18 julho 2010
:: Guarda-freio: Vìtor Matos

O Governo está em roda livre, é o que parece. Já não é uma questão de encontrar o Norte ou de navegar com a costa à vista. Às vezes parece que os ministros andam às apalpadelas no escuro. Entrevista de
João Céu e Silva no DN à ministra Helena André, que depois deu o dito por
não dito:
Um congelamento que, com a inflação prevista de 1,4%, com aumento zero, será um corte salarial?
Não, porque há o ajustamento à inflação.
Portanto, vai haver no mínimo 1,4% de aumento?
O ajustamento é esse.
Esse não será o ponto de partida para as negociações. Será o final?
Esta foi a decisão do Governo em relação à política salarial para 2011. Depois, logo veremos.
Essa é uma nova realidade?
Não, é a medida que está! A medida no PEC é em relação a 2011.
Que significa que vai haver um aumento de 1,4...
O congelamento salarial é isso que implica. Não há aumentos salariais de x por cento, mas há tudo o que tem que ver com o ajustamento normal dos salários.
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14 agosto 2009
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Suponho que Pedro Duarte, deputado do PSD, ex-líder da Jota e ex-secretário de Estado da Juventude, tenha algo mais a dizer sobre que "
inexplicáveis forças impediram o alargamento da base de formação de médicos no nosso País". Se não tem mais informação sobre isto para nos dar, devia ter. Os partidos que estiveram no Governo ao longo de todos estes anos são cúlplices nesta distorção entre oferta e procura: há poucos médicos, mas muita oferta de estudantes para Medicina, com notas estratosféricas, que se deparam com poucas vagas e a seguir continua a haver poucos médicos. Apesar de já haver mais um curso de Medicina no País (não sei se da responsabilidade do PS se do PSD), o inexplicável é que isto se mantenha inexplicável.
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