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elevador da bica

"PIGS" são eles!

O súbito calor de trinta graus despertou na cidade de Bruxelas os odores mais entranhados. A cidade cheira mal. Cheira a urina em todos os cantos. As ruas não vêem água com lixívia ou detergente certamente há meses. À esquina de cada Igreja ou monumento há um insuportável cheiro a lixo. Até junto ao Parlamento Europeu, o cheiro é intenso e obriga-me a um revirar de olhos constante.
Isto já para não falar dos belgas, propriamente ditos. Pelas ruas de Bruxelas cruzo-me com homens e mulheres que não sabem que a expressão “banho diário” deve querer dizer exactamente isso – duche todos os dias pelos menos uma vez.
A curta pausa para almoço dos burocratas de Bruxelas é aproveitada para apanhar uma nesga de sol que há meses não lambia aqueles corpos pálidos. Elas sobem as saias e sentam-se de qualquer maneira esticando as pernas brancas, algumas sardentas, na relva do parque junto à Praça do Luxemburgo. Eles atiram-se para o chão, abrem os botões da camisa e tiram a gravata com as mãos suadas antes de abrirem o saco de papel da baguette que lhes serve de almoço. Todos ao sol, o sol tão raro de Bruxelas. E transpiram. E comem sozinhos, calados, ao sol. E transpiram. O reflexo brilhante do suor vê-se à distância. E transpiram…
Depois voltam ao trabalho, entram nos gabinetes, sobem os braços para apanhar um dossier de uma estante, contactam com os deputados, fazem atendimento ao público, recebem visitantes, contactam com jornalistas. São gente de poucas falas. Dizem “bonjour” e “merci” (quando dizem) quase sem abrirem a boca. Nunca sorriem. Não respeitam filas. Não seguram a porta quando alguém vem atrás. Dizem mal dos portugueses e dos latinos. E cheiram mal que tresandam…

“"PIGS" são eles!”