Os sopranos
18 setembro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva
Sou amigo de Vítor Matos e conheço bem a sua inquestionável integridade pessoal e profissional.
Posto isto, alegar que, na reportagem da sua autoria publicada na "Sábado" de ontem, os testemunhos de quem denunciou as manobras vergonhosas que se passaram no interior do PSD de Lisboa foram obtidos a troco de dinheiro é uma safadeza de baixíssimo calibre que apenas ajuda a completar o retrato do repugnante pântano em que se movem certos sectores sociais-democratas e, sabe-se lá, se também noutros partidos.
O trabalho de Vítor Matos é uma excelente peça de jornalismo de investigação e revela coragem por parte de quem a fez e de quem a publicou, sem hesitar meter as mãos naquilo que, como se prova pelas reacções, é um autêntico ninho de vespas.
Agora ou em qualquer outra altura, a peça em causa jamais seria inócua para o partido atingido, pelo que erguer insinuações sobre o "timming" com o objectivo de a desvalorizar é não entender o essencial. E o essencial, para quem esteja preocupado com a imagem externa e o ambiente interno do PSD, é que parece evidente a necessidade de limpar o balneário, se o partido quiser cuidar melhor do seu prestígio.
Posto isto, alegar que, na reportagem da sua autoria publicada na "Sábado" de ontem, os testemunhos de quem denunciou as manobras vergonhosas que se passaram no interior do PSD de Lisboa foram obtidos a troco de dinheiro é uma safadeza de baixíssimo calibre que apenas ajuda a completar o retrato do repugnante pântano em que se movem certos sectores sociais-democratas e, sabe-se lá, se também noutros partidos.
O trabalho de Vítor Matos é uma excelente peça de jornalismo de investigação e revela coragem por parte de quem a fez e de quem a publicou, sem hesitar meter as mãos naquilo que, como se prova pelas reacções, é um autêntico ninho de vespas.
Agora ou em qualquer outra altura, a peça em causa jamais seria inócua para o partido atingido, pelo que erguer insinuações sobre o "timming" com o objectivo de a desvalorizar é não entender o essencial. E o essencial, para quem esteja preocupado com a imagem externa e o ambiente interno do PSD, é que parece evidente a necessidade de limpar o balneário, se o partido quiser cuidar melhor do seu prestígio.

