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elevador da bica

Há dinheiro? É gastá-lo

17 agosto 2010 :: Guarda-freio: J.

Os serviços do Estado conseguiram poupar dinheiro em 2009. Esses saldos transitaram para este ano. E servem para reduzir o défice em 2010? Não. Vão servir para financiar mais despesa. Concretamente, mais 546 milhões de euros. Assim vai, alegre e despreocupada, a estupenda consolidação das contas públicas portuguesas.

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Pergunta para mil milhões de euros

10 maio 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Governo vai "suspender as aquisições militares em 2010", escreve o Diário Económico hoje na edição em papel. Os submarinos estão a navegar em testes para serem entregues: como é que o Governo vai suspender a compra dos submarinos, uma vez que só falta a entrega dos navios e o respectivo reflexo nas contas públicas? Vai adiar? Vai vendê-los? Vai usar estratagemas legais para denunciar o contrato? Ou vai mesmo recebê-los?

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É melhor desconfiar

21 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Parece evidente que os eleitores devem desconfiar de todas as promessas que os partidos façam que impliquem perda de receitas ou aumento de despesas para os cofres do Estado. A situação das contas públicas vai ser de tal forma grave, como demonstram já os números da execução orçamental de Janeiro a Julho de 2009, que nenhum Governo terá margem de manobra para fazer flores, a não ser que a irresponsabilidade se sobreponha à seriedade política e ao sentido de Estado.

No actual cenário, as tensões vêm de dois lados: a quebra das receitas fiscais, em que se baseou uma larga parte do sucesso alcançado pelo actual Governo na redução do défice público entre 2005 e 2008, e o aumento das despesas da Segurança Social, com uma forte quebra do saldo positivo, que foi outra das fortes ajudas para o combate ao desequilíbrio orçamental durante a era Sócrates.

Como assinalou Helena Garrido num editorial do "Negócios", há uma diferença entre a crise de 1993 e a actual que agrava as dificuldades na cobrança fiscal. Para além do efeito do abrandamento económico, os preços, agora, estão em descida, o que significa menos imposto arrecadado sobre a despesa das famílias. Nos anos 90, a inflação atenuou a quebra na recolha de receitas fiscais. Trata-se de um detalhe que tornará ainda mais difícil o cumprimento da promessa do Governo de que conseguirá alcançar a meta para as receitas inscrita no Orçamento do Estado para 2009, na sua versão rectificada.

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