31 janeiro 2011
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
As meninas afegãs são forçada a casar e
espancadas em público quando desobedecem. Saber que acontece é diferente de
ver o que acontece. O cérebro é mais sensível às
imagens do que às palavras que evocam as imagens. No fim deste vídeo fica uma sensação de
enjoo. A humanidade foi sempre injusta, violenta e sem remissão. Ainda assim, o mundo tem melhorado aos poucos. Há uns séculos queimavam-se pessoas no nosso querido Rossio. As nossas sociedades já foram como isto que vemos no
Afeganistão. Mas "ver" dá-nos a volta ao estômago e pensamos que ainda estamos na Idade Média.
O texto da reportagem do NYT pode ler-se aqui.Etiquetas: Afeganistão, violência
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11 novembro 2010
:: Guarda-freio: J.
Nos dias que correm, uma
manifestação legítima e ordeira não chega. Como já nos habituámos a ver quando há grandes cimeiras internacionais, é preciso manipular, criar agitação, provocar a violência policial e, melhor ainda, arranjar mártires. Porque é assim que se conquista a atenção das televisões e se ganha o direito a que actos de pura barbárie sejam vendidos como "ira" e "revolta" genuínas.
Ontem, em Londres, 200 delinquentes, provavelmente espicaçados por peritos em "agitprop", assaltaram uma sede dos "tories". Os próprios organizadores do protesto contra o aumento das propinas universitárias se confessaram envergonhados com o comportamento de uma minoria de participantes num evento até aí pacífico que mobilizou, dizem os jornais, 52 mil pessoas.
A complacência perante a actuação desta gente não é tolerância democrática, é cobardia. E a cobardia é corrosiva para as democracias.
Etiquetas: cobardia, democracia, Londres, tories, violência
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