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elevador da bica

Um nojo tão grande sr. vereador

01 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

No dia 7 de Setembro escrevi este post indignado porque a câmara de Lisboa tinha finalmente decidido tratar do nojento Jardim Constantino, mas a coisa metia mais nojo que o estado do próprio jardim, porque anos depois de os moradores andarem a fazer pressão para o jardim ser tratado, a iniciativa foi tomada na semana das eleições autárquicas.

Hoje, o jardim continua fechado. Passaram sete meses. Não há sinais de obras.

Meteram lá um quiosque. Não funciona, como é óbvio. Hoje uns homens limpavam folhas secas.

O jardim que metia nojo mete tanto nojo hoje quanto metia; a manipulação das expectativas políticas para enganar a populaça mete nojo: a manutenção do espaço fechado mete nojo; a passividade de nós, moradores, também mete nojo. Há países onde isto seria impossível.

Onde pára o sr. vereador Sá Fernandes que tão diligentemente defendia a cidade quando era advogado? O Zé não faz falta nenhuma.

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É o costume e o costume é demasiado mau

21 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Duas jovens foram violadas e não puderam ser atendidas nos hospitais a que recorreram porque não havia gente disponível do Instituto de Medicina Legal. Escândalo? Apuramento de responsabilidades? Pedidos de desculpa às vítimas e medidas de correcção imediata da situação? Disponibilização de apoios que permitam compensar o sofrimento de quem precisa de assistência e não a consegue obter onde era suposto ela existir?

Nada disso. Apenas a pouca-vergonha do costume, com responsáveis de serviços a lançarem as culpas para cima dos ombros alheios e a discutirem a decisiva questão de saber se o Instituto de Medicina Legal deve estar integrado no Ministério da Saúde ou no Ministério da Justiça. Palavras para quê? São burocratas portugueses e, como tal, o seu lema é: "as pessoas que devemos servir que se lixem, porque os nossos pequenos poderes e rivalidades é que são a questão substancial".

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