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elevador da bica

A penitência de Cavaco

17 junho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Para os católicos conservadores, Cavaco não chega. Ele é católico. Ele é conservador em matéria de costumes. Mas é insuficiente. Cem mulheres preferem Bagão Félix no Palácio de Belém. Santana Lopes também quer Bagão Félix, embora as suas razões contra Cavaco sejam menos católicas. Não deixa de ser uma grande injustiça contra Cavaco: ele vai à missa todos os domingos aos Salesianos de Campo de Ourique; ele foi sempre contra mexidas na lei do aborto; ele foi sempre contra a nova lei do divórcio; ele foi sempre contra esta fórmula dos casamentos gay; ele sempre abominou a todas as agendas fracturantes. Com uma fragilidade: foi sempre mais vago do que veemente nas suas tomadas de posição nestas matérias, mesmo antes de ser PR.

Mas pecou: promulgou o aborto depois do referendo, o fim do divórcio litigioso, os casamentos gay. Os católicos que suspiram por um candidato oficial da Igreja nem sabem o mal que estão a fazer à sua própria causa. Vivemos numa democracia com regras e o lado contrário tem ganho. Paciência. Em democracia toda a gente tem direito à opinião, e mesmo num Estado laico a Igreja tem o direito de dizer o que pensa, sejam cardeais sejam leigos. Acontece que o PR não tem culpa de estas medidas terem sido aprovadas na vigência do seu mandato. É verdade que por uma questão de coerência consigo próprio, Cavaco devia ter vetado a lei dos casamentos homo. O discurso do não-veto-porque-não-vale-a-pena-que-nada-mudaria é uma declaração de impotência dos poderes presidencias. O problema é político. O veto valeria como uma tomada de posição política que agradaria a uma boa parte do eleitorado de Cavaco. Mas se olharmos para o assunto de forma utilitária, Cavaco é capaz de ter razão: o resultado seria o mesmo. Agora, a sua penitência é ter os ultra-conservadores a rezar por um candidato-conservador-oficial. Não deixa de ser irónico.

Ler este post do Francisco José Viegas.

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Um questão de fé. Da boa e da má

05 março 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Se houve má fé na comparação de Portugal à Grécia, como disse Cavaco Silva na Catalunha, isso significa que Manuela Ferreira Leite não está de boa fé quando faz exactamente esse paralelo?

Já agora, Ferreira Leite disse também que "o Governo não entendeu o sentido [da comparação com a Grécia], o quer dizer que está absolutamente fora da realidade, absolutamente fora daquilo que o país necessita". Isto em manuelês significa agora que Cavaco também está fora da realidade, tão desfasado quanto Sócrates? (ai o que faz o cheirinho a eleições...)

É certo que termos um primeiro-ministro chamado Sócrates nos aproxima perigosamente dessas comparações helénicas (quando o Sócrates marcava um golo pelo Brasil dava-me sempre vontade de gritar gooolo da Grécia, aliás, do cidadão do mundo que não é ateniense nem grego!, o que é que se há-de fazer?). É que quando é questionado sobre a economia, Sócrates também sai de português e se transforma em cidadão do mundo, tal a mestria em usar os números dos países estrangeiros para mostrar como a nossa economia resiste e recupera qual Aquiles robusto sem fraquezas de calcanhar. Mitologias.

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Deus abandona cargo

15 outubro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

João de Deus Pinheiro começou por recusar o convite de Manuela Ferreira Leite para integrar as listas do PSD. E disse-o numa entrevista à SÁBADO.

A seguir aceitou o convite - que justificou na actualização da mesma entrevista - e foi para Braga fazer campanha. Defendeu então em declarações sucessivas uma coligação do tipo Bloco Central, contra a opinião da direcção do PSD.

Hoje, dez minutos depois de tomar posse na Assembleia da República anuncia a renúncia ao cargo. Alega motivos pessoais, mas isso pode ser muita coisa. Para evitar pensar-se que as razões são afinal muito políticas, devia ser mais específico e explicar que motivos pessoais são esses - saúde, família, desafios profissionais, incompatibilidades súbitas.

Este é mais um episódio que não dignifica as instituições e mais uma prova de como Manuela Ferreira Leite não teve qualquer arte para gerir as listas.

ADENDA: este post no Jugular sobre o mesmo tema é mesmo muito bom.

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Religião e liberdade na América

21 janeiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Faz muita confusão a Fernanda Câncio, aqui, no Jugular, o peso da religião na tomada de posse de Barack Obama. Pois a América é a sua história e as suas circunstâncias, e não nos podemos esquecer que o país tem só 200 anos, e nasceu por causa da religião e da liberdade religiosa. Se as notas de dólar têm escrito In God We Trust, também não se pode considerar uma bizarria o Presidente jurar sobre a Bíblia. (Sim , é um grande risco uma nação confiar numa entidade que não existe, mas seria muito mais arriscado confiar numa entidade que existisse, porque, existindo, podia falhar-nos e assim não falha porque não age). Mais polémica aqui.

Mas nos comícios do Obama reza-se, como se pode ver aqui. Reza-se, jura-se a bandeira e canta-se o hino (imagino o escândalo que seria se em Portugal o CDS seguir um alinhamento destes num comício). E rezam-se orações que podem ser rezadas por qualquer crente das religiões abrâamicas. Em Waco, no Texas (durante esta campanha eleitoral), assisti a uma coisa num rodeo que me fez pensar. Antes de começar o dito rodeo eles rezaram, e, no fim da oração, o mestre de cerimónias disse assim: "Que bom que é viver num país onde todos podemos rezar a mesma oração". Em Portugal, dizer isto seria uma ofensa segregacionista porque a maioria esmagadora é Católica. Na América não. É uma afirmação de tolerância ecuménica, porque na assistência deviam estar dezenas de pessoas de igrejas diferentes. E ainda assim, rezam todos a mesma oração.

Tirando as seitas radicais minoritárias e os grupos evangélicos (são 27 milhões nos EUA), que apoiaram Bush e Sarah Palin, e promovem o criacionismo nas escolas, penso que a religião na América ainda é um factor de liberdade. No bairro de Obama, em Chicago, há igrejas de várias confissões, mesquitas e sinagogas ao lado umas das outras. Por isso, as invocações religiosas de Barack Obama não me ofendem (nem que seja porque também mencionou os ateus).

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Eles rezam com Barack

20 janeiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos



O extraordinário foi ver um bispo protestante chegar ao palanque e começar a rezar uma oração. A maior parte dos 150 mil que lá estavam a festejar, já a vitória estava no papo, baixaram a cabeça, compenetraram-se ou deram as mãos e rezaram também.
Curioso.
Estive num comício da Sarah Palin e os republicanos não rezaram (mas aplaudiram muito um cantor de country que invocouo nome de our lord Jesus Christ!). Nos comícios de Obama, reza-se primeiro, a seguir jura-se a bandeira americana, depois canta-se o hino nacional e só então se passa à política.
Quem disse que ele não é conservador engana-se. À luz de critérios europeus, ele é um conservador. Se não o fosse, não teria ganho a eleição.
Apesar de tudo, um velho conhecido de Obama do Hyde Park disse-me que não acreditava que ele fosse muito religioso e que só ia à Trinity Church porque era lá que estavam os contactos importantes da comunidade negra. "This is Chicago", dizia-me ele.
Foto: VM

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