Casamento homossexual e liberdade
17 fevereiro 2009 :: Guarda-freio: Vìtor Matos
Desta vez, o artigo de Mário Crespo é absolutamente demagógico. Associar o casamento homossexual à eutanásia, à morte ou à não vida por não haver reprodução é de mau gosto. Pode ser-se contra ou a favor, mas em vez de se andar à procura de argumentos, esses sim, estéreis, é preferível assumir o preconceito de frente e dizer que o casamento é só para homens e mulheres e os gays que coabitem. Numa sociedade livre, ninguém tem nada a ver com o que faz o vizinho do lado, desde que não interfira com a sua própria liberdade. Não me incomoda que os homossexuais casem. Nem isso tem qualquer efeito negativo na instituição matrimonial. Casam os que quiserem. Vivem como quiserem. Não haverá grandes mudanças sociais. A parte mais visível será a dos excêntricos que quiserem casar e fazer show-off. Depois, o assunto morre, a coisa torna-se normal, banal e passamos a viver numa sociedade mais tolerante, cada um segundo a sua vontade.
Quanto à agenda de Sócrates, sim, é oportunista. Mas a verdadeira pergunta é: porque é que esta medida considerada tão importante do ponto de vista das igualdades constitucionais não estava no primeiro programa do PS socrático? Na época não convinha (lembrem-se dos boatos) e agora este ruído ajuda a distrair da crise. Sócrates não dorme, mas não é isso que torna a medida malévola. Adiá-la era só isso, adiá-la.
Quanto à agenda de Sócrates, sim, é oportunista. Mas a verdadeira pergunta é: porque é que esta medida considerada tão importante do ponto de vista das igualdades constitucionais não estava no primeiro programa do PS socrático? Na época não convinha (lembrem-se dos boatos) e agora este ruído ajuda a distrair da crise. Sócrates não dorme, mas não é isso que torna a medida malévola. Adiá-la era só isso, adiá-la.
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