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elevador da bica

O "professor" Queiroz

30 junho 2010 :: Guarda-freio: FSC

Antes disto começar, fiz uma única aposta com amigos sobre o nosso desempenho no Mundial: apostei que Portugal voltaria da África do Sul sem vencer qualquer jogo. Fui acusado de falta de fé e de não perceber nada disto. Admito que ambas as acusações sejam verdadeiras.

Portugal deu 7-0 à Coreia do Norte (com quem supus que empatássemos) e lá se foi a minha aposta. Mas, tirando a anormalidade que foi o jogo com a Coreia, acertei. Acertei sobretudo em relação ao "professor" Queiroz, e para isso não era preciso nem fé nem perceber muito de futebol. Bastava ter visto a nossa triste qualificação para o Mundial e (para efeitos de background) conhecer o percurso do dito "professor", cujo ponto mais alto do currículo é ter ganho, há 20 anos, dois mundiais de sub-20. Depois disso, arranjou emprego como secretário do sr. Fergusson e falhou sempre que pôs o pé fora do conforto do Man United: estatelou-se ao comprido no Sporting, no Real Madrid, na Selecção.

Sem visão de jogo, sem leitura táctica, receoso, autista, sem carisma e sem capacidade de mobilização, o que o "professor" fez no Mundial explica-se bem pedindo emprestada e parafraseando uma frase dita pelo técnico do Chile: pôs a andar jogadores que voam e quis pôr a voar jogadores que, nos seus dias melhores, seriam capazes de dar uns passinhos.

Infelizmente, o "professor" ainda deve dar cabo da nossa presença no Europeu de 2012 antes de ser mandado embora.

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21 junho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

À atenção dos pessimistas aqui da casa.

Sete.

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Selecção luso-brasileira

31 agosto 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

As competições entre selecções nacionais de futebol deviam ser um confronto entre diferentes escolas e formas de abordar o jogo. Deviam constituir uma oportunidade para colocar em competição talentos criados nas escolas de cada um dos países em competição. Em Portugal, nada disto parece ter actualmente qualquer valor, perante a ânsia de ganhar a qualquer custo.

E é assim que Liedson, avançado brasileiro do Sporting, se naturalizou de forma interesseira para poder ficar à disposição do treinador Carlos Queiroz, tal como antes já tinha sucedido com Deco e Pepe. Esta táctica desvirtua as competições entre selecções e aproxima a lógica de funcionamento da equipa portuguesa de qualquer vulgar clube que vai ao mercado tentar contratar aqueles que lhe parecem melhores.

Em abono da verdade, a selecção nacional de futebol deveria passar a ser identificada nas competições como "selecção luso-brasileira", em vez de selecção de Portugal.

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