<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d37878389\x26blogName\x3dElevador+da+Bica\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://elevadordabica.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://elevadordabica.blogspot.com/\x26vt\x3d8544793576954813379', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
elevador da bica

Tiros de pólvora seca

Se é com as 50 medidas apresentadas esta semana que José Sócrates quer passar o teste de vida junto dos líderes europeus, então nada sobrará a não ser desilusão. Para consumo mediático haverá palmadinhas nas costas e os elogios habituais, mas nos bastidores seguramente ninguém acreditará no pretenso alcance profundo deste "pacote 50" - não por falta de boas ideias entre as cinco dezenas de medidas, mas porque nenhuma ataca com firmeza qualquer dos problemas estruturais que minam a economia portuguesa.


O governo toca nos problemas ao de leve - ou passa totalmente ao seu lado - porque nesta altura já lhe sobram poucas opções. Não há margem orçamental para baixar significativamente o peso da fiscalidade sobre as empresas ou para pelo menos garantir estabilidade fiscal. E não há margem política para fazer uma das reformas mais necessárias para a economia - a da justiça - nem para aprofundar mais as alterações na lei laboral. Minado à partida por um programa eleitoral irrealista, desgastado por sucessivos tiros nos pés e acossado pela oposição - que se limita a esperar pelo fim e prescinde de apresentar ideias válidas -, o segundo governo PS perdeu capacidade política interna, logo na altura em que o país mais precisa dela.


“Tiros de pólvora seca”