09 dezembro 2009
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Os sinais de que isto não vai durar muito andam aí. O facto de
António Vitorino mais uma série de
socialistas virem pedir a intervenção de Cavaco em nome da estabilidade é eloquente do que se está a passar. É claro que o PR não age a pedido, muito menos assim pressionado em público. Se Sócrates não consegue nada de Cavaco nas reuniões de quinta-feira, que hoje não devem passar mais do que pura formalidade, é porque o PR não está para aí virado. As relações com Sócrates e o Governo são péssimas. A desconfiança é mútua e assumida. A má gestão do "caso das escutas" foi arrasadora para o PR e tirou-lhe margem de manobra. A sucessão de casos mal explicados em torno no PM também não ajuda. Se Cavaco pedir às oposições apoio para o Governo, para onde é que se vira a sua base de apoio nas eleições daqui a um ano? Se não frisa a necessidade de estabilidade, que foi sempre uma das suas bandeiras, para que lado conduzirá o seu discurso em Janeiro de 2011? O PS acaba de entalar Cavaco: se ele não faz parte da solução, então tratam de o meter como parte do problema.
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30 novembro 2009
:: Guarda-freio: Vìtor Matos
Com mais umas quantas destas, como a do
adiamento do Código Contributivo, votado pelas oposições, creio que este Governo não passará do Verão (Cavaco deixa de poder dissolver a AR em Setembro) contrariando as previsões do professor MRS. Vamos ver, vamos ver se Sócrates arrisca eleições com uma liderança fresca no PSD e suspeitas assombrando-lhe a reputação ou se prefere um pântano parlamentar e um Governo que nem governa amarrado a "casos" nem pode governar porque ninguém deixa.
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29 outubro 2009
:: Guarda-freio: Vìtor Matos

Os cinco meses que vão de Abril a Setembro de 2010 serão decisivos para este Governo. Só nesses meses é que o Presidente pode dissolver o Parlamento. Depois disso, só depois de Março de 2011. Acredito que depois de ter pedido a mão de todas as moças do reino - casadoiras ou não - e depois de todas elas terem recusado casamentos e uniões de facto, José Sócrates pode dramatizar e muito.
Durante aqueles meses, deverá fazê-lo em duas circunstâncias: a) se não conseguir fazer passar diplomas essenciais para o Governo; b) se a oposição, além de bloquear o PS, aprovar leis contra o PS.
Se as sondagens forem favoráveis, este Governo tem muitas probabilidades de durar menos do que os dois anos vaticinados pelo professor Marcelo.
Dois factores, porém, podem desequilibrar estas contas: a) uma nova liderança do PSD com boa imagem pode travar as tentações de Sócrates para dramatizar; b) um CDS que não quer perder todo o poder que conquistou estará disponível para negociar, provando que é o verdadeiro voto útil para se destacar do PSD. Vamos ver.
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