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elevador da bica

O deputado mãozinhas

13 maio 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A entrevista de Ricardo Rodrigues ontem na RTP-N é mais um episódio lamentável. Ele defende-se do furto dos gravadores, quando o problema não é o furto em si: é a tentativa de impedir a publicação da entrevista à Sábado, ou seja, um atentado à liberdade de imprensa por um deputado da Comissão de Direitos Liberdades e Garantias.

Ele diz que as perguntas eram capciosas e que a revista Sábado o queria condenar por crimes a que os tribunais não o condenaram. Ora estes senhores que passam a vida a encher a boca com liberdade, democracia e Estado de Direito, esquecem-se que há uma grande diferença entre o domínio do jornalismo e o da justiça.

Em caso de dúvida, os tribunais não condenam: in dubio pro reo. Pelo contrário, em caso de dúvida, os jornais escrevem a notícia, evidenciam a dúvida, escrutinam, perguntam, esgravatam, colocam em causa. É um dever da imprensa livre perante o poder político. E aqui Ricardo Rodrigues padece de uma grande fragilidade: o caso em concreto não se tratava de um artigo manhoso feito à sua revelia sobre as dúvidas que sobre si recaem. Eram perguntas colocadas directamente às quais ele podia responder e defender-se em directo e no próprio momento. Claro, podia simplesmente ter-se ido embora, e a fuga às perguntas sobre os seus estranhos casos nunca seria assunto nacional.

Mais lamentável ainda: nenhum dos deputados que passaram meses numa comissão de inquérito a ouvir toda a gente sobre a liberdade de expressão neste país triste teve uma palavra de condenação sobre a conduta de Ricardo Rodrigues. A excepção foi Marques Guedes, do PSD.

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Liberdade condicionada

17 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A comissão parlamentar de Ética vai debater hoje a liberdade de expressão quando não é a liberdade de expressão que está em causa em Portugal.

A questão que se coloca actualmente é a do condicionamento da comunicação social pelo Governo, que é evidente se analisarmos a distribuição da publicidade do Estado e de entidades estatais pela imprensa. A tentação de asfixiar os mais críticos é fácil de identificar e é uma política consumada.

O outro ponto, grave, é a tentativa de condicionamento editorial de um canal de televisão que aliás também se consumou. É preciso perceber qual o nível de envolvimento do primeiro-ministro na tentativa de compra da TVI pela PT, usando para fins políticos meios estatais e privados. Isto é que devia estar a ser analisado, mas noutra comissão parlamentar, a de Direitos, Liberdades e Garantias. Antes de se avançar para uma comissão de inquérito que parece inevitável.

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Democracia de coronéis

11 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

A providência cautelar do administrador da PT, Rui Pedro Soares, para o Sol não publicar o seu trabalho mostra como esta alegada democracia não precisa de coronéis para que se cumpra o trabalhinho sujo. Os métodos para censurar hoje são mais sofisticados. Mas a inteligência desses oficiais hoje também não é muita, sobretudo quando perdem a cabeça.

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Lido no Elevador

10 fevereiro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Sócrates, os 'crimes' e a verdade - por Henrique Monteiro no site do Expresso.

Explica tudo com meridiana clareza. Quem quer perceber o que se passa nos jornais portugueses deve ler este texto. Há mais coisas (há sempre mais coisas), mas aquilo a que Henrique Monteiro se refere é mesmo assim.

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Lido no Elevador

22 abril 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Este post do Pedro Correia no Delito de Opinião, onde cita o professor Jónatas Machado, da Universidade de Coimbra, sobre a liberdade de imprensa. É aquilo mesmo e nunca é demais lembrar.

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Democracia chinesa

09 abril 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Desta, Sócrates, Santos Silva e companhia ainda não se lembraram. Mas já não devemos andar longe.

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João Miguel Tavares

04 abril 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Para que fique registado: não conheço João Miguel Tavares. Dito isto, sou fã da coluna que assina no "Diário de Notícias", precisamente porque escreve, com muito talento, textos como este num país em que tem que se estar sempre preparado para pagar a factura por se ter a coragem de ser livre e de dizer aquilo que se pensa, sobretudo nos dias claustrofóbicos que se vivem actualmente.

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Os srs. deputados continuam a gostar de dar má imagem de si

20 março 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Os senhores deputados querem limitar a circulação dos jornalistas na Assembleia da República porque não querem os fotógrafos e câmeras nas galerias a captarem o que está no écrã dos seus computadores. Aqui

Esquecem-se que tudo o que se passa no plenário é público e deve ser público.

Esquecem-se que o que importa é o seu comportamento no plenário, onde é suposto representarem os constituintes e que por vezes pode ser de interesse público saber o que estão a ver nos computadorzinhos.

Se querem mandar sms amorosos é bom que não o façam no plenário (mas não concordo com a publicação dessa fotografia no DN).

Se querem abrir sites e escrever coisas no computador que os fotógrafos não possam captar façam-no no recato do seu gabinete. Habituem-se.

Portugal quer ser moderno, mas não é um Magalhães para cada deputado que moderniza o País. No Parlamento britânico não cabem lá os deputados todos, as perninhas ficam apertadas no banco da frente e não têm mesinha para o portátil. Aliás se levarem computador, o que duvido, têm que o usar como laptop, literalmente. E não é por isso que a Inglaterra é mais atrasada que Portugal. O que acontece naquele Parlamento é debate do duro. No último debate quinzenal consegui contar 25 portáteis. Estariam todos no twitter?

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Capitulação

11 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Aqui está mais um bom motivo para ler este texto, publicado na "Vanity Fair" de Fevereiro.

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Elogio a Alexandre Soares dos Santos

:: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Um dos grandes problemas de Portugal está no facto de serem escassos os homens livres, como Alexandre Soares dos Santos, que não têm medo de dizer aquilo que pensam.

Num país em que as empresas a quem o Estado deve dinheiro têm receio de figurar na lista de credores por causa de eventuais represálias e em que as concessionárias das auto-estradas pagam as sessões de propaganda do Governo, a meio milhão de euros cada, e calam-se, Soares dos Santos destoa pela coragem e frontalidade.

Se o seu exemplo fosse seguido com mais frequência, o ar que se respira no país seria mais saudável.

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Lido no Elevador

03 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

É uma boa leitura para os tempos que correm, com recomendação especial para a classe política. "Rousseau e outros Cinco Inimigos da Liberdade" São seis textos (traduzidos pelo meu amigo Tiago Araújo) a partir de palestras de Isaiah Berlin na BBC sobre: Helvétius, Rosseau, Fichte, Hegel, Saint-Simon e Maistre.
Por vezes aqueles que começam por defender a liberdade passam a defender que só limitando seriamente a liberdade se pode ser verdadeiramente livre. O caso é mais complexo do que isto, claro, e cada autor tem as suas próprias variantes e vale a pena explorá-las.

Portugal, apesar daqueles que enchem a boca com vinte e cinco de abris, não é um país onde se ame a liberdade. Em Portugal a liberdade é uma chatice, e quando no poder a liberdade dos outros é um constrangimento ainda maior. Ainda ontem tive uma discussão com um reputado socialista que acusava a imprensa de todas as tropelias conspirativas contra o primeiro-ministro e ainda ameaçava que o patronato ia pôr fim à insídia quando Sócrates desatasse a processar os jornais a torto e a direito. Claro que, depois de umas certas palavras trocadas eu disse que no tempo do dr. Salazar é que era assim, do género fazer auto-censura porque o medo... O homem espumou e perguntou-me que moral tinha eu, já que ele tinha a medalha não sei das quantas da luta pela liberdade e eu não sabia o que era isso. E que tinha lutado pela liberdade de imprensa e que sabia o que diziam os velhos jornalistas desta malévola imprensa moderna. Talvez Berlin pudesse ter juntado às suas conferências sobre os inimigos da liberdade os acólitos de Sócrates, não os do filósofo.

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Religião e liberdade na América

21 janeiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Faz muita confusão a Fernanda Câncio, aqui, no Jugular, o peso da religião na tomada de posse de Barack Obama. Pois a América é a sua história e as suas circunstâncias, e não nos podemos esquecer que o país tem só 200 anos, e nasceu por causa da religião e da liberdade religiosa. Se as notas de dólar têm escrito In God We Trust, também não se pode considerar uma bizarria o Presidente jurar sobre a Bíblia. (Sim , é um grande risco uma nação confiar numa entidade que não existe, mas seria muito mais arriscado confiar numa entidade que existisse, porque, existindo, podia falhar-nos e assim não falha porque não age). Mais polémica aqui.

Mas nos comícios do Obama reza-se, como se pode ver aqui. Reza-se, jura-se a bandeira e canta-se o hino (imagino o escândalo que seria se em Portugal o CDS seguir um alinhamento destes num comício). E rezam-se orações que podem ser rezadas por qualquer crente das religiões abrâamicas. Em Waco, no Texas (durante esta campanha eleitoral), assisti a uma coisa num rodeo que me fez pensar. Antes de começar o dito rodeo eles rezaram, e, no fim da oração, o mestre de cerimónias disse assim: "Que bom que é viver num país onde todos podemos rezar a mesma oração". Em Portugal, dizer isto seria uma ofensa segregacionista porque a maioria esmagadora é Católica. Na América não. É uma afirmação de tolerância ecuménica, porque na assistência deviam estar dezenas de pessoas de igrejas diferentes. E ainda assim, rezam todos a mesma oração.

Tirando as seitas radicais minoritárias e os grupos evangélicos (são 27 milhões nos EUA), que apoiaram Bush e Sarah Palin, e promovem o criacionismo nas escolas, penso que a religião na América ainda é um factor de liberdade. No bairro de Obama, em Chicago, há igrejas de várias confissões, mesquitas e sinagogas ao lado umas das outras. Por isso, as invocações religiosas de Barack Obama não me ofendem (nem que seja porque também mencionou os ateus).

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