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elevador da bica

Querida, querida, comprei uma nova TV!

11 novembro 2009 :: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

Para todos aqueles que, como eu, ainda têm um "mono" em casa chamado CRT, não há mês que passe que não se olhe para um daqueles televisores HD fininhos numa qualquer montra de loja de Audio/Video com ar apetitoso. Mas quando se toma a decisão que é finalmente altura de levar o monstro para o sótão deparamo-nos com a herculeana tarefa de escolher entre modelos e mais modelos e entre formatos e mais formatos. Para vos ajudar nessa árdua tarefa decidi fazer uma análise comparativa entre as ofertas* que temos hoje ao nosso dispor.

Plasma: A qualidade de imagem dos plasmas varia de marca para marca, por isso convém ler algumas críticas antes da decisão. Marcas de referência a preços razoáveis são Pionner e Panasonic. A maioria destes televisores consegue reproduzir pretos de densidade/qualidade muito próxima dos antigos CRTs. Isto é extremamente importante para quem gosta de ver cinema em casa, pois aproxima muito a imagem que se vê daquela que percepcionamos da realidade e da que estamos habituados a ver numa sala de cinema. A reprodução da cor e o ângulo de visão é superior aos restantes formatos (LCD e LED). Em contrapartida, a resolução nativa dos plasmas é normalmente inferior à dos seus congéneres no que diz respeito a tamanhos de ecrã semelhantes. Isto pode influenciar a compra se estivermos a pensar utilizar muito a TV como monitor para computador. Os plasmas têm também um ecrã reflectivo o que em algumas circunstâncias (usado no exterior, por exemplo) pode representar um problema.

LCD: Estes são extremamente populares e são normalmente mais baratos, devido a uma maior variedade e quantidade na oferta. Se o objectivo em comprar uma tv hd, sem pensar muito na coisa, esta é a solução mais imediata. Não há marca que não tenha um LCD no seu catálogo, desde os magníficos Ambilight da Philips aos excelentes e baratos modelos da Samsung. Se, no entanto, estivermos a pensar em ecrãs de dimensões grandes (superiores a 60") aí as coisas mudam de figura e os LCDs podem ser bem mais caros que os plasmas. Em termos de pretos, os LCDs têm uma história de fraca performance. Basta compararem uma imagem que tenha pretos ou sombras escuras com os lados da TV se esta for preta. Vão ver que nunca há pretos carregados, mas sim cinzentos escuros (isto deve-se à imagem ser iluminada por trás). O ângulo de visão também desce consideravelmente em comparação com os plasmas. Aquele mito de se conseguir ver um LCD de todos os lados não passa disso mesmo, um mito. Em termos vantajosos, temos a questão da resolução, o facto de haver uma maior oferta e variedade de tamanhos de ecrã, um preço apelativo e o facto de os LCDs não sofrerem do perigo de burn-in (caso em que uma imagem que é reproduzida durante muito tempo – como os logótipos dos canais – fica "gravada" na TV para sempre). Este perigo ainda persiste nos plasmas, ainda que as diferentes marcas tenham arranjado formas de contornar o problema. Mas convém tomar medidas para que isto não aconteça.

LED: Os LEDs não são a revolução que se pensa. É preciso ter em conta que são apenas um sucedâneo dos LCDs. Apenas a tecnologia que ilumina a TV muda, o que permite que existam ganhos na espessura do ecrã, na qualidade da imagem que produzem e no consumo de energia. Ainda não conseguem a qualidade de pretos e reprodução de cor dos plasmas, mas aproximam-se mais do que os LCDs. O principal ganho está na espessura do ecrã que pode medir tão pouco como 29,1 mm, o que permite pendurá-los tal como se fossem uma moldura. Em termos de instalação, não há melhor. No entanto, são também os mais caros dos três e o tamanho do ecrã ainda é limitado (40" para baixo). O ângulo de visão tende a ser inferior do que o dos LCDs. Ainda assim, em termos de futuro, os LEDs vão certamente substituir os LCDs, ainda que demore muito a serem vendidos ao mesmo preço.

Em resumo, e para sumarizar numa frase clássica a diferença entre os LCDs e os Plasmas, se quiserem uma TV para ver cinema comprem um plasma. Se a usam apenas para ver a SICN e a Sport TV e para jogar jogos de computador, comprem um LCD. Se querem o último grito em termos de tecnologia e design, usam a TV como objecto de decoração e têm dinheiro para gastar, comprem um LED.

Depois de escolherem o formato, não se esqueçam de comprar o tamanho de ecrã certo. O tamanho depende da distância a que vão estar do aparelho. Na net há muitos calculadores de distância para nos aconselhar, pelo que não vale a pena em estar a comprar um ecrã gigante para depois termos de andas a mover os olhos - ou pior, a cabeça - para os quatro cantos do ecrã para conseguir ver um filme. E vão ver que ainda poupam dinheiro...

Boas compras!

* Nota: deixei propositadamente de lado os novos OLED pois além de custarem somas astronómicas, ainda não são produzidos em tamanhos suficientemente grandes para serem verdadeiras opções. No futuro, talvez tenhamos de rever esta apreciação...

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mp3 em Alta Fidelidade

14 outubro 2009 :: Guarda-freio: Luís Miguel Afonso

Ultima Ears Super.Fi 3 StudioA Ultimate Ears é uma empresa californiana que produz auscultadores "in-ear" (IEMs, M de "monitor") para estrelas tão famosas tais como os U2, Linkin Park, Madonna, Metallica, Rod Stewart, Seal, entre outros. Em boa hora apostou também numa linha de produtos para comuns mortais, como nós, que gostam de ouvir música através de produtos que produzam som de qualidade, mas sem ter de recorrer a uns auriculares encomendados após uma consulta de otorrino.

Os Super.Fi 3 Studio são os headphones que me acompanham há mais de dois anos e representavam na altura a entrada na gama da Ultimate Ears. Para os que não sabem, os IEMs encaixam directamente no ouvido e isolam completamente o ruído exterior, uma vez que a "earpiece" (a componente que encaixa no ouvido) sela por completo o canal auditivo. Para conseguir um encaixe perfeito e confortável – e sem recorrer a um molde desenhado à medida como nos modelos que usam as estrelas… - a Ultimate Ears inclui no pacote do Super.Fi 3 um conjunto de adaptadores para o ouvido em diversos materiais e formato: espuma, silicone e em vários tamanhos: pequeno, médio, grande. Se ainda assim não ficarmos satisfeitos, podemos ter acesso a mais adaptadores produzidos pela marca. Eu uso uns de silicone muito mole (incluídos no pacote original) que isolam por completo o ouvido, tem um encaixe perfeito e sou capaz de estar com eles horas sem nunca dar por eles. O conforto é muito maior do que seria de esperar num dispositivo que se agarra e isola o canal auditivo.

E quanto à qualidade de som? Bom, para terem uma ideia, após comprar o meu Ipod, a primeira coisa que fiz foi dar os auscultadores da Mac a um amigo, mesmo antes de os ouvir. Depois de colocarem nos ouvidos uns Super.Fi nunca mais conseguirão ouvir música com uns auscultadores “normais”, ou seja, uns desses da Philips, Sony e afins que se comprar na Fnac (ou pior, nos chineses) por uma dezena (ou um par...) de euros. Os que vêm com os leitores também não fazem muito melhor… O som produzido pelos Super.Fi é de uma riqueza extrema e de um detalhe muito bom. O balanço em todas as componentes do som é facilmente notado fazendo destes os auscultadores de eleição para quem houve jazz, clássica, pop/rock ou qualquer tipo de música onde não há tonalidades a dominar em permanência outras. Os Super.Fi, tais como outros IEMs, produz baixos equilibrados. Quer isto dizer que os amantes do "Super Bass Boom Mega Refixe Power Bass" não ficar contentes com estes auriculares. Esclarecida a questão dos baixos, há que referir que os médios são suaves e que ajudam a fazer nascer a música de uma forma que nem sempre estamos habituados a testemunhar, em especial aqueles que passam a vida a ouvir música no mp3 e nunca tiveram uma verdadeira experiência audiófila antes. As frequências altas são outra das grandes descobertas dos Super.Fi (talvez a mais bem guardada) pois a sua precisão e a forma como perduram deixam realmente qualquer ouvinte mais atento de boca (ouvido) aberta. Para comprovar isto tudo, fiz ainda um teste que me deixou ainda mais contente com estes headphones, que foi ligá-los ao meu sistema de som caseiro que além de incorporar um amplificador high-end tem ainda um amplificador de auscultadores dedicado. A surpresa foi bem agradável, permitindo concluir que quanto melhor é a fonte que alimenta os Super.Fi, melhor é o seu comportamento. Experimentem e verão o que quero dizer...

Em termos de durabilidade são impecáveis. O fio (que não é longo) tem uma rigidez aceitável, nunca parecendo que se vai quebrar e as ligações são de excelente qualidade. Como disse, os meus têm mais de 2 anos e estão impecáveis. O pacote traz uma caixa dura de alumínio para os guardar e isso é fundamental para os conservar bem.

Para terminar, que isto já vai longo, apenas um resumo dos mais e dos menos.

Mais: Alta-fidelidade, grande atenuação de ruído (-26 dB), conforto, perfeita inserção no ouvido, qualidade de construção, durabilidade e relação qualidade-preço.

Menos: O tamanho da corda (117cm) podia ser maior.

O preço continua o mesmo que há quase 3 anos: €65 euros na advancedmp3players.co.uk. Pode parecer muito, mas acreditem que é muito pouco para a experiência que oferece. Boa música!

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