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elevador da bica

"Exclusivos" jornalísticos

26 janeiro 2011 :: Guarda-freio: Ana Catarina Santos

Manchete do Diário Económico online: "PT conclui negócio com a Oi".
Clicamos no título e abre o texto, repetindo o destaque: "PT conclui negócio com a Oi".
Ante-título: "Exclusivo Diário Económico"
Início do segundo parágrafo: "De acordo com as mesmas fontes, a assinatura do negócio não está ainda concluída."

Em que ficamos? Está concluído ou não está concluído? É que se não está concluído, está tudo na mesma e não há notícia. Muito menos para destaque em "exclusivo".

É por estas e por outras que são cada vez mais frequentes as críticas aos jornalistas pela falta de rigor e de credibilidade. Neste caso, com razão.

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Aqui está um vídeo obrigatório que nos faz sorrir amarelo

14 dezembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

So you want to be a journalist...


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Wiki leaking vs tradicional leaking

09 dezembro 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O mundo mudou e é preciso saber viver nele: no último 24Horas, o Jack Bauer andou em bolandas com uma pen para divulgar umas filmagens muitos sensíveis que denunciavam um presidente russo e deu a pen a uma jornalista da imprensa tradicional, que depois teve problemas com editores, o jornal foi pressionado, etc.: hoje, de certeza que os argumentistas se lembrariam do WikiLeaks, da mesma maneira que eu quando vi o episódio me lembrei da internet (mas porque é que ele não mete aquela porcaria no you tube?). 

Percebo que políticos e funcionários de alguns departamentos estatais - de todo o mundo - fiquem aterrorizados com o WikiLeaks. Mas críticas de jornalistas ou de gente dos media não compreendo. Quem não adorava ter tido acesso ao telegrama da embaixada norte-americana sobre os voos da CIA em Portugal? Ou as ordens de Hillary Clinton para se espiar o secretário-geral das Nações Unidas? Ou que a Arábia Saudita queria que os americanos bombardeassem o Irão? A grande diferença é que um jornalista tem acesso a uma quantidade limitada de informação, normalmente relacionada com a área que trabalha. Documentos deste calibre seriam uma grande história em qualquer jornal. A partir do momento em que um jornalista tivesse em seu poder qualquer um daqueles documentos tinha a obrigação profissional de o publicar.

O que o WikiLeaks muda para sempre é a capacidade de distribuição que o meio permite: é um grossista que distribui em larga escala aquilo que um jornalista nunca conseguiria fazer ao longo de uma carreira. A triagem, selecção e tratamento da informação deve ser feita pelos jornalistas, não é feita pelo WikiLeaks, que apenas proporciona a plataforma e mantém as fontes secretas. Tem perigos? Tem. Pode ser manipulado, por exemplo por serviços secretos que falsificam documentos para fazer contra-informação. Mas a esse risco também a imprensa tradicional está exposta.

Já os danos que estas revelações podem provocar parecem limitados. Entre as diplomatas todos sabem que se funciona assim, com aquele tipo de comentários e análises, portanto, danos diplomáticos sérios não haverá. Quanto a problemas - porque há sempre dois lados - questões levantadas aqui e aqui - é pertinente e tem a ver com o volume de informação bruta libertada, que permite aos serviços secretos de todo o mundo descobrirem padrões de comunicação e até pessoas e fontes que ficam em risco. Outra diferença entre o WikiLeaks e o jornalismo é que  um jornalista pode divulgar informação secreta por ser relevante e de interesse público, enquanto o WikiLeaks revela informação secreta apenas para revelar informação secreta.

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O melhor futebol do mundo no i

06 julho 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

Armado ao pingarelho, eu raramente lia um texto sobre desporto nos jornais diários, sobretudo se fosse futebol (abria excepção para a F1 ou para a NBA). Mas o i está a mudar-me. De longe, parece-me a melhor editoria de desporto dos diários. Por exemplo, este texto sobre a busca da Mercedes pelo autocarro que conduziu a selecção da RFA em 1974 é uma delícia. Mas este é apenas um dos muitos exemplos de bom jornalismo criativo daquela equipa.

PS: não conheço nenhum dos jornalistas de desporto do i.

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Business ou turismo?

27 maio 2010 :: Guarda-freio: FSC

À chegada ao aeroporto internacional de São Paulo sou recebido por Stephanie, funcionária dos serviços de imigração e, tudo indica, mastigadora profissional de chicletes.

"Vem em negócios?... Business?"

"Não, mas venho em trabalho. Sou jornalista e vou acompanhar a visita ao Brasil do primeiro-ministro de Portugal."

"É turista, então..."

"..."

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Jornalismo de cordel

05 maio 2010 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

Depois de ter visto, no "site" da "Sábado", a notável actuação de Ricardo Rodrigues, aconselho todos os jornalistas a passarem a ir para as entrevistas com os gravadores atados por um cordel, como acontece com as esferográficas que costumam estar nas cabines de voto, nas eleições. Assim, será mais fácil frustrar os intentos dos larápios.

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O jornalismo é uma chatice, pá!

23 abril 2010 :: Guarda-freio: Vìtor Matos

O jornalismo é uma chatice. Juan Herrero, administrador da Media Capital, admitiu hoje à comissão de inquérito que as queixas de José Sócrates contribuíram para o fim do Jornal Nacional de Sexta na TVI. O estilo da pivôt não era o meu estilo. Também não gosto da Fox News nem aprecio a MSNBC. E nunca comprei tablóides. Mas o estilo não incomodava ninguém se não fossem as notícias. E o que incomodava o primeiro-ministro eram as notícias, o jornalismo e a investigação, o jornalismo praticante que não larga o osso enquanto há notícia. O estilo pé-de-microfone é mais do agrado de José Sócrates (e, sejamos justos, de todos os políticos). Mas o jornalismo devia ser o business da Prisa. Parece que não é. A verdadeira chatice nos tempos que correm é o jornalismo também ser uma chatice para as próprias empresas de jornalismo.

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Lido no Elevador

14 abril 2009 :: Guarda-freio: João Cândido da Silva

"Inteiramente gratuito, eis o guia com que sempre sonhou", por João Miguel Tavares, no "Diário de Notícias", sobre a justiça, o jornalismo e os debates sobre estes dois temas que costumam acontecer a pretexto de "todos os casos que em Portugal começam com a palavra 'caso'".

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