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elevador da bica

Freakpolitics - o que diz o lado improvável dos políticos (8)

Economistas, cozido e carapaus



A escritora Virginia Wolf queixou-se uma vez da frugalidade de um jantar em casa do economista John Maynard Keynes, onde onze convidados lutaram para catar os ossos de apenas três galinhas. Milton Friedman, crítico de Keynes e Nobel da Economia, ficou conhecido como forreta por devolver telefonemas a jornalistas a cobrar no destino. O asceta Aníbal Cavaco Silva é mais neo-keynesiano que discípulo de Friedman, mas é igualmente economista: ficaram célebres as queixas do bispo de Setúbal D. Manuel Martins, quando o primeiro-ministro Cavaco lhe deu para almoçar em São Bento jaquinzinhos com arroz de tomate.
Cavaco é tão frugal que consegue convidar os melhores chefs portugueses para o Palácio de Belém, não provar as receitas, e ainda confessar que prefere a simplicidade dos carapaus algarvios. O Presidente age como um economista no lado comezinho da vida e na política não é diferente: comporta-se em função do binómio custo/benefício.
A cabeça política de Cavaco é um quadro de dupla entrada: tenho mais custos ou benefícios em ficar calado? Quando o silêncio traz mais receita e a conversa mais despesa, fica calado e assim nascem os célebres tabus. O povo sabe que às vezes o barato sai caro, mas um economista profissional não se rege por ditados. O casamento gay? Cavaco é contra, mas faz esta contabilidade: se vetasse os custos seriam maiores que os benefícios, pois acabaria humilhado e obrigado a promulgar a lei na mesma. Assim, opta pela solução mais em conta.
Pedro Passos Coelho também é economista – mais tipo Friedman que estilo Keynes – e até escreveu um texto esta semana no i “mais como economista do que como presidente do PSD”, um tropismo herdado de Cavaco, que sempre se definiu como economista por contraste com o político. Acontece que, na idade com que Passos se licenciou em Economia, já Cavaco era economista doutorado. Pelo contrário, Cavaco era virgem de política quando se doutorou, e com essa idade já Passos era um político calejado.

O que é que isto nos diz? O actual líder do PSD adora comezainas, em jovem era capaz de comer duas sopas de feijão antes de se dedicar a um cozido à portuguesa, e jamais deixaria de provar as receitas dos chefs em Belém. Portanto, se Cavaco tem prazer na frugalidade, Passos Coelho está em dieta política e daí pode surgir uma sensação de abstinência: o economista Passos Coelho pensa neste momento ter mais benefícios em ajudar o Governo a enterrar-se com a crise, do que em provocar eleições, até porque isso deixaria Cavaco com custos desnecessários nas Presidenciais. Já o político Passos olha para o cozido à portuguesa das sondagens que o começam a fazer salivar, mas tem de aguentar-se a carapauzinhos até chegar a hora. Se na cabeça de Cavaco ganha o economista, na de Passos vencerá o economista ou o político?

Crónica publicada no site da SÁBADO.

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“Freakpolitics - o que diz o lado improvável dos políticos (8)”

  1. Anonymous Anónimo disse:

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