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elevador da bica

Retratos da China (VII)

01 agosto 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Central, Hong Kong. Devagar não é com esta cidade.
Foto: BFL

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Retratos da China (VI)

29 julho 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes



Jogo da primeira liga chinesa, entre o Beijing Guo'An e o Chongqing. Durante todo o jogo membros da polícia especial observam o que se passa na bancada. Estão sentados em pequenos bancos, totalmente imóveis (a meio do jogo houve uma bola chutada para canto que bateu em cheio nas costas do polícia acima retratado, que não se mexeu; o público soltou uma gargalhada). Durante o intervalo os polícias levantam-se, mas permanecem imóveis. São os
'stewards' à chinesa. Nas bancadas do Estádio dos Trabalhadores a massa associativa esteve tranquila. Pena as vuvuzelas, mas até se percebe – são todas feitas na China.
Foto: BFL

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Retratos da China (V)

26 julho 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes


Horda turística de média dimensão no Templo do Céu, em Pequim. Os turistas internos são a esmagadora maioria dos visitantes em Pequim e a todos os pontos conhecidos do país, num sinal claro de expansão da classe média. Notei diferenças face ao que vi em 2003 e em 2005. É bom "ver" este crescimento – mais gente com acesso a viagens – mas a coabitação com o ocidental nem sempre é fácil. A falta de civismo é ainda atroz, o barulho da trupe das bandeirinhas (há duas na foto) é insuportável.
Foto: BFL

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Retratos da China (IV)

22 julho 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Polícia de choque no final do jogo de futebol entre o Beijing Guo'an e o Chongqing, em Pequim. Dentro do Estádio dos Trabalhadores o ambiente esteve manso – os ultra do Guo'an são uns meninos ao lado das claques portuguesas (o autoritarismo do regime terá algo a ver com isso, assim como a escassa qualidade do futebol doméstico). Os chineses vibram com o futebol internacional – no verão quente de Pequim todos os bares tinham televisões na rua para ver o Mundial – mas desprezam a liga doméstica. O jogo foi muito lento, com poucas oportunidades de golo. A equipa da casa, campeã da primeira liga chinesa (na qual jogam três irmãos australianos), venceu por 1-0.

Foto: BFL

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Retratos da China (III)

21 julho 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes


Domingo é dia de folga para as milhares de filipinas que trabalham em Hong Kong. Na baixa de Central e nos parques de Kowloon estas mulheres juntam-se ao domingo em dezenas de grupos. Chegam a ocupar ruas inteiras. Almoçam juntas, conversam, dormem na rua e arranjam as unhas das amigas. Há mais de 140 mil filipinos em Hong Kong, a maior parte mulheres a trabalharem como empregadas domésticas. Na semana passada foi aprovada a primeira lei do salário mínimo (que deverá fixar um valor de três dólares por hora). A antiga colónia britânica é a 16ª cidade mais rica do mundo, facto visível no tráfego de helicópteros e no custo de vida.
Foto: BFL

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Retratos da China (II)

20 julho 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Bairro tradicional – hutong – em Pequim. Os hutong são do melhor que há para ver na capital. Têm uma escala humana, vida de bairro e silêncio, tudo em contraste intenso com a nova Pequim. Os hutong – dividos em ruelas e feitos em grande parte de casas de pátio, algumas património da última dinastia – estão em vias de extinção, ameaçados pela pressão imobiliária. Em Pequim discute-se agora a demolição dos bairros típicos à volta de Gulou. Dos hutong que sobram – como este, na zona oriental da cidade, já ameaçado pelas sombras das torres – nem todos têm condições. É preciso olhar de cima para perceber que alguns parecem mesmo favelas. Outros são melhores e há estrangeiros que optam por viver nas casas de pátio, mesmo que à custa de algum conforto. Regra geral, os moradores destes bairros, ali presentes há várias gerações, não querem ser realojados.

Foto: BFL

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Retratos da China

19 julho 2010 :: Guarda-freio: Bruno Faria Lopes

Condomínio fechado "Cidade Eterna", em Pequim. Não contei as torres, mas aquela em que fiquei tinha o número 42. Lá dentro há mercearias abertas 24 horas. Dá para telefonar às 4 da manhã e pedir uma pizza. Durante o dia, os avós passeiam os netos entre estátuas e fontes romanas. Saindo pela porta norte há mais torres perdidas no smog de Pequim, assim como um centro comercial de oito andares chamado Joy City.
Foto: BFL

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