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elevador da bica

Coisas que valem a pena


Um tipo passa a vida a escrever sobre intrigalhada política menor e um dia vai ouvir o que custa  vida da boca de quem sofre tão inocentemente que nem sabe porque dói. E depois um tipo fica aflito, aquilo passa dias a moer a cabeça de um gajo, por parecer tudo tão frágil nesta vida e porque sabemos que las hay mas não queremos ver, porque o Estado Social é uma abstracção sem face, mas o estado de necessidade tem vidas lá dentro, tem crianças que de manhã bebem meio copo de leite para os seis pacotes darem para a semana toda. As que bebem têm sorte.

O artigo que escrevi na Sábado há uma semana sobre as cinco "crianças com fome" foi das coisas mais compensadoras que fiz em 16 anos de jornalismo. Tudo porque ao longo dos últimos dias, recebi dezenas de emails e telefonemas de gente de todo o país a querer ajudar, e hoje continuei  receber emails e telefonemas de gente que insiste em auxiliar anonimamente aquelas famílias, e que se emocionou com as histórias contadas na primeira pessoa pelas crianças. É claro que há mais crianças necessitadas em Portugal e casos mais dramáticos ainda, mas estas têm (não um rosto), mas uma narrativa que pela sua ingenuidade nos cospe na cara o mundo infame por detrás dos discursos sobre percentagens de pobreza (à esquerda) ou "preguiçosos" que vivem à custa do rendimento mínimo (à direita).

Resumindo: em plena crise e no meio desta sociedade egoísta, há quem se sinta incomodado e tenha a iniciativa de contribuir para mudar um pouco os males deste mundo, na medida que puder. Não é caridadezinha. São pessoas que sentem uma pulsão para fazerem elas próprias alguma coisa, que não atiram as responsabilidades para o social do Estado e talvez seja verdade, talvez assim as nossas vidas tenham mais sentido. Afinal, nem tudo está perdido quando tudo parece perdido. E às vezes vale a pena ser jornalista.

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