12 abril 2010
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02 março 2009
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Sócrates não brinca. O congresso do PS foi desenhado com extremo profissionalismo. Não interessam os meios. Só interessam os fins. Sócrates só se preocupa se a sua mensagem passa como ele quer e se chega a quem é preciso: o portugueses comuns, lá em casa, com o mínimo de mediação possível. Isso é o principal. O resto é acessório. Criar um espectáculo é montar uma encenação.
Por isso,
- os jornalistas não podiam aceder às zonas próximas dos delegados;
- as câmaras não podiam filmar esses delegados de frente;
- as televisões tinham de usar as imagens do congresso que o próprio PS fornecia;
- Sócrates não prestou qualquer declaração a uma televisão;
- falou sempre em cima dos telejornais;
- é que o design do espaço era tão bom;
- não houve vozes críticas;
- por isso é que Governo visto dali parecia tão perfeito.
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Pelo menos em três pormenores, José Sócrates tentou imitar Barack Obama durante o fim-de-semana do congresso:
a) através do seu novo site
Sócrates2009 - para estabelecer uma ligação directa e instantânea os apoiantes via mail e sms;
b) com a presença de uma tradutora de linguagem gestual no palco quando está a discursar - para mostrar que é inclusivo e por isso de esquerda;
c) no filme onde aparecem pessoas comuns a dizer como foram beneficiados pelas suas políticas - no seu célebre filme de 30 minutos, Obama mostrou casos de cidadãos prejudicados pelas políticas de Bush, e com esperança nas políticas democratas;
Só que Sócrates não é Obama. Só pode imitá-lo nos meios e na forma. No ser não é possível. São o oposto. Onde Obama é empático, Sócrates é frio. Onde Obama é emocionalmente conciliador, Sócrates é emocionalmente agressivo. Onde Obama cativa, Sócrates crispa. Onde Obama faz quem o ouve sentir coisas positivas, Sócrates indispõe e carrega o ar com energias negativas. Onde Obama disse ser alvo de propaganda negativa por parte dos republicanos, Sócrates diz que é alvo de campanhas negras e força ocultas.
Podem usar todas as técnicas, que são boas e ajudam à comunicação política, mas este homem não é o outro.
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01 março 2009
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Manuel Alegre participa em iniciativas com o Bloco. Alegre ameaça que faz um partido. Alegre diz que o PS não se reforma por dentro. Que os partidos não se mudam por dentro. Há por aqui críticos (de Alegre, claro) a dizer que era no congresso que ele devia dizer o que tem a dizer ao partido. Mas Alegre sabe que esta audiência não o quer ouvir. Talvez fosse apupado. Talvez vaiado. Não era bom para Alegre nem para o PS. Não se percebe é por que razão aceitou pertencer à comissão de honra do congresso. Fez bem em ficar de fora para não servir de idiota útil aos que dizem que o partido é plural e tolerante. Mas devia ser consequente. Alegre não pertence a este PS, que é o PS quase todo.
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Ouvido na régie da TVI, quando Sócrates anunciou o nome de Vital Moreira: «Eh pá!, tiraram-nos o comentador, pá!, os gajos fazem tudo para nos lixar».
(Vital Moreira tinha começado agora mesmo a sua participação naquilo que dizem que é uma espécie de Quadratura na TVI24, com Vasco Pulido Valente e Rui Ramos)
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Foi uma cegonha que se emaranhou nos fios? Uma campanha negra? Forças ocultas pelo breu da escuridão? Uma cabala que chocou contra os postes de electricidade? Não. A luz finou-se no congresso do PS e parece que foi só isso, embora nunca se saiba o que vai na cabeça de Sócrates. Havia muito militante inscrito quando a electricidade falhou. O facto de as intervenções terem sido canceladas e ninguém sentir falta desse debate tão vital para a nação, para além dos próprios oradores, é revelador da irrelevância destas missas políticas que servem para cada vez menos.
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28 fevereiro 2009
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Golpe de teatro. Não estava na bolsa de apostas. Pelo menos entre os primeiros. Sócrates procura estancar o castigo e a fuga de votos à esquerda. Oiço dizer por aqui que é mau candidato. Se for como nos tempos do camarada Vital do PC, não sei não. Agora é vital o PSD pôr as suas cartas na mesa...
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Estou no congresso do PS. Sento-me ao lado de um amigo da Lusa. Ele tem o Twitter aberto. Uma das mensagens chama-me a atenção: é o Filipe, a dizer que o Henrique e o Miguel estão a ver o congresso do PS na televisão. Em vez de brincarem. Estamos a criar monstros, diz ele. Gostam de ver o Marcelo. Ele depois explica porquê: o Henrique só tem 4 e o Miguel só tem 3 anos. São filhos de jornalistas. Pois. Um é filho dele. O outro é meu. Soube do meu filho porque olhei para um computador e falavam dele no Twitter...
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«Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe e não um qualquer director de jornal com as suas campanhas. Não é nenhuma televisão com as suas manipulações, nem é nenhum cobarde com as suas cartas anónimas. O povo em democracia é quem mais ordena»José Sócrates, no congresso do PS, 18v no índice de populismo ou é disto que o meu povo gostaEtiquetas: congresso, espinho, PS
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Neste momento, na tenda da JS, em cujos computadores muito "chique tecnológico" escrevo, ouve-se Jaime Gama com música lounge ou pop por fundo. "Ó camarada, já ouviste a última mistura dos discursos do Gama?"
A sério: o Sócrates vai ter um site tipo o do Obama, onde a malta tem de deixar os dados todos. Só não dá para fazer doações, que isto não é a América. Uma pena.
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Até agora o congresso do PS é uma mão cheia do mesmo partido que se ouve nos telejornais. Aqui, pelos vários espaços da nave dos desportos de Espinho, só há dois assuntos: quem será o cabeça-de-lista às europeias e se Manuel Alegre vem ou não vem.
O poder seca, corta a criatividade e o povo partidário gosta de se submeter. Até Edmundo Pedro pediu desculpa a Sócrates por ter falado no medo de falar dentro do partido.
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27 fevereiro 2009
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Ao fim da tarde, começará mais um daqueles congressos de louvor a um caudilho, onde o Poder até reza ao Grande Arquitecto para que apareça alguém a fazer o jeito de dizer mal, para depois um da tribo do chefe explicar que no partido todas as vozes contrárias fazem a riqueza da organização.
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