<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d37878389\x26blogName\x3dElevador+da+Bica\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://elevadordabica.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://elevadordabica.blogspot.com/\x26vt\x3d8544793576954813379', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
elevador da bica

A classe média que pague a crise

"Não se trata de falar de ricos e pobres. Mas temos consciência de que há pessoas com rendimentos elevados em comparação com a maioria, que tem rendimentos mais baixos e precisa de apoios.", Teixeira dos Santos, entrevista à SIC

Se a comparação é com a maioria, então estamos conversados: 85% das declarações de rendimentos para o cálculo do IRS em 2005 diziam respeito ao escalão abaixo de 27.500 euros brutos por ano. Olhe-se para o problema de outro ângulo: 40% dos portugueses seriam pobres se não recebessem qualquer transferência do Estado (abonos, pensões, subsídios, etc.), segundo o INE.

Nestas condições – e tendo uma política fiscal que toma a maioria como referência – não admira que a definição de "ricos" em Portugal abranja a pura classe média e média/alta. O peso sobre estas pessoas (onde me incluo) tem vindo a crescer nos últimos anos: em 2006, 70% da receita de IRS foi conseguida a partir do escalão de 40 mil euros brutos anuais, que vale cerca de 8% das declarações entregues.

O Estado Social tem implícita a ideia de transferência de riqueza, da sua redistribuição – ora, em Portugal, a economia não cresce desde o início da década, a capacidade de gerar riqueza estagnou (perto de 0% entre 2000 e 2009). Como resolver?

“A classe média que pague a crise”