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elevador da bica

Já agora, expliquem porquê

01 fevereiro 2011 :: Guarda-freio: J.

João Amaral Tomaz, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, afirma que "tem que ser Portugal a resolver os seus problemas" e que "o recurso a terceiros só se justifica se não formos capazes de nós próprios ultrapassarmos as dificuldades".

Ora bem:

1. Portugal está, há alguns meses, dependente dos financiamentos externos que consiga captar nos mercados ao preço que os credores decidirem ser razoável para compensar o risco que correm;

2. O Banco Central Europeu tem financiado a banca portuguesa, compensando o facto de as instituições financeiras nacionais não conseguirem captar recursos no mercado interbancário;

3. O Governo tem andado em visitas oficiais, sejam de Estado ou em"road shows" junto de potenciais investidores, para conseguir ajuda financeira sob a forma de compra de títulos de dívida pública portuguesa (sabe-se lá com que contrapartidas).

Posto isto, parece existirem duas evidências:

a) Portugal tem que resolver os seus problemas porque andar de chapéu na mão pelo Mundo fora não é solução de vida;

b) Pode não ser óbvio, o que não deixa de surpreender, mas a verdade é que Portugal já está há algum tempo a recorrer a terceiros precisamente porque não foi capaz, até agora, de evitar ou de resolver os seus problemas.

Para quem pensa como João Amaral Tomaz, o problema não está em pedir ajuda a terceiros mas em pedir ajuda a terceiros que ostentem a sigla FMI. Estão no seu direito. Mas, pelo menos, expliquem porquê.

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Livros que gostei de ler em 2010 (III)

21 dezembro 2010 :: Guarda-freio: J.


A Fundação Francisco Manuel dos Santos é recente mas já fez muito mais pela organização e a acessibilidade de muita informação estatística sobre Portugal do que décadas de administração pública desleixada e indiferente. O "site" Pordata honra a expressão "serviço público", neste caso praticado, e bem, por privados. E a isto, que já não é pouco, acresenta a edição de livros que analisam diversos aspectos da realidade nacional.

São obras com uma natureza muito prática, de leitura rápida, longe da ambição dos calhamaços académicos, e que visam fazer chegar a informação e a respectiva interpretação a um alvo alargado de pessoas interessadas em saber mais sobre por que estamos como estamos e como podemos sair de onde estamos. Entre os que li, selecciono "Portugal: Os Números", de Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas, e "Economia Portuguesa, As Últimas Décadas", de Luciano Amaral. São as duas faces de uma mesma moeda.

No primeiro, observa-se o trilho de sucesso de Portugal nas políticas sociais durante as décadas mais recentes, de que um dos indicadores mais impressionantes entre os vários que são citados é o recuo dramático da mortalidade infantil. No segundo, aborda-se a pesada factura que, em simultâneo, cresceu até colocar Portugal quase ao colo do FMI, em parte como contrapartida de um aumento das prestações sociais até a um nível que está acima das possibilidades actuais da economia portuguesa. Dois livros esclarecedores, sobretudo se a leitura de um for seguida da leitura do outro.

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Um tiro certeiro

05 abril 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Tenho quase a certeza de que [a regulação e supervisão] não é das coisas que ele [Vítor Constâncio] gosta. Do que ele gosta e sabe bastante é de política monetária."

A opinião é de Jacinto Nunes, economista, ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, numa entrevista ao "Expresso". Do meu ponto de vista, trata-se de uma avaliação lúcida e certeira que explica os falhanços do banco central e de Constâncio na vigilância e prevenção de casos como o BCP, BPP e BPN. Da citação, eu só retiraria o "quase".

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A errata do Banco de Portugal

09 março 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Um dos pontos controversos no "caso BPP" está na questão de saber o que eram depósitos e o que eram aplicações alegadamente apresentadas como depósitos mas em que o dinheiro dos clientes era investido em activos financeiros que proporcionariam remunerações mais elevadas e, por este motivo, com maior risco.

A supervisão andou distraída enquanto entre o BPP e os subscritores destes produtos se erguiam equívocos que agora, no limite, terão que ser dirimidos em tribunal. O Banco de Portugal chegou atrasado a esta história e tenta agora emendar a mão.

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O sono do Banco de Portugal

12 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"O ex-director de operações do BPN, António Franco, afirmou que o Banco de Portugal não fez as perguntas suficientes para descobrir o Banco Insular, uma vez que em regra se 'contenta com meias respostas' que fazem 'desaparecer os problemas'."

Ler aqui mais algumas informações que, no mínimo, aumentam a desconfiança de que a supervisão Banco de Portugal esteve aquém do que se exigia no "caso BPN".

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