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elevador da bica

Numa era de novos piratas, estes têm o seu papel

Piratas ao largo da Somália, piratas na internet, piratas que tentam entrar na rede eléctrica norte-americana, Piratas das Caraíbas, piratas piratas piratas.

Hoje, na Suécia, uma destas classes de piratas, os da net, sofreu um tiro no casco - os fundadores do Pirate Bay foram condenados a um ano de cadeia.

Percebo o princípio básico de que é necessário pagar pelos conteúdos (que palavra, esta) consumidos: filmes, música, livros, notícias, etc. Está ali trabalho que é preciso remunerar, investimento e esforço, património e serviço público. Mas, concordo em boa parte com o que escreve o Luís Afonso: perante a inovação tecnológica tão grande dos últimos anos, que dá acesso fácil e gratuito aos 'conteúdos', estas indústrias da propriedade intelectual terão que mudar.

E é aqui que a pirataria - eticamente condenável, sim - desempenha o seu papel. É no jogo de forças entre as editoras/estúdios/músicos/etc. e os piratas (que são consumidores, é bom lembrar) que nasce a evolução no mercado que poderá beneficiar toda a gente. É sempre assim: primeiro há a inovação tecnológica; quem está instalado no mercado resiste; há a pressão de quem compra; quem vende tem de mudar; o mercado fica diferente.

Na música isto é claro: os músicos terão de fazer mais concertos, lançar packs especiais para o mercado e vender música mais barata (se calhar, terão de livrar-se da editora ou, pelo menos, de renegociar). Vão ter de fazer pela vida. Para mim, consumidor de música, isto são boas notícias.

“Numa era de novos piratas, estes têm o seu papel”

  1. Blogger João Cândido da Silva disse:

    Do meu ponto de vista, a decisão judicial em causa faz todo o sentido. Uma mudança tecnológica não pode ser argumento para legitimar o roubo e determinar que o trabalho, neste caso de músicos, compositores, produtores e por aí fora, deve deixar de ser remunerado. Gostava de saber o que diriam os defensores dos "downloads" ilegais se alguém um dia destes lhes comunicasse que, por causa de um qualquer choque tecnológico, teriam que passar a trabalhar de graça.

  2. Blogger João Cândido da Silva disse:

    Aqui fica uma sugestão para os apreciadores de música. Dêem uma vista de olhos pelo Spotify.com. Não permite "downloads", mas oferece a possibilidade de o utilizador escutar aquilo que quiser como se se tratasse de uma estação de rádio personalizada. Podem ouvir-se álbuns inteiros, discografias inteiras ou fazer "playlists" com as faixas preferidas. Tem dois géneros de soluções para os utilizadores. A gratuita, que obriga a, de vez em quando, ouvir um "spot" publicitário antes do início de um tema. Outra, em que é cobrada uma assinatura, julgo que mensal. Neste caso, o utilizador não terá que escutar a publicidade. É um modelo de negócio que respeita o direito dos músicos e compositores a serem remunerados pelo seu trabalho e não a mera roubalheira, "legitimada" pelas facilidades fornecidas pelos avanços tecnológicos.