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elevador da bica

Somos cinzentos, somos tristes, somos fado



Não me parece que alguém ganhe ou perca eleições por causa de um cartaz ou dois.

Em todo o caso, um cartaz ou dois podem dar-nos a ideia de quem neles vive.

Manuela Ferreira Leite quer dar-nos a verdade, só a verdade e nada mais do que a verdade, tanto que o seu partido agora é o PSDV.

A honestidade da líder do PSD está nos seus cartazes sem ironias. É tão sóbria, que num partido que tem uma imagem de marca na alegria da sua cor, faz um primeiro cartaz azul-escuro debruado a laranja, em vez de ser laranja debruado a azul. Quer avisar-nos: não contem com cores berrantes nem com gritos e palavras de ordem, que a política não é um arco-íris, a vida não está para festas e vamos vestindo a cor do nosso fado, por respeito pela nossa desgraça. A coisa é salazarenta. Por este caminho, chegaremos ao luto.

Neste cartaz, Manuela é mais verdadeira ainda na sua verdade. Aparece como uma enfermeira branca, que tratará de nós se a escolhermos, sobre um fundo cinzento da nossa realidade. Aquele cinza deixa-me perplexo. Deitar cinzento num cartaz partidário é como pintar de encarnado um anúncio a pensos higiénicos. Manuela é cinzenta, as nossas vidas são cinzentas, Portugal é cinzento, vamos todos votar cinzento.

Claro que nem tudo é mau. A linha telefónica é uma boa ideia num país em que o povo espera que os políticos lhes digam como as coisas devem ser, aqui está uma política a pedir que lhe digam outras coisas sobre as coisas públicas. Manuela terá o país do Fórum da TSF a ligar-lhe para o partido, o que será de grande utilidade, como sabemos. Só que este guterrismo de diálogo mitigado não cola com a verdade de Ferreira Leite. Manuela não é de grandes conversas. Se mal ouve os colaboradores mais directos, por que razão há-de ouvir-me a mim?

Deixo o bom para o fim. Gosto que um político me diga: "Não desista (não tem ponto de exclamação) somos todos precisos"

Pois somos. Mas somos precisos para quê? O PS de Sócrates queria transformar Portugal na Finlândia do Sul com choques tecnológicos e computadores para todas as criancinhas, é inverosímil, mas é um caminho com um horizonte. Ainda não consegui perceber, por mais louváveis que sejam as suas ideias, para onde é que o PSD nos quer levar.

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“Somos cinzentos, somos tristes, somos fado”