<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/37878389?origin\x3dhttp://elevadordabica.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
elevador da bica

Mistérios da vida moderna

16 junho 2010 :: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso


Na passada semana aproveitei o feriado de quinta e o meu aniversário de sexta para rumar a sul e mudar de ares durante quatro dias. Tal como eu, centenas de portugueses fizeram o mesmo. Isto a julgar pela quantidade de carros (a maior parte deles de alta cilindrada) que passaram a zunir por mim na A2 em direcção à costa Algarvia e de volta na viagem de regresso a Lisboa. Mas qual foi o meu espanto quando, nas três sessões de por-do-sol que fiz para fotografar pela primeira a costa Algarvia, os locais se encontravam desertos. Praia do Castelejo perto de Vila do Bispo, Praia da Marinha (na foto acima) no concelho de Lagoa e as praias de Dona Ana e do Camilo em Lagos, todas desertas, das 18 às 21h... Já na praia do Cabeço no calmo Sotavento Algarvio, onde andei a banhos com a família, o areal encontrava-se lavrado por pouco mais de 2 dezenas de pessoas a qualquer hora do dia. A questão que se coloca é: onde se metem hoje em dia as pessoas que vão para o Algarve?

Etiquetas: , , ,

Sol em excesso?

15 janeiro 2010 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Agora que já consegui parar de rir com a tirada de António Mendonça sobre os impactos no turismo português da ligação Lisboa-Madrid em alta velocidade, aqui vão uns comentários sobre a matéria.

O ministro diz que a ligação vai permitir fazer a viagem em duas horas e quarenta e cinco minutos. Muito bem. Digamos que há um madrileno cheio de calor que quer vir gozar as delícias das praias que rodeiam Lisboa. Digamos que esse madrileno mora perto da estação ferroviária de onde partirá o TGV e que, com a toalha e o protector solar devidamente guardados na mochila, faz o percurso entre o seu domicílio e o terminal em 15 minutos. Já lá vão três horas só para ir dar um cachucho à Caparica.

Chegado a Lisboa, à estação do Oriente, terá que apanhar transporte para alcançar o objectivo de colocar os pés na areia e estender a toalhinha. Sejamos optimistas, tão optimistas quanto o Governo que temos, e admitamos que o nosso madrileno consegue aviar a distância em meia hora. E já lá vão três horas e meia desde que saiu de casa, disposto a satisfazer as previsões de António Mendonça.

O "nuestro hermano" desfruta o dia, mas tem que se apressar porque, para regressar ao ponto de partida, está obrigado a suportar apenas mais três horas e meia de viagem, sempre com um sorriso de irredutível optimismo estampado na cara, até se encontrar novamente em casa para tomar duche e ir comer umas tapas.

Ao todo, para gozar a perspectiva de Lisboa como praia de Madrid, serão sete horas em trânsito, fazendo as contas muito por baixo, como sucedia com o voo dos crocodilos na velha União Soviética. Há malucos para tudo e quem seja capaz dos maiores sacrifícios só para ter o prazer de ir à praia. Mas também há quem, provavelmente, apanhe demasiado sol e, com o raciocínio em alta velocidade, não tenha tempo para pensar naquilo que diz.

Etiquetas: , , ,

Deve ser do sol

18 março 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

De facto, tendo em conta que o clima ameno em Portugal permite aos cidadãos frequentarem a praia desde o início da Primavera até ao Outono, não se compreende a racionalidade de reduzir a época balnear e, em consequência, o período em que existe vigilância, quando seria mais do que razoável aumentá-la.

Como sempre, quem tem uma palavra a dizer na matéria entretém-se a deitar as culpas para cima de quem estiver mais à mão. E, entretanto, a probabilidade de os acidentes fatais aumentarem é óbvia, embora pareça não preocupar o Governo e as autarquias. Deve ser do sol.

Etiquetas: ,