mas se a tragédia não for agora terá lugar mais tarde. E para o PS mais vale cair agora, porque o PSD não tem liderança: enquanto Sócrates já está em campanha eleitoral, como se tem visto esta semana com as comemorações dos 100 dias, os laranjas vão-se esgatanhando em lutas internas dando péssima imagem de si e chegam às eleições em contrapé. Ao mesmo tempo, a concretizar-se este cenário Cavaco Silva seria atacado nas próximas presidenciais por não ter conseguido ser um referencial de estabilidade. À partida, embora tenha pouco a ganhar, quem tem menos a perder é o PS.

Mas no fundo isto é tudo uma farsa. Eleições agora não resolvem nada, só pioram os problemas e adiam as soluções. Se houvesse eleições depois de Abril, com resultados não muito diferentes dos actuais, quem nos garantiria que não ia haver eleições outra vez logo a seguir?

Etiquetas:

Cenário

15 junho 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Vamos imaginar que José Sócrates anunciava hoje uma remodelação.
Tirava já os ministros que não queriam continuar outro mandato.
Substituia aqueles que substituiria depois das eleições.
Combinava a tomada de posse dos novos ministros na reunião que terá hoje com Cavaco.
Anunciava isto tudo na comissão política do PS, esta noite, e esvaziava as críticas dos críticos internos.
Na quarta-feira, a moção de censura do CDS seria um fait-divers perante esta notícia e, no Parlamento, Sócrates podia apresentar-se ladeado por minisros novos, como um refresco político e dizer que tinha percebido a mensagem dos portugueses nas europeias.
Ao mesmo tempo, dava o sinal de que este seria um elenco aproximado daquele que proporia ao PR caso ganhasse as eleições legislativas.
Punha assim o seu Governo a votos, que seria sufragado com caras novas, portanto, apelava a um voto para o futuro, em vez de esperar um castigo sobre o passado.
Mas isto é só um cenário.

Etiquetas: ,