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Freakpolitics - o que diz o lado improvável dos políticos (6)

Sorrisos profissionais
Nós confiamos nos sorrisos naturais e desconfiamos dos sorrisos forçados. Isso influencia o voto?

Não há sorriso como o de Berlusconi. Também não há plástico de maior qualidade: Silvio é um tupperware político. Sorri profissionalmente, com os dentes todos, a cara toda, os olhos todos, mais testa e orelhas. Quase é engolido pelo seu sorrir. Um bom sorriso tem um enorme valor político, não é brincadeira. Barack Obama tem o sorriso artificial mais natural do mundo. Trata-se de um património: faz-nos confiar, desconfiar, simpatizar ou odiar. Quando falamos com uma pessoa, avaliamos inconscientemente o interlocutor pelo sorriso. E aos políticos também.

Um estudo científico publicado em Março deste ano no British Journal of Social Psychology, com base em experiências levadas a cabo por Lucy Johnston, Lynden Miles e Neil Macrae, concluiu que as pessoas reparam espontaneamente no tipo de sorriso dos outros, em situações onde a confiança e a necessidade de cooperação estão salientes. Touché! Política é sobre confiança e cooperação. Um político trabalha para que as pessoas confiem nele e cooperem com as suas ideias.

Daí a importância do sorriso para definir votos e influenciar sondagens. Quando estiver a ver um político na televisão que acena e sorri, observe e sinta: qual me transmite mais confiança? Segundo a citada investigação intitulada “Está a Sorrir para Mim? Funções sociais dos sorrisos naturais e forçados”, os participantes no estudo “avaliaram de forma mais positiva os indivíduos que mostravam sorrisos verdadeiros do que aqueles que apresentavam sorrisos forçados, e tinham maiores taxas de cooperação com os que apresentavam sorrisos naturais”.

Em Portugal, o político com o sorriso mais profissional é Paulo Portas, porque percebeu a importância eleitoral do sorriso e comprou uns dentes novos para sorrir à vontade. Tem postiço a mais para gerar altos índices de confiança.

O sorriso de Sócrates é irónico e sarcástico porque o primeiro-ministro aparece mais vezes a sorrir de descontentamento – por exemplo perante adversários e perguntas incómodas – do que por boas causas, apesar do seu optimismo crónico. Não motiva a cooperação.

O sorriso de Passos Coelho é o mais sumido de todos, por se traduzir numa linha sem volume entre dois lábios prensados: é demasiado ambíguo, como o da Mona Lisa, para lhe dar alguma vantagem política.

O de Jerónimo de Sousa é sincero, talvez daí venha parte da sua popularidade. E o de Francisco Louçã pede meças ao de Sócrates na ironia.

O quadro não é famoso. Talvez por isso Cavaco Silva reserve para si alguma vantagem porque raramente sorri em situações oficiais. O País está mais para o estilo cara-de-pau tipo Ramalho Eanes.

Crónica publicada no site da SÁBADO.

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